Clipping Diário

17 | Outubro | 2025

SIDERURGIA

Diário do Comércio - MG   17/10/2025

Em setembro de 2025, ante o mesmo período de 2024, as importações brasileiras de aço diminuíram 31,9%, para 446 mil toneladas, conforme dados do Instituto Aço Brasil (IABr), divulgados nesta quinta-feira (16). Foram 410 mil toneladas importadas de laminados (-14,6%) e 36 mil toneladas de semiacabados para venda (-79,4%).

Esse foi o segundo mês consecutivo de queda nos desembarques, após sete altas seguidas. Em agosto, na comparação com um ano antes, houve um recuo de 24%. Procurada, o IABr não respondeu se fatores específicos motivaram as retrações.

O analista de investimentos da plataforma AGF, Pedro Galdi, avalia que “a redução expressiva das importações no mês pode indicar um movimento de recomposição de estoques internos ou efeito de preços mais competitivos no mercado doméstico”.

Embora as compras externas tenham caído nos dois últimos meses, entre janeiro e setembro deste ano, em relação a igual intervalo do exercício anterior, houve crescimento de 9,7%, para 5,1 milhões de toneladas. Foram 4,5 milhões de toneladas importadas de laminados (+25,8%) e 600 mil toneladas de semiacabados para venda (-41,2%).

O volume acumulado de desembarques é o maior para o período desde 2013, quando o Aço Brasil iniciou a série histórica do levantamento. O instituto prevê que as importações – somente de laminados – cheguem a 5,3 milhões de toneladas neste ano, uma alta de 11,2%.

Cabe destacar que as siderúrgicas têm pressionado o governo federal para que novas medidas de defesa comercial sejam implementadas. As empresas alegam enfrentar uma concorrência desleal contra alguns países, sobretudo a China. As usinas dizem que a cota-tarifa imposta pelo Brasil não foi eficaz. Há cortes de pessoal e de investimentos pelo setor.
Participação da China cresce e desembarques da Coréia do Sul aumentam

As importações de aço do mercado chinês registraram alta anual de 23,3% em setembro e de 25,9% no acumulado de 2025. A participação nos desembarques brasileiros cresceu nos dois comparativos. No mês, o país respondeu por 59,1% das compras, e, no ano, 61,1%.

A Coréia do Sul, segunda principal fornecedora, também elevou a participação nas compras em ambas as comparações. Em setembro, os sul-coreanos foram responsáveis por 15% do aço importado pelo Brasil, com um avanço de 377,9% na quantidade exportada, enquanto, no ano, responderam por 11,5%, com expansão de 226,7% no volume embarcado.

Produção de aço bruto recua no Brasil e em Minas Gerais

A produção brasileira de aço bruto em setembro deste ano caiu 3,2%, para 2,8 milhões de toneladas, no confronto com igual intervalo de 2024. Minas Gerais teve 31% de participação no resultado, liderando entre os estados, com 868 mil toneladas produzidas, contudo, também registrou queda no volume produzido, de 2,1%.

Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil produziu 25 milhões de toneladas e Minas Gerais 7,6 milhões, ou seja, 30,5% do total nacional. Frente ao mesmo período do último ano, ambos apresentaram desempenhos inferiores, com recuos de 1,7% e 1%, respectivamente.

Exportações de aço em alta

Ainda conforme os números do Aço Brasil, as exportações de aço do Brasil atingiram 786 mil toneladas em setembro e 7,8 milhões de toneladas no acumulado de nove meses. Em relação aos respectivos períodos do ano passado, os embarques cresceram 11,6% e 2,6%.

Além disso, as vendas internas recuaram 0,6% no mês, para 1,9 milhão de toneladas, e expandiram 0,5% no ano, para 16,1 milhões de toneladas. Já o consumo aparente foi de 2,3 milhões de toneladas em setembro, retração de 5%, e de 20,4 milhões de toneladas no acumulado, acréscimo de 4,1%, influenciado pela alta das importações.

Infomoney - SP   17/10/2025

Apesar do otimismo crescente em relação à possível aprovação de medidas antidumping para importações de aço plano no Brasil, o UBS BB ainda considera o desfecho amplamente binário e dependente da vontade política. No entanto, uma decisão favorável parece uma possibilidade real atualmente — e, na visão do banco, não está precificada nas ações da Usiminas (USIM5) no nível atual.

De acordo com estimativas do UBS BB, considerando o valor de mercado implícito da Usiminas de cerca de R$ 8,5 bilhões e múltiplo justo de 3,5 a 4,0 vezes EV/EBITDA (valor da firma/lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), a ação da siderúrgica está precificando apenas uma margem de EBITDA (EBITDA sobre receita) de aço de aproximadamente 8% para 2026, o que indica em nenhuma valorização de preços decorrente das tarifas.

TIM, Klabin, Gol, PDG, Neoenergia e mais ações para acompanhar hoje

Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira

Se o cenário otimista se concretizar, com a empresa conseguindo implementar aumentos de preços e elevar suas margens de EBITDA de aço para a faixa de 11% a 13%, o banco projeta um potencial de valorização relevante de até 50% para a ação.
O UBS BB ressalta que o cálculo não considera mudanças significativas em volumes ou custos, nem leva em conta os atrasos contratuais da Usiminas. Ainda assim, na opinião do banco, reforça que uma decisão favorável de antidumping parece não estar precificada atualmente.
Decisões de antidumping podem ocorrer em novembro

O UBS BB comenta que as tarifas não tem sido eficaz para limitar a crescente importação de aço desde sua implementação, uma vez que subiram 18% na base anual em 2024 e 10% no acumulado de 2025.

Durante o primeiro semestre, o governo teve a oportunidade de implementar tarifas preliminares em algumas linhas de aço plano, mas optou por não fazê-lo. Nos últimos meses, entretanto, o órgão comercial brasileiro aplicou medidas antidumping sobre chapas para latas e aço inox importado da China, o que o banco acredita ser um bom indicativo para os próximos processos finais.

Agora, o foco está nas decisões finais de antidumping que devem ocorrer nos próximos meses:
UBS BB reitera recomendação neutra para Usiminas

Mesmo com os riscos inclinados para cima para a ação, o UBS BB disse não estar confortável para elevar a recomendação do papel em um “cenário tão binário”. Com isso, o banco manteve recomendação de neutra para Usiminas, com preço-alvo de R$ 5.

“Em um cenário sem antidumping, continuaríamos a ver a indústria brasileira de aço sob forte pressão das importações, e a recuperação de margens para níveis normalizados poderia levar alguns anos”, explicam analistas.

Valor - SP   17/10/2025

Utilização da capacidade instalada do segmento em setembro foi de 66%, contra 68,2% no mesmo mês do ano passado, e as vendas internas recuaram 0,6%

A produção de aço bruto no Brasil em setembro totalizou 2,801 milhões de toneladas, uma queda de 3,2% frente ao total de 2,894 milhões fabricado em igual mês do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Aço Brasil, que mostrou ainda que, nos nove primeiros meses do ano a produção foi de 24,982 milhões de toneladas, 1,7% abaixo das 25,419 milhões de toneladas do período de janeiro a setembro de 2024.

A utilização da capacidade instalada em setembro foi de 66%, contra 68,2% em setembro do ano passado. No ano, a utilização da capacidade somou 65,4% até setembro, contra 66,5% nos nove primeiros meses de 2024.

As vendas internas, segundo o Aço Brasil, foram de 1,893 milhão de toneladas em setembro, 0,6% abaixo das 1,904 milhão de toneladas em igual mês de 2024. Nos nove primeiros meses do ano, as vendas internas somaram 16,052 milhões de toneladas, 0,5% abaixo das 15,974 milhões de toneladas registradas em igual período do ano passado.

As importações recuaram 31,9% em setembro, passando de 655 mil toneladas em setembro do ano passado para 446 mil toneladas em igual mês de 2025. No ano, no entanto, as importações somaram 5,075 milhões de toneladas entre janeiro e setembro, 9,7% acima das 4,628 milhões de toneladas de igual período do ano passado.

Revista Mineração - SP   17/10/2025

A Ternium recebeu o Prêmio Steelie de Excelência em Sustentabilidade pelo projeto “Ventos de Mudança: o primeiro passo da Ternium em direção à energia renovável na Argentina”.

O reconhecimento internacional destaca o Parque Eólico Vientos de Olavarría, primeiro empreendimento de energia renovável em larga escala da Ternium, que contou com um investimento de US$ 225 milhões para reduzir as emissões de CO2 em mais de 111 mil toneladas por ano, o que equivale a retirar 24 mil veículos das ruas anualmente.

A Ternium também foi finalista nas categorias Excelência em Programas de Comunicação, com o documentário “Amanhã, Santa Cruz – Construindo Futuros Através da Educação”, e Excelência em Pessoas por suas iniciativas voltadas à diversidade, equidade e inclusão.

“Este reconhecimento reafirma o compromisso da nossa empresa com a transição energética e a descarbonização, por meio de iniciativas sustentáveis, concretas e competitivas, como o nosso primeiro parque eólico”, destacou o diretor global de Sustentabilidade da Ternium, José Fonrouge.

O reconhecimento da Worldsteel reforça a posição da Ternium como uma das líderes em sustentabilidade na siderurgia mundial. A empresa foi Campeã da Sustentabilidade pela associação por sete anos consecutivos, resultado de investimentos contínuos em eficiência energética, conservação de recursos naturais e inovação.

Desenvolvido integralmente pelas equipes internas de engenharia, o Vientos de Olavarría conta com 22 turbinas e 99 megawatts de capacidade instalada. O parque entrou em plena atividade em março de 2025, permitindo a substituição de quase 90% da energia elétrica da rede nacional argentina por uma fonte renovável, com geração de 480 GWh por ano, o suficiente para abastecer cerca de 100 mil residências.

Além de reduzir as emissões de CO2, há um impacto direto no desenvolvimento local, com a geração de mais de 350 empregos durante a fase de construção e ações de capacitação técnica e conscientização ambiental junto à comunidade.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   17/10/2025

Com as contas externas em ordem, exportações em alta apesar do tarifaço americano e reservas de US$ 350,8 bilhões em agosto, o Brasil pode fechar mais um ano sem o velho fantasma — já ausente na maior parte deste século — de uma crise cambial.

Frequente na América Latina até começo deste milênio, esse tipo de crise se tornou muito menos presente na região, nos últimos 25 anos. Mas ainda assombra os cidadãos da Argentina, interfere em seu dia a dia e complica o trabalho do presidente Javier Milei.

Com o empréstimo de US$ 20 bilhões oferecido pelo presidente Donald Trump, Milei poderá, talvez, contornar a nova crise, mas com o custo provável, já apontado pelo americano, de maior interferência na política.

Embora crescendo menos do que outros emergentes, o Brasil tem mantido, como outros latinos, um desempenho positivo. Depois de um mau começo de ano, a economia brasileira produziu no segundo trimestre 0,4% mais que no primeiro e acumulou expansão de 3,2% nos quatro trimestres até junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em agosto, o Produto Interno Bruto (PIB) deve ter-se expandido 0,4%, de acordo com o indicador publicado mensalmente pelo Banco Central, o IBC-Br, também conhecido como “prévia do PIB”. O aumento acumulado em 12 meses foi estimado em 3,2%. Segundo a avaliação do BC, a produção industrial cresceu 0,8% em agosto, a de serviços aumentou 0,2 % e a da agropecuária diminuiu 1,9%.

No mercado, a mediana das projeções tem apontado para este ano um crescimento econômico pouco superior a 2% (2,16%, segundo o boletim Focus divulgado pelo BC na última segunda-feira.

O Ministério da Fazenda tem divulgado estimativas mais próximas de 3%. Para 2026, cálculos correntes no mercado indicam uma expansão econômica mais próxima de 1,80%. As estimativas para os próximos anos dificilmente superam a taxa anual de 2%.

Expectativas modestas têm sido registradas há vários anos e são justificáveis principalmente pelas baixas taxas de investimento em capacidade produtiva, frequentemente inferiores a 18% do PIB e raramente superiores a esse nível.

Investimentos maiores dependem de gastos públicos mais contidos e mais produtivos, de perspectivas econômicas mais claras e mais seguras e de juros mais baixos, só sustentáveis com maior segurança quanto à evolução dos preços. Condições externas podem atrapalhar, mas uma boa administração das contas públicas tende a facilitar o enfrentamento das oscilações internacionais.

IstoÉ Dinheiro - SP   17/10/2025

O diretor do Federal Reserve (Fed) Stephen Miran afirmou que a resiliência da economia americana no próximo ano dependerá diretamente de como as tensões comerciais entre Estados Unidos e China será resolvida e da trajetória da política monetária, em entrevista à Fox Business na manhã desta quinta-feira.

Miran disse projetar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 2% neste ano, com a atividade mantendo a força em 2026. Mas, segundo ele, as tensões entre EUA e China trouxeram novamente incertezas para a economia que haviam sido dissipadas. “As negociações podem ocorrer rapidamente ou lentamente e isso definirá o tamanho do crescimento do PIB no ano que vem”, afirmou, ponderando que, quanto mais rápido o acordo, mais forte será o desempenho da economia.

O diretor também vê influência direta do Fed nas perspectivas para o crescimento econômico dos EUA. Na visão dele, os juros precisam ser ajustados rapidamente para um nível apropriado para sustentar a resiliência da economia. Sobre a reunião de outubro, Miran afirmou que os dirigentes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) deveriam reduzir as taxas em 50 pontos-base (pb), mas provavelmente devem optar por corte menor, de 25 pb.

Miran ponderou que a política monetária está demasiadamente restritiva, considerando que o nível neutro dos juros pode ter caído desde a restrição em políticas de imigração. O dirigente também vê maiores ganhos de produtividade na economia com a implementação da inteligência artificial (IA) e aumento em investimentos na indústria de tecnologia, particularmente para construção de data centers.

“Mas é cedo para dizer como isso está afetando o mercado de trabalho, porque cada emprego apagado pela IA pode gerar novos em outras funções”, disse.

Sobre ajustes no balanço patrimonial, Miran defendeu que o BC americano deveria pausar a redução de títulos até que as novas regulações bancárias sejam definidas. De acordo com ele, o tamanho do balanço deve ser correspondente ao tamanho do sistema bancário nos EUA, o que só será determinado após a aprovação das regras de capital.

Globo Online - RJ   17/10/2025

A economia brasileira voltou a crescer em agosto, mas menos do que os analistas esperavam. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) — uma espécie de prévia do PIB — subiu 0,4% em relação a julho, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira.

O resultado ficou abaixo das projeções do mercado, que esperavam um avanço de cerca de 0,7%, segundo levantamento do Valor Data com 20 consultorias e instituições financeiras. As estimativas variavam entre 0,1% e 1,1%.

O IBC-Br é usado pelo Banco Central para acompanhar o ritmo da economia e ajuda a orientar as decisões sobre a taxa de juros no país.

IstoÉ Dinheiro - SP   17/10/2025

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que a China tem sido “bastante resiliente” à turbulência global e crescido mais que a média do mundo. O FMI estima o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês em 4,8% em 2025 e em 4,2% em 2026. “A China está crescendo mais rápido que a média global e, nesse sentido, está contribuindo para a expansão global”, avaliou Georgieva em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 16, durante as reuniões anuais do FMI.

De acordo com ela, a China enfrenta uma bifurcação no caminho: continuar com o modelo de crescimento anterior, orientado para exportações, ou reposicionar a economia para o consumo doméstico. “A China reconhece que é hora de fazer essa mudança, de direcionar a economia para o consumo interno”, disse.

Georgieva listou três prioridades importantes à China: redirecionar o dinheiro investido em política industrial para apoiar redes de segurança social e aumentar a confiança do consumidor, reduzindo a tendência de poupança; gastar mais e poupar um pouco menos; e abrir setores que atualmente não são tão ativos no mercado, como educação, saúde e outros tipos de serviços. “Se a China fizer essa mudança, será uma grande contribuição para reduzir o desequilíbrio excessivo que enfrenta. É a hora de fazer mais internamente do que externamente”, avaliou.

Quanto à Índia, ela afirmou que é uma das economias de crescimento mais rápido por conta das reformas “significativas” que fez e tem contribuído “substancialmente” para a expansão global. Na sua visão, o país pode buscar um maior grau de integração comercial com parceiros e repensar barreiras ao comércio, como as tarifas impostas pelo país.

O Estado de S.Paulo - SP   17/10/2025

O Brasil cresce pouco ou será que a gente está só medindo errado? No Chama o Nery desta semana, o colunista do Estadão Pedro Fernando Nery fala sobre as ideias do último prêmio Nobel de Economia em relação ao assunto.

O francês Philippe Aghion foi um dos três vencedores do Prêmio Nobel de Economia anunciados na última segunda-feira, 13. “Ele estuda, essencialmente, o progresso. E uma das coisas mais interessantes que ele tem discutido é justamente a mensuração do progresso, porque existe quase como um paradoxo na inovação”, afirma Nery.

Segundo ele, se o progresso de uma sociedade é medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), isso significa que essa medição depende fortemente do preço dos produtos e serviços, já que o indicador soma tudo o que é produzido numa economia. O problema é que, quando a inovação ou o avanço tecnológico melhoram a qualidade de um bem ou reduzem seu custo, o PIB não capta plenamente esse ganho.

Um exemplo clássico é o das fotografias: antes, era preciso gastar tempo e dinheiro para revelar algumas poucas imagens; hoje, tiramos milhares com o celular, praticamente sem custo. A tecnologia transformou completamente essa experiência — tornando-a mais acessível, rápida e rica —, mas esse salto de bem-estar e eficiência não aparece nas contas do PIB.

“Aghion fala muito sobre um possível erro de medição, ou uma subestimativa do PIB, que seria de cerca de 0,6% ao ano na taxa de crescimento.” Ele chama atenção para outros pontos interessantes. Hoje passamos muito menos tempo em filas por conta do avanço da tecnologia e recebemos encomendas com rapidez recorde. “Isso torna a vida muito mais confortável, mas a gente não capta esse progresso nas estatísticas do PIB.”

Infomoney - SP   17/10/2025

O diretor do Federal Reserve Stephen Miran disse que o crescimento econômico dos Estados Unidos para o próximo ano pode depender da concretização ou neutralização dos riscos crescentes em torno do comércio entre os EUA e a China.

“Teremos de ver como as próximas semanas se desenrolarão”, disse Miran no programa Mornings with Maria, da Fox Business, sobre as novas restrições impostas pela China às exportações de minerais essenciais de terras raras e a ameaça de retaliação do presidente norte-americano, Donald Trump.

“Tudo isso pode desaparecer nos próximos dias. Se isso passar, teremos um bom cenário para o crescimento”, disse Miran.

Infomoney - SP   17/10/2025

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou alta de 0,4% em agosto (em relação a julho) os dados divulgados nesta quinta-feira (16), após três quedas. A alta foi menor que o esperado tanto pelo consenso de mercado, que estimava 0,7% de elevação, quanto pela XP, que projetava alta de 1,1%.

“Consequentemente, o efeito estatístico de arrasto para o 3º trimestre aponta para uma queda de 0,8% no trimestre em relação ao anterior. O IBC-Br avançou 0,1% em relação a agosto de 2024 (XP: 1,0%; Mercado: 0,7%), levando a um ganho de 3,2% na soma móvel de 12 meses”, considera a análise da equipe econômica da XP.

O relatório também menciona as revisões de dados realizadas, com aumento de 1,2% na base anual em julho ante os 1,1% divulgados originalmente. Mesmo com os dados mostrando elevação, a XP segue estimando aumento mais para o PIB do 3º trimestre, em 0,2% na comparação trimestral (1,65% na comparação anual), e manutenção da estimativa do PIB para 2025.
“A atividade doméstica tem desacelerado ao longo da segunda metade do ano, em linha com o agravamento das condições de crédito (juros mais altos, aumento da inadimplência e endividamento das famílias). No entanto, acreditamos que o crescimento sólido da renda representa um importante fator de amortecimento no curto prazo”, afirmam os economistas da XP.

A alta não se apresenta como uma tendência, na análise da XP. A corretora considera possível que o IBC-Br de setembro venha com queda mensal de 0,1% (ainda com alta de 2,1% na comparação anual). Isso poderia indicar queda de 0,6% trimestre contra trimestre para o 3º tri de 2025.

A visão da Armor sobre o dado é que o resultado de agosto indica uma recuperação após a surpresa negativa de julho. A tendência de ritmo moderado, no entanto, também é presente na análise de Gustavo Rostelato, economista da Armor Capital. A trajetória tende a permanecer assim até o fim do ano, em linha com os efeitos de uma política monetária ainda restritiva, segundo Rostelado.

Para Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, o dado de agosto reforça a leitura de que a economia brasileira não corre o risco de uma desaceleração mais acentuada, mas atravessa um período de crescimento mais contido.

“A trajetória do segundo semestre seguirá condicionada à política monetária, à confiança dos agentes e ao comportamento do mercado de trabalho, em um ambiente fiscal e externo desafiador. Permanecemos com a projeção final para o PIB brasileiro em 2,2%”, entende.

MINERAÇÃO

Valor - SP   17/10/2025

Iniciativa já reúne cerca de 35% dos detentores dos papéis, segundo fontes, e pretende alcançar até metade em busca de valor considerado justo

Um grupo de debenturistas da Vale tentará negociar com a companhia melhores condições no programa de recompra das debêntures participativas. A iniciativa já reúne cerca de 35% dos detentores dos papéis, segundo fontes, e pretende alcançar até metade.

A Vale informou no início do mês que pretende recomprar até a totalidade das 388,5 milhões de debêntures desse tipo em circulação. A mineradora ofereceu R$ 42 por papel, mas o valor não agradou os credores, que avaliam que o preço justo estaria em torno de R$ 57, apurou o Valor.

As conversas, coordenadas pelo Seneca Evercore, devem avançar na próxima semana, conforme pessoas próximas ao tema. O escritório não quis comentar. A Vale também foi procurada, mas não se manifestou até o momento da publicação.

Os debenturistas não são obrigados a aderir à oferta de recompra, que integra a estratégia da mineradora de otimização de sua estrutura de capital. Para a Vale, contudo, seria importante contar com ampla adesão dos detentores dos papéis — o que pode levá-la, ao menos, a se sentar à mesa para negociar.

As debêntures participativas foram emitidas no contexto da privatização da mineradora, em 1997. Na época, foram identificadas algumas jazidas em estágios iniciais de exploração, cujo valor era difícil de estimar.

Decidiu-se, então, que os acionistas receberiam debêntures participativas, que conferem o direito à participação em receitas futuras dessas jazidas. Também foi definido, em assembleia de debenturistas, que a remuneração dos papéis seria paga a partir da extração de 1,7 bilhão de toneladas de minério de ferro do Sistema Sudeste (antes Sistema Sul) e de 1,2 bilhão de toneladas do Sistema Norte.

A escritura da emissão, porém, trouxe a informação de que o pagamento seria feito após a comercialização acumulada do minério alcançar os mesmos patamares. Essa mudança foi motivo de questionamento por um grupo de gestoras que, em 2018, conseguiram fechar um acordo com a Vale. Os termos desse acordo são mantidos em sigilo até hoje.

O patamar do Sistema Norte foi alcançado em 2013, e o do Sistema Sudeste, neste ano. O primeiro pagamento semestral referente ao Sistema Sudeste foi feito no dia 30 de setembro. A companhia desembolsou, no total, R$ 598,3 milhões, correspondentes ao prêmio sobre a venda do minério de ferro, prêmio sobre a venda de produto concentrado de cobre e prêmio sobre alienação de direito minerário.

Hoje, o perfil dos investidores dessas debêntures é bem diferente do que na época em que elas foram criadas. Até 2021, cerca de 53% dos títulos estavam nas mãos do governo federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Depois, ambos zeraram a posição nos papéis, que foram comprados por gestoras, tesourarias e pessoa física.

Infomoney - SP   17/10/2025

Os contratos futuros de minério de ferro ampliaram as quedas na bolsa de Dalian e atingiram o menor nível em mais de seis semanas nesta quinta-feira, pressionados pela expectativa de queda na demanda da China, principal consumidor mundial de minério.

O contrato mais negociado de janeiro do minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian na China encerrou as negociações do dia com perda de 0,89%, a 773,5 iuanes (US$108,56) a tonelada, depois de atingir o valor mais baixo desde 1º de setembro, a 766,5 iuanes, no início da sessão.

Já o minério de ferro de referência para novembro na Bolsa de Cingapura teve ligeira queda de 0,02%, para US$105,1 a tonelada, já que esperanças de novos cortes nas taxas do Federal Reserve dos EUA ajudaram a conter parte das perdas.
O contrato atingiu uma mínima de quase uma semana de US$103,6 por tonelada na quarta-feira.

O mercado mudou o foco de volta para os fundamentos potencialmente mais fracos da indústria siderúrgica em meio a sinais de diminuição das tensões comerciais entre EUA e China, disse Steven Yu, analista sênior da consultoria Mysteel.

“Ainda há a expectativa de um aumento nos estoques de aço nas próximas semanas, o que poderia eventualmente reduzir o apetite por minério”, disse Yu.

Além disso, dados decepcionantes sobre crédito na China aumentaram as preocupações sobre as perspectivas de demanda.

Os novos empréstimos bancários da China aumentaram menos do que o esperado em setembro, com os formuladores de políticas lutando para reverter uma prolongada retração no setor imobiliário e conter o excesso de capacidade industrial.

As preocupações com o recrudescimento dos problemas da guerra comercial entre EUA e China, alimentadas pela imposição de taxas portuárias, ofuscaram as esperanças de negociações entre os dois lados, pesando sobre o sentimento e derrubando os preços do minério.

AUTOMOTIVO

Globo Online - RJ   17/10/2025

Com o início da operação de sua fábrica em Camaçari, na Bahia, a montadora chinesa BYD esquenta a briga por preços mais competitivos de modelos elétricos e híbridos no mercado brasileiro. Com produção local, a BYD ingressa no mercado de vendas diretas (da fábrica para o cliente) e pode oferecer novos descontos, já que se beneficiará de isenções de impostos. Com isso, a nova versão de entrada do Dolphin Mini será oferecida por até R$ 98,5 mil.

A montadora informou que além do Dolphin Mini, os modelos BYD King e BYD Song Pro, produzidos nacionalmente, terão isenção fiscal de IPI e ICMS para clientes de vendas diretas. Com descontos, a marca pretende ampliar sua participação no mercado de eletrificados no país. O alto valor dos veículos elétricos e híbridos ainda é uma barreira para a decisão de compra dos consumidores, apontam especialistas.

A modalidade de venda direta é aquela em que o veículo é adquirido direto com a fabricante com preço e condições de compra diferenciadas, como isenção de impostos. Entre os clientes que podem fazer a compra direta com as montadoras estão pessoa jurídica, produtor rural, pessoas com deficiência, taxistas, locadoras, autoescola, frotistas e transporte escolar.

No caso do Dolphin Mini, a marca criou a nova versão GL de entrada. O preço público sugerido do modelo é R$118.990,00. Mas com os descontos de 10% para os clientes de venda direta, o valor cai para R$ 107.091,00 para microempresas (compra via CNPJ) e produtores rurais. No caso de PCD, voltadas a pessoas com deficiência, o modelo sairá por R$ 99.990,00, com as isenções, enquanto os taxistas pagarão R$ 98.590,00 pelo veículo.

Desde que foi lançado na China, em 2023, o Dolphin Mini, um dos mais acessíveis em termos de preços no segmento de elétricos, já ultrapassou a marca de 1 milhão de unidades vendidas. O Dolphin Mini (que na China se chama Seagull), chegou inclusive a superar em vendas o Tesla Model Y por alguns meses em 2024.

O BYD Dolphin Mini tem motor de 75 cv, bateria de 38 kWh e autonomia de até 280km, de acordo com o Inmetro. Na sua nova versão de entrada (GL), o compacto 100% elétrico terá bateria de 30,08 kWh e autonomia de até 250km.

Song e King também têm descontos

A BYD também vai oferecer o SUV híbrido BYD Song Pro e o sedã híbrido BYD King com os incentivos, focando principalmente nas versões GL, que serão direcionadas exclusivamente para o canal de vendas diretas.

O Song Pro GL custa R$189.990,00. Com o desconto de 15% para os clientes de venda direta, os valores caem para R$161.492,00 (produtores rurais e CNPJ) e R$ 147.990,00 para PCDs. Já os taxistas pagam R$ 132.900.

Já o King tem preço de R$ 169.990,00 e com os descontos o valor cai para R$ 144.492,00 (para CNPJ e produtores rurais); R$ 132.990,00 para PCD e R$ 124.990,00 para taxistas.

Veja uma galeria de automóveis elétricos das marcas mais conhecidas

Segundo dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), a BYD lidera as vendas no mercado de carros eletrificados no Brasil. Este ano, de um total de 191,6 mil veículos comercializados até agora, a montadora chinesa vendeu 77,2 mil, o equivalente a 40,3% do segmento.

O Song da BYD lidera o ranking dos carros eletrificados mais vendidos, com 26.913 unidades (14% do total). Em segundo lugar, aparece o Dolphin Mini, com 22.924 unidades vendidas (12% do total). O Haval 6, da GWM, aparece em terceiro lugar em vendas com 22.002 unidades comercializadas este ano, o equivalente a 11,5% do total.

Especialistas consultados pelo GLOBO já previam que com o aumento do interesse dos compradores pelos veículos eletrificados e o início de produção local da BYD e outras montadoras, como a também chinesa GWM, os consumidores seriam beneficiados com aumento da concorrência — e preços mais baixos.

— A produção no Brasil e em outros países é geralmente mais cara do que na China. Não espero numa guerra de preços como a do mercado chinês, mas sim preços mais baixos através de descontos maiores — disse recentemente ao GLOBO Ferdinand Dudenhöffer, professor e diretor do Centro de Pesquisa Automotiva (CAR), que pesquisa a indústria automobilística na Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha.

A BYD iniciou oficialmente sua produção no Brasil no dia 9 de outubro passado. Com um investimento de R$ 5,5 bilhões, a unidade ocupa 4,6 milhões de metros quadrados e começa com capacidade para produzir 150 mil veículos por ano, com expectativa de dobrar esse volume até 2030, atingindo 600 mil unidades anuais.

Com duas linhas produção testadas na China e transportadas ao Brasil, a chinesa Great Wall Motor (GWM) começou a produzir veículos no país, na antiga fábrica da Mercedes-Benz, em Iracemápolis, a 164 quilômetros da capital paulista, em agosto passado. São 570 funcionários, sendo cerca de 80 chineses, que estão em funções específicas, como programação de robôs, ou em postos de comando. A GWM foca no segmento de SUVs, recheados de tecnologia, com preços a partir de R$ 199 mil, mas que podem chegar a R$ 325 mil na versão GT.

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

O Estado de S.Paulo - SP   17/10/2025

O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, avalia que a reunião do chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, desta quinta-feira, 16, traz uma série de boas notícias sobre as negociações entre os países. “O saldo é excelente, é muito bom, e temos o que comemorar”, comenta o executivo de um dos setores mais prejudicados pelo tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump.

Na avaliação de Velloso, a presença do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na segunda parte da reunião, quando o encontro foi aberto à participação de embaixadores e secretários, foi uma boa notícia porque Greer é o número 1 da USTR, justamente a agência que trata das tarifas.

A leitura, comenta Velloso, é de que não haverá mais uma escalada das sanções contra o Brasil, inclusive contra autoridades do Judiciário. “Até ontem, a gente via ainda alguns comentários de que poderiam vir mais sanções baseadas na Lei Magnitsky, alguma coisa assim. Mas não, para mim isso está encerrado.”

Ficou claro, segundo o presidente da Abimaq, que agora o canal está “completamente aberto” entre as equipes, incluindo negociadores. Levando em conta negociações que os Estados Unidos abriram com outros países, o palpite de Velloso é de que haverá uma trégua, com o governo americano suspendendo a sobretaxa de 40%, como pede o Brasil, no período das negociações.

“Existe uma possibilidade grande de fazer isso”, afirma o executivo, acrescentando que existem muitos temas importantes a serem negociados, entre eles os minerais críticos e a regulação das big techs.

NAVAL

Valor - SP   17/10/2025

Concessão do canal de acesso do porto paranaense deverá ser licitado na próxima quarta

A concessão do canal de acesso do Porto de Paranaguá (PR), que deverá ser licitada na quarta-feira (22), atraiu forte interesse. Na entrega de propostas realizada na quinta (16), ao menos quatro grupos estavam presentes na sede da B3, em São Paulo. Entre eles, estavam representantes da brasileira DTA Engenharia, da belga Jan de Nul e da chinesa CHEC Dredging, da CCCC (China Communications Construction Company). Segundo fontes, a Deme também apresentou oferta.

O projeto prevê R$ 1,2 bilhão de investimentos e tem prazo de 25 anos, com possibilidade de prorrogação até 70 anos. A principal obra do contrato é o aprofundamento do canal, que passará do atual nível de 13 metros para 15,5 metros, o que permitirá a passagem de embarcações maiores. A ampliação da profundidade deverá ficar pronta no quinto ano do contrato. Além disso, o grupo terá de fazer dragagens para manter o calado e operar a navegação no local.

O projeto de Paranaguá é um dos mais aguardados pelo setor portuário, por ser pioneiro. Trata-se da primeira concessão focada no canal aquaviário de um porto, portanto, deverá servir como referência para uma série de outros contratos em estudo.

Entre os portos que poderão ter concessões semelhantes estão Santos (SP), Itajaí (SC), Rio Grande (RS) e terminais da Bahia, segundo Frederico Dias, diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq).

O projeto de Itajaí já foi enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e é o mais avançado, com previsão de licitação no primeiro semestre de 2026. A concessão do canal santista deverá ter audiências públicas abertas em novembro, afirmou Dias.

Está também em estudo a concessão parcial dos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus, que poderá incluir a gestão dos canais - porém, isso ainda está em debate. O projeto do canal do porto de Rio Grande está na fase inicial dos estudos, mas há um esforço para fazer a licitação em 2026.

“O setor privado tem melhores condições de cuidar dos canais, por isso a ideia da concessão. O setor público tem complexidades na capacidade administrativa para entregar resultados de forma célere e eficiente. O setor privado tem condições de fazer melhor a manutenção do canal, levantamentos hidrográficos mais frequentes, um monitoramento que dê mais segurança”, disse.

As autoridades portuárias, atuais responsáveis pelo serviço, têm um histórico de dificuldades na contratação da dragagem (que mantém a profundidade e as condições de navegação), afirma Rafael Schwind, sócio do Justen, Pereira, Oliveira & Talamini. “A lei não admite contratações de longo prazo para a execução de obras ou dragagem. Historicamente, isso é um problema.”

O processo, no entanto, recebeu uma série de questionamentos por parte de empresas interessadas. Ao todo, foram quatro pedidos de impugnação divulgados até o momento pela Antaq.

A DTA Engenharia, principal ator nacional de dragagem, criticou a ausência de restrições no leilão a grupos estrangeiros que recebem subsídio estatal e cobrou mecanismos para impedir a verticalização de atores no porto - que tem como principal operador o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), controlado pela China Merchants.

“Ao não analisar a possibilidade de concentração de mercado, não viram que uma empresa de dragagem chinesa como a CHEC poderia gerar uma situação de duas estatais chinesas atuarem no porto. Nada contra o governo chinês, mas é um risco à soberania nacional”, afirmou Renan Beloto, gerente jurídico da DTA.

A empresa também pediu regras de operação e atracação das embarcações mais claras e argumentou que, com um operador do canal sob mesmo controle de um dos terminais, pode haver conflito de interesses na gestão do fluxo dos navios.

A Antaq negou o pedido, defendeu que o projeto traz diversos mecanismos jurídicos que garantem o ambiente competitivo no porto e afirmou que diversas críticas trazidas pela empresa já haviam sido apresentadas em etapas anteriores e não foram acatadas, inclusive no TCU.

Questionado sobre esse ponto, Dias, da Antaq, afirmou que as tentativas de impugnação são naturais em processos dessa natureza, mas disse que os argumentos foram refutados. “Em relação à participação de empresas estrangeiras, é algo que afetaria todos os leilões que admitem estrangeiros. Pelo contrário, queremos competitividade”, disse.

A holandesa Van Oord, um grupo de dragagem com atuação global, também apresentou pedido de impugnação. A companhia afirmou que o prazo dado para análise da documentação do leilão foi insuficiente e pediu o adiamento por 60 dias, o que foi negado. Os outros dois pedidos de impugnação partiram da Etesco Construções e da CTC Infra, igualmente refutados pela Antaq. Além disso, tanto a DTA quanto a Etesco apresentaram representações no TCU.

Portos e Navios - SP   17/10/2025

O governo federal divulgou, na última quarta-feira (15), que dobrou os valores para desenvolvimento de projetos de infraestrutura no setor portuário com incentivo fiscal pelo Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) ou com uso de debêntures incentivadas e de infraestrutura. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o montante total de projetos do setor portuário incentivados por Reidi de 2023 a agosto de 2025 foi de R$ 28 bilhões, superior ao liberado de 2019 a 2023, R$ 14 bilhões. No caso das debêntures, o valor desde 2023 foi R$ 23 bilhões, contra R$ 17 bilhões no período anterior.

Em balanço sobre esses incentivos, o ministro de portos e aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que o objetivo deles é acelerar os projetos no setor. Ele entregou a empresários certificados de participação nos programas, considerados pelo governo como estratégicos para atrair capital privado e acelerar a modernização e expansão dos portos. “Nosso objetivo é que essa política de crédito se torne política de Estado, garantindo previsibilidade ao setor produtivo”, disse Costa Filho.

O Reidi, criado por em 2007 como ferramenta de fomento do governo, concede incentivos fiscais com a suspensão da cobrança de PIS/Pasep e de Cofins na compra de bens e serviços para obras de infraestrutura. Já as debêntures incentivadas, regulamentadas em 2011, são títulos de dívida emitidos por empresas para financiar projetos de longo prazo também com redução de impostos.

O secretário-executivo do MPor, Tomé Franca, disse que estão sendo reforçadas políticas de estímulos para atrair investimentos privados, em arrendamentos e terminais portuários. “Essas iniciativas geram emprego, renda e fortalecem quem acredita no país e no setor portuário brasileiro”, declarou Franca.

Já o secretário nacional de portos, Alex Ávila, destacou que os incentivos estão resultando na melhoria da infraestrutura brasileira. Ele citou, além do Reidi e das debêntures, o Fundo da Marinha Mercante (FMM) como ferramenta de apoio a investimentos. “Nosso foco é permitir que o setor privado invista com confiança e solidez, ampliando a infraestrutura e o nível de serviço dos portos brasileiros”, afirmou Ávila.

Portal Fator Brasil - RJ   17/10/2025

Os dados de movimentação de carga relativos ao mês de setembro mostram que o milho é a commodity que mais cresceu, em volume e em porcentagem, nos portos paranaenses em 2025. No comparativo com o mesmo mês de 2024, a alta é de 356%. No acumulado de janeiro a setembro, os embarques do produto aumentaram 284% em relação ao mesmo período do ano anterior — 2.935.569 toneladas contra 756.044. Isso representa US$ 582 milhões em FOB (valor do produto no ponto de embarque).

—As exportações nos Portos de Paranaguá e Antonina tiveram um crescimento de 23,5% em setembro, e o milho com certeza está entre os principais responsáveis por este aumento — afirmou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Os principais destinos do milho exportado foram países do Oriente Médio. A combinação de fatores que envolvem a alta produtividade brasileira e os embates tarifários internacionais promovidos pelos Estados Unidos ampliaram a competitividade do grão produzido no Brasil. O aumento na procura pelo produto brasileiro, principalmente pelo Paraná, se deve ao fato de ser a melhor alternativa de escoamento.

Farelo de soja e frango congelado sustentam as exportações — Outra commodity que cresceu no período foi o farelo de soja, que alcançou a marca de 5.085.054 toneladas, 13% a mais do que no ano passado (4.510.525 toneladas). Os cinco principais destinos do farelo foram os Países Baixos, França, Espanha, Coreia do Sul e Alemanha. Representando mais de um quarto da movimentação nacional, o produto registrou US$ 1,6 bilhão FOB.

O frango congelado também operou em grande volume. O Porto de Paranaguá movimentou 44% da exportação nacional de carne de frango, o que representa 1,5 milhão de toneladas e US$ 2,7 bilhões FOB. Os três principais destinos foram África do Sul, México e Emirados Árabes.

Para atender à grande demanda, o Terminal de Contêineres de Paranaguá possui o maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, e é o maior concentrador de linhas marítimas do país, com 23 serviços marítimos.

O envio de óleos vegetais também registrou alta de 45% em setembro e, no acumulado (jan/set), soma crescimento de 49% nas exportações. A celulose teve um aumento de 72% no mês e acumula, até o momento, crescimento de 28% no envio para outros países.

Fertilizantes seguem liderando as importações — Na importação, o maior volume é o de fertilizantes, com 1.038.153 toneladas em setembro. O Porto de Paranaguá é o maior canal de importação de adubo do Brasil, responsável por 25,5% da movimentação nacional, avaliada em US$ 3 bilhões FOB.

O desembarque de trigo cresceu consideravelmente no último mês, com alta de 132%, alcançando 269.308 toneladas, diante das 28.850 toneladas desembarcadas em setembro de 2024. A redução da área plantada na última safra e as interferências climáticas comprometeram a produção do cereal, exigindo maior importação para abastecer o mercado interno.

Setembro também foi marcado pelo aumento de 46% na importação de derivados de petróleo. É o primeiro mês de 2025 que a Portos do Paraná contabiliza um incremento de 3% sobre o acumulado em relação aos granéis líquidos.

Movimentação recorde e mais atracações — Ao todo, a Portos do Paraná soma 55,3 milhões de toneladas ao longo de 2025 e caminha para bater o próprio recorde em dezembro, com mais de 70 milhões de toneladas. O volume movimentado até agora representa 6,2% a mais do que o registrado nos três primeiros trimestres de 2024, quando foram atingidas 52,1 milhões de toneladas. Na avaliação geral, os granéis sólidos lideram as movimentações (61,5%), seguidos de carga geral (25,4%) e granéis líquidos (13,1%).

A quantidade maior de cargas se reflete também na chegada de navios aos portos do Paraná. Foram 2.124 atracações realizadas entre janeiro e setembro de 2025 — número já superior ao total registrado em todo o ano passado, que somou 2.068.

—O aumento de calado, que passou de 13,1m para 13,3m, também contribui para esses resultados. Mais carga em um navio, sem aumento de custo operacional, desperta o interesse dos armadores em atracar nos portos paranaenses— avalia o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

PETROLÍFERO

TN Petróleo - RJ   17/10/2025

A Equinor, ExxonMobil Brasil, Petrogal Brasil (JV Galp|Sinopec) e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), parceiros no projeto de Bacalhau, iniciaram, na noite de quarta-feira (15), as operações do ativo. O campo conta com reservas recuperáveis superiores a um bilhão de barris de óleo equivalente (boe) e gerará efeitos positivos na cadeia de fornecedores. A Unidade Flutuante de Armazenamento, Produção e Transferência (FPSO) terá capacidade de produzir 220 mil barris por dia.

"O início da produção em Bacalhau não é apenas um marco para a Equinor e seus parceiros, mas também para o Brasil. Desenvolvido em águas ultraprofundas, a mais de 2.000 metros, e sob alta pressão do reservatório, Bacalhau é um testemunho do que a engenharia de classe mundial pode alcançar. Ao longo de sua vida útil de 30 anos, Bacalhau criará cerca de 50 mil empregos e proporcionará produção de longo prazo com intensidade de carbono reduzida. Este projeto reflete nosso profundo compromisso com o futuro energético do Brasil, reforçado por nossos investimentos de US$ 25 bilhões até 2030", afirma Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil.

O campo de Bacalhau está localizado no pré-sal da Bacia de Santos, com mais de 2 mil metros de profundidade, em um reservatório de alta pressão. Bacalhau possui um dos FPSOs mais modernos do mundo, medindo 370 metros de comprimento e 64 metros de largura. Até o primeiro óleo, aproximadamente 70 milhões de horas de trabalho foram registradas pelo projeto, com resultados sólidos de segurança.

"Bacalhau marca o início da produção de petróleo da ExxonMobil no Brasil, o que nos traz muito orgulho. É um marco de extrema importância na nossa história centenária no país e que trará muitos frutos para as futuras gerações", diz Alberto Ferrin, presidente da ExxonMobil no Brasil.

"O início da produção em Bacalhau concretiza um projeto emblemático, não só pelo seu potencial produtivo, mas também pela resiliência, inovação e cooperação das consorciadas que o viabilizaram. A Galp, através da Petrogal Brasil (JV Galp|Sinopec), presente desde a origem do campo, reforça com este marco a confiança no pré-sal e no papel estratégico do Brasil no crescimento da companhia.", declara Paula Pereira da Silva, presidente da Galp no Brasil.

"O FPSO Bacalhau é um dos maiores em operação no Brasil, impulsionando a produção nacional e ampliando a geração de valor do pré-sal para a União e a sociedade. É um marco histórico: além de contar com as maiores empresas globais de óleo e gás, Bacalhau tem o primeiro FPSO no país liderado por uma operadora estrangeira. Isso reforça o pré-sal como um das províncias petrolíferas mais atrativas do mundo, atraindo não apenas investimentos, mas também liderança operacional. Destaco ainda o compromisso do consórcio com a descarbonização e a geração de empregos, especialmente no Brasil." afirma Luis Fernando Paroli, presidente da Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA).

Tecnologia como aliada para eficiência em carbono

O FPSO Bacalhau possui turbinas a gás de ciclo combinado, tecnologia que reduz significativamente a intensidade de carbono. Com emissões de CO2 estimadas em cerca de 9 kg por boe, valor equivalente a cerca de metade da média da indústria, e eficiência avançada em queima, processamento, geração de energia e armazenamento, o campo estabelece um novo padrão para produção, eficiente e com emissões reduzidas, em águas profundas.

A MODEC, contratada para o FPSO, vai operar a unidade durante a fase inicial. Posteriormente, a Equinor planeja operar as instalações até o final do período da licença.

Fatos – Bacalhau
O poço de descoberta de Bacalhau foi perfurado pela Petrobras em 2012; A Equinor assumiu como operadora em 2016; O campo está localizado a 185 km da costa do município de Ilhabela, em São Paulo, no estado de São Paulo, em profundidades de água maiores de dois mil metros; As reservas da Fase 1 são superiores a um bilhão de barris e com uma capacidade de produção de 220 mil barris de óleo equivalente por dia; Parceiros em Bacalhau: Equinor (40%, operadora), ExxonMobil Brasil (40%), Petrogal Brasil (JV Galp|Sinopec) (20%) e Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA – Empresa Governamental, Gestora do Contrato de Partilha de Produção).

TN Petróleo - RJ   17/10/2025

A Refinaria Abreu e Lima (RNEST), localizada em Pernambuco, está prestes a ganhar um reforço estratégico em sua capacidade de processamento com a construção da Unidade de Hidrotratamento de Nafta (UHDT-N), também conhecida como U-34. O projeto, conduzido pela Tenenge, empresa de engenharia e construção industrial da Odebrecht Engenharia e Construção, marca uma nova fase na expansão da infraestrutura da Petrobras no Nordeste.

A nova planta industrial faz parte do chamado "Trem 2" da RNEST e será responsável por tratar a nafta produzida na refinaria, utilizando tecnologia licenciada pela UOP, referência mundial em processos de refino.

O escopo do contrato firmado entre Petrobras e a Tenenge, fruto de processo licitatório, inclui o gerenciamento completo da obra; inspeção de recebimento de componentes fornecidos pelo cliente; suprimento de materiais e equipamentos; construção civil e montagem eletromecânica; testes, condicionamento e preservação; pré-operação, partida e operação assistida; além de serviços de engenharia para complementação de projetos existentes.

As unidades já possuem parte da infraestrutura instalada, com equipamentos e componentes armazenados ou parcialmente montados. A Tenenge será responsável por integrar esses ativos, além de fornecer e instalar os elementos faltantes.

Desafios e soluções técnicas – A execução do projeto exige rigorosos protocolos de segurança. A obra demandará inspeções técnicas detalhadas e montagem de sistemas críticos como o forno F-34001 e equipamentos dinâmicos e estáticos, garantindo a integridade e funcionalidade dos sistemas, além de reaproveitar estruturas como andaimes e tubulações.

O projeto segue as diretrizes técnicas e ambientais do cliente, incluindo normas específicas para qualidade, segurança, meio ambiente e saúde (SMS). A gestão de resíduos, controle de emissões e uso eficiente de recursos hídricos são prioridades na execução da obra. A conclusão da construção da UHDT-N representa um importante impulso econômico para a região, com geração de aproximadamente 1.500 empregos diretos e indiretos, além de movimentar a cadeia de fornecedores locais. A iniciativa reforça o papel da RNEST como um dos pilares do refino nacional e contribui para a segurança energética do país.

Sobre a Odebrecht - Com mais oito décadas de trajetória, a Odebrecht Engenharia & Construção é a maior construtora de infraestrutura do país, de acordo com o mais recente Ranking da Engenharia Brasileira, publicado pela revista O Empreiteiro. Atuou na execução de mais de 3 mil obras em 37 países ao redor do mundo, a exemplo de usinas, metrôs, ferrovias, pontes, aeroportos e refinarias. Em 30 oportunidades teve obras premiadas com o Global Best Projects, concedido pela revista norte-americana ENR – Engineering News-Record, sendo considerada a mais relevante distinção da engenharia mundial. Atualmente, emprega mais de 18 mil pessoas de diferentes nacionalidades em mais de 30 contratos espalhados por países das Américas e da África.

Valor - SP   17/10/2025

Petrobras e Ibama se reuniram na quarta-feira (15) e órgão ambiental afirmou que ‘ajustes não são impeditivos’ para seguir processo

Depois de uma reunião virtual entre representantes da Petrobras e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) na quarta-feira (15), a ata registrada pelo órgão ambiental aponta para uma proximidade de conclusão sobre o pedido de licenciamento da Foz do Amazonas. Isso porque, conforme o documento, o Ibama seguirá com a tramitação do processo, após esclarecimentos dados pela Petrobras serem considerados “necessários para a conclusão”. “Ajustes não são impeditivos”, diz o Ibama na conclusão.

Na ata, o órgão ambiental prevê um cenário de atuação depois de uma provável emissão de licença, com a necessidade de um novo exercício simulado “pós-licença”.

Inicialmente, o encontro estava previsto para esta quinta-feira (16), mas foi antecipado em um dia. Sete membros do Ibama e quatro da Petrobras são citados na ata como participantes. “A reunião foi considerada produtiva por ambas as partes, com avanços significativos no entendimento técnico e nos encaminhamentos necessários para a conclusão do processo de licenciamento”, diz o Ibama no documento.

Procurado, o presidente do órgão, Rodrigo Agostinho, confirmou que as equipes do Ibama envolvidas no processo de licenciamento se reuniram com os técnicos da Petrobras, mas não quis antecipar uma possível decisão.

Em agosto, quando o Ibama deu sinal verde para os testes de simulação das atividades da Petrobras na região, Agostinho disse ao Valor que a fase de avaliação pré-operacional (APO), última etapa do processo de licenciamento ambiental, se tratava de uma “operação de guerra, que precisava ser muito bem planejada”. Operações do tipo envolvem mais de mil pessoas, segundo o executivo.

O resultado da APO foi aprovado pelo Ibama no fim de setembro, com pedidos de ajustes, posteriormente atendidos pela petroleira.

Esta semana foi marcada por movimentações no processo de licenciamento da Foz do Amazonas, parte da Margem Equatorial. Na terça-feira (14), o Ibama pediu que a Petrobras esclarecesse alguns pontos em relação aos planos de emergência e de atendimento à fauna. Em ofício, o órgão ambiental disse, naquela ocasião, que “o parecer técnico aponta pendências e incertezas ainda existentes quanto às informações apresentadas nos referidos documentos”, e por isso foi convocado o encontro entre as partes.

Passada a reunião, a Petrobras disse, em nota, que esclareceu todos os pontos levantados pelo órgão e segue confiante que a licença será emitida em breve, “como resultado do trabalho conjunto da companhia e do Ibama”.

Houve avanços técnicos necessários para a conclusão do processo

— Ata do Ibama

O Ibama listou seis temas entre os principais abordados pelos representantes na reunião: encaminhamento dos planos de atendimento à fauna e de emergência consolidados, depois dos ajustes; uma previsão de exercício simulado depois de emissão da licença; um cenário de atendimento a emergências mesmo em condições adversas; plano logístico de embarcações; preocupação com capacidade operacional de equipe embarcada; e melhorias com mapeamento de navegação noturna.

Entre as preocupações que ainda existem na Petrobras está o prazo de vencimento do contrato do navio-sonda ODN II, da fornecedora Foresea, na próxima terça (21). Designado para a perfuração da Foz do Amazonas, o equipamento está na região desde 18 de agosto.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse, ao participar de evento na terça-feira (14), que a companhia paga R$ 4,2 milhões por dia para manter o navio no local. Caso a licença do Ibama não seja concedida até o fim do contrato, a Petrobras teria de contratar novo equipamento para realizar a perfuração. Conforme a executiva, essa sonda é um tipo raro da ferramenta, com muita demanda, o que dificulta a renegociação.

“Minha preocupação agora é com o dia 21, o limite de contrato com a sonda. Se a gente não começar a perfurar até dia 21, essa sonda pode ser retirada da locação e pode ser preciso que seja substituída por outra no futuro”, disse a executiva na ocasião. A perfuração pode começar imediatamente após a licença ser liberada, disse.

Em documento da Petrobras enviado ao Ibama, estão previstos R$ 842,4 milhões de investimentos para a atividade da primeira perfuração no bloco FZA-M-59. O volume inclui custos com seguros e elaboração dos planos de emergência entregues ao Ibama. Não está no montante o investimento da companhia nas estruturas complementares, como o centro de proteção à fauna, no Oiapoque (AP), e infraestrutura de aeródromo. Tirando custos com processo de licenciamento e seguro, que representam cerca de 5,85% do total, a petroleira destina R$ 793,3 milhões para a atividade no local.

A Petrobras estima investir US$ 3 bilhões, cerca de R$ 16,2 bilhões, em exploração em toda a Margem Equatorial entre 2025 e 2029, segundo o plano estratégico atual. A região é composta por cinco bacias, onde a companhia pretende perfurar 15 poços nesse período. A estatal já tem atividades na Bacia Potiguar, perto do Rio Grande do Norte, também na Margem. (Colaborou Cristiano Zaia, de Brasília)

Exame - SP   17/10/2025

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira, 16, uma série de medidas para ampliar a cooperação econômica entre Brasil e Índia, durante missão oficial em Nova Délhi.

Alckmin afirmou que a Petrobras assinou contrato para fornecer mais 6 milhões de barris de petróleo ao país asiático. Segundo ele, a estatal também lançará 18 blocos offshore nas bacias de Santos e Campos — “um número recorde”, nas palavras do vice-presidente — além de novas áreas de exploração onshore, em terra.

Ele informou ainda que a Embraer inaugurará nesta sexta-feira, 17, um escritório em Nova Délhi, reforçando a presença brasileira no país.

Ampliação do comércio entre Brasil e Índia

De acordo com o vice-presidente, o comércio bilateral segue em forte expansão. “No ano passado, foi de US$ 12 bilhões, e este ano pode chegar a US$ 15 bilhões”, disse. Ele destacou que as exportações brasileiras para a Índia cresceram mais de 30% em 2025 e que o governo quer ampliar o acordo de preferências tarifárias entre Mercosul e Índia, hoje restrito a poucas linhas. “Podemos aprofundar e ampliar essas linhas tarifárias para ter preferência nas vendas”, afirmou.

Alckmin anunciou ainda a implementação do visto eletrônico, que facilitará a entrada de brasileiros na Índia. “Toda a área de negócios e consultoria agora terá visto eletrônico disponível na embaixada em Nova Délhi e no consulado em Mumbai”, disse.

O vice-presidente, por fim, destacou oportunidades nas áreas de saúde, defesa e tecnologia. “Queremos ampliar nossa parceria na indústria da defesa e na área farmacêutica, especialmente em vacinas”, declarou.

Críticas de Trump aos BRICs

Questionado sobre as críticas do presidente americano Donald Trump aos BRICS, Alckmin preferiu não comentar. “Não há o que comentar. Cada um responde por suas afirmações”, afirmou.

Ele ressaltou que o Brasil busca ampliar mercados, lembrando os acordos comerciais já firmados com Singapura e com a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), e a expectativa de assinar ainda neste ano o tratado Mercosul-União Europeia. “Nós queremos a complementariedade, não queremos disputa. Não vamos disputar com produtos indianos, mas complementar a nossa produção, seja na área industrial, tecnologia, saúde, energia, tecnologia na área agrícola, tem muitas oportunidades", disse o vice-presidente.

Valor - SP   17/10/2025

Estatal colombiana Ecopetrol detém participação de 55,6%, e a Petrobras, os 44,4% restantes; empresas preveem que projeto entrará em operação entre 2029 e 2030

O projeto Sirius da Colômbia, desenvolvido na costa caribenha pela Petrobras e pela estatal colombiana Ecopetrol, concluiu quase metade das consultas prévias, disse o diretor da Petrobras na Colômbia, Alcindo Moritz, nesta quinta-feira (16).

As empresas disseram em dezembro passado que confirmaram a maior descoberta de gás da Colômbia durante a perfuração de um poço no local. O país sul-americano tem reservas limitadas de gás e o projeto pode ajudar a reduzir as importações para atender à demanda interna.

As consultas para o projeto aumentaram de 116 para 120, de acordo com uma atualização de setembro.

“Está avançando”, disse Moritz, em uma conferência organizada pela Agência Nacional de Hidrocarbonetos do país. “Entraremos na Fase 3 do projeto, na qual começaremos a preparar os contratos.”

Comunidades indígenas têm direito à consulta prévia para participar da tomada de decisões sobre medidas que possam impactar diretamente suas terras, sua cultura e os meios de subsistência.

O projeto Sirius, que deve custar cerca de US$ 5 bilhões, possui uma capacidade estimada de seis bilhões de pés cúbicos de gás. As empresas preveem que ele entrará em operação entre 2029 e 2030.

A Ecopetrol detém participação de 55,6%, e a Petrobras, os 44,4% restantes.

Em outubro passado, um tribunal anulou a suspensão das atividades no local após representantes da comunidade afirmarem que não houve consulta prévia com a comunidade indígena vizinha de Taganga.

Portos e Navios - SP   17/10/2025

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu, na última terça-feira (14), a continuidade dos investimentos no norte do estado do Rio de Janeiro e nos campos maduros. Ela participou da reunião do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan),para apresentar o Planejamento Energético e o Plano Clima da Petrobras. Na ocasião, Magda destacou como a companhia vem contribuindo para que o país tenha segurança energética e desenvolvimento econômico e humano

No encontro, na sede da federação, no Rio, a presidente da Petrobras acrescentou que a região ficou desassistida na questão do preço de referência do petróleo, principalmente porque é lá que acontece o pós-sal. “É importantíssimo avançarmos nisso, não deixar isso para trás, porque a gente tem uma dificuldade real de viabilizar investimentos no Norte Fluminense. A região não merece ser desassistida, não merece ser deixada para trás”, avaliou.

O presidente do conselho, Emiliano Fernandes, também enfatizou a importância dos investimentos no Norte Fluminense. "As lideranças da região têm que entender a necessidade de discutir a continuidade dessa produção de petróleo ao longo do tempo, os incentivos que são necessários para a continuidade da produção e os impactos econômicos que essas atividades representam para o nosso estado”, disse Emiliano. O presidente do conselho empresarial anunciou que na próxima quinta-feira (23), será lançada a publicação “A Jornada Firjan pela Transição Energética na Indústria”.

A presidente da Petrobras citou também dados sobre a redução de emissão: “Nos últimos 10 anos, a Petrobras reduziu 60% das emissões de metano e reduziu 40% das emissões de CO2. Todas as propostas relativas à redução de emissão, principalmente o escopo 1 e 2, estão completamente dentro dos limites e das demandas do Acordo de Paris”, afirmou Magda.

Magda falou ainda sobre o escopo 3 do Acordo de Paris. Segundo ela, o país tem gasolina, carbono neutro, coque mais verde e diesel coprocessado participando junto com o agronegócio. “Não pode haver Plano Clima sem que esteja de mãos dadas com o Planejamento Energético do país. Eles juntos é que permitirão o avanço do índice de desenvolvimento humano. Hoje a gente faz diesel com 5% de conteúdo renovável e já estamos testando com até 10%. E combustível naval, o bunker, com 24% de biodiesel renovável, que vem sendo vendido na Ásia, com grande aceitação”, complementou.

Já Karine Fragoso, assessora do conselho empresarial de petróleo e gás da Firjan, e Tatiana Lauria, assessora do conselho empresarial de energia elétrica da federação, apresentaram o conceito da Jornada pela transição energética na Indústria. Karine informou que a publicação, vai tratar da integração e a diversificação de fontes, tecnologias, competências e mercados.

Tatiana Lauria explicou a visão do Conselho de Energia Elétrica da federação em relação à transição energética, que foi incluída no Plano de Trabalho do Conselho, que tem três vertentes: a regulatória, o empoderamento do consumidor e a segurança energética. “Estamos levando conhecimento aos pequenos empresários, principalmente sobre como podem se inserir no contexto da transição energética, o que existe de oportunidade para eles, a modernização das redes e a abertura do Mercado Livre, como o consumidor vai se inserir também novo ambiente”, disse Tatiana.

Participaram ainda da reunião, Raul Sanson, vice-presidente do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da Firjan; Angélica Laureano, diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras; Sylvia Anjos, diretora Executiva de Exploração e Produção da Petrobras; Claudia Guimarães, vice-presidente do Conselho de ESG da federação; além de integrantes dos conselhos da Firjan de ESG e de Energia Elétrica.

RODOVIÁRIO

Portos e Navios - SP   17/10/2025

Foi publicada nesta quinta-feira (16) no Diário Oficial do Estado de São Paulo a confirmação de que terminou o prazo de recursos contra o resultado do leilão de concessão para a construção do túnel Santos-Guarujá, que teve como vencedora a empresa Mota-Engil Latam Portugal. Com a publicação, será assinado o contrato que permitirá o início das obras.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que ofereceu uma sala em sua sede para a Mota-Engil e o Comitê Regional Permanente de Monitoramento de Impactos Ambientais vai acompanhar e fiscalizar a construção. O empreendimento, iniciativa do governo federal em parceria com o governo de São Paulo, deve receber cerca de R$ 6,8 bilhões em investimentos.

A concessão será na modalidade Parceria Público-Privada (PPP) e a Mota-Engil terá a concessão por 30 anos. Depois desse prazo, a administração passará à APS, que fará aporte financeiro para obras infraviárias, além de atuar como interveniente e como articuladora com a comunidade local, sendo responsável pela avaliação e redução de impactos sobre a rotina da cidade e das atividades portuárias.

O Estado de S.Paulo - SP   17/10/2025

Uma ponte rodoviária com 2,4 km de extensão está sendo construída sobre o Rio Tietê, no centro-oeste do Estado de São Paulo. Considerada a maior ponte exclusivamente paulista, a nova estrutura é erguida ao lado da atual ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, na rodovia Dr. Mario Gentil (SP-333), entre as cidades de Novo Horizonte e Pongaí. Construída em 1975, a ponte atual será reformada e vai compor um binário com a nova obra.

A Ponte de Pongaí está entre as dez maiores pontes ferroviárias e rodoviárias do País, mas já é a maior exclusivamente paulista – há outras que estão entre dois Estados. A nova estrutura, entre o km 229 e o km 232 da SP-333, acompanha a duplicação da rodovia.

De acordo com a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), a ponte tem custo de R$ 373 milhões e faz parte do programa de concessões rodoviárias do governo estadual. A estrutura nova terá duas faixas de rolamento.

Já a ponte existente, que é usada nos dois sentidos, será reformada e, além das faixas para veículos, terá uma passagem de pedestres com iluminação. A concessionária Entrevias, responsável pela obra, também está duplicando 52,4 quilômetros da rodovia.

A construção da nova ponte foi iniciada em setembro de 2024 e deve ser concluída até o final de 2026. De acordo com a concessionária, todas as estacas foram cravadas, mais de 100 vigas longarinas foram lançadas e cerca de 1.000 metros de lajes foram instalados, totalizando 60% do total da obra.

O projeto prevê um vão central de 125 metros e a utilização de 208 vigas pré-moldadas de 41 metros e 74 toneladas cada, produzidas no próprio canteiro de obras, em uma usina que foi instalada no local.

A altura de 15 metros do vão central permite a passagem de embarcações, como os comboios da Hidrovia Tietê-Paraná. Na construção da nova ponte, a concessionária utiliza um método construtivo em balanço sucessivo que garante a manutenção da navegação da hidrovia durante todo a obra. São utilizadas mais 3,9 mil toneladas de aço, 5 mil caminhões de concreto e mais de 3 km de estacas.

No último dia 6, um acidente alterou a rotina dos operários que trabalham na duplicação da ponte. O funcionário de uma construtora terceirizada que trabalhava na estrutura caiu na água e se afogou. O corpo de Daniel Cordeiro Barbosa, de 44 anos, foi retirado por uma equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros na manhã seguinte. As causas do acidente são investigadas pela Polícia Civil.

Em nota, a concessionária Entrevias diz que lamenta o acidente que envolveu um colaborador da construtora terceirizada. “Estamos apurando as circunstâncias do ocorrido e colaborando com a construtora e as autoridades, priorizando o suporte à família do colaborador.”

Peixes foram afastados para as obras

Entre os requisitos ambientais exigidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para autorizar as obras, foi necessário adotar medidas para evitar que a fauna aquática fosse impactada durante os trabalhos. Para evitar acidentes com os peixes, é feito o cercamento de quadrantes com mantas em geotêxtil no rio para conter a entrada e saída de todas as espécies. O isolamento é feito em etapas, de quadrante em quadrante, por toda a margem do rio no espaço em que a obra está sendo executada.

Após o cercamento, os médicos veterinários e biólogos fazem o afugentamento com redes, de forma que os animais presentes nos quadrantes não sejam impactados. Entre as exigências ambientais estão o monitoramento da qualidade da água, instalação de cercas para a fauna terrestre nas cabeceiras e atividades de educação ambiental nas comunidades próximas.

Para o licenciamento, foi exigida ainda a implantação de passagens de fauna nos dois extremos da ponte e balizadores da avifauna para alçar o voo das aves e evitar o choque delas com as estruturas. Durante as obras, o tráfego da rodovia flui normalmente pela ponte antiga.

Exame - SP   17/10/2025

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) irá liberar R$ 21 bilhões para novas ações socioambientais nas concessões de rodovias e ferrovias já existentes. Felipe Queiroz, diretor da ANTT responsável pelo plano, destaca que o objetivo é aumentar a produtividade da infraestrutura com foco na sustentabilidade.

"A agência entende que não precisa haver uma dicotomia perigosa entre o desenvolvimento e a preservação ambiental. Podemos usar os investimentos em rodovias como uma plataforma para impulsionar a agenda de sustentabilidade", afirmou Queiroz no EXAME Infra, podcast realizado pela EXAME em parceria com a empresa Suporte.

O Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura de Rodovias e Ferrovias, estabelecido pela resolução 6057/24, será um complemento para os mais de R$ 170 bilhões em investimentos previstos para esses setores. O edital de chamamento será publicado no início de novembro.

O plano elenca cerca de 470 ações socioambientais, divididas em nove parâmetros: mitigação, prevenção de poluição, infraestrutura resiliente, dignidade do trabalhador, iniciativas em comunidades indígenas e quilombolas.

As ações incluem preservação da mata nativa, troca da frota da concessionária para veículos de zero emissão, passagens de fauna, sistemas de alerta de incêndio, iluminação inteligente e cobertura de telefonia e pontos de descanso para caminhoneiros.

Adesão voluntária de concessionárias

As concessionárias que aderirem voluntariamente às iniciativas terão direito a um "bônus" de até 2% em suas tarifas de pedágio, com valores variando conforme o período de adesão. No caso das ferrovias, será concedido um desconto no valor das outorgas pagas pelas concessionárias à União. Serão R$ 15 bilhões direcionados para rodovias e R$ 6 bilhões para ferrovias.

"Sempre acreditamos que o programa deveria ser operacionalmente viável, trazer sustentabilidade financeira e garantir segurança jurídica regulatória", disse Queiroz.

O diretor afirma que a medida tem grande aceitação entre os grandes grupos do setor, como Motiva, Ecorodovias e EPR, e que as discussões permitem que as concessionárias simulem os impactos do programa.

"Mobilizamos a rede, comunicamos, realizamos cursos e criamos algo em várias mãos. Nessa resolução, criamos uma governança com dois comitês com a participação da iniciativa privada", afirmou.

Ele também explicou que o programa começará em um ambiente regulatório experimental, conhecido no mercado como sandbox regulatório. Esse período de testes será de curto prazo, visando avaliar a viabilidade do projeto e assegurar que as empresas possam operá-lo com segurança.

"Nos próximos dois anos, teremos essas novas regras em vigor. Vamos monitorar e acompanhar os resultados. Se não funcionar como esperado, e se os números obtidos forem diferentes dos projetados, teremos a oportunidade de fazer ajustes antes de estabelecer um aditivo de longo prazo", explicou Queiroz.

Para reforçar a importância do programa, Queiroz citou um estudo que revela que o setor de transporte é responsável por 240 milhões de toneladas de CO² emitidas anualmente, o que corresponde a cerca de 11% do total de emissões no Brasil. Desses 240 milhões de toneladas, 90% vêm do setor rodoviário, enquanto 2% vêm do setor ferroviário.

AGRÍCOLA

Agrolink - RS   17/10/2025

A maior feira mundial de máquinas agrícolas, a Agritechnica 2025, prepara uma edição voltada ao fortalecimento do comércio internacional de revendedores. Organizado pela DLG (German Agricultural Society), o evento será realizado entre 9 e 15 de novembro de 2025, em Hannover, na Alemanha, e deve reunir cerca de 2.700 expositores de 52 países e mais de 430 mil visitantes. O tema desta edição será “Touch Smart Efficiency”.

Um dos destaques será o Pavilhão 2, que será transformado em um centro de debates sobre o mercado de revendas agrícolas. Em parceria com a CLIMMAR, que representa revendedores europeus, e a LandBauTechnik Bundesverband, o espaço discutirá desafios do setor, como digitalização, manutenção de alta complexidade, comércio de máquinas usadas e formação de mão de obra qualificada.

A feira também lança o Business Matchmaking, plataforma que permitirá aos revendedores se registrarem no site e no aplicativo oficiais da Agritechnica, facilitando contatos comerciais com fabricantes e ampliando a visibilidade internacional. Outro atrativo será o Centro Internacional de Revendedores, que contará com palestras diárias sobre tendências de mercado e tecnologias digitais, seguidas por encontros de networking.

Entre as ações práticas, o Workshop Live 2.0 promete atrair público ao apresentar reparos e serviços ao vivo em máquinas da John Deere, Claas, Kubota, Krone e Horsch. Já os Agribusiness Days, nos dias 10 e 11 de novembro, terão foco em robótica, inteligência artificial e eletrificação, reforçando o papel da Agritechnica como vitrine global de inovação no agronegócio.

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