Valor - SP 12/02/2026
A Usiminas anunciou nesta quarta-feira (11) que a sua controladora Ternium completou a operação de aquisição das ações que eram de propriedade das japonesas Nippon Steel e Mitsubishi Corporation.
Em novembro, a Ternium fez um acordo para comprar a participação de 151,1 milhões de ações ordinárias da Usiminas que as companhias detinham por US$ 315,2 milhões.
Com a conclusão da operação, o acordo de acionistas da Usiminas será mantido apenas entre a Ternium e a Previdência Usiminas.
A participação do grupo ítalo-argentino na siderúrgica brasileira passou de 51,5% para 83,1% das ações ordinárias da companhia.
O Estado de S.Paulo - SP 12/02/2026
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu nesta quarta-feira, 11, que a meta de inflação de 3% no Brasil está em linha com a de seus pares no mundo. Ponderou, no entanto, que é necessário debater melhor a razão pela qual o País precisa de juros tão elevados para perseguir essa meta.
“O que eu acho que realmente precisa ser melhor debatido com a sociedade é por que o Brasil precisa sustentar taxas de juros, comparativamente aos seus pares, mais elevadas, para, com muito esforço, conseguir fazer uma convergência maior para a meta. Eu acho que esse é o tema”, disse. Ele participou da CEO Conference Brasil 2026, organizada pelo BTG Pactual em São Paulo.
Galípolo também voltou a afirmar que a palavra-chave da política monetária no momento atual é “calibragem”. “A partir de janeiro, decidimos sinalizar que se antevê, em se confirmando o cenário, um início dessa calibragem, desse ajuste. Eu volto aqui a enfatizar que a palavra-chave é essa: calibragem. Esse ajuste da política monetária a partir de março é justamente para podermos reunir mais confiança para iniciar esse ciclo”, disse.
Ele ressaltou que, dado o tamanho da incerteza nas projeções no momento atual, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por ser mais conservador e “esperar 45 dias para indicar o ciclo com maior confiança”.
O presidente do BC ponderou que o mandato da autoridade monetária não é reduzir incerteza, mas disse ser saudável que o Banco Central colabore para ser uma fonte que diminua a incerteza do mercado. Pontuou que o comitê está olhando para diversas variáveis e não apenas uma informação específica.
Galípolo também detalhou que, além da incerteza advinda do cenário geopolítico internacional e das mudanças na política econômica dos Estados Unidos, o próprio ano de eleição no Brasil é fonte de incerteza. Outra fonte, disse, é o comportamento das variáveis econômicas.
O executivo ressaltou também que suas falas recentes não têm como intenção corrigir a interpretação do mercado sobre a condução da política monetária. “Eu acho que o mercado vem consolidando uma interpretação do que tem sido a comunicação oficial do Banco Central e não há qualquer intenção aqui na minha fala de fazer qualquer tipo de reparo sobre como a gente tem se comunicado e como tem sido interpretado”, disse. “Se alguém entender algo como uma correção na comunicação, fui eu que me expressei mal ou alguém acabou entendendo mal o que eu quis dizer.”
Caso Master e aplausos
No evento, Galípolo foi aplaudido depois de agradecer às instituições do mercado pelo apoio à autarquia em dois momentos do ano passado: a liquidação do Banco Master, cujas repercussões se estendem até agora, e os incidentes de segurança que atingiram instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
“Eu preciso agradecer a todo mundo que está nessa sala e às instituições que ficaram ao lado do BC”, disse o executivo no início da fala que levou a uma rodada de aplausos. “Eu não posso exagerar a importância do apoio que a gente tem recebido do mercado nesses dois casos, da opinião pública e do jornalismo profissional.”
A autoridade monetária foi alvo de uma série de pressões após a liquidação do Banco Master, em 18 de novembro de 2025. O principal momento foi a abertura de um processo para investigar o caso pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, que chegou a aventar a possibilidade de adotar medidas cautelares contra a autarquia.
Durante esse processo, entidades representativas do mercado financeiro lançaram uma série de manifestações públicas em apoio ao BC. Em um dos casos, 11 dessas entidades, incluindo a Confederação Nacional das Indústrias Financeiras (Fin), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Zetta manifestaram ter “plena confiança” na autoridade monetária.
Galípolo reforçou ainda que o apoio das instituições foi relevante para que o BC pudesse dosar o aperto regulatório que seria feito após os incidentes de segurança que atingiram instituições do SFN no meio do ano passado. O mais famoso deles foi o desvio de mais de R$ 800 milhões da CM Software. Ele alertou que em todos os casos tem de haver um esforço regulatório contínuo.
“Queria dizer para vocês que não vai voltar a acontecer uma liquidação de banco ou que não pode voltar a acontecer um incidente, mas isso é meio doping e antidoping, polícia e ladrão: você fecha uma porta, ele vai tentar um outro caminho. O que a gente precisa é estar aprimorando e melhorando para que não voltem a ocorrer os mesmos erros”, disse.
Ele reiterou que o BC fez uma série de alterações nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para impor limites, e disse que esse processo de melhorias continua.
Monitor Digital - RJ 12/02/2026
A inflação subjacente ao consumidor da China permaneceu estável em janeiro, mostraram dados oficiais divulgados nesta quarta-feira, apontando para uma recuperação gradual da demanda interna, embora o crescimento geral dos preços tenha desacelerado devido ao efeito da base alta do Ano Novo Chinês do ano passado e à queda dos custos de energia. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), um dos principais indicadores da inflação, subiu 0,2% em termos anuais em janeiro, enquanto o núcleo do IPC, que exclui os preços de alimentos e energia, aumentou 0,8%, de acordo com dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE).
O crescimento do IPC geral moderou-se em relação ao ganho de 0,8% no mês anterior, em grande parte devido ao efeito de base ligado ao Ano Novo Chinês e a uma queda mais acentuada nos preços da energia, explicou a estatística do DNE, Dong Lijuan.
A Festa da Primavera do ano passado caiu em janeiro, elevando os preços de alimentos e alguns serviços, deixando uma base de comparação mais alta. Como resultado, os preços dos alimentos caíram 0,7% em janeiro de 2026 em relação ao ano passado, subtraindo cerca de 0,11 ponto percentual do IPC, observou Dong. Os preços da energia caíram 5%, reduzindo cerca de 0,34 ponto percentual do IPC, revelaram os dados.
Núcleo do IPC subjacente subiu no ritmo mais rápido em 6 meses
Apesar de uma leitura mais baixa do índice geral, a inflação subjacente demonstrou sinais de melhoria. Em uma base mensal, o núcleo do IPC subiu 0,3%, o ritmo mais rápido em quase seis meses, indicando uma recuperação contínua e moderada da demanda do consumidor.
Os aumentos de preços para bens de consumo industriais, excluindo energia, continuaram a se expandir. Os preços desses bens subiram 2,6% em relação a um ano atrás, com o ritmo de crescimento 0,1 ponto percentual mais rápido do que no mês anterior.
“Os dados mostram que a demanda do consumidor continuou a se recuperar, e que a tendência de crescimento moderado do núcleo do IPC permanece inalterada”, disse Dong.
Preços ao produtor têm 4º aumento mensal consecutivo
Os dados divulgados na quarta-feira também revelaram que o índice de preços ao produtor (IPP) da China subiu 0,4% mês a mês em janeiro, marcando o quarto aumento mensal consecutivo, enquanto a queda anual foi reduzida para 1,4%, em comparação a uma queda de 1,9% em dezembro.
O DNE atribuiu essa melhoria ao progresso constante na construção de um mercado nacional unificado, ao aumento da demanda em alguns setores e à transmissão de preços dos mercados internacionais de commodities.
Os dados surgem em um momento em que o governo chinês está intensificando os esforços para impulsionar a demanda interna.
No mês passado, a China divulgou um pacote abrangente de políticas, aproveitando a sinergia fiscal e financeira para impulsionar o consumo e dinamizar o investimento privado.
O principal planejador econômico do país também se comprometeu a formular um plano estratégico de implementação para expandir a demanda interna para o período 2026-2030.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma afirmou que o plano visa se adaptar às melhorias no consumo e mudanças tecnológicas, promovendo um ciclo virtuoso onde “nova demanda orienta nova oferta e nova oferta cria nova demanda” por meio de robusto apoio à inovação.
O Estado de S.Paulo - SP 12/02/2026
As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 25,5% em janeiro em relação a igual mês de 2025, alcançando US$ 2,4 bilhões em janeiro, no sexto declínio consecutivo, segundo a Amcham Brasil. Paralelamente, as importações do País provenientes dos EUA registraram retração de 10,9% no primeiro mês de 2026 no confronto com um ano antes.
Como a queda nas exportações foi mais intensa, o déficit mensal do Brasil na balança bilateral se aprofundou para cerca de US$ 0,7 bilhão, mais que o triplo do observado em janeiro de 2025, diz em nota.
“Os dados de janeiro confirmam que o início de 2026 segue marcado por pressões relevantes sobre o comércio bilateral”, diz a Amcham Brasil. “A combinação entre a queda das exportações brasileiras e a manutenção de tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem aprofundado o desequilíbrio na balança comercial entre Brasil e EUA”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.
Segundo a entidade, o recuo nas exportações foi fortemente influenciado pelo desempenho dos óleos brutos de petróleo, que caíram 39,1% na comparação anual. Além disso, produtos sujeitos a tarifas adicionais tiveram queda média de 26,7%. Neste caso, cita como destaque bens que tiveram impacto da Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA.
Entre os produtos com maior influência negativa em janeiro, a Amcham menciona semiacabados de ferro ou aço, sucos, elementos químicos inorgânicos e combustíveis derivados de petróleo.
Sobretaxa
Conforme a Amcham Brasil, a análise do universo de bens afetados por tarifas adicionais mostra que as exportações desses produtos caíram acima da média geral em janeiro. Itens sujeitos às sobretaxas de 40% e 50% registraram retração expressiva, assim como produtos vinculados à Seção 232, com destaque para cobre e produtos siderúrgicos.
“O desempenho reforça a tendência já observada nos meses anteriores, indicando que a manutenção de barreiras tarifárias segue pressionando o fluxo comercial bilateral”, diz.
Setores
Na visão da entidade, apesar do cenário desafiador, parte da pauta exportadora brasileira manteve desempenho relativamente mais forte. Entre os dez produtos mais exportados para os EUA em janeiro, seis apresentaram desempenho melhor do que as vendas brasileiras ao resto do mundo, incluindo café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.
Em contrapartida, os produtos com maior queda nas exportações ao mercado americano mostraram desempenho superior quando direcionados a outros destinos, evidenciando uma mudança na dinâmica geográfica das vendas externas brasileiras.
A Amcham Brasil ressalta que, mesmo com o aumento do déficit dos Estados Unidos no comércio global de bens, o Brasil permanece entre os poucos países com os quais os americanos mantêm superávit comercial relevante, posição que se fortaleceu recentemente.
“O comércio entre Brasil e EUA é sustentado por cadeias produtivas integradas, investimentos cruzados e geração de empregos nos dois países. Avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e criar condições para a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, diz Neto.
O Estado de S.Paulo - SP 12/02/2026
Os empregadores dos Estados Unidos criaram surpreendentes 130 mil empregos no mês passado, superando amplamente as projeções do mercado. A taxa de desemprego no país caiu de 4,4% em dezembro para 4,3% em janeiro, segundo informações do Departamento de Trabalho divulgadas nesta quarta-feira, 11.
O relatório, porém, incluiu grandes revisões nos dos anteriores, que reduziram o número de empregos criados no ano passado para apenas 181 mil, menos da metade dos 584 mil relatados anteriormente e o número mais fraco desde 2020, ano da pandemia.
O mercado de trabalho está lento há meses, embora a economia esteja registrando um crescimento sólido. Mas os números de janeiro foram mais fortes do que os 75 mil esperados pelos economistas. A área da saúde foi responsável por quase 82 mil vagas, ou mais de 60% dos novos empregos do mês passado. As fábricas adicionaram 5 mil, quebrando uma sequência de 13 meses consecutivos de perdas de empregos. O governo federal, por sua vez, eliminou 34 mil empregos. O salário médio por hora aumentou 0,4% de dezembro a janeiro.
“O aumento surpreendentemente forte do número de empregos em janeiro foi impulsionado principalmente pelos setores de saúde e assistência social”, escreveu Heather Long, economista-chefe da Navy Federal Credit Union, em um relatório. “Mas é o suficiente para estabilizar o mercado de trabalho e reduzir ligeiramente a taxa de desemprego. Este ainda é um mercado de trabalho amplamente congelado, mas está se estabilizando. É um sinal encorajador para começar o ano, especialmente após a recessão nas contratações em 2025.”
A fraca contratação no ano passado reflete o impacto persistente das altas taxas de juros, a demissão em massa feita pelo bilionário Elon Musk na força de trabalho federal e a incerteza decorrente das políticas comerciais erráticas do presidente Donald Trump, que deixaram as empresas menos dispostas a contratar.
Descasamento
O mercado de trabalho lento não corresponde ao desempenho da economia. De julho a setembro, o produto interno bruto dos Estados Unidos - sua produção de bens e serviços - avançou a um ritmo anual de 4,4%, o mais alto em dois anos. Os gastos do consumidor foram forte e o crescimento recebeu um impulso do aumento das exportações e da queda nas importações. E isso se somou ao sólido crescimento de 3,8% de abril a junho.
Os economistas estão tentando descobrir se a criação de empregos acabará acelerando para acompanhar o forte crescimento, talvez à medida que os cortes de impostos do presidente Donald Trump se traduzam em grandes restituições de impostos que impulsionem os gastos dos consumidores. Mas há outras possibilidades: o crescimento do PIB pode desacelerar e se alinhar com um mercado de trabalho fraco, ou os avanços em IA e automação podem significar que a economia pode avançar sem criar muitos empregos.
O relatório de empregos divulgado nesta quarta-feira pode levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a adiar ainda mais quaisquer novos cortes em sua taxa básica de juros. Alguns funcionários do Fed argumentaram especificamente que a fraca contratação do ano passado é uma evidência de que os custos dos empréstimos estão muito altos, pesando sobre o crescimento e desencorajando as empresas a se expandirem. Mas uma recuperação na contratação, se sustentada, enfraquece essa visão.
Autoridades do Fed sinalizaram em dezembro que esperam reduzir sua taxa básica mais uma vez este ano, enquanto os investidores de Wall Street esperam duas reduções. No entanto, muitos analistas agora esperam que o primeiro corte não ocorra antes de junho, ou até mais tarde. As chances de um corte nas taxas em abril caíram drasticamente após o relatório sobre o emprego, de acordo com os mercados futuros, de 36% na terça-feira para pouco menos de 19% nesta quarta-feira, disse o CME Fedwatch.
O relatório desta quarta-feira incluiu as revisões anuais de referência do governo, destinadas a levar em consideração os números mais precisos de empregos que os empregadores relatam às agências estaduais de desemprego. Eles cortaram 898 mil empregos da folha de pagamento no ano encerrado em março de 2025.
Mais revisões, muitas destinadas a refletir informações mais precisas sobre o número de empresas que abriram e fecharam, reduziram a contagem de empregos criados de abril a dezembro do ano passado para 120 mil (ou 13 mil por mês) dos 251 mil (ou 28 mil) originalmente relatados.
CNN Brasil - SP 12/02/2026
A taxa básica de juros brasileira em 15% está exercendo forte pressão sobre as empresas e aumentando o risco de inadimplência no sistema financeiro, segundo Alexandre Riccio, CEO do Inter no Brasil.
Em entrevista exclusiva ao CNN Money, o executivo comentou sobre os impactos da atual política monetária e como a instituição está se preparando para os próximos meses.
Riccio afirmou que o banco compartilha da visão do Banco Central sobre a trajetória dos juros, prevendo cortes a partir da próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e uma taxa em torno de 12,5% até o final do ano.
No entanto, ele alertou que a manutenção de taxas elevadas por tanto tempo já começa a mostrar efeitos negativos no setor empresarial.
Estratégia contra inadimplência
Para enfrentar esse cenário desafiador, o Inter adota uma abordagem considerada mais conservadora.
"A gente tem uma carteira que é dois terços colateralizada e um terço só sem colateral, e isso faz com que seja uma carteira mais resiliente", explicou Riccio. Segundo ele, essa estrutura permite que o banco seja menos afetado pelos ciclos de inadimplência.
A parte não colateralizada da carteira, composta principalmente por cartões de crédito, recebe atenção especial com diversas iniciativas de cobrança.
Apesar de ter registrado um pequeno aumento nos indicadores de atrasos acima de 90 dias no último trimestre, o CEO se mostra confiante na capacidade da instituição de administrar os riscos.
Crescimento sustentável
Questionado sobre a possibilidade de reduzir o ritmo de crescimento para manter a qualidade da carteira, Riccio foi enfático: "A gente não vê o nosso crescimento como um causador de inadimplência".
Ele explicou que a expansão do banco não está baseada em aumento do apetite a risco, mas sim em uma estratégia mais seletiva de aprovação de crédito.
"Nós hoje temos uma estratégia que é mais seletiva. O que significa isso na prática? Um percentual de aprovação de novos clientes para os produtos de crédito menor", detalhou o executivo. Segundo ele, essa abordagem permite controlar melhor a inadimplência mesmo em um cenário de crescimento.
O CEO destacou ainda que o modelo de negócios do Inter se baseia em uma equação que considera a receita de crédito, o custo de captação e a inadimplência para alcançar a rentabilidade desejada.
Nos últimos 12 trimestres consecutivos, o banco tem conseguido aumentar sua margem financeira após o custo de risco em aproximadamente 0,2% a 0,3% por trimestre.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN.
Diário do Comércio - MG 12/02/2026
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, defendeu a queda dos juros como forma de destravar investimentos em infraestrutura. A fala ocorreu na cerimônia de lançamento do Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos realizado nesta quarta-feira (11) no Palácio do Planalto, em Brasília.
“A taxa Selic tem dificultado o investimento e penalizado empresas brasileiras. Por isso, os juros estão prontos para cair de forma sustentável e espero que acelerada para destravarmos investimentos no Brasil”, afirmou Mercadante.
O presidente do BNDES disse que pela percepção, inclusive do próprio Copom, as taxas de juros devem entrar em trajetória de queda.
Após listar investimentos do atual governo em diferentes segmentos de infraestrutura, apesar dos juros elevados, Mercadante finalizou o discurso com um aceno ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O petista também estava presente no evento, mas não discursou.
“Tem gente que acha que Brasil precisa de CEO, mas precisa de estadista. O Brasil precisa do Lula, como a África do Sul precisava do Mandela e a Índia, do Gandhi”, afirmou Mercadante.
IstoÉ Dinheiro - SP 12/02/2026
A chamada inflação na porta de fábrica terminou 2025 em -4,53%. Este é o segundo menor resultado desde 2014, perdendo apenas para a de 2023, quando houve queda média de preços de 4,99%. No ano passado, houve alta de 9,28%.
Os dados fazem parte do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPP é conhecido como inflação na porta da fábrica porque mede a variação dos preços dos produtos que saem da indústria e antes de chegar ao comércio e ao consumidor, sem cobrança de impostos e frete.
A série histórica do IBGE começa em 2014. Nos 12 anos de levantamento, apenas 2025 e 2023 apresentaram deflação, isto é, inflação negativa. No outro extremo, em 2020 e 2021, anos de pandemia de covid-19, o IPP fechou positivo em dois dígitos.
Confira o IPP dos últimos anos:
2014: 2,66% 2015: 8,81% 2016: 1,71% 2017: 4,15% 2018: 9,64% 2019: 5,19% 2020: 19,38% 2021: 28,45% 2022: 3,16% 2023: -4,99% 2024: 9,28% 2025: -4,53%Influências
De acordo com o IBGE, a atividade industrial que mais puxou para baixo a inflação na porta da fábrica foi a de alimentos, que recuou 10,47%. O desempenho representa peso de -2,7 pontos percentuais (p.p.).
A atividade teve grande influência do preço do açúcar, que acompanhou o recuo das cotações no mercado internacional.
De acordo com o IBGE, a atividade contribuiu também para a queda dos preços a valorização do real contra o dólar (10,6% em 2025), que faz os produtos importados ficarem mais baratos.
Outras influências de baixa nos preços foram da indústria extrativa (-14,39% e impacto de -0,69 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis (-5,64% e -0,56 p.p.) e metalurgia (-8,06% e -0,56 p.p.).
De acordo com o gerente do IPP, Murilo Alvim, no setor extrativo a deflação foi justificada por menores preços dos óleos brutos de petróleo, “refletindo um aumento na produção global e estoques elevados durante boa parte do ano”.
Os minérios de ferro ficaram mais baratos, completa ele, “acompanhando um aumento da oferta global, enquanto a demanda mundial ficou moderada”.
Inflação oficial
O IBGE divulgou também esta semana a inflação oficial, que mede o custo de vida para famílias com renda de um a 40 salários mínimos.
O instituto revelou que em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 0,33%, acumulando 4,44% em 12 meses.
IstoÉ Dinheiro - SP 12/02/2026
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Kansas City, Jeffrey Schmid, afirmou que, diante da inflação ainda elevada, os dados sugerem que a demanda segue superando a oferta em boa parte da economia, durante o Fórum Econômico de Albuquerque, ao avaliar o cenário atual. Segundo ele, com a inflação mais próxima de 3% do que da meta de 2%, é apropriado manter uma postura “um tanto restritiva” para a política monetária.
Schmid argumentou que juros restritivos podem ajudar a moderar o avanço da demanda, dando tempo para que a oferta se ajuste e reduza as pressões inflacionárias.
O dirigente afirmou ainda que não vê “muitos indícios de contenção econômica”, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima da tendência e a inflação permanecendo elevada. Por isso, apoiou a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) de manter as taxas inalteradas em janeiro.
Schmid alertou que novos cortes de juros trazem o risco de prolongar a inflação acima da meta. “Cortes adicionais de juros trazem o risco de permitir que a inflação elevada persista por ainda mais tempo”, afirmou.
Para ele, não se pode presumir que choques de preços sejam temporários por natureza. “Um choque de preços é, em última instância, transitório em razão das ações do Fed, e não por alguma dinâmica interna independente do banco central”, disse, defendendo que é a atuação da autoridade monetária que determina se as pressões serão passageiras ou persistentes.
O presidente da distrital de Kansas City reforçou que o Fed deve permanecer focado em sua meta cheia de inflação. “Devemos permanecer focados em nosso objetivo de inflação cheia”, afirmou, acrescentando que, caso contrário, há “um risco real de que a inflação fique presa mais perto de 3% do que de 2% no longo prazo”.
CNN Brasil - SP 12/02/2026
O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, afirmou em evento na capital paulista, nesta quarta-feira (11), que o Copom (Comitê de Política Monetária) fará “movimentos comedidos” no ciclo de corte na taxa Selic — que deve ser iniciado na próxima reunião do colegiado, em março.
Galípolo definiu o BC como um “transatlântico”, que não poderia fazer grandes mudanças de rota. E afirmou que “serenidade” é a palavra-chave para os próximos passos do BC. Hoje a taxa básica de juro da economia está em 15% ao ano, maior patamar em duas décadas.
*O que podemos dizer para o restante do ano? Usamos a palavra serenidade, vamos consumir os dados com serenidade. O Banco Central é um transatlântico, não um jetski. Ele não pode fazer grandes mudanças, precisa fazer movimentos mais comedidos. Faz parte do nosso mandato ter serenidade”, disse.
A investidores e empresários, o presidente do BC destacou que o cenário econômico ainda é marcado por incertezas. Galípolo destacou, por exemplo, que o mercado de trabalho segue aquecido, o que enseja preocupação sobre os preços.
“Apesar de sinais mistos, ainda temos um mercado de trabalho bastante apertado. E a função do banqueiro central é combater a inflação independente da razão”, disse no CEO Conference 2026.
Investing - SP 12/02/2026
Os contratos futuros de minério de ferro fecharam o pregão estáveis na Bolsa de Dalian nesta terça-feira, após seis sessões consecutivas de perdas, com os operadores ponderando os preços baixos das matérias-primas e a queda nos embarques contra a demanda fraca.
O contrato de minério de ferro mais negociado para maio na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) fechou o pregão diurno estável, a 761,5 iuanes (US$110,19) por tonelada.
O contrato de referência de minério de ferro para março na Bolsa de Cingapura subiu 0,5%, para US$100,4 por tonelada, sendo negociado acima do limite psicológico de US$100.
A quantidade total de minério de ferro que chegou a 47 portos chineses diminuiu na comparação semanal entre 2 e 8 de fevereiro, de acordo com dados divulgados pela consultoria Mysteel.
Os preços baixos do minério de ferro em Dalian, em meio a fundamentos de mercado fracos, incentivaram a compra de matéria-prima pelas siderúrgicas.
Embora o recente aumento nas taxas de descarga portuária e a queda nas chegadas tenham proporcionado algum alívio à pressão do lado da oferta, os estoques portuários permanecem em níveis elevados, disse o Shanghai Metals Market em uma nota.
Não há um ponto de inflexão claro para a redução dos estoques até o momento, e os altos níveis de estoques continuarão a suprimir os preços, disse o Shanghai Metals Market.
Com a falta de estímulos governamentais para lidar com o declínio estrutural da demanda, o mercado de minério de ferro provavelmente enfrentará dificuldades no próximo ano, afirmou a ANZ Research em nota.
Infomoney - SP 12/02/2026
A Vale (VALE3) apresenta seu balanço do quarto trimestre de 2025 nesta quinta-feira (12). A mineradora deve trazer outro trimestre forte, sustentado por preços mais altos no minério de ferro e aumento de volumes na comparação anual.
A base de comparação da mineradora vem mais fraca na linha final, relembrando o resultado apresentado no mesmo período do ano passado. No quarto trimestre de 2024, a Vale reverteu lucro e apresentou prejuízo líquido de US$ 694 milhões.
Na época, a mineradora explicou que a queda se deu pelo impacto do reconhecimento da redução ao valor recuperável de US$ 1,4 bilhão relacionada às operações de níquel de Thompson. Além disso, a companhia citou os US$ 540 milhões relacionados ao projeto de Extensão da Mina de Voisey’s Bay, após uma revisão abrangente dos ativos da Vale Base Metals (VBM).
Indicadores como receita líquida de vendas e lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) também apresentam queda na época.
O cenário para este ano é completamente diferente, com analistas projetando a companhia como destaque do setor de mineração. Para além das expectativas para o resultado do 4º trimestre, times de análise de bancos como Goldman Sachs e Bradesco destacam a Vale como preferência.
A XP estima que a mineradora deve apresentar US$ 2,9 bilhões de lucro líquido e Ebitda em US$ 4,6 bilhões. A corretora também antecipa US$ 10,6 bilhões em receita total, com alta de 4% na comparação anual, por uma combinação entre preços realizados de minério de ferro mais altos e maiores volumes de produção de minério de ferro na comparação anual, em torno de 89 Mt (+4 Mt A/A, -5 Mt T/T).
Os números também devem refletir a aceleração do ramp-up de Vargem Grande e Capanema (também presente em maiores volumes de vendas T/T).
Para o Bradesco BBI, a previsão é de um Ebitda da Vale em US$ 4,5 bilhões (crescimento de 2% no trimestre e de 9% em base anual), com vendas de minério de ferro e pelotas atingindo 84 milhões de toneladas no trimestre (queda trimestral de 2% e aumento anual de 4%).
A Genial acredita que o trimestre deva ser marcado por (i) um aumento no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) proforma, atingindo US$ 4,6 bilhões (+5,4% t/t; +12,5% a/a), refletindo o efeito duplo sobre os finos de minério de ferro, com (ii) aceleração nos preços realizados até US$ 95,7/tonelada (t) (+1,4% t/t; +2,9% a/a).
Os resultados devem ser beneficiados da recuperação na curva de 62% de teor do minério de ferro para uma média de US$ 106/t (+4% t/t), parcialmente compensada por um prêmio ligeiramente negativo (-US$ 0,30/t versus +US$ 0,7/t no 3T25),
A Vale também aparecem entre as melhores opções do BTG Pactual para a temporada de resultados, enquanto as siderúrgicas devem continuar enfrentando um momentum de resultados pior, refletindo um ambiente de preços mais fraco e uma sazonalidade menos favorável.
Globo Online - RJ 12/02/2026
A Volvo anunciou nesta quarta-feira um novo ciclo de investimentos de R$ 2,5 bilhões entre este ano e 2028. Segundo a empresa, trata-se do maior volume investido pela companhia no país desde que começou a fabricar veículos comerciais em Curitiba, no Paraná, em 1979.
Os recursos serão aplicados no desenvolvimento de novos produtos, além de estarem programados aportes na fábrica, expansão de rede de concessionárias e ofertas de novos serviços tanto para o segmento de caminhões quanto de ônibus.
Esse valor se soma ao já anunciado pelas demais montadoras no país, que totaliza R$ 150 bilhões em novos investimentos até 2030.
Os investimentos no Brasil acontecem num momento em que o mercado de caminhões e ônibus está encolhendo. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) as vendas de ônibus recuaram 33,9% e as de caminhões, 31,5% em janeiro deste ano, dando prosseguimento a um movimento de queda iniciado ainda em 2025.
Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina, observou que mesmo neste cenário adverso a companhia seguirá investindo.
“Temos uma visão de longo prazo. Independente da conjuntura atual, o Brasil é um mercado estratégico para a Volvo. Por isso, estamos fazendo um novo ciclo de investimentos, desta vez de R$ 2,5 bilhões, o maior de nossa história no país”, afirmou Lirmann em nota.
O governo federal lançou, no final do ano passado, o Move Brasil, programa de financiamento de caminhões para renovação da frota, que prevê recursos de R$ 10 bilhões, vindos do BNDES e do Tesouro. Os juros são mais baixos que os do mercado e os efeitos desse programa devem começar a ser sentidos em março, segundo a Anfavea.
Mercado de caminhões deve encolher
A expectativa é que, neste ano, o mercado de caminhões semipesados e pesados encolha entre 5% e 10% para todas as marcas, mantendo a queda registrada também em 2025.
“Os juros altos encarecem o crédito e desestimulam as compras e a renovação das frotas. É um fator crucial que está freando o crescimento das empresas de transporte, inclusive reduzindo a sua competitividade”, afirmou Lirmann.
No ano passado, a Volvo vendeu 20.053 caminhões no Brasil acima de 16 toneladas, o equivalente a 23% de do segmento. Foram 25.665 unidades considerando toda a América Latina. O destaque ficou para a retomada do mercado argentino, onde foram vendidos 1.185 caminhões, um crescimento de 190% sobre o ano anterior. A empresa também iniciou as exportações para o México.
Veja - SP 12/02/2026
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) recebeu o apoio de 19 centrais sindicais e sindicatos pela não renovação da isenção de imposto de importação para veículos híbridos e elétricos desmontados ou semidesmontados.
O benefício foi encerrado em janeiro, após seis meses, mas pode voltar a ser discutido na Câmara de Comércio Exterior (Camex).
A Anfavea enviou, então, uma carta ao governo federal pedindo para os impostos serem mantidos. O documento ganhou adesão da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Força Sindical e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), entre outras entidades.
“A renovação dessas cotas, especialmente em alto volume, implicará em impactos negativos ao processo de reindustrialização do país, ameaçando empregos qualificados em toda a cadeia automotiva e reduzindo os efeitos do programa Nova Indústria Brasil (NIB)”, diz o texto.
Valor - SP 12/02/2026
Comissão Europeia aprovou um pedido da marca Cupra, da gigante automobilística alemã, para isentar o SUV cupê Tavascan das tarifas de importação em troca de preço mínimo acordado e cota de vendas
As principais montadoras chinesas serão as próximas a bater à porta de Bruxelas depois que a Volkswagen garantiu uma trégua tarifária inovadora para o seu SUV Cupra Tavascan fabricado na China, disseram vários especialistas e analistas do setor.
A Comissão Europeia aprovou esta semana um pedido da marca Cupra, da gigante automobilística alemã, para isentar o SUV cupê Tavascan das tarifas de importação em troca de um preço mínimo acordado e uma cota de vendas, após meses de discussões intensas que levaram à primeira isenção desde que a UE introduziu tarifas contra fabricantes de veículos elétricos baseados na China em 2024.
As montadoras chinesas agora estudam solicitar acordos semelhantes para os modelos de elétricos que desejam enviar para a Europa, de acordo com a Câmara de Comércio da China junto à UE. Embora muitas montadoras estivessem ansiosas para se candidatar, algumas estavam avaliando os benefícios de fazê-lo, cautelosas com a divulgação de informações e a burocracia exigidas para a aprovação, disse uma pessoa com conhecimento do assunto.
Sob as regras da UE, as montadoras podem negociar isenções tarifárias para modelos elétricos individuais importados da China.
“Vemos isso como positivo tanto para os fabricantes de veículos chineses quanto estrangeiros na China, a fim de alavancar a base de custos eficiente localmente”, disse Eugene Hsiao, chefe de estratégia de ações da China na Macquarie Capital, sobre o acordo da Volkswagen, embora tenha reconhecido que as aprovações provavelmente levariam tempo, pois pareciam ser tratadas caso a caso, modelo por modelo.
Tensões comerciais com a UE
O Tavascan totalmente elétrico estava sujeito a uma tarifa extra de 20,7% desde que a UE impôs novas taxas sobre EVs fabricados na China em 2024, além de uma taxa existente de 10%. As tarifas mais altas atingiram duramente a divisão Seat/Cupra da Volkswagen, quase eliminando seu lucro operacional nos primeiros nove meses do ano passado.
Foi notável que a primeira isenção das tarifas tenha ido para uma empresa europeia — o CEO da marca Cupra alertou anteriormente que as tarifas colocavam em risco o futuro do modelo na Europa.
A Comissão não deu detalhes sobre a cota acordada e o preço mínimo para o modelo, citando confidencialidade. Informou que a Volkswagen concordou com compromissos relacionados a projetos de investimento em elétricos na UE em seu esforço para garantir a isenção tarifária, sem fornecer mais detalhes.
A mudança para o esquema de preços mínimos mostra o quão ágeis as montadoras chinesas têm sido na navegação pelas tarifas de elétricos até agora, disse Julian Litzinger, analista automotivo da Dataforce.
“Quando as tarifas originais foram introduzidas, esperava-se que os carros chineses se tornassem mais caros e, portanto, menos atraentes no mercado europeu.” Em vez disso, os fabricantes chineses se contentaram com margens de lucro mais enxutas e venderam mais modelos de combustão interna e híbridos, que não são impactados pela tarifa, disse ele.
O modelo de preço mínimo “deve tornar os carros chineses menos atraentes, garantindo que seus preços sejam comparáveis aos dos carros europeus na mesma categoria. Para as marcas europeias que fabricam carros na China, esta é uma boa notícia”.
A Europa é um mercado cada vez mais importante para as montadoras chinesas desesperadas para exportar mais carros devido ao excesso de oferta internamente — o resultado de uma guerra de preços brutal que dura anos. Os fabricantes chineses de elétricos também estão efetivamente fora do segundo e terceiro maiores mercados de automóveis do mundo, Estados Unidos e Índia, e vendem muito poucos carros no Japão, o próximo maior.
China buscou acordo coletivo
Para Pequim, as tarifas de até 35,3% sobre EVs são a maior fonte de tensões comerciais com a UE. Bruxelas, por sua vez, quer proteger a indústria automobilística europeia de uma onda de importações baratas de empresas como BYD, SAIC Motor e outras.
Embora a China tenha buscado um acordo coletivo entre suas montadoras e a União Europeia, a natureza bilateral do acordo da Volkswagen é outro sinal de que uma opção coletiva parece improvável.
A Câmara de Comércio da China junto à UE realizou uma reunião com montadoras sobre como negociar com a UE sobre preços mínimos no final do mês passado, disseram duas pessoas.
A Comissão Europeia estabeleceu no mês passado as condições sob as quais os fabricantes de elétricos baseados na China poderiam substituir as tarifas da UE por compromissos de venda a preços mínimos e disse que levaria em conta os investimentos chineses em carros elétricos no bloco.
Esse esquema de compromisso de preços foi motivado pela decisão da Volkswagen de negociar diretamente com a UE, disseram duas pessoas. A VW começou a fazer propostas à UE no ano passado, antes que as diretrizes de janeiro fossem publicadas, disse uma dessas pessoas.
“A VW vem perdendo participação de mercado na China nos últimos anos, mas tem feito um esforço maior para localizar o design e a fabricação de seus elétricos”, disse Hsiao, da Macquarie. “O ângulo de exportação para a Europa oferece uma oportunidade de mercado adicional para seus elétricos fabricados na China.”
Valor - SP 12/02/2026
A Toyota lançará seu primeiro veículo elétrico fabricado nos Estados Unidos ainda este ano, anunciou a montadora japonesa na terça-feira. A montadora aposta no crescimento a longo prazo do mercado de veículos elétricos, apesar da recente queda após o fim dos incentivos.
O novo modelo é uma versão elétrica do utilitário esportivo Highlander. As baterias para o veículo também serão produzidas nos Estados Unidos.
O novo modelo elétrico foi apresentado na Califórnia, juntamente com o anúncio. A Toyota planeja lançar o SUV nos Estados Unidos e no Canadá como modelo 2027 do Highlander no final de 2026.
A eletrificação do Highlander fará do SUV de três fileiras de bancos o maior carro de passageiros elétrico da empresa em todo o mundo. Os preços serão anunciados quando as vendas começarem.
O Highlander EV será movido pela mais recente bateria de íon-lítio, com autonomia de até 515 quilômetros (320 milhas). O novo modelo incorporará o padrão de carregamento norte-americano (NACS) e utilizará a plataforma de software proprietária da Toyota, Arene.
A Toyota planeja continuar vendendo as versões a gasolina e híbridas de seu modelo principal, o Highlander, na América do Norte por enquanto. A montadora não anunciou se lançará algum novo veículo não elétrico para o ano modelo 2027.
O novo modelo elétrico será montado na fábrica da montadora no Kentucky a partir do segundo semestre deste ano. Atualmente, a Toyota vende dois modelos elétricos nos Estados Unidos, mas ambos são importados do Japão.
As baterias para o novo modelo serão fornecidas pela própria fábrica da Toyota na Carolina do Norte, bem como pelas fábricas da sul-coreana LG Energy Solutions nos Estados Unidos. A Toyota pretende aumentar a produção nos Estados Unidos tanto de veículos acabados quanto de componentes.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tem apoiado a adoção mais ampla de veículos elétricos. Além de acabar com os incentivos fiscais para a compra em setembro passado, o governo também revogou as normas de emissões que se esperava que impulsionassem a adoção dos elétricos.
As montadoras americanas vinham elevando a produção doméstica de elétricos, incentivadas pelo governo de Joe Biden, mas a rápida queda na demanda as levou a repensar seus investimentos. A Toyota está expandindo sua linha de veículos elétricos, apesar dos desafios de curto prazo, na expectativa de crescimento do mercado americano a longo prazo.
A Toyota planeja lançar cinco novos modelos de veículos elétricos este ano, incluindo o bZ, um SUV elétrico de autonomia estendida apresentado em janeiro. Também lançará o bZ Woodland — uma variação do bZ —, outro SUV chamado C-HR e dois modelos elétricos sob sua marca de luxo, Lexus.
A montadora detém cerca de 50% do mercado de híbridos nos Estados Unidos. Nos próximos três anos, planeja investir mais de US$ 10 bilhões nos Estados Unidos para avançar na produção local de motores de última geração para seus principais híbridos. As vendas de veículos eletrificados representam atualmente cerca de 50% das vendas de automóveis nos Estados Unidos, mas a Toyota pretende elevar esse percentual para cerca de 80% até 2030.
Valor - SP 12/02/2026
A receita do grupo em 2026 também estará no nível de 2025, de 132,21 bilhões de euros (US$ 156,97 bilhões)
A Mercedes-Benz espera uma melhora significativa nos lucros este ano, beneficiando-se do lançamento de novos modelos e de um esforço conjunto do grupo para aumentar a competitividade.
A montadora alemã de carros de luxo prevê lançar mais de 40 novos modelos até 2027 e afirmou, na quinta-feira, que sua carteira de pedidos está completa até o segundo semestre de 2026, com a produção operando em três turnos para atender à alta demanda.
No ano passado, a empresa delineou planos para se tornar mais eficiente por meio de uma série de medidas que incluem cortes de empregos e a transferência de parte da produção da Alemanha para países com custos mais baixos, como a Hungria.
As montadoras europeias têm se apressado para cortar custos e melhorar a competitividade, enquanto o setor enfrenta uma demanda instável por veículos elétricos, um cenário comercial em transformação após o regime tarifário do presidente Trump e a intensa concorrência na China.
A Mercedes afirmou que espera que as vendas de carros este ano se mantenham nos níveis de 2025, enquanto a margem ajustada na unidade de carros está prevista entre 3% e 5%, em comparação com 5% em 2025.
A receita do grupo em 2026 também estará no nível de 2025, de 132,21 bilhões de euros (US$ 156,97 bilhões), e o lucro do grupo antes de juros e impostos deverá ser significativamente superior ao nível do ano anterior, de 5,82 bilhões de euros, afirmou a empresa.
Infomoney - SP 12/02/2026
Mesmo com o mercado de trabalho em níveis historicamente favoráveis e a renda em alta, a construção civil atravessou 2025 sob forte pressão de juros elevados e custos crescentes de mão de obra e insumos. O diagnóstico foi apresentado nesta quarta-feira (11) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que vê o setor mantendo resiliência, mas operando em um ambiente econômico desafiador. Ainda assim, a entidade projeta um 2026 mais positivo, com crescimento estimado em 2%, apoiado em crédito e investimentos em infraestrutura.
Um dos setores que mais impulsionam o PIB brasileiro, a construção civil cresceu 1,3% em 2025. Segundo a economista chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, a avaliação do cenário mostra que o PIB do país cresceu 2,4% até o terceiro trimestre, devendo manter o percentual para o ano.
Isso por conta da força do mercado de trabalho, que registrou a menor taxa de desemprego desde 2012, ficando em 5,1%, muito abaixo do pico de quase 15% observado no auge da pandemia.
“O país fechou o ano com 103 milhões de pessoas ocupadas e rendimento médio mensal real de R$ 3,6 mil. Mesmo nesse cenário positivo, a construção avançou em ritmo mais moderado por causa dos juros e dos custos”, disse.
Paralelamente, houve uma queda na confiança dos empresários do setor, refletindo cautela nas decisões de investimento, como mostrou a Sondagem da Construção realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a CBIC.
Custos em alta
Os custos foram o principal vetor de pressão no setor. O custo da construção subiu 5,9% em 2025, acima da inflação oficial de 4,26%. O maior impacto veio da mão de obra, que registrou alta de 8,98% e puxou todo o indicador do setor. Ainda assim, o número de trabalhadores com carteira assinada na construção cresceu 3,08%, alcançando 2,9 milhões de empregados formais, patamar semelhante ao de 2014, de acordo com a CBIC.
A pressão, porém, não veio apenas do trabalho. Os insumos também encareceram e ajudaram a apertar o orçamento das obras. Levantamento do Índice de Preços de Materiais de Construção (IPMC), feito pelo Ecossistema Sienge, mostra que o cimento e o fio de cobre foram os principais responsáveis pela alta de custos em 2025, com impacto desigual entre as regiões.
A região Sul liderou a elevação nacional, com o cimento subindo 8,4% e o fio de cobre avançando 19,5%, a maior variação registrada no país. No Nordeste, o cimento foi o principal foco de pressão, com aumento de 11,9%. Já o Sudeste apresentou alta moderada nesses insumos, parcialmente compensada pela queda de preços de ferro, tinta e argamassa.
Em contraste, Norte e Centro-Oeste tiveram cenário mais favorável. O Norte registrou queda de 4,46% no preço do cimento, enquanto o Centro-Oeste apresentou deflação de 8,77% no fio de cobre. O ferro acumulou recuo em todas as regiões, com destaque para o Norte, onde a retração chegou a 18,59%.
Segundo Gabriela Torres, gerente de inteligência estratégica do Sienge, 2025 foi marcado por acomodação inflacionária, mas com diferenças regionais relevantes. Para a CBIC, o comportamento dos preços fugiu da lógica histórica, com descolamento entre câmbio e insumos dolarizados como o cobre.
Emprego e renda
Apesar do encarecimento, o mercado de trabalho seguiu aquecido. Em alguns meses de 2025, o setor superou a marca de 3 milhões de trabalhadores formais, consolidando o sexto ano consecutivo de resultados positivos, de acordo com a CBIC. Ainda assim, a geração de vagas desacelerou, chegando a 87.878 novos empregos no ano, queda de 19,5% em relação a 2024. A construção foi o segundo segmento com maior salário médio de admissão no país, de R$ 2.294.
Regionalmente, São Paulo liderou a criação de vagas, seguido por estados do Nordeste como Pernambuco, Bahia e Ceará. Foi a primeira vez desde 2020 que a região voltou a se destacar na geração de empregos na construção, conforme a entidade.
Os indicadores de consumo mostraram sinais mistos. As vendas no varejo de material de construção recuaram 0,2% no acumulado dos 11 primeiros meses do ano, enquanto o consumo de cimento cresceu 3,68%, totalizando 66,9 milhões de toneladas, de acordo com o levantamento. Em infraestrutura, os investimentos públicos e privados somaram R$ 280 bilhões em 2025, com predominância do capital privado, responsável por 84% do total.
Crédito imobiliário
No crédito imobiliário, houve reacomodação. O financiamento com recursos da poupança (SBPE) somou R$ 156 bilhões, queda de 13% ante 2024. Já as operações com recursos do FGTS atingiram R$ 138 bilhões, alta de 8,75%.
Segundo o presidente executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho, a combinação de juros elevados e carga tributária se transformou no principal gargalo do setor. “O peso da tributação impactou diretamente a operação das empresas, somados ao custo da mão de obra”, afirma.
Tendência para 2026
Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI, afirma que o alto custo do trabalhador qualificado já é um problema estrutural da indústria como um todo e não é diferente para a construção. Para 2026, as preocupações do segmento permanecem concentradas em juros elevados, escassez de mão de obra especializada e no cenário fiscal do país.
Ainda assim, a expectativa é de melhora. A CBIC projeta crescimento de 2% para a construção em 2026, impulsionado pelo início do ciclo de queda da Selic, ampliação do crédito habitacional, novos contratos do Minha Casa, Minha Vida e investimentos em infraestrutura.
A construção, segundo Ieda Vasconcelos, é fundamental para impulsionar o crescimento da economia como um todo. “Mesmo pressionado, o setor encerrou 2025 demonstrando resiliência. Se o crédito reagir e os juros recuarem de forma consistente, a construção pode voltar a exercer papel ainda mais relevante como motor do crescimento econômico brasileiro”, disse.
Jornal de Brasília - DF 12/02/2026
O setor da construção civil e o mercado imobiliário do Distrito Federal iniciam 2026 sob perspectivas favoráveis. A expectativa de queda da taxa básica de juros, hoje em 15% e com previsão de encerrar o ano perto de 12%, somada à inflação controlada e à continuidade dos investimentos públicos, desenha um cenário propício para a compra, venda e lançamento de imóveis.
Conforme o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Adalberto Cléber Valadão Júnior, o cenário de queda dos juros deve ser o principal motor de crescimento do setor.
“Quanto menor a taxa de juros, mais pessoas têm capacidade de comprar imóveis e maior fica a demanda. A gente entende que esse vai ser um ano de crescimento do mercado imobiliário, com mais vendas”, afirma.
A redução do custo do financiamento tende a ampliar o acesso à casa própria. Uma queda de cerca de dois pontos percentuais nas taxas anuais pode diminuir as parcelas em aproximadamente 12% nos contratos de longo prazo, que costumam variar entre 20 e 30 anos. Esse movimento também estimula novos lançamentos por parte das construtoras, já que o crédito mais barato reduz custos financeiros e melhora a previsibilidade dos projetos.
Com juros menores, aplicações tradicionais de renda fixa perdem atratividade relativa, favorecendo a migração de recursos para ativos reais, como imóveis, que historicamente são vistos como proteção patrimonial em períodos de incerteza econômica e política.
No segmento de baixa renda, programas habitacionais federais e distritais mantêm o ritmo de produção. O estoque disponível é considerado reduzido, enquanto cerca de 60 mil unidades habitacionais estão em diferentes fases de desenvolvimento, parte delas com entrega prevista ainda em 2026. O mercado de aluguel também segue aquecido, impulsionado justamente pelo patamar ainda elevado de juros, que incentiva investidores a buscar retorno por meio da locação.
Inflação controlada e estabilidade local
A inflação projetada dentro do teto da meta, próxima de 4,5%, contribui para o planejamento de longo prazo de compradores e incorporadoras. Além disso, o Distrito Federal costuma apresentar menor volatilidade em relação a outras regiões do país, em razão da forte presença de servidores públicos, o que sustenta a demanda por moradia mesmo em períodos de instabilidade política.“Temos um mercado maduro, consolidado e capaz de enfrentar desafios e crescer em 2026”, avalia Valadão Júnior.
Embora o crescimento mais expressivo deva ocorrer no mercado imobiliário privado, as obras públicas também devem garantir movimento à construção civil. O Governo do Distrito Federal prevê cerca de R$ 5 bilhões em investimentos em infraestrutura ao longo do ano.
Entre os projetos em andamento estão intervenções de drenagem urbana, urbanização de regiões como Vicente Pires e Sol Nascente, corredores de transporte público, construção de creches e escolas, além de novas unidades de saúde. Também estão previstas a expansão do metrô em Ceilândia, adequações rodoviárias, moradias populares e duas novas pontes no Lago Sul, com investimento estimado em R$ 1,7 bilhão. Segundo o presidente do Sinduscon-DF, a execução desses recursos será determinante. “Se esses investimentos forem confirmados, o mercado de obras públicas e infraestrutura também ficará bastante movimentado, mesmo sem crescer no mesmo ritmo do mercado imobiliário”, diz.
Apesar das perspectivas positivas, o setor enfrenta dificuldades para contratar profissionais em diferentes níveis de qualificação, do servente ao engenheiro. Para reduzir o problema, entidades da construção civil têm investido em centros de formação profissional e parcerias com instituições como Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF), GDF e Exército, buscando capacitar trabalhadores e aproximá-los das empresas. A industrialização gradual dos processos construtivos também aparece como estratégia para elevar produtividade e diminuir a dependência de mão de obra intensiva, embora seja uma transformação de longo prazo.
Em um ano marcado por eleições presidenciais e possíveis oscilações econômicas, o mercado imobiliário tende a reforçar sua imagem de investimento seguro. A tangibilidade do bem, a tradição de valorização e a capacidade de acompanhar a inflação mantêm o setor como alternativa de proteção patrimonial. Para empresários, trabalhadores e governo, a mensagem do sindicato é de cautela com expectativas, mas confiança no crescimento. “O empresário é otimista por natureza. Mesmo com juros altos, falta de mão de obra e desafios jurídicos, temos obrigação de buscar soluções e seguir investindo”, conclui Valadão Júnior.
Valor - SP 12/02/2026
Cbic afirma que o crescimento inferior em 2025 sobre 2024, quando a expansão atingiu 4,2%, se deve ao impacto da taxa de juros no país
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta para 2026 um crescimento de 2% no produto interno bruto (PIB) do setor, após uma alta de 1,3% em 2025.
O dado do ano passado também é uma projeção, já que o IBGE divulga esse resultado apenas em março. Até novembro de 2025, o PIB do setor havia avançado 1,7%.
É um resultado inferior ao registrado em 2024, que terminou com aumento de 4,2% no PIB da construção. Ieda Vasconcelos, economista-chefe da Cbic, afirma que o crescimento inferior em 2025 se deve ao impacto da taxa de juros no país, “a maior em 20 anos”, destacou em coletiva de imprensa da entidade, nesta quarta-feira (11).
Fernando Guedes Ferreira, presidente-executivo da entidade, afirmou que a projeção de alta de 2% para o PIB do setor se dá “com condições macroeconômicas deste momento”, e apesar de 2026 ser um ano “atípico”, com eleição, Copa do Mundo e um número grande de feriados.
Como pontos positivos para a construção civil, que podem levar ao crescimento do PIB setorial, Vasconcelos destacou o esperado início da queda dos juros, os investimentos em obras de infraestrutura e o orçamento recorde do FGTS para habitação no ano, de R$ 144,5 bilhões — ante R$ 136,8 bilhões em 2025.
Também podem contribuir para os resultados do ano o novo modelo de crédito habitacional e a sinalização dada pelo ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), de que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) poderá contratar 1 milhão de unidades em 2026 e mais 1 milhão em 2027. De 2023 a 2025, na atual gestão federal, o saldo foi de 2,1 milhões de unidades contratadas.
Jornal de Brasília - DF 12/02/2026
O setor de transporte público brasileiro vive um momento de transição histórica com a tramitação do Novo Marco Legal do Transporte Público. Em entrevista ao Jornal de Brasília, a presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Ana Patrizia Lira, destacou que a nova legislação é a peça fundamental para retirar o setor da crise de financiamento agravada pela pandemia e pavimentar o caminho para a descarbonização das cidades.
O foco central da proposta é a ruptura com o modelo atual, onde o sistema depende quase exclusivamente da tarifa paga pelo passageiro na catraca, uma estrutura que se mostrou frágil diante de oscilações de demanda.
Segundo Ana Patrizia, o diagnóstico do Novo Marco é claro: a tarifa não pode ser a única fonte de custeio de um serviço essencial. A proposta estabelece a separação entre o custo real da operação e a tarifa social cobrada do usuário.
“O ponto central é previsibilidade. O operador precisa saber que o contrato tem uma fonte estável para cobrir o custo, e o cidadão precisa ter tarifa acessível sem colapsar a qualidade do serviço”, explicou a presidente.
Para cobrir essa diferença, o texto prevê fontes extra-tarifárias, como aportes orçamentários vinculados a metas, receitas de captura de valor imobiliário ao redor de estações e o custeio obrigatório de gratuidades.
Um dos pontos mais celebrados pela ANPTrilhos é o fortalecimento da segurança jurídica para atrair o capital privado, hoje afastado pelo receio de instabilidade regulatória. O Novo Marco padroniza princípios contratuais e diretrizes para o reequilíbrio econômico-financeiro. Para a executiva, essa previsibilidade é um ganho que ultrapassa as concessões e PPPs, atingindo também a gestão pública. “A segurança jurídica não é apenas um incentivo ao investimento privado — ela é também um instrumento de continuidade e qualidade do transporte público para a população, independentemente de mudanças de governo”, afirmou.
Rivalidade
No que tange à mobilidade urbana, a ANPTrilhos defende que o transporte sobre trilhos deve ser a âncora do sistema, com os ônibus atuando de forma integrada. Ana Patrizia ressaltou que a visão de rivalidade entre os modais é ultrapassada e que o Marco incentiva a governança interfederativa e autoridades metropolitanas.
“Com uma governança integrada, você consegue ter um sistema com metas e tarifa social, deixando de ser somente a sobrevivência individual de cada operador. O foco passa a ser a qualidade do serviço prestado ao cidadão”, pontuou.
Economia verde
Além da eficiência operacional, o Novo Marco coloca o Brasil na rota da economia verde, facilitando o acesso a financiamentos climáticos e créditos de carbono para sistemas metroferroviários. Ao analisar o alto custo inicial de trens e VLTs, Lira alertou que governantes devem olhar para o custo do “não investimento”. “Prefeitos e governadores precisam comparar esse custo inicial com o custo sistêmico de manter cidades dependentes do transporte individual — mais emissões, mais congestionamento e maior gasto público indireto com saúde”, defendeu.
Ao concluir, Ana Patrizia reiterou que a nova lei cria o “chão institucional” necessário para que bilhões em investimentos voltem a acontecer. Para ela, o texto endereça a fragilidade exposta pela pandemia ao tratar o transporte não como um produto pago na catraca, mas como um direito estruturado. “A lógica é que transporte deve ser tido com uma política de Estado e não de Governo”, finalizou a presidente da ANPTrilhos.
A Tribuna - SP 12/02/2026
Os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas ao longo do ano passado. O volume representa um recorde e crescimento de 6,1% em relação a 2024, que registrou 1,32 bilhão de toneladas. Os dados são do Desempenho Aquaviário 2025, apresentado nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
O ano passado se encerrou com um desempenho elevado em dezembro. A movimentação de cargas saltou 14,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 119 milhões de toneladas em 30 dias, o que sinaliza uma tendência de alta para 2026.
“É mais um recorde no setor aquaviário. Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor que reflete a maturidade institucional do País e da atuação da Antaq”, disse o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias. “Ao divulgar esses números, a Agência reforça seu papel técnico de fornecer informações úteis e confiáveis para que o setor privado possa planejar e tomar as melhores decisões”, completou.
Contêineres
Houve ainda movimentação recorde das cargas conteinerizadas: foram 164,6 milhões de toneladas, um crescimento de 7,2% quando comparado com o mesmo período de 2024.
Em TEU (unidade de medida de um contêiner padrão de 20 pés), a movimentação chegou a 15,3 milhões, com crescimento de 10,2%. Desse total, 10,4 milhões foram movimentados em longo curso (navegação entre países) e 4,8 milhões por cabotagem (dentro do Brasil).
Em relação à carga geral solta, a movimentação atingiu 65,8 milhões de toneladas, um crescimento de 0,8%. Os granéis sólidos movimentaram 839,7 milhões de toneladas de cargas (aumento de 6,3%) e os granéis líquidos chegaram a 333 milhões de toneladas de cargas (alta de 6,1% quando comparado a 2024).
Os números mostram um cenário de crescimento consistente ao longo do tempo. Nos últimos 15 anos, a movimentação de cargas no Brasil cresceu 67%, saindo de 840 milhões para o atual patamar de 1,4 bilhão de toneladas.
Política
O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destacou o resultado do setor portuário para a economia e o setor produtivo nacional, sobretudo no agronegócio.
“Esse recorde não é obra do acaso, mas fruto de um ambiente de estabilidade e segurança jurídica que construímos”
TUPs têm crescimento acentuado
Os dados do Anuário 2025 da Antaq mostram um crescimento mais acentuado na movimentação nos Terminais de Uso Privado (TUPs), de 7% (906,1 milhões de toneladas), enquanto nos portos públicos a alta foi de 4,5% (497 milhões de toneladas).
O Porto de Santos se manteve como a instalação pública com a maior movimentação de cargas do País. Em 2025, o cais santista movimentou 142,8 milhões de toneladas, volume 3% superior ao registrado em 2024.
Mercadorias
Entre as mercadorias, o agronegócio segue como protagonista absoluto. A soja registrou um crescimento expressivo, de 14%, totalizando 139,7 milhões de toneladas escoadas. Na outra ponta da cadeia, a importação de adubos e fertilizantes cresceu 10% (49,3 milhões de toneladas), sinalizando que os produtores estão aumentando os investimentos na preparação das próximas safras. Outro destaque foi a movimentação de gás de petróleo, que avançou 10,4%, somando 5,8 milhões de toneladas.
Despedida
Ao final do evento de divulgação dos números, houve a cerimônia de despedida da diretora Flávia Takafashi. Ela deixa o cargo oficialmente no dia 18 deste mês. A advogada e mestre em Direito voltará ao seu cargo de origem, especialista em regulação de transportes aquaviários, após cinco anos de liderança.
Flávia é a primeira mulher indicada pela Presidência da República a ocupar a diretoria da Antaq. “Eu me despeço com gratidão do cargo de diretora da Antaq, agência que tanto representa para o Brasil e para a economia do País. O setor portuário e aquaviário é um vetor de competitividade, integração e soberania capaz de conectar o Brasil ao mundo e gerar desenvolvimento econômico e social em escala nacional”.
Portal Fator Brasil - RJ 12/02/2026
Crescimento de 6,1% ante 2024. Destaque para a cabotagem que alcançou uma movimentação de 303,7 milhões de toneladas (+3,4%), enquanto que a navegação interior chegou a 91,3 milhões de toneladas, um crescimento de 19,7% no comparativo com 2024. Destaque também para os Os terminais autorizados (provados) que alcançaram uma movimentação de 906,1 milhões de toneladas de cargas — um aumento de 7% se comparado ao mesmo período de 2024. Antaq prevê movimentação de 1,44 bilhão de toneladas em 2026,
Os dados estatísticos que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apresentou para o ano de 2025 no dia 10 de fevereiro (terça-feira), na sede da autarquia, em Brasília/DF mostram um crescimento significativo nos índices quando comparado ao mesmo período de 2024. Números registrados entre janeiro e dezembro de 2025 trazem uma movimentação de 1,4 bilhão de toneladas de cargas, enquanto que, no ano retrasado, esse mesmo dado foi de 1,32 bilhão — representando um crescimento, portanto, de 6,1%.
Em seu discurso de abertura, o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, destacou a importância do Painel: —É mais um recorde no setor aquaviário. Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor, que reflete a maturidade institucional do país e da atuação da Antaq”. E completou: —Ao divulgar esses números, a Agência reforça seu papel técnico de fornecer informações úteis e confiáveis para que o setor privado possa planejar e tomar as melhores decisões—.
Movimentação de mercadorias — Desde o início da série histórica do Estatístico Aquaviário da Antaq, o minério de ferro ocupa a primeira posição em mercadorias exportadas por peso bruto. Em 2025, foram movimentadas 425,8 milhões de toneladas desse produto, sendo que, desses, 406,2 milhões embarcadas no longo curso. Além do minério de ferro, ênfase também para soja, com movimentação de 139,7 milhões de toneladas e crescimento de 14% a mais em relação a 2024, para o gás de petróleo, com 5,8 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 10,4% e, ainda, adubos (fertilizantes), com 49,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 10% no comparativo 2024-2025.
O mês de dezembro de 2025 teve seu registro finalizado agora em fevereiro de 2026, junto com o fechamento do balanço anual: 119 milhões de toneladas movimentadas, um aumento de 14,2% em comparação ao mesmo período de 2024.
Recorde nos portos — Os portos públicos cresceram 4,5% e chegaram a 497 milhões de toneladas de cargas. Merece destaque aquele que teve maior crescimento relativo entre as 20 instalações portuárias com maiores movimentações: Porto de Santarém (PA), com 18,5 milhões de toneladas movimentadas, representando uma alta de 13,2% em comparação a 2024.
O Porto de Santos (SP) manteve-se como a instalação pública com a maior movimentação de cargas do país. Em 2025, o porto paulista movimentou 142,8 milhões de toneladas, volume 3% superior ao registrado em 2024.
Consolidação de contêineres — Movimentação recorde das cargas conteinerizadas: foram 164,6 milhões de toneladas, um crescimento de 7,2% quando comparado com o mesmo período de 2024.
Em TEUs, a movimentação chegou a 15,3 milhões, com crescimento de 10,2%. Desse total, 10,4 milhões foram movimentados em longo curso e 4,8 milhões por cabotagem.
Cargas e Navegação — Em relação à carga geral solta, a movimentação atingiu 65,8 milhões de toneladas, um crescimento de 0,8%. Os granéis sólidos movimentaram 839,7 milhões de toneladas de cargas (aumento de 6,3%) e os granéis líquidos chegaram a 333 milhões de toneladas de cargas (aumento de 6,1% quando comparado à 2024).
Já a movimentação de cargas de longo curso foi de 1,01 bilhão de toneladas no ano de 2025 (+6%). A cabotagem alcançou uma movimentação de 303,7 milhões de toneladas (+3,4%), enquanto que a navegação interior chegou a 91,3 milhões de toneladas, um crescimento de 19,7% no comparativo com 2024.
Terminais Privados —Os terminais autorizados alcançaram uma movimentação de 906,1 milhões de toneladas de cargas — um aumento de 7% se comparado ao mesmo período de 2024. Na categoria, destaque para Porto Sudeste do Brasil S/A (RJ), que deteve o maior crescimento relativo entre as 20 instalações com maior movimentação em 2025: 30,6 milhões de toneladas e aumento de 23,8%.
O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA), apesar da queda de 2% na movimentação em comparação com 2024, permaneceu como o TUP com maior volume movimentado em 2025, ao alcançar 172,4 milhões de toneladas.
Movimentação Futura — A Antaq divulgou a expectativa de movimentação portuária para os próximos anos. Os estudos indicam que a movimentação alcançará 1,44 bilhão de toneladas em 2026, um crescimento de 2,7% em relação a 2025.
A Agência espera que a tendência de alta na movimentação portuária continue pelos próximos anos. Em 2030, estima-se que o setor portuário nacional movimente 1,59 bilhão de toneladas.
Valor - SP 12/02/2026
Após um ano no meio da disputa entre os Estados Unidos e a China, o Panamá deu um passo para se libertar da rivalidade geopolítica, numa estratégia que pode servir de modelo para outras pequenas nações.
A Suprema Corte do país decidiu recentemente que os contratos de concessão com o conglomerado CK Hutchison, de Hong Kong, que operava os portos em ambas as extremidades do Canal do Panamá são inconstitucionais, o que significa que a empresa será removida da área ao redor da hidrovia.
"O Panamá não será ameaçado por nenhum país do mundo", afirmou o presidente panamenho, José Raúl Mulino, em 5 de fevereiro. Ele enfatizou que nenhuma empresa jamais terá novamente permissão para deter direitos operacionais sobre os principais portos. O governo já começou a revisar a estrutura dos contratos de terceirização da gestão de infraestrutura crítica.
Sob o novo sistema, espera-se que o Panamá reduza os períodos de concessão dos atuais 25 anos e imponha revisões mais rigorosas na renovação. O governo e a Autoridade do Canal do Panamá também devem assumir papéis mais importantes nas operações para evitar futuras disputas políticas. Até que o novo acordo seja finalizado, uma subsidiária da dinamarquesa AP Moller-Maersk administrará temporariamente os portos.
Enquanto isso, o CK Hutchison anunciou em 4 de fevereiro que iniciou um processo de arbitragem internacional contra o Panamá. A China também protestou, afirmando que as ações do Panamá prejudicam gravemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas e de Hong Kong, e alertou que o Panamá pagará um "preço alto".
Subsidiárias da CK Hutchison administram o Porto de Balboa, no Pacífico, e o Porto de Cristóbal, no Atlântico, desde 1997. A Suprema Corte contestou o contrato de renovação de 25 anos assinado em 2021.
Em julho do ano passado, o Controlador Geral do Panamá entrou com uma ação na Suprema Corte, alegando que a CK Hutchison havia se envolvido em conduta ilegal e obtido indevidamente pelo menos US$ 300 milhões.
Os processos surgiram depois que um consórcio liderado pela BlackRock, com sede nos Estados Unidos, propôs, na primavera passada, uma oferta de aquisição no valor de US$ 22,8 bilhões, uma proposta que ainda não havia sido definida devido à forte oposição do governo chinês.
Embora a questão tenha atraído atenção global depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retornou ao cargo em janeiro de 2025, afirmou que a China controlava o canal, Washington já vinha expressando preocupação, desde o governo Biden, com uma empresa de Hong Kong controlando ambos os lados da hidrovia. Nos quase 30 anos desde que a Hutchison assumiu as operações portuárias, o ambiente de segurança entre os Estados Unidos e a China mudou drasticamente.
Na década de 1990, a China era simplesmente a "fábrica do mundo". Desde então, tornou-se uma grande potência rivalizando com os Estados Unidos, promoveu sua Iniciativa Rota da Seda e expandiu sua presença em grandes obras de infraestrutura em todo o mundo. Em 2020, o governo de Hong Kong passou efetivamente para o controle de Pequim.
Agora é difícil considerar a CK Hutchison, outrora vista como uma operadora comercial altamente competente, como uma empresa privada politicamente neutra. Se uma crise envolvendo Taiwan ocorresse, navios de guerra e de abastecimento dos Estados Unidos viajariam da Costa Leste para o Pacífico através do Canal do Panamá. Para Washington, a questão é inegociável.
Em resposta às críticas de Trump, Mulino anunciou que o Panamá se retiraria da Iniciativa Rota da Seda, mas cuidadosamente evitou atacar a China. O Panamá não pode se dar ao luxo de prejudicar seu relacionamento com Pequim — a China é um importante destino de exportação e continua a fazer uso intensivo do canal.
Os Estados Unidos desempenharam um papel significativo na história do Panamá, apoiando a independência do país em relação à Colômbia e construindo o Canal do Panamá. O Panamá atendeu à administração Trump ao retirar a CK Hutchison dos portos, evitando, ao mesmo tempo, ataques abertos contra a China. Em vez disso, as autoridades enfatizaram a má conduta contratual. Essa abordagem também dificulta que a China apresente queixas a organizações internacionais com base em tratamento discriminatório.
No entanto, nos últimos anos, a China tem se afastado do envolvimento direto em infraestruturas importantes, que poderiam gerar repercussões políticas. Em vez disso, está se integrando a sistemas e equipamentos essenciais.
A gigante chinesa de máquinas pesadas ZPMC detém agora uma parcela significativa das instalações de guindastes em portos, inclusive nos Estados Unidos.
Na América Latina, a China forneceu à Venezuela radares e outros sistemas de defesa aérea, e a Cuba equipamentos para interceptar comunicações. Pequim está se posicionando como parte indispensável dos mecanismos de segurança nacional nesses países.
IstoÉ Dinheiro - SP 12/02/2026
O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) emitiu nova licença que facilita a exploração de petróleo e gás na Venezuela, mas exclui empresas e pessoas da China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã de participarem dos negócios envolvendo a indústria petroleira do país sul-americano.
A licença representa uma flexibilização do embargo econômico imposto à Venezuela que tem prejudicado a economia do país, dono das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
A medida ocorre pouco mais de um mês após a captura do presidente Nicolas Maduro por Washington durante invasão à Caracas.
A licença autoriza transações para pagamentos, serviços de transporte e logística, de fretamento de embarcações, para obtenção de seguros marítimos e para serviços portuários e de terminais, entre outras.
“O parágrafo (a) também autoriza transações para a manutenção de operações de petróleo ou gás na Venezuela, incluindo a reforma ou o reparo de itens usados para atividades de exploração, desenvolvimento ou produção de petróleo ou gás”, diz a licença do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
O mesmo documento proíbe qualquer transação com pessoa ou empresa ligada à Rússia, Irã, Coreia do Norte, Cuba e China, “ou qualquer entidade que seja detida ou controlada, direta ou indiretamente, por ou em joint venture com tais pessoas”.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira (11) que as novas restrições impostas à Rússia e outros países constituem uma discriminação flagrante, e que Moscou planeja pedir esclarecimentos aos EUA.
“Trata-se de uma discriminação flagrante, apesar de a Rússia, a China e o Irã terem investido no setor de petróleo e energia da Venezuela”, afirmou Lavrov, segundo noticiou a agência de notícias Reuters.
A flexibilização do bloqueio econômico ao petróleo venezuelano ocorre após o novo governo interino de Delcy Rodriguez encaminhar uma série de mudanças no país, incluindo uma nova lei do petróleo para facilitar os investimentos estrangeiros, além da apresentação de uma lei de anistia para opositores presos.
O Serviço de Informações de Energia dos EUA disse que a produção de petróleo e gás na Venezuela segue incerta, apesar das exportações do petróleo bruto terem começado a se recuperar em janeiro.
“Grande parte desse petróleo foi encaminhada para terminais de armazenamento no Caribe. Espera-se que a ampliação das licenças concedidas pelos EUA restaure a produção aos níveis pré-bloqueio até meados de 2026”, diz a agência estatal ligada à Casa Branca.
O Estado de S.Paulo - SP 12/02/2026
O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informaram nesta quarta-feira, 11, que foi assinada a manifestação conjunta para inclusão de 18 novos blocos no pré-sal na Oferta Permanente de Partilha (OPP).
A inclusão de áreas profundas e ultraprofundas nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo vai viabilizar o maior leilão da história da modalidade, segundo o governo federal.
A decisão autoriza a inclusão de 18 novos blocos, que se somam aos oito já previstos em edital, viabilizando uma rodada inédita com 26 blocos.
A estimativa é de até R$ 3,2 bilhões em bônus de assinatura, R$ 1,6 trilhão em arrecadação governamental ao longo do ciclo dos contratos e cerca de R$ 1,4 trilhão em investimentos.
Em nota, o MME destaca que a decisão com repercussão imediata “amplia significativamente o número de áreas disponíveis para exploração com impacto esperado direto sobre a economia, com geração de receitas públicas, atração de investimentos de longo prazo e fortalecimento da cadeia produtiva de óleo e gás”.
Em uma postagem em rede social, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra, definiu a decisão como “um dia histórico para o setor energético nacional”.
A Oferta Permanente é, no momento, o principal modelo de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Há duas modalidades: a Oferta Permanente de Concessão (OPC) e Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP). Em ambos, os ciclos têm início quando uma ou mais empresas inscritas para participar do processo manifestam interesse nos blocos em oferta.
Investing - SP 12/02/2026
Os preços do petróleo se recuperaram de algumas perdas registradas na terça-feira, com um dólar contido, antes de importantes dados econômicos dos EUA, também oferecendo suporte.
Os futuros do petróleo Brent para abril subiram 0,6% para US$ 69,18 por barril, enquanto os futuros do petróleo West Texas Intermediate subiram 0,6% para US$ 64,19 por barril às 22:04 (horário de Brasília).
Autoridades iranianas disseram na terça-feira que as negociações nucleares com os EUA permitiram a Teerã avaliar a seriedade de Washington, e que a diplomacia entre os dois países continuará.
Isso ocorreu depois que os dois lados realizaram conversas na semana passada sobre o programa nuclear de Teerã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, enviar vários navios de guerra para o Oriente Médio.
Embora o Irã e os EUA tenham sinalizado algum progresso em seu diálogo do fim de semana, seus comentários foram ofuscados pelo alerta emitido pelos EUA para navios que transitam pelo Estreito de Hormuz.
Relatórios também mostraram que Trump está considerando o envio de um segundo porta-aviões próximo ao Irã uma medida que poderia aumentar consideravelmente as tensões no Oriente Médio.
A incerteza sobre o Irã fez com que os traders precificassem algum prêmio de risco no petróleo, em meio a preocupações de que uma ação militar poderia interromper o fornecimento de petróleo do Irã.
Viagens do Ano Novo Lunar da China em foco, IPC decepciona
Os preços do petróleo receberam algum suporte das especulações sobre o aumento da demanda chinesa por combustível durante o próximo feriado do Ano Novo Lunar.
O Ano Novo Lunar deste ano o Ano do Cavalo no zodíaco chinês cai em 17 de fevereiro e será acompanhado por um feriado público na China mais longo que o habitual, de nove dias, de 15 a 23 de fevereiro.
O feriado do Ano Novo Lunar geralmente registra aumento nos gastos dos consumidores chineses, sendo as viagens uma parte fundamental desses gastos.
Autoridades chinesas disseram que esperam que a China registre um recorde de 9,5 bilhões de viagens de passageiros durante o feriado da primavera.
Espera-se que as viagens ao exterior cubram vários destinos populares no Sudeste Asiático, embora os voos para o Japão tenham apresentado queda acentuada em meio a uma amarga disputa diplomática entre Tóquio e Pequim.
Os dados econômicos chineses também apontaram para uma tendência deflacionária sustentada no país, com os dados do índice de preços ao consumidor ficando abaixo das expectativas do mercado, enquanto os preços ao produtor permaneceram em contração.
Monitor Digital - RJ 12/02/2026
Depois de seis anos, o Espírito Santo voltou à vice-liderança no ranking nacional de produção de petróleo. O estado retomou a posição de São Paulo, sendo empurrado pela produtividade do Campo de Jubarte, localizado na área conhecida como Parque das Baleias, na Bacia de Campos.
De acordo com o mais recente boletim de produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal que regula o setor, a produção de óleo no estado chegou a cerca de 193 mil barris por dia em 2025.
A marca equivale à 5,1% da produção nacional. São Paulo, que caiu para o terceiro lugar, produziu 184,5 mil barris, respondendo por 4,9% do país. A produção capixaba saltou 24,5% na passagem de 2024 para 2025.
O Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo do país, com 87,8% do óleo extraído no país no ano passado.
Em todo o Brasil, a produção atingiu 3,770 milhões de barris/dia em 2025, expansão de 12,3% na comparação com 2024.
Maria Quitéria
O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa empresas do setor, destaca que o “grande destaque no Espírito Santo é o Campo de Jubarte, que responde por 77,3% da produção do estado, e registrou aumento de 32,8% na sua produção no período de 2024-2025”.
Jubarte é operado exclusivamente pela Petrobras e fica cerca de 76 quilômetros do Pontal de Ubu, no município de Anchieta, parte sul do litoral capixaba.
O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), centro de pesquisas ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), contextualiza que a entrada em operação do navio-plataforma FPSO Maria Quitéria elevou a produção em Jubarte.
O FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência, na sigla em inglês) tem capacidade de produção diária de 100 mil barris de petróleo e o processamento de 5 milhões de metros cúbicos de gás natural. A plataforma entrou em operação em outubro de 2024.
Ao fim de 2025, Jubarte - que tem poços no pós-sal e no pré-sal - figurava como quinto maior campo produtor do país, com média de 152 mil barris por dia.
Para o Ineep, os números de produção reafirmam a importância estratégica de Jubarte, assim como revela o elevado grau de concentração produtiva no estado.
O centro de pesquisa ressalta também o protagonismo do investimento da Petrobras em exploração e produção para “ampliar os ganhos energéticos nacionais e fortalecer a arrecadação do Espírito Santo e dos municípios confrontantes [vizinhos]”. “Esse movimento tende a impulsionar a cadeia de fornecedores e serviços associados ao setor, gerando efeitos positivos sobre a economia regional e reafirmando o papel estratégico da Petrobras como indutora do desenvolvimento produtivo e territorial”, informa o instituto à Agência Brasil.
A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) lembra que o estado ocupou de “forma consistente” a segunda colocação nacional, entre 2007 e 2018, sendo ultrapassado por São Paulo no período entre 2019 e 2024.
A federação projeta que a produção de petróleo deve crescer ainda mais nos próximos meses, com a retomada das atividades do FPSO Maria Quitéria. A unidade interrompeu as operações em 11 de dezembro para reparos programados no gasoduto de exportação. A expectativa é retornar ainda este mês.
O presidente da Findes, Paulo Baraona, indica que o segmento do petróleo teve um papel decisivo no crescimento da produção industrial capixaba em 2025.
No ano passado, o Espírito Santo foi o estado com o maior crescimento da produção industrial (11,6%), acima da média nacional (0,6%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Esses resultados mostram a posição estratégica do Espírito Santo na economia brasileira e no mapa energético nacional.”
Baraona afirma que a cadeia produtiva do setor de petróleo e gás “irradia oportunidades” no estado. Segndo ele, são mais de 600 empresas em operação, que empregam ao menos 15 mil trabalhadores formais, com remuneração acima da média nacional. “Os projetos impulsionam empregos, renda e dinamizam a economia regional. Olhando para os próximos anos, estamos trabalhando para trazer novas oportunidades de investimentos que já se desenham para o setor no Espírito Santo e no Brasil.”
Investimentos
Para trabalhadores da indústria do petróleo, a retomada da vice-liderança do Espírito Santo é positiva, mas precisa ser interpretado com cautela.
O diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (SindipetroES), Etory Sperandio, faz a ressalva de que a produção capixaba ainda é menor que a de anos atrás.
Os números de 2025 superam os dos três anos anteriores, mas ficam aquém de 2021, por exemplo, quando o estado produzia mais de 210 mil barris diários. Em 2016, o Espírito Santo se aproximou de 394 mil barris por dia.
Ele destaca que a produção capixaba está concentrada no trecho da Bacia de Campos que pertence ao estado (a maior parte é ligada ao Rio de Janeiro). No entanto, o sindicalista cobra investimentos em produção e exploração na Bacia do Espírito Santo, que fica no litoral norte. “A parte da Bacia do Espírito Santo, que pega do alto de Vitória, mais ou menos, da região de Vila Velha para cima, reduziu bastante a produção.”
De acordo com o diretor, companhias que têm direito à exploração precisam aumentar investimentos. “Esses campos que foram privatizados perderam o investimento, as empresas que compraram apenas focaram em sua produção e não fazem novas descobertas”, avalia.
Portal Fator Brasil - RJ 12/02/2026
Alta de 11% ante 2024. Reservas têm adição de 1,7 bilhão de boe, melhor índice de reposição na década. Exportações de petróleo registraram recorde anual de 765 mbpd, e novo recorde trimestral de 999 mbpd no quarto trimestre de 2025.
A produção total de óleo e gás natural da Petrobras superou em 2,8 pontos percentuais o limite superior da meta (+4%), alcançando 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), representando um aumento de 11% em relação à produção de 2024, segundo dados divulgados pela Petrobras, no dia 10 de fevereiro (terça-feira).
Em 2025, a Petrobras alcançou o melhor resultado dos últimos dez anos ao adicionar 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) em reservas, atingindo um índice de reposição de reservas (IRR) de 175%, mesmo diante de uma produção recorde. A relação entre as reservas provadas e a produção (indicador R/P) atingiu 12,5 anos, refletindo a sustentabilidade do portfólio.
Em 2025, foram comercializados 1.747 mil barris por dia (mbpd) de derivados no mercado interno, alta de 1,6% ante 2024, impulsionada pelo forte desempenho de diesel, gasolina e QAV, que responderam por 74% das vendas. As vendas de QAV tiveram uma elevação de 6% no ano, alcançando o melhor desempenho dos últimos 6 anos, refletindo a recuperação do mercado desde a pandemia.
. Principais destaques operacionais.: Exploração e Produção — A produção comercial de óleo e gás natural alcançou 2,62 milhões de boed, superando em 0,9 pontos percentuais do limite superior da meta (+4%) projetada.
. Principais fatores para o aumento da produção em 2025: aumento da capacidade de produção dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias; Manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba ; Ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão; Maior eficiência operacional (3,6% acima do resultado de 2024), principalmente em plataformas da Bacia de Santos; Menor volume de perdas com paradas para manutenções na Bacia de Campos.
— Neste ano, foram colocados em operação 44 novos poços produtores marítimos, sendo 22 na Bacia de Santos e 22 na Bacia de Campos.
—Encerramos 2025 com resultados históricos, sustentados por uma gestão eficiente dos reservatórios dos nossos ativos, eficiência operacional crescente e, principalmente, pelo comprometimento das nossas equipes. Mesmo em um cenário de preços mais baixos, entregamos recordes de produção, superamos nossos guidances e reforçamos a resiliência do E&P, sempre com a segurança como valor inegociável. Esse desempenho foi acompanhado por uma adição significativa de reservas provadas em 2025 com índice de reposição de 175%, alcançando o maior patamar de reservas provadas dos últimos dez anos, mesmo diante de produção recorde — Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção
— A companhia alcançou um marco histórico na produção offshore ao interligar 77 poços, dentre produtores e injetores, consolidando um novo patamar de eficiência operacional.
. Principais recordes de produção no segmento E&P em 2025: Produção total operada: 4,32 milhões de boed (recorde anterior de 3,87 milhões de boed em 2023); Produção total própria: 2,99 milhões de boed (recorde anterior de 2,84 milhões de boed em 2020) ; Produção total operada no pré-sal: 3,70 milhões de boed (recorde anterior de 3,23 milhões de boed em 2024) ; Produção total própria no pré-sal: 2,45 milhões de boed (recorde anterior de 2,19 milhões de boed em 2024)
Índice de Utilização de Gás Associado (IUGA): 97,7% (recorde anterior de 97,6% em 2023); As plataformas do Campo de Búzios romperam a marca de produção operada de um milhão de barris de óleo por dia em 29 de outubro. Os campos de Tupi e Iracema atingiram a produção de um milhão de barris/dia em 09 de janeiro de 2026, repetindo a marca histórica alcançada, pela primeira vez, em 2019.
. Refino, Transporte e Comercialização: as exportações de petróleo registraram recorde anual de 765 mbpd e novo recorde trimestral de 999 mbpd no quarto trimestre de 2025, refletindo a elevada produção e o trabalho contínuo de desenvolvimento de mercados para os óleos da Petrobras.
—A comercialização do VLS B24 com uma empresa de forte atuação internacional demonstra o avanço consistente da Petrobras rumo a um mercado de baixo carbono, em sinergia com o nosso Plano de Negócios 2026-2030. A iniciativa não apenas gera valor para o negócio, mas também viabiliza soluções concretas em novas energias e descarbonização, reforçando nosso compromisso com a sustentabilidade e a inovação — destaca Claudio Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados.
De acordo com a companhia , foi renovado e ampliado contratos de venda de petróleo com as principais refinadoras estatais indianas que, reconhecidas pelo consumo de óleos médios, apresentam um perfil de demanda alinhado às características das exportações da companhia. Os contratos, válidos até março de 2027, podem totalizar até 60 milhões de barris.
—Os contratos reforçam nossa presença no mercado indiano e contribuem para a diversificação da nossa carteira de clientes de exportação de petróleo. Estamos empenhados em fortalecer parcerias estratégicas, ampliando nossa atuação global e gerando valor para o Brasil — esclarece Claudio Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados
—Avaliamos constantemente todos os mercados na busca da melhor colocação do volume de petróleo exportado. Além de para Índia, a companhia vem aumentando as exportações de diferentes qualidades de petróleo para a Coréia do Sul, Singapura, Tailândia e, mais significativamente, para o mercado europeu—complementa o executivo.
—Os projetos implementados nos últimos anos aumentaram de forma consistente a capacidade e a flexibilidade operacional do nosso parque de refino. As ampliações em unidades de nossas refinarias são resultado de ganhos de eficiência, modernização de processos e engenharia aplicada, sempre com foco em segurança e confiabilidade operacional — ressalta William França, diretor de Processos Industriais e Produtos.
. Destaques e recordes na logística de petróleo e derivados: recorde anual de operações de ship-to-ship (STS) para exportação de petróleo e óleo combustível, com a realização de 354 operações no ano; Foram realizadas 1.470 operações de ship-to-ship (STS) no Terminal de Angra dos Reis; Foram alcançadas 80 operações de ship-to-ship (STS) no Terminal de São Luís; ; Recorde mensal (fevereiro de 2025) no escoamento de derivados pelo terminal de Santos: 828 mil metros cúbicos ; Recorde mensal (agosto de 2025) no escoamento de GLP por navios no Rio de Janeiro: 69,9 mil toneladas ; Recordes de escoamento de derivados escuros nas refinarias Refap, Regap e Repar; Início das operações com diesel R5 no terminal de Guarulhos/SP
Em 2025, o parque de refino atingiu fator de utilização total (FUT) de 91%, mantendo um patamar elevado de utilização dos ativos acompanhado de segurança operacional.
— O SAF, produzido por coprocessamento no nosso parque de refino, é uma solução que contribui para o cumprimento das metas de descarbonização do setor aéreo. É um produto competitivo, que atende a rigorosos padrões internacionais da aviação. Estamos oferecendo ao mercado nacional a possibilidade de atender às demandas globais, antecipando o cumprimento do ‘Corsia’, que é um programa internacional para a redução das emissões provenientes dos voos internacionais. — adianta Magda Chambriard, presidente da Petrobras .
. A produção de diesel, gasolina e QAV representou 68% da produção total, refletindo o foco estratégico na geração de produtos de maior valor agregado.
. A participação do óleo do pré-sal na carga processada em 2025 seguiu em 70%, evidenciando a busca pela excelência operacional do parque e o compromisso contínuo com a otimização do uso dessas correntes.
. Foram realizadas as primeiras entregas de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido integralmente no Brasil, e a Petrobras se tornou a primeira empresa certificada conforme as regras da ICAO (International Civil Aviation Organization). O volume de três mil metros cúbicos abasteceu distribuidoras no RIOgaleão — Aeroporto Internacional Tom Jobim e equivale a cerca de um dia de consumo dos aeroportos do Rio de Janeiro.
. Principais recordes de produção no segmento RTC em 2025: Refap: recorde trimestral de produção de gasolina e diesel S10 no quarto trimestre de 2025, de 54 e 52 mbpd, respectivamente. Recorde anual de produção de diesel S10 em 2025, de 48 mbpd; Regap: recorde anual de produção de diesel S10 em 2025, de 46 mbpd ; Repar: recorde anual de produção de gasolina em 2025, de 65 mbpd ; Recap: recorde anual de produção de gasolina em 2025, de 21 mbpd ; Replan: recorde anual de produção de bunker em 2025, de 40 mbpd.
—Como parte da nossa estratégia neste segmento, assinamos em dezembro de 2025 um acordo com a Lightsource bp para estabelecer parceria estratégica no segmento de energias renováveis onshore. Pelo acordo, iremos adquirir 49,99% das subsidiárias da Lightsource bp no Brasil. A parceria, que representa um passo significativo e estratégico da Petrobras no segmento de energia renovável, será estruturada como uma joint venture, com gestão compartilhada entre as empresas— informa Angélica Laureano, diretora de Transição Energética e Sustentabilidade.