Infomoney - SP 11/12/2025
As ações das empresas de mineradoras e siderúrgicas são destaque de ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira (10). CSN (CSNA3, R$ 9,23, +1,99%), Vale (VALE3, R$ 70,85, +1,53%), Usiminas (USIM5, R$ 5,97, +1,02%) e Gerdau (GGBR4, R$ 19,22, +0,73%) aparecem na ponta positiva da Bolsa brasileira.
O movimento acontece uma vez que os contratos futuros de minério de ferro tiveram ganhos nesta quarta-feira, interrompendo várias sessões de perdas, depois que dados fracos da indústria da China reforçaram as esperanças de um novo estímulo para impulsionar o crescimento econômico em 2026.
O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou a sessão do dia com alta de 1,85%, a 769 iuanes (US$108,90) a tonelada, depois de cair 0,7% na terça-feira.
O contrato futuro de minério de ferro de referência para janeiro na Bolsa de Cingapura subiu 0,84%, para US$102,65 a tonelada.
A deflação dos preços na porta das fábricas da China se aprofundou no mês passado, indicando uma demanda doméstica fraca que provavelmente não se recuperará em breve.
O índice de preços ao produtor (PPI) caiu 2,2% em novembro em relação ao ano anterior, contra uma queda de 2,1% em outubro, um desempenho pior do que a queda de 2% prevista, mostraram os dados oficiais.
Embora a China deva atingir sua meta de crescimento econômico anual de cerca de 5%, vários analistas esperam que Pequim implemente algumas medidas de apoio para sustentar o crescimento no primeiro trimestre de 2026.
A recuperação dos preços do minério de ferro ocorreu mesmo com os analistas da estatal China Mineral Resources Group (CMRG) argumentando que a tendência atual dos preços se descolou dos fundamentos de mercado.
‘As atividades especulativas entre os comerciantes ampliaram as flutuações de preços’, disseram os analistas do CMRG em um comunicado na conta WeChat da associação siderúrgica na terça-feira.
‘Os preços não têm motivos para apresentar tendência de alta no quarto trimestre em um cenário de oferta crescente e demanda enfraquecida.’
O CMRG foi criado em 2022 para centralizar as compras de minério de ferro e obter melhores condições das mineradoras.
IstoÉ Dinheiro - SP 11/12/2025
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil manteve nesta quarta-feira (10) a taxa básica de juros em 15%, em uma tentativa de conter a inflação no país, cuja economia mostra sinais de desaceleração.
Com a decisão de hoje, a taxa Selic permanece em seu nível mais elevado desde julho de 2006, quando alcançou 15,25%.
O Banco Central foi de encontro ao desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu repetidas vezes desde que voltou ao poder, em 2023, um corte de juros para estimular a economia.
“Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados do que o usual”, justificou em nota o Copom, que elevou a Selic sete vezes consecutivas entre setembro de 2024 e junho de 2025, e a manteve inalterada em julho, setembro e novembro.
“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária”, acrescentou o Copom, que citou, entre outras coisas, as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
O Brasil enfrentou tarifas americanas de até 50% sobre diversos produtos que exporta, que entraram em vigor em 6 de agosto. Desde então, Washington anunciou isenções para alguns itens, incluindo café e carne bovina, dos quais o país é o maior produtor e exportador mundial, respectivamente.
– Período prolongado –
A decisão do Copom seguiu a previsão unânime do mercado, segundo pesquisa do jornal Valor Econômico com mais de 100 instituições financeiras.
As autoridades monetárias do país tentam reduzir a inflação, que deveria se situar no intervalo de tolerância oficial de 1,5% a 4,5%. “O Comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, destaca a nota do Copom.
O país registrou no mês passado uma inflação de 4,46% em 12 meses e entrou pela primeira vez no ano no intervalo esperado pelo Banco Central, segundo dados divulgados hoje.
As instituições financeiras consultadas pelo Boletim Focus do Banco Central reduziram para 4,40% sua estimativa de inflação para 2025, mas a manutenção de juros altos contribui para a perda de impulso da economia brasileira.
Mais da metade dos entrevistados pelo Valor Econômico espera que os juros comecem a cair a partir de janeiro, quando o Copom voltará a se reunir.
O PIB cresceu 1,8% em 12 meses no terceiro trimestre de 2025, embora tenha desacelerado em relação ao segundo trimestre. Já os níveis de emprego resistem, apesar das tarifas americanas. O desemprego no país caiu para 5,4%, o nível mais baixo desde 2012, no trimestre compreendido entre agosto e outubro.
O Estado de S.Paulo - SP 11/12/2025
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou novembro com alta de 0,18%, ante um avanço de 0,09% em outubro, informou nesta quarta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor para um mês de novembro desde 2018.
A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 3,92%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,46% até novembro, ante taxa de 4,68% até outubro.
O principal impacto positivo no índice veio do subitem passagem aérea (11,9%), com 0,07 ponto percentual (p.p.). Outras influências positivas foram a energia elétrica residencial, que subiu 1,27%, puxada por reajustes tarifários em algumas concessionárias, e hospedagem.
Os preços de Transportes subiram 0,22% em novembro, após alta de 0,11% em outubro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,04 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,18% no mês.
Os preços de combustíveis tiveram queda de 0,32% em novembro, após avanço de 0,32% no mês anterior. A gasolina caiu 0,42%, após ter registrado alta de 0,29% em outubro, enquanto o etanol avançou 0,39% nesta leitura, após alta de 0,85% na última.
O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.
Os preços de Alimentação e bebidas caíram 0,01% em novembro, após alta de 0,01% em outubro. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,00 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,18% no mês.
Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve queda de 0,20% em novembro, após ter recuado 0,16% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,46%, ante alta de 0,46% em outubro.
Money Times - SP 11/12/2025
O Fundo Monetário Internacional instou a China a acelerar as reformas estruturais, à medida que aumenta a pressão global sobre a segunda maior economia do mundo para que adote um modelo de crescimento baseado no consumo e contenha o investimento e as exportações impulsionados por endividamento.
O gigante manufatureiro registrou um superávit comercial de US$ 1 trilhão pela primeira vez e deve responder por até 40% do crescimento global em 2025. Isso gerou críticas de que a economia chinesa, em desaceleração, depende de dominar uma fatia maior do comércio global e inundar mercados emergentes com produtos baratos desviados dos Estados Unidos após as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
“A grande dimensão econômica da China e as tensões comerciais globais intensificadas tornam a dependência das exportações menos viável para sustentar um crescimento robusto”, afirmou o FMI em um comunicado de imprensa nesta quarta-feira (10), que marcou a conclusão da revisão regular do organismo sobre a economia chinesa.
“A principal prioridade de política para a China é fazer a transição para um modelo de crescimento liderado pelo consumo, afastando-se de uma dependência excessiva das exportações e do investimento”.
“Essa transição requer políticas macroeconômicas expansionistas mais urgentes e vigorosas, reformas para reduzir a elevada poupança das famílias e a redução de investimentos ineficientes e de apoios indevidos à política industrial”, acrescentou o Fundo.
O governo chinês observa atentamente a revisão do Artigo IV do FMI em busca de aprovação ou críticas à sua gestão econômica, já que o endosso do organismo serve como contraponto valioso em meio ao aumento das tensões com importantes parceiros comerciais.
“A economia da China demonstrou resiliência notável apesar de múltiplos choques nos últimos anos”, disse o FMI. A instituição não mencionou diretamente Trump nem a guerra tarifária entre China e Estados Unidos.
O FMI elevou sua previsão de crescimento para a China em 2025 para 5,0%, ante 4,8%, mas alertou que a fraqueza no setor imobiliário, o endividamento dos governos locais e a demanda doméstica deprimida continuarão a desafiar os formuladores de políticas. Agora, espera-se que a economia chinesa cresça 4,5% em 2026, ante 4,2%.
“O apoio da política macroeconômica também deve ser acompanhado por reformas reforçadas para fortalecer o sistema de proteção social e apoiar o ajuste do setor imobiliário”, afirmou o FMI.
O Estado de S.Paulo - SP 11/12/2025
O Banco Central manteve a taxa de juros em 15% nesta quarta-feira, 10, conforme esperado pelo mercado, e permaneceu a cautela sobre iniciar o ciclo de cortes em janeiro. A prudência do Copom se justifica, porque ele vem vencendo a batalha contra a inflação e seria um erro relaxar o aperto antes da linha de chegada.
O repique do dólar na última semana foi um alerta de que as eleições podem trazer volatilidade, e o melhor que o governo Lula poderia fazer neste momento era dar algum sinal de ajuste fiscal antes do início da campanha. Mas ninguém espera que isso vá acontecer.
Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou que a inflação de novembro foi de 0,18%, o que trouxe a taxa em 12 meses para 4,46%, o menor número desde setembro de 2024. Para efeito de comparação, o resultado é mais baixo do que a meta de 4,5% que vigorou de 2005 a 2018 no País. Como a meta atual é de 3%, ou seja, ainda está distante, o BC vem optando por manter a Selic em patamar “significativamente contracionista”.
A grande novidade do comunicado foi a projeção de inflação do modelo do BC cair de 3,3% para 3,2% no segundo trimestre de 2027. Com a taxa a uma distância de apenas 0,2 ponto da meta, no “horizonte relevante”, o conforto para começar a cortar a Selic aumenta. Isso sugere que o início dos cortes se aproxima.
Uma parte do mercado entende que essa projeção pode cair para 3% na reunião do Copom de janeiro, porque passará a mirar o quarto trimestre de 2027 - e isso justificaria o início dos cortes de juros. Isso pode mesmo acontecer, mas demandaria um ajuste na comunicação do Copom a partir da ata na próxima terça-feira ou no Relatório de Política Monetária no dia 18. Do contrário, a decisão seria incoerente.
Nesta quarta-feira, o Fed, Banco Central americano, cortou os juros em 0,25 ponto, também dentro do esperado. Com juros parados aqui e em queda por lá, o dólar se enfraquece em relação ao real, ou, pelo menos, se fortalece menos, o que ajuda o BC brasileiro a conter os repasses de preços de produtos importados.
A Selic elevada e a inflação em queda indicam que a política monetária está funcionando e que a diretoria indicada por Lula manteve a independência e o trabalho técnico para controlar os preços. A transição de Campos Neto para Gabriel Galípolo foi sem traumas e rupturas, o que significa um ganho institucional extraordinário para o País.
Com a política fiscal em xeque durante todo o mandato Lula, foi a política monetária quem serviu de âncora para evitar um cenário de desconfiança ainda maior na economia. Isso é mais importante do que prever a data exata da queda dos juros.
Globo Online - RJ 11/12/2025
A economia brasileira deve perder força em 2026 diante dos juros elevados e do enfraquecimento do mercado de trabalho, aponta a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 1,8% no próximo ano — ritmo menor que o estimado para 2025, de 2,5%.
Segundo a CNI, o avanço em 2026 será puxado principalmente pelo setor de serviços, que deve crescer 1,9%. Já a indústria deverá registrar alta de apenas 1,1%, perdendo fôlego em relação a 2025. A agropecuária deve ficar praticamente estável.
A confederação projeta que a taxa Selic encerrará 2026 em 12% ao ano, mantendo os juros reais em torno de 7,9% — patamar considerado alto e suficiente para inibir investimentos e desacelerar a atividade econômica.
Além das condições financeiras apertadas, a CNI destaca a queda da demanda interna por bens industriais e o aumento das importações como fatores que devem continuar pressionando o setor. A indústria de transformação deve ter o pior desempenho entre os segmentos, com alta de apenas 0,5% no próximo ano.
Construção avança com novas regras do crédito imobiliário
Mesmo sob impacto dos juros altos, a construção deve apresentar um dos melhores resultados da indústria em 2026, com avanço de 2,5%. A CNI atribui o dinamismo à adoção do novo modelo de crédito imobiliário, ao aumento do valor máximo de imóveis financiados pelo SFH e à ampliação dos financiamentos para reforma de moradias de famílias de baixa renda.
A indústria extrativa também deve crescer, com previsão de alta de 1,6%, impulsionada pelo elevado nível de produção de petróleo e minério de ferro.
PIB de 2025 deve fechar em 2,5%, puxado pelo agronegócio
Para 2025, a CNI estima que o PIB crescerá 2,5%, ligeiramente acima da projeção feita no fim do ano passado (2,4%). Ao contrário de 2024, quando o avanço da economia foi puxado pela indústria e pelos serviços, em 2025 o destaque será o agronegócio.
A entidade prevê uma expansão de 9,6% para o PIB do setor, impulsionada pela safra recorde e pelo bom desempenho da produção animal.
Veja - SP 11/12/2025
O Federal Reserve (Fed) anunciou nesta quarta-feira (10) um corte de 0,25 ponto na taxa básica de juros, levando o intervalo para 3,50% a 3,75%, em linha com o esperado pelo mercado. No comunicado, o banco central destacou que as contratações continuam perdendo fôlego, a taxa de desemprego avançou ao longo do ano e a inflação voltou a subir em relação ao início de 2025. A instituição afirmou ainda que os riscos para o mercado de trabalho aumentaram recentemente, fator que pesou na decisão desta reunião.
A decisão veio em linha com o que analistas do mercado estavam projetando para encerrar o ano com a terceira reunião seguida de corte. No comunicado, o Comitê reforçou que seguirá avaliando atentamente os próximos indicadores para definir “a extensão e o momento” de novos ajustes nos juros, sem assumir um ritmo pré-determinado de cortes. A instituição destacou que permanece comprometida em trazer a inflação de volta à meta de 2% ao mesmo tempo em que tenta preservar as condições do mercado de trabalho. Segundo o banco central, o cenário segue marcado por elevada incerteza, o que exige uma postura de cautela na condução da política monetária, ponto que deve ser central nas avaliações dos analistas.
Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos, já previa a queda de juros e disse ainda que não foi uma surpresa para ninguém do mercado. Ele também explica que o Fed fez o corte após verificar uma melhora significativa na inflação e por conta da desaceleração da economia. “Acredito que os próximos cortes devem seguir no mesmo ritmo, de 25 pontos-base. Acredito que a ata veio com um tom relativamente dentro do esperado. Teve dois diretores que queriam manter os juros no patamar atual. Isso porque eles sinalizaram que houve um aumento da perda de fôlego do mercado de trabalho e que há uma preocupação”, explica Bruno.
A autoridade monetária também sinalizou uma mudança operacional relevante ao afirmar que os saldos de reservas bancárias já retornaram a níveis considerados amplos, o que permitirá ao Fed realizar compras de Treasuries de curto prazo quando necessário para manter a liquidez do sistema. A votação da reunião mostrou divergências internas, com um dos membros defendendo um corte maior e dois preferindo manutenção dos juros. Especialistas devem avaliar como essa divisão e a nova diretriz sobre reservas influenciam a leitura do mercado sobre o ciclo de cortes daqui para frente.
O economista-chefe da Nomad, Danilo Igliori acredita que o movimento tende a ser considerado um “corte hawkish”, mas a cautela em relação aos dados já era esperada. Além disso, Danilo explica que para o ano que vem, o comitê projeta apenas um corte. “A ideia e o esperado é um único corte projetando a taxa de juros entre 3,25% e 3,5% em 2026, sem alterações em relação ao último documento de projeções (dot plot), divulgado em setembro”, pontua. Já Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, diz que a tendência é um dólar operando com mais força nesse final de ano. “A gente já prevê um dólar um pouco mais forte nesse final de ano justamente pela questão dos dividendos e aí, com essa questão do Fed, a tendência é que tenha uma valorização no dólar um pouco mais expressiva, ainda mais com a questão Flávio Bolsonaro em alta no Brasil,” afirma Thiago.
Monitor Digital - RJ 11/12/2025
Estudo desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), “Rio de futuro: vocações e potencialidades econômicas do Rio de Janeiro” identificou nove novas fronteiras de desenvolvimento capazes de transformar a indústria fluminense nos próximos anos.
No cenário base, o PIB da indústria do estado cresceria R$ 279 bilhões em 10 anos. Com o estímulo estratégico dessas vocações, esse crescimento pode chegar a R$ 489 bilhões em igual período, um acréscimo de R$ 210 bilhões — mais que dobrando o potencial de expansão da indústria fluminense.
O estudo foi entregue ao prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e ao secretário de estado da Casa Civil, Nicola Miccione, em evento nesta quarta-feira, na sede da Firjan, que reuniu mais de 300 empresários.
Há projeção de geração de 676 mil empregos adicionais – equivalente a todo mercado de trabalho formal do Mato Grosso do Sul – além de aumentar de 17% para 23% a participação da indústria fluminense no PIB industrial do país.
O estudo se baseou na análise de indicadores econômicos nacionais, como os do IBGE, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Banco Central, entre outros, e na escuta a 200 especialistas com notório conhecimento do estado, empresários e gestores públicos, gerando o mapeamento de 125 atividades industriais no Rio de Janeiro.
As 9 fronteiras de desenvolvimento da indústria do Rio
Transição energética, baixo carbono e economia circular: geração e transmissão de energia limpa para atrair a indústria eletrointensiva, e criar um mercado robusto de recuperação de materiais, e gestão eficiente de resíduos.
Turismo, cultura e economia criativa: materializar a “Marca Rio” em produtos de desejo, incentivar a indústria da moda e o polo Audiovisual como vetores de exportação cultural; consolidar a identidade gastronômica regional
Complexo portuário-logístico e corredores produtivos: modernizar a gestão portuária, rodoviária e a infraestrutura aeroportuária. No âmbito do complexo portuário-logístico, é fundamental viabilizar a EF-118, ligando os portos do Açu (RJ) – Vitória (ES) e Porto de Sepetiba (RJ) à malha ferroviária. A ferrovia possibilitará a criação de um corredor logístico facilitando o escoamento de grãos, minério e outros produtos do Centro-Oeste e Minas Gerais.
Complexo da saúde, biotecnologia e farmoquímica: o Rio pode se tornar um hub nacional de Saúde, atraindo a manufatura de fármacos e medicamentos estratégicos (alto custo).
Economia do mar: indústria naval, turismo náutico e bioeconomia marinha: estimular estaleiros e inovação em sistemas navais e submarinos (Prosub); desbravar o mercado náutico de luxo; desenvolver a atividade de construção de embarcações de esporte e lazer para atender o turismo de classe mundial; e liderar o mercado de Descomissionamento Sustentável, adaptando a Manutenção e reparação de embarcações para a engenharia reversa de plataformas offshore.
Complexo aeroespacial e MRO (manutenção, reparo e operações): viabilizar o Rio como centro de MRO da América Latina e consolidar a manutenção de aeronaves.
Indústria química e petroquímica avançada: expandir a produção de Petroquímicos Básicos essenciais para alimentar a indústria de transformação.
Hub de inovação, tecnologia, IA e data centers: estabelecer a infraestrutura da Indústria 4.0, atrair investimentos em tratamento de dados e economia digital; e fomentar empresas de desenvolvimento de softwares focadas em resolver demandas da indústria.
Agroindústria e bioeconomia territorial: inserir o RJ como player relevante na agroindústria brasileira; utilizar o gás natural para impulsionar a fabricação de fertilizantes e reduzir a dependência externa; e capturar o mercado de consumo sofisticado, (café, laticínios, panificação), orgânicos, e indústria de Alimentos “Premium” de alto valor agregado.
No estudo também houve a divisão das vocações e potencialidades em dois grandes grupos: Estruturantes (Petróleo e Gás, Infraestrutura, Metalmecânico e Construção), com potencial de geração de 438 mil empregos; e Consumo (Alimentos e Bebidas, Audiovisual e TIC, produtos químicos e farmacêuticos, moda, têxtil e confecção, e papel e gráfico), que pode criar mais 238 mil postos de trabalho.
“O estímulo a essas novas fronteiras é imprescindível. Não podemos deixar passar a oportunidade de estabelecer um verdadeiro marco para o desenvolvimento econômico e social do Estado do Rio. É importante que gestores públicos tenham a percepção de todo o potencial apontado pelo estudo”, destaca o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
De acordo com o prefeito, o estudo mostra que a indústria fluminense tem um norte de crescimento. “Bússola é o nome deste documento da Firjan. É bom que a indústria do Rio sabe onde quer chegar. Esse é um documento que pode nortear as ações do poder público”, enfatizou Paes.
Diário do Comércio - MG 11/12/2025
A incorporação estratégica de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) na mineração pode gerar um incremento de 20,81% na atividade econômica, valor equivalente ao crescimento acumulado da mineração nos últimos cinco anos, segundo dados da PIA/IBGE. As informações fazem parte do estudo Impact Edge, da EY-Parthenon, lançado na EY House durante a COP30, em Belém. O levantamento destaca ainda que os benefícios ultrapassam as fronteiras das empresas que adotam essas práticas e se estendem a toda a economia brasileira, estimando-se que os ganhos totais possam alcançar R$ 399 bilhões adicionais por ano, montante comparável ao PIB do estado da Bahia em 2022.
Além disso, a análise aponta a geração de mais de 3 milhões de novos empregos, número equivalente à população do estado de Alagoas, reforçando o impacto transformador das iniciativas para o mercado de trabalho. O setor de mineração mantém papel central na economia brasileira, tendo alcançado em 2024 um PIB de R$ 290,6 bilhões, o que representa 2,67% de tudo o que o País produz.
Os resultados também são expressivos no campo ambiental, social, de governança e da saúde pública. A adoção efetiva das iniciativas divulgadas pelas empresas mapeadas no estudo pode evitar a emissão de 19,52 milhões de toneladas de CO2 e preservar cerca de 4,8 trilhões de litros de água, além de impedir a geração de 400 milhões de toneladas de resíduos. No campo social, destaca-se a criação de 7.152 vagas afirmativas em posições de liderança, demonstrando a disposição do setor em seguir impulsionando a diversidade, inclusão e equidade. Na esfera da saúde, estima-se que 93.056 internações seriam evitadas anualmente, representando uma economia de R$ 47,77 milhões ao Sistema Único de Saúde, valor que pode ser realocado para áreas prioritárias como educação, segurança e infraestrutura.
“A mineração brasileira vive um momento decisivo. Temos a oportunidade de deixar para trás uma visão arcaica de que o setor de mineração estava fundamentalmente vinculado a riscos ambientais e sociais. As empresas vêm investindo significativamente em práticas robustas de gestão de riscos, com o objetivo de aumentar a resiliência de sua infraestrutura aos efeitos das mudanças climáticas e mitigar seu impacto nos biomas onde opera. A transição já começou, e os resultados mostram que é plenamente possível conciliar competitividade econômica com responsabilidade ambiental e inclusão social. Quem conseguir alinhar estratégia, dados e execução estará preparado para transformar a transição climática em uma vantagem competitiva de longo prazo”, diz a Líder Global de Sustentabilidade para Mineração e Metais da EY, Elanne Almeida.
A mineração ocupa uma posição estratégica na economia brasileira, fornecendo matérias-primas essenciais para setores como a indústria de base, a construção civil, a energia e tecnologias emergentes. O Brasil é hoje o segundo maior produtor mundial de minério de ferro e o quinto maior produtor de minerais em geral, o que o coloca em destaque no cenário global. Com o avanço acelerado da indústria tecnológica, cresce também a demanda por minerais críticos e terras raras, recursos fundamentais para a transição energética e digital.
“O setor atravessa um momento de profundas transformações. O compromisso com práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) deixou de ser apenas uma exigência regulatória e passou a representar uma nova forma de operar. A implementação de medidas de redução de emissões, eficiência energética, melhor gestão hídrica e de resíduos têm mostrado que investir em sustentabilidade é uma decisão estratégica cujo valor extrapola os típicos indicadores ESG, gerando um impacto real na economia do território”, comenta Almeida.
Os desafios, no entanto, seguem expressivos. Aspectos como a gestão dos recursos hídricos, a descarbonização de processos intensivos em energia e a segurança de barragens e rejeitos continuam sob forte escrutínio público e regulatório, e competem por capital em um contexto de instabilidade política internacional que reduz o apetite ao risco e cria um cenário de cautela, redução de custos e preservação do capital, pelo menos no curto prazo. Além disso, é necessário fortalecer a governança socioambiental, ampliar o diálogo com as comunidades e garantir maior transparência e rastreabilidade nas cadeias de suprimentos minerais.
“Essas dinâmicas vêm redefinindo as prioridades de investimento no setor. Modelos antes focados em conformidade deram lugar a estratégias estruturadas de criação de valor compartilhado, que unem eficiência operacional e impacto socioambiental positivo. O Impact Edge demonstrou que esse impacto é muito maior do que se conhecia”, finaliza a líder.
Valor - SP 11/12/2025
Exportações continuam em alta, mas sobre uma base historicamente fraca; até novembro foram embarcadas 39.622 motos, crescimento de 39,2% sobre o mesmo período de 2024
A produção de motos no Brasil no acumulado de 2025 chegou a 1,85 milhão de unidades no fim de novembro. O crescimento de 13,9% sobre o mesmo período de 2024 reforça a expectativa de que o setor possa ter o terceiro melhor ano da sua história, chegando perto de 2 milhões de motocicletas montadas no Polo Industrial de Manaus (PIM).
Os números do setor foram divulgados, na manhã desta quarta-feira (10), pela Abraciclo, associação que reúne 11 fabricantes e representa cerca de 97% do mercado. A estimativa da Abraciclo é de expansão de 11,5% na produção neste ano, chegando a 1,95 milhão.
Como em dezembro a produção é historicamente menor que a média do ano, por conta das férias coletivas na segunda quinzena, não há garantias de que a marca de 2 milhões de motos montadas seja alcançada. O setor já produziu mais de 2 milhões de motos em 2008 e 2011.
“Chegamos ao fim do ano com boas expectativas em relação à produção de 1,95 milhão de unidades”, afirmou Marcos Bento, presidente da Abraciclo, em nota.
Além da demanda em alta, o setor foi beneficiado neste ano por um período de seca de menor intensidade na região Norte no segundo semestre, o que permitiu manter as linhas de produção ligadas. Em 2023 e 2024, a seca afetou a logística de Manaus e impactou a produção das montadoras instaladas no PIM.
Em novembro, foram montadas 165,7 mil unidades, alta de 13,4% sobre o mesmo mês de 2024 e queda de 12,3% na comparação com outubro. A redução é explicada pelo menor número de dias úteis: 23 em outubro contra 19 em novembro.
Licenciamentos
Se há dúvidas se a produção pode alcançar 2 milhões de unidades, o mesmo não ocorre com as vendas. O licenciamento acumulado até novembro já soma 2 milhões de motocicletas, alta de 16,2% sobre os onze meses de 2024. A expectativa da Abraciclo para 2025 é atingir 2,1 milhões de motos emplacadas, alta de 11,9%. Como o setor hoje não enfrenta falta de produto, a meta de 2,1 milhões de unidades vendidas deve ser ultrapassada até o fim de dezembro.
O mercado é dominado pelos modelos de baixa cilindrada, com cerca de 77% de participação. As motos de média cilindrada respondem por 20% das vendas, enquanto a alta cilindra fica com 3% de participação.
Somente em novembro, foram vendidas 180,6 mil motocicletas, alta de 22,8% na comparação anual. Frente a outubro, houve queda de 13,9%. Novamente a explicação para a redução na comparação mensal é o menor número de dias úteis em novembro.
As exportações continuam em alta, mas sobre uma base historicamente fraca. Até novembro foram embarcadas 39.622 motos, crescimento de 39,2% sobre o mesmo período de 2024. Somente no mês passado, foram exportadas 4.565 motos, aumento de 178,3% na comparação anual e queda de 18% sobre outubro.
Monitor Digital - RJ 11/12/2025
A China acolhe as montadoras europeias a continuarem investindo no país e colaborando com parceiros chineses para promover a transição verde e inteligente da indústria automotiva, de acordo com o vice-ministro do Comércio da China, Ling Ji.
Ling fez essas observações durante duas videoconferências recentes, a primeira com Hildegard Mueller, presidente da Associação Alemã da Indústria Automotiva, e a segunda com Ola Kallenius, presidente da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis e presidente do conselho de administração da Mercedes-Benz Group AG, informou o ministério em comunicado online na segunda-feira.
Observando que as indústrias automotivas chinesa e europeia estão profundamente integradas, Ling expressou a esperança de que as associações automotivas alemãs e europeias aproveitem sua influência para incentivar a Comissão Europeia a trabalhar com a China na busca de uma solução adequada para a investigação anti-subsídios da União Europeia (UE) sobre veículos elétricos o mais rápido possível.
Mueller disse que a cooperação automotiva entre a Alemanha e a China tem produzido resultados frutíferos, segundo o comunicado.
As montadoras alemãs estão aumentando continuamente seus investimentos na China e aprofundando a cooperação estratégica com parceiros chineses, observou ela, acrescentando que a associação se opõe à imposição de tarifas compensatórias pela UE sobre veículos elétricos chineses.
Kallenius observou que as montadoras europeias, incluindo a Mercedes-Benz, têm aumentado constantemente seus esforços de localização nos últimos anos e se integrado profundamente ao desenvolvimento da cadeia industrial e de suprimentos de automóvel da China.
Ele expressou a esperança de que ambos os lados adotem uma abordagem pragmática para encontrar uma solução no caso anti-subsídio dos veículos elétricos e que fortaleçam a cooperação nas cadeias industriais e de suprimentos.
Automotive Business - SP 11/12/2025
Mesmo que o governo federal tenha estabelecido limites para duração do imposto de importação menor para kits de peças de veículos desmontados (SKD ou CKD), o assunto ainda incomoda nos meandros das montadoras que mantêm produção local.
Tanto que em 16 de novembro, em São Paulo (SP), está agendada uma reunião entre diversos interlocutores da indústria, sobretudo aqueles ligados à engenharia automotiva, para discutir a prática da montagem final de veículos em solo brasileiro.
Segundo a AEA, a associação de engenharia automotiva que encabeça o encontro, ainda existe o temor por parte da indústria local acerca do aumento da participação desse tipo de processo industrial no país.
Alega-se que a montagem SKD/CKD enfraquece a indústria nacional, uma vez que emprega quadros menores, reduz a demanda interna das autopeças e proporciona a players estrangeiros vantagens competitivas que as fabricantes daqui não teriam.
Após o governo federal estabelecer um prazo para que o imposto de importação que incide sobre SKD e CKD seguisse com alíquotas baixas, a Anfavea, que é a associação que representa as montadoras locais, baixou o tom das críticas.
Produção CKD pode aumentar no país
Não foram poucas as vezes em que seu presidente, Igor Calvet, ponderou que a montagem por meio de kits era importante como forma de se introduzir um novo fabricante no país, em muito casos empresas que necessitam de poucos volumes nas linhas.
O encontro do dia 16, no entanto, mostra que ainda não foi colocada uma pedra no tema com cada vez mais marcas anunciando operação no país, cresceu o medo em torno de uma explosão de fábricas SKD/CKD na base produtiva automotiva.
Hoje, são diversas as fábricas que realizam montagem por meio de kits importados. Audi, General Motors, BYD e GWM já são uma realidade nesse sentido. Leapmotor, Jetour, Omoda Jaecoo, GAC, JAC e Geely prometem aumentar a lista em futuro não tão distante.
Monitor Digital - RJ 11/12/2025
O Nissan Kait, SUV compacto reestilizado do Kicks Play e fabricado em Resende (RJ), chega às concessionárias. Com preços que variam de R$ 117.990 a R$ 152.990 em quatro versões, o Kait mantém as mesmas dimensões do modelo anterior, com interior atualizado.
Todas as versões possuem rodas de 17 polegadas, com diferenciais de design nas versões Advance Plus e Exclusive, que também oferecem painel digital de 7 polegadas, multimídia de até 9 polegadas, conexão sem fio com Apple CarPlay e Android Auto, carregador de celular sem fio e bancos com sistema Zero Gravity.
Destacam-se os recursos de segurança com o pacote Nissan Safety Shield, incluindo sistemas inéditos como assistentes de faixa e frenagem com detecção de pedestres.
Equipado com o motor 1.6 Flex, similar ao do Kicks Play, o Kait produz até 113 cv com etanol e até 110 cv com gasolina, utilizando transmissão CVT com modos esportivo e de simulação de seis marchas.
Este lançamento marca o segundo modelo da nova geração de SUVs da Nissan no Brasil, parte de um investimento de R$ 2,8 bilhões, com uma rede de 206 concessionárias no País.
Atto8, o novo SUV de luxo da BYD
A BYD lançou no Brasil o Atto 8, um SUV híbrido plug-in de sete lugares, primeiro com plataforma DM-P e dois motores elétricos, além de um motor a gasolina 1,5 litro turbo de 165 cv. Com potência total de 488 cv, o Atto8 acelera de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos, atinge 200 km/h e oferece até 900 km de autonomia combinada, sendo 152 km em modo elétrico.
Sua bateria de 35,6 kWh pode ser carregada em 20 minutos, possui tração integral inteligente e seis modos de condução.
Com dimensões de 5,04 m de comprimento e 2,95 m de distância entre-eixos, oferece um porta-malas com capacidade variável de até 1.960 litros. Na segurança inclui nove airbags, sistema Adas com 11 recursos e tecnologia de assistência avançada.
O sistema de entretenimento conta com 21 alto-falantes Dynaudio, tela de 15,6 polegadas, painel de 10,25” e head-up display, além de comandos de voz e integração com Google Automotive System.
Os bancos, revestidos em material ecológico, possuem ajustes elétricos, aquecimento, massagem e ventilação, com teto solar panorâmico.
Disponível em quatro cores, o veículo deve chegar ao Brasil por cerca de R$ 400 mil entre o final de 2023 e começo de 2026.
Além do Spark, Captiva EV também será montado no Ceará
A Planta Automotiva do Ceará (Pace) começou a produzir o Chevrolet Spark EUV no Brasil. A previsão é que, a partir de 2026, a unidade também produza o Chevrolet Captiva EV, atendendo à crescente demanda por veículos elétricos no país e possibilitando expansão futura.
A capacidade da planta permite receber projetos de alta tecnologia, atendendo não só à GM como a outros clientes. A produção do Captiva EV amplia a presença de SUVs elétricos da Chevrolet no Brasil, representando a continuidade do projeto iniciado com o Spark EUV.
O Polo Automotivo do Ceará, administrado pela Comexport, funciona em formato multimarcas, compartilhando infraestrutura, e negocia com mais três montadoras, mantendo controle de qualidade e engenharia pelas fabricantes.
O Spark EUV é um SUV compacto com bateria de 42 kWh, autonomia de 258 km, e potência de 101 cv, custando a partir de R$ 160 mil.
Novo Renault é estrela em premiação
O Prêmio Trend Car 2025 Terra Guia do Carro revelou as preferências do mercado automotivo brasileiro, com destaque para o crescimento das marcas chinesas nos segmentos eletrificados e vitórias de modelos tradicionais de Volkswagen, Honda, Renault, Ford e Fiat.
O Renault Boreal e o Volkswagen Tera receberam a maior quantidade de votos em suas categorias, enquanto o Leapmotor C10 destacou-se por vencer em duas categorias.
O prêmio contou com júri de 26 jornalistas iguais em gênero, entre elas Lucia, da Via Digital. Em sua 5ª edição, o prêmio avalia lançamentos de diferentes categorias, incluindo inéditos, novas gerações, facelift e versões novas.
O Estado de S.Paulo - SP 11/12/2025
Brasília é a cidade que mais vendeu carros elétricos no Brasil. Segundo levantamento da ABVE, Associação Brasileira de Veículo Elétrico, foram vendidos 15.732 modelos totalmente elétricos na capital do Distrito Federal de janeiro de 2022 até novembro de 2025, sendo responsável por 10% da venda de elétricos no país.
São Paulo fica em segundo lugar no ranking com 14.857 unidades elétricas vendidas na cidade, com uma fatia de 9,4% do mercado. Mas vale ressaltar que além de maior, São Paulo é mais populosa que Brasília.
Mas afinal, porque Brasília se destaca como a cidade do carro elétrico? A resposta não é uma só, mas envolve claramente a combinação de benefícios fiscais, com infraestrutura de recarga e também com a própria geografia da metrópole.
“Brasília tem a grande vantagem de possuir a isenção de IPVA tanto para elétricos quanto híbridos e não tem a limitação da idade do veículo e acredito que isso pode ter contribuído para o avanço das vendas de carros eletrificados por lá”, afirma Ricardo Bastos, presidente da ABVE, Associação Brasileira de Veículos Elétricos em entrevista exclusiva ao Jornal do Carro.
Além de Brasília, apenas o Amapá possui uma regulamentação que permite a isenção de modelos elétricos e híbridos. Todos os outros estados possuem leis de isenção bem mais restritas. Como São Paulo, que só isenta o IPVA de modelos híbridos que rodam com etanol ou mesmo Minas Gerais que permite elétricos e híbridos, mas desde que sejam fabricados no estado.
Brasília também é destaque nas vendas totais de carros eletrificados, tanto elétricos quanto híbridos, ficando atrás só de São Paulo (76.640), com 46.447 unidades emplacadas desde 2022, com 8,2% desse segmento.
Bastos também destacou que outro fator que contribuiu para o avanço das vendas de elétricos na capital é o fato de ser uma cidade plana que acaba beneficiando a autonomia dos mesmos.
“Não existe um estudo que quantifique essa vantagem de autonomia, mas é notável que existe um ganho de autonomia total pelo fato do motor elétrico não ser exigido em aclive”, diz.
E para completar ainda existe uma infraestrutura de recarga pública consistente com cerca de 130 eletropostos distribuídos pela cidade, inclusive com opções de carregadores rápidos, que permitem recuperar até 80% da bateria de boa parte da frota elétrica em apenas meia hora.
Diário do Comércio - MG 11/12/2025
O setor da construção civil brasileiro vai começar 2026 com um ritmo mais lento de crescimento. A FGV (Fundação Getulio Vargas) e o Sinduscon-SP revisaram a projeção do PIB do setor para 1,8%, abaixo da estimativa anterior, de 2,2%. Foi o segundo corte no ano, que começou com expectativa de alta de 3%.
Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o desempenho deve ficar até mesmo abaixo do cenário mais pessimista traçado no início de 2024.
Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (10), em coletiva de imprensa.
Ana Maria afirmou que o principal motivo da revisão é a queda no consumo de materiais de construção pelas famílias. Segundo ela, juros elevados, renda comprimida e endividamento frearam reformas e pequenas obras, impactando diretamente o setor. Até setembro, apenas 47% da demanda por materiais veio do segmento familiar.
Com isso, o crescimento de 1,8% do PIB da construção será “puxado pelas construtoras”, cujo PIB deve avançar 2,7%. Ana Maria disse que foram as construtoras que sustentaram o ritmo de atividade em 2024 e devem repetir o papel em 2025.
Robson Gonçalves, professor da FGV, disse que a economia de 2025 foi marcada por desaceleração, com a inflação persistindo em alta, começando a ceder no segundo semestre. Enquanto a taxa de juros real segue muito elevada, na faixa dos 10%, desestimulando os investimentos na produção.
Para o economista, a inflação não deverá cair para 3%, porém é possível que os juros diminuam moderadamente ao longo de 2026.
Já o investimento em infraestrutura deve registrar crescimento de 3,9% neste ano, chegando a R$ 277 bilhões, frente aos R$ 267 bilhões de 2024. A alta vem principalmente do setor privado, ancorada em concessões já contratadas.
No mercado imobiliário, a atividade segue aquecida. Lançamentos e vendas residenciais aumentaram, impulsionados pelo Minha Casa Minha Vida, que deve fechar 2025 com quase 400 mil contratações. No entanto, projetos de média e média-alta renda sentem mais os juros altos.
Mão de obra e risco fiscal preocupam setor
Para 2026, a FGV projeta avanço de 2,7% no PIB da construção, com empresas (2,8%) e famílias (2,6%) contribuindo de forma mais equilibrada. Mas o otimismo é moderado.
A escassez de mão de obra qualificada segue como maior entrave, de acordo com o Sondagem da Construção. O mercado de trabalho atingiu pleno emprego em 2025, e o custo com pessoal deve fechar o ano com alta próxima de 10% –pressão que pode comprometer o crescimento se não houver resposta estrutural.
O presidente do Sinduscon-SP, Yorki Estefan, afirmou que a construção demandará uma mão de obra mais especializada e cara. Para ele, o Programa Reforma Casa Brasil vai competir com as contrutoras, por absorver mão de obra informal.
A sondagem mostrou ainda que os empresários do setor seguem moderadamente pessimistas, mas apostam que vão contratar mais nos próximos meses e que o programa de reforma do governo Lula irá aquecer os serviços especializados da construção.
Há ainda as incertezas derivadas das eleições de 2026, o cenário internacional instável e, sobretudo, o risco fiscal. Ana Maria afirmou que, se a questão fiscal não for tratada em 2027, a deterioração das contas públicas será forte, com impactos diretos sobre obras e investimentos.
“No mínimo teremos um ano turbulento em 2026, e algo precisará ser feito em relação aos gastos públicos em 2027”, disse Eduardo Zaidan, vice-presidente do Sinduscon-SP.
Valor - SP 11/12/2025
Indicador alcançou 5,31% no resultado acumulado em 12 meses, ante 5,30% até outubro
A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,25% em novembro, ante 0,27% em outubro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, o indicador alcançou 5,31% no resultado acumulado em 12 meses, ante 5,30% até outubro. O índice de novembro de 2024 foi de 0,24%.
O custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 1.882,06 em novembro, sendo R$ 1.075,50 relativos aos materiais e R$ 806,56, à mão de obra. Em outubro, esse custo totalizava R$ 1.877,29 em outubro, sendo R$ 1.071,42 relativos aos materiais e R$ 805,87, à mão de obra.
A parcela dos materiais aumentou 0,38%, ante 0,31% em outubro. Em novembro de 2024, tinha subido 0,41%.
Já a parcela da mão de obra, com apenas um acordo coletivo captado, registrou a menor taxa do ano, 0,09%, ante 0,22% em outubro. Comparando com novembro de 2024 (0,01%), houve alta de 0,08 ponto percentual.
O Estado de S.Paulo - SP 11/12/2025
O Brasil vive uma oportunidade rara de reorganizar sua infraestrutura logística, com base numa visão de Estado e em instrumentos inovadores de financiamento. A recente Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, primeira da história, representa diretrizes que vão além do setor de transportes: trata-se de uma peça-chave para uma reconfiguração estratégica do modelo de desenvolvimento econômico nacional.
Ao reduzir custos logísticos, integrar regiões produtivas e ampliar a competitividade do País nas cadeias globais do comércio, as ferrovias operam como vetores de produtividade e ordenamento territorial. Em países continentais, a ferrovia não é apenas um modal de transporte: é um instrumento de política econômica, capaz de orientar investimentos, estimular setores inteiros e sustentar um ciclo duradouro de crescimento.
Como senador, tive a oportunidade de apresentar ao Congresso o projeto de lei que deu origem ao Marco Legal das Ferrovias (Lei 14.273/2021), uma mudança decisiva para modernizar o setor e ampliar a participação do investimento privado na malha nacional. Hoje, é motivo de satisfação ver que um dos meus então assessores econômicos (Leonardo Ribeiro), atual Secretário Nacional de Ferrovias, lança, ao lado do bem-sucedido ministro dos Transportes, Renan Filho, a primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias.
Trata-se da consolidação de uma agenda que começamos há anos no Parlamento e que agora se projeta numa política pública abrangente, com capacidade real de transformar a infraestrutura ferroviária do País, dando consequência real ao consenso de que nosso país precisa das ferrovias para seu desenvolvimento, gerando renda e emprego de forma ambientalmente responsável.
Depois de décadas de fragmentação regulatória, indefinições contratuais e investimentos insuficientes, o País finalmente estabelece um modelo nacional coerente para expansão, modernização e integração ferroviária. Não se trata apenas de planejar novas linhas, mas de criar as condições econômicas e jurídicas para que elas, de fato, sejam implantadas.
A nova política ferroviária inaugura um mecanismo estratégico e fiscalmente responsável: o Estado volta a ter participação direta na viabilização dos corredores estruturantes, não pela via tradicional da obra pública, mas por meio de instrumentos financeiros capazes de atrair capital privado e reduzir riscos. Entre esses instrumentos estão investimentos cruzados, contas vinculadas, ativos imobiliários, incentivos fiscais, participação orçamentária da União, novas estruturas de garantias, entre outros. São mecanismos que aproximam o Brasil das práticas internacionais mais sofisticadas em infraestrutura.
Esse arranjo resolve um dos principais gargalos das últimas décadas: a dificuldade de financiar projetos ferroviários que exigem investimentos pesados no início e retornos de longo prazo. A combinação de segurança jurídica, engenharia moderna e arquitetura financeira inovadora permite transformar projetos antes inviáveis em empreendimentos financiáveis. O objetivo — simples e ambicioso — pode iniciar um ciclo real de implantação de novas ferrovias, algo que o País não vivencia em escala significativa há mais de meio século.
Ao mesmo tempo, a política abre espaço para modelos complementares, como autorizações ferroviárias e chamamentos públicos, proporcionando alternativas para trechos ociosos ou subutilizados. É uma agenda que combina eficiência econômica com racionalidade territorial: recuperar o que existe, concluir o que está incompleto e expandir onde o potencial de carga e desenvolvimento regional justifica.
A experiência internacional mostra que países que desejam se industrializar de forma competitiva, ou reinserir suas economias nas cadeias globais, tratam as ferrovias como ativos estratégicos, não acessórios. A combinação de menor custo logístico, maior produtividade e integração territorial amplia o dinamismo econômico e reforça a competitividade do setor privado. O Brasil, cuja geografia favorece corredores longitudinais e transversais de grande escala, não pode prescindir desse salto.
O que se coloca agora é um ponto de inflexão: pela primeira vez temos legislação, planejamento, governança e instrumentos financeiros apontando para a mesma direção. É um alinhamento institucional raro e que precisa ser preservado.
Se bem implementada, a nova Política Nacional de Outorgas Ferroviárias poderá inaugurar um ciclo contínuo de expansão da malha ferroviária sem afetar o arcabouço fiscal. É uma oportunidade para que o Brasil avance, com pragmatismo e visão estratégica, rumo a uma logística mais eficiente, uma economia mais produtiva e um futuro mais sustentável.
O País não precisa escolher entre ferrovia pública ou privada. Precisa escolher um caminho no qual o Estado organize incentivos, dê segurança jurídica e reduza riscos para que o setor privado realize os investimentos com eficiência e capacidade de inovar.
Revista Ferroviaria - RJ 11/12/2025
O projeto do Tecon 10, novo terminal de contêineres do Porto de Santos (SP), terá obrigatoriamente de ter uma pera ferroviária para atendimento de parte da demanda por trens. Essa foi uma das mudanças que os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) aprovaram no modelo proposto de edital para esse arrendamento.
As divergências entre os votos dos ministros Antonio Anastasia, relator, e Bruno Dantas, revisor, se concentraram nas determinações de cunho concorrencial. Em outros temas, houve concordância entre os votos, inclusive em relação à mudança no modelo de ferrovia que, pela proposta, não seria um investimento obrigatório.
Agora, o futuro arrendatário terá que construir e manter, dentro de sua área, um sistema ferroviário com capacidade mínima de escoamento de 900 TEUs por dia em cada sentido carga e descarga suprimindo a alternativa de substituir essa exigência por pagamento de outorga adicional à APS.
Os ministros também definiram que sejam divulgadas todas as informações atualizadas e disponíveis sobre o projeto do novo terminal de passageiros que está sob estudo entre a APS (Autoridade Portuária de Santos) e o MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) antes do leilão.
A empresa vencedora tem obrigação de construir parte de um novo terminal de passageiros em outra região do porto em valor estimado de R$ 800 milhões. Caso o valor seja superior a esse, o contrato prevê compartilhamento de risco dos valores a maior (30% para o concessionário e 70% ao poder público). Por isso, a necessidade de que seja divulgada a documentação previamente ao leilão.
O relator determinou ainda que o MPor altere o edital para deixar explícito que eventual saldo remanescente da conta bancária em que a empresa vencedora da licitação deverá fazer o depósito para a indenização ou ressarcimento exigido ao Ecoporto, atual arrendatária de uma das áreas que vai formar o Tecon 10, deverá ser devolvido à APS.
Atualmente, o edital já prevê que a futura arrendatária do Tecon Santos 10 deverá depositar, em uma conta bancária específica, os valores de indenização ou ressarcimento previstos ao Ecoporto, estimados em R$ 307 milhões. No entanto, o texto não deixava claro o destino de eventual saldo remanescente após o pagamento desses valores, que só poderão ser feitos após a avaliação do TCU sobre quanto deve ser indenizado.
Recomendações
O relator também apresentou um conjunto de recomendações ao MPor, todas a serem observadas antes da realização do leilão do Tecon Santos 10. Uma delas sugere que o ministério reavalie as especificações e o dimensionamento das vagas previstas para o pátio regulador, além de considerar a pertinência de redirecionar o investimento inicialmente planejado para esse equipamento para uma solução de condomínio logístico a ser executada pela APS.
A área do condomínio logístico já é estudada pela APS para substituir parte da solução tradicional de pátio regulador. A sugestão vinha sendo feita pelo presidente do porto de Santos, Anderson Pomini, e tem como objetivo desafogar a entrada do porto, reduzir custos operacionais, diminuir o tempo de espera dos caminhões e criar um ecossistema logístico mais eficiente e integrado às demandas do Tecon Santos 10 e de outros terminais.
A corte também pediu que o MPor avalie a elevação do valor mínimo da outorga, atualmente fixado em zero, tendo em vista a necessidade de conciliar a vantajosidade do ativo para o mercado com o recebimento de um valor mínimo de outorga razoável para o erário e que seja compatível com o porte do empreendimento.
Outra recomendação é para que o MPor avalie a viabilidade de contratar um organismo de inspeção acreditado, especificamente para fiscalizar as obras da infraestrutura do novo terminal de passageiros. Como esse empreendimento envolve risco compartilhado entre o arrendatário e o poder concedente, a medida buscaria garantir maior rigor técnico na execução.
Dragagem
O relator também orienta que seja reavaliado o quantitativo de dragagem previsto no Capex, levando em conta a possibilidade de aprofundamento do canal de acesso para 17 metros de profundidade. A recomendação pode tornar obrigatória para o futuro arrendatário a obtenção das licenças e a execução do aprofundamento dos berços para o mesmo nível, em consonância com o planejamento de dragagem do canal aquaviário.
Atualmente, a APS é responsável pela dragagem de manutenção do canal de acesso e dos berços do porto de Santos, tendo renovado para esse fim o contrato com a empresa Van Oord, válido até 2026. Entretanto, o MPor estuda a licitação para conceder o canal de acesso do porto à iniciativa privada, com previsão de investimento de R$ 6,45 bilhões para aprofundar o calado de 15 para 17 metros e manter a via navegável. Os estudos estão na ANTAQ, aguardando a tramitação para a consulta pública.
O acórdão recomendou ao ministério e à ANTAQ que incluam no edital ou no contrato do Tecon 10 a adoção de um Dispute Board permanente e vinculante, com o objetivo de aumentar as chances de receber propostas mais competitivas e assegurar uma execução contratual mais eficiente.
InfraRoi - SP 11/12/2025
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) deverão realizar o leilão do Tecon Santos 10 na primeira quinzena de março. A previsão foi feita após a deliberação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o tema. Segundo o MPor, será realizado em janeiro um grande roadshow com embaixadas e empresas interessadas e, em seguida, publicado o edital de licitação do terminal do Porto de Santos.
A expectativa da pasta é de que o leilão traga investimentos de R$ 6,4 bilhões e ampliará em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, o que é fundamental para o escoamento da produção brasileira e para aumentar a eficiência portuária. O empreendimento deve gerar 2,5 mil empregos diretos e 5 mil indiretos na obra.
Com a decisão do Tribunal, o processo retorna ao MPor, o que, segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávilla, deverá ocorrer nos próximos dias. “A partir daí, faremos os ajustes técnicos e adequação para a publicação do edital até o final de janeiro. Esperamos uma ampla participação no leilão, já que há muitas empresas nacionais e internacionais interessadas no certame. Sem dúvida, será o maior leilão da história e bastante competitivo”, afirmou o secretário.
Inovação no leilão do Tecon Santos 10
O leilão do Tecon Santos 10 contará também com uma inovação de modelagem, especificamente no quesito da outorga. O MPor irá acolher as recomendações do TCU, entre as quais está o estabelecimento de uma outorga mínima, cujo principal objetivo é conciliar a atratividade do ativo para o mercado com o recebimento de um valor mínimo de outorga razoável para o erário, compatível com o porte do empreendimento.
O novo terminal terá área 621 mil metros quadrados e será destinado à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral. O Tecon Santos 10 vai impulsionar ainda mais o Porto de Santos, que é o maior complexo portuário da América Latina e o principal porto brasileiro em volume de carga movimentada, respondendo por 29% do comércio exterior brasileiro.
Com o Tecon, a capacidade anual de movimentação do Porto vai chegar 9 milhões de contêineres. Pelo projeto, serão construídos quatro berços de atracação de navios para embarque e desembarque. Pelos critérios, vencerá o leilão quem apresentar o maior valor de outorga e a concessão será pelo prazo de 25 anos.
Veja - SP 11/12/2025
A movimentação de cargas nos portos brasileiros cresceu 9,8% em outubro em comparação com o mesmo mês de 2024, atingindo 121,5 milhões de toneladas. Cerca de 1,16 bilhão de toneladas de cargas foram transportadas no acumulado dos primeiros dez meses de 2025, alta foi de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram levantados pelo Ministério dos Portos e Aeroportos. “Tudo indica que teremos novo recorde de cargas nos portos brasileiros este ano, movimentando pelo menos 150 milhões de toneladas a mais do que o registrado em 2022”, diz o ministro Sílvio Costa Filho.
A maior parte da carga que passa pelos portos brasileiros está relacionada a importações e exportações. Foram mais de 830 milhões de toneladas movimentadas para o comércio exterior entre janeiro e outubro, um volume 3,8% maior do que no ano passado.
A movimentação entre portos brasileiros (transporte de cabotagem), representou 16,4% do total transportado no mesmo período, com 190,8 milhões de toneladas. Já o transporte por vias interiores (rios) respondeu por 9,9% do total, ou 115,4 milhões de toneladas. Os números constam do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que será divulgado nesta quarta-feira, 10.
Petro Notícias - SP 11/12/2025
A PPSA (Pré-Sal Petróleo) vai realizar o 6º Leilão de Petróleo da União no dia 29 de julho de 2026, na B3, em São Paulo. O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo superintendente de Comercialização de Petróleo da PPSA, Guilherme França, durante o Fórum Técnico PPSA 2025.
Ao todo, a estatal deve negociar 106,5 milhões de barris de petróleo pertencentes à União provenientes dos campos de Mero, Itapu, Atapu, Sépia, Búzios e Bacalhau durante o certame. A licitação será organizada por lotes, reunindo volumes de seis áreas do pré-sal.
Serão disponibilizados 64 milhões de barris de Mero, 21,5 milhões de barris de Búzios, 13 milhões de Bacalhau, 4 milhões de Itapu, 2 milhões de Sépia e 2 milhões de Atapu. As cargas colocadas à venda terão nomeação prevista entre janeiro e dezembro de 2027, com exceção dos volumes de Bacalhau, que poderão ser nomeados a partir de agosto de 2026.
Valor - SP 11/12/2025
Fontes ouvidas pela Reuters não divulgaram nome do navio nem local exato da interceptação
Os EUA apreenderam um navio petroleiro na costa da Venezuela, afirmou o presidente Donald Trump durante uma coletiva na Casa Branca. O movimento, divulgado inicialmente pela agência Reuters, elevou os preços do petróleo e deve intensificar ainda mais as tensões entre Washington e Caracas.
"Acabamos de apreender um petroleiro na costa da Venezuela, um grande petroleiro, muito grande, de fato o maior já apreendido [...] Ele foi apreendida por um motivo muito bom", disse Trump aos jornalistas.
O republicano acrescentou que "outras coisas estão acontecendo", mas não forneceu detalhes adicionais, afirmando que falaria mais sobre o assunto posteriormente.
A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, postou no X que o FBI, a Segurança Nacional e a Guarda Costeira, juntamente com o apoio dos militares dos EUA, executaram um mandado de apreensão de um petroleiro usado para transportar petróleo sancionado da Venezuela e do Irã, mas não divulgou o nome da embarcação.
O grupo britânico de gestão de riscos marítimos Vanguard afirmou que o petroleiro Skipper teria sido apreendido na costa da Venezuela na madrugada de ontem. O Skipper pertence ao grupo Triton, registrado nas Ilhas Marshall, e tem bandeira guianense. Os EUA impuseram sanções ao navio por suposto envolvimento no comércio de petróleo iraniano, quando ainda se chamava Adisa.
Os contratos futuros de petróleo subiram após a notícia da apreensão. O barril do Brent, a referência internacional, subiu US$ 0,27 centavos, ou 0,4%, para fechar a US$ 62,21. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), padrão dos EUA, subiram US$ 0,21, também 0,4%, e fecharam a US$ 58,46 o barril.
Em comunicado, o governo venezuelano acusou os EUA de “roubo descarado”, afirmando que denunciará a apreensão do navio diante de organismos internacionais.
Impactos no petróleo
Em novembro, a Venezuela exportou mais de 900 mil barris de petróleo por dia, registrando a terceira maior média mensal do ano, enquanto a estatal PDVSA aumentou a importação de nafta para diluir sua produção de petróleo extra pesado.
Mesmo com a crescente pressão sobre o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o governo americano até agora não havia interferido nos fluxos de petróleo do país.
A Venezuela teve que vender seu petróleo a preços muito descontados para seu principal comprador, a China, devido à concorrência crescente com o petróleo sancionado da Rússia e do Irã.
"Isso é apenas mais um vento geopolítico/impacto de sanções afetando a disponibilidade de oferta imediata", disse Rory Johnston, analista da Commodity Context.
"A apreensão deste petroleiro intensifica ainda mais essas preocupações sobre a oferta imediata, mas não muda a situação fundamentalmente, porque esses barris já estavam previstos para circular por algum tempo", acrescentou Johnston.
Pressão sobre Maduro
Maduro alega que o aumento militar dos EUA visa derrubá-lo para o controle das reservas de petróleo do país sul-americano. Desde o início de setembro, o governo Trump realizou mais de 20 ataques contra supostos navios de drogas no Caribe e no Pacífico, matando mais de 80 pessoas.
Especialistas afirmam que os ataques podem ser ilegais, pois há pouca ou nenhuma prova pública de que as embarcações transportavam drogas ou que era necessário destruí-las em vez de apreender a carga e interrogar os tripulantes.
A preocupação com os ataques aumentou este mês após relatos de que o comandante responsável pela operação ordenou um segundo ataque que matou dois sobreviventes. Uma pesquisa Reuters/Ipsos publicada na quarta-feira indicou que grande parte dos americanos se opõe à campanha militar dos EUA, incluindo cerca de um quinto dos republicanos que apoiam Trump.
Trump levantou repetidamente a possibilidade de uma intervenção militar dos EUA na Venezuela. Em um documento estratégico divulgado na semana passada, ele destacou que a política externa de seu governo teria como foco reafirmar a influência dos EUA no Hemisfério Ocidental.
Recentemente, o Exército americano enviou uma par de aviões de combate sobre o Golfo da Venezuela no que parece ser a aproximação mais próxima de aeronaves de guerra americanas ao espaço aéreo do país sul-americano.
TN Petróleo - RJ 11/12/2025
A partir de 2028, os contratos de partilha estarão produzindo cerca de dois milhões de barris de petróleo por dia, volume que representará mais de 40% da produção nacional. O pico de produção deverá ser alcançado em 2030, considerando os atuais contratos comerciais. Para o desenvolvimento dos campos que possuem contrato de partilha, são previstos investimentos de US$ 71 bilhões nos próximos cinco anos, incluindo a entrada em operação de sete FPSOs e a perfuração de 182 poços entre 2026 e 2030.
Segundo a Diretora Técnica da PPSA, Tabita Loureiro (foto), as projeções atualizadas demonstram que a produção de petróleo da União alcançará seu pico em 2033, podendo chegar a 506 mil barris por dia. Já a parcela diária de gás natural da União produzida em partilha deve saltar dos 480 mil m³/dia registrados em setembro de 2025 para 2,1 milhão m³/dia em 2028, atingindo o pico em 2034, com 3,8 milhões m³/dia.
"O estudo demonstra o excelente resultado dos contratos de partilha para a sociedade brasileira. Estamos falando de uma produção substancial e crescente. Em dez anos, a União terá um total de 1,4 bilhão de barris de óleo e 9 bilhões de m³ de gás natural a serem ofertados ao mercado. Isso nos proporcionará uma arrecadação potencial de aproximadamente R$ 518 bilhões, apenas com a comercialização dessas parcelas, até 2035", afirmou.
O trabalho foi elaborado com base em três cenários, a partir de variações do preço do Brent – Pessimista, Referência e Otimista – e considera a produção de dez contratos de partilha comerciais, além dos Acordos de Individualização da Produção (AIPs) de Mero e Atapu – até fevereiro de 2027 – e dos AIPs de Jubarte e Tupi até 2035. No cenário Referência, a estimativa é de uma arrecadação total para os cofres públicos de até R$ 1,2 trilhão em dez anos, considerando os resultados da comercialização, o pagamento de royalties e de tributos. As projeções fazem parte do estudo "Estimativas de resultados nos contratos de partilha e nos acordos de individualização com participação da União para o período 2026-2035", apresentado nesta terça-feira durante o Fórum Técnico PPSA, no Rio de Janeiro.
A PPSA também apresentou o acompanhamento que vem realizando sobre a intensidade de emissões associada à produção de um barril de óleo equivalente nos contratos de partilha e no AIP de Tupi. O indicador atual é de 8,41 kgCO2 e/boe, enquanto a média da OGCI está em torno de 17 kgCO2 e/boe, demonstrando a performance sustentável dos ativos do pré-sal.
Infomoney - SP 11/12/2025
Os contratos futuros do petróleo encerraram a sessão desta quarta-feira, 10, em alta, diante de ponderações sobre a possibilidade de fim do conflito entre Rússia e Ucrânia, e em meio a ajustes de posições após o anúncio de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no período da tarde.
O petróleo WTI para janeiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 0,36% (US$ 0,21), a US$ 58 46 o barril. Já o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), teve elevação de 0 44% (US$ 0,27), a US$ 62,21 o barril.
Nesta quarta, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que iria se reunir com autoridades dos EUA para discutir um documento que deve detalhar o plano de reconstrução e desenvolvimento econômico do país depois de encerrada a guerra com a Rússia. O comentário acontece após o Financial Times informar que o presidente americano, Donald Trump, teria dado “alguns dias” para o líder ucraniano responder a proposta de cessar-fogo.
Segundo o ING, embora os volumes de exportação marítima russa estejam “se mantendo bem”, os barris estão com dificuldade para encontrar compradores. Ainda assim, o banco holandês destaca que o sentimento permanece pessimista, pressionado por sinais de enfraquecimento da demanda e perspectivas de aumento da oferta. As expectativas se concentram nos relatórios mensais da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE), que serão divulgados na quinta-feira.
Em relatório a clientes, a Oxford Economics projeta que o petróleo bruto Brent fechará 2026 a US$ 58 por barril e cairá para US$ 55 em 2027, abaixo das expectativas do consenso. “Um excedente persistente acima de 2 milhões de barris por dia no próximo ano sustenta nossa previsão”, explica.
Sobre o valor da commodity, o economista Robin Brooks, do Brookings Institution, disse ainda que as sanções dos EUA contra as petrolíferas russas Rosneft e a Lukoil fizeram com que o preço do petróleo dos Urais caísse drasticamente em relação ao Brent. “O desconto do Urais quase dobrou em novembro em comparação com outubro e agora está em torno de US$ 22. É exatamente assim que as sanções deveriam funcionar”, avaliou.
Diário do Comércio - MG 11/12/2025
A concessionária Nova 381 investiu mais de R$ 320 milhões nos primeiros nove meses de contrato de concessão do trecho de 303,4 quilômetros (km) da rodovia BR-381, que liga Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, a Belo Horizonte. O acordo, firmado em fevereiro deste ano, prevê um aporte total de R$ 9,5 bilhões no período de 30 anos.
A empresa recebeu a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para avaliar soluções técnicas para melhorar o tráfego no trecho de Governador Valadares a Belo Oriente, também no Vale do Rio Doce. O objetivo é reduzir os riscos de acidentes e eliminar gargalos logísticos para escoamento da produção de indústrias na região do Vale do Aço.
Dessa forma, a concessionária poderá dar início ao Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para ampliar a capacidade de tráfego e melhorar a segurança viária do trecho de 70 quilômetros entre os dois municípios do interior de Minas Gerais. O contrato de concessão prevê a instalação de faixas adicionais no trecho.
O diretor-presidente da Nova 381, Marcelo Boaventura, avalia que a decisão da ANTT é resultado da sensibilidade da entidade em buscar soluções técnicas imediatas para beneficiar os usuários da rodovia no Estado. “Estamos mobilizados para entregar o estudo no prazo mais breve possível”, afirma.
A autorização para a realização do levantamento para duplicação do trecho foi expedida na última quinta-feira (4) pela diretoria da agência reguladora. O principal ponto que será analisado no EVTEA é a quantidade de veículos que passam pelo local em determinados horários para ver se é justificável a construção de uma nova pista.
Vale lembrar que, em agosto, o Ministério dos Transportes, órgão ao qual a ANTT é vinculada, se posicionou de forma contrária à duplicação do trecho. Ele alegava que a densidade do tráfego, quantidade de veículos e a topografia da região indicam que a implantação de faixas adicionais já solucionaria potencial problema.
O trecho administrado pela empresa exerce papel estratégico para a economia do Brasil, já que a rodovia é um dos principais corredores logísticos das indústrias do Vale do Aço, localizado em um dos maiores polos siderúrgicos do País.
As intervenções no trecho entre Governador Valadares e Belo Oriente também terão reflexo positivo na rodovia BR-116 que, assim como a BR-381, é um corredor estratégico para o transporte de cargas pesadas e produtos siderúrgicos em direção aos portos brasileiros e aos grandes centros consumidores das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil.
A Tribuna - SP 11/12/2025
A quase total dependência do modal rodoviário em Santa Catarina para a cadeia logística portuária faz com que a direção do primeiro terminal de contêineres privado do País, da Portonave, em Navegantes, que completou 18 anos, fique atenta em relação ao tema. “No curto prazo, no momento, a questão é rodoviária”, sintetiza o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, para A Tribuna, que visitou as obras do terminal no fim de novembro.
Castilho lembra que todos os portos brasileiros vivem, em geral, a mesma situação. O de Santos é um exemplo, com seus famosos gargalos. “Quando a gente olha para esse conceito de modal rodoviário preponderante, em Santa Catarina ele é ainda mais. Você vê no Brasil algo na média de 62%. Em Santa Catarina, estamos até perto de 69%. O estado depende muito disso. As ferrovias em Santa Catarina não avançaram, pelo contrário”, afirma.
O diretor-superintendente administrativo da Portonave chama a atenção para os fortes e constantes congestionamentos na região do Vale do Itajaí, que reúne cidades como a de Navegantes, Itajaí (o porto vizinho), Balneário Camboriú e Itapema, além da grande Florianópolis.
“É um grande desafio que nós temos para vencer como Estado porque isso tem impacto para todo mundo, não só para a operação portuária, mas também para toda a operação logística, algo em que a nossa região é bastante focada”, sentencia.
Castilho acredita que, de maneira geral, o Governo Federal tem se preocupado com a situação, tentando buscar alternativas para adequação dos acessos. Até porque a situação vai além dos portos. “Temos aqui uma demanda pela carga, mas na nossa região temos especificamente uma demanda também pelo turismo e a segurança é primordial dentro de tudo isso”, afirma.
Planos rodoviários
O diretor cita o que tem sido discutido em termos de rodovias. Uma é a otimização da BR-101, que liga Touros, no Rio Grande do Norte, a São José do Norte, no Rio Grande do Sul, com 4.824,6 km de extensão, um dos principais eixos rodoviários do País, junto com a BR-116. “É um plano que já está sendo discutido, passando por audiências públicas, em um debate intenso e interessante”, comenta.
Outra situação é a conclusão da duplicação da BR-470, responsável por unir Navegantes a Camaquã, no Rio Grande do Sul, pela BR-116.
“Também já começa a ter uma modelagem para a concessão desta rodovia importante, ligando aqui com o Oeste de Santa Catarina um volume de carga bastante expressivo. Nós esperamos que esse conjunto de obras nos dê ainda maior competitividade, maior segurança e que os investimentos sejam feitos a seu tempo”, detalha.
Importâncias
O diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, observa que, apesar das grandes diferenças entre os portos de Santos e de Navegantes, há importâncias e conexões a serem destacadas em cada um dos complexos. “Quando você olha a movimentação de contêineres de Santa Catarina e faz a relação com o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e olha a relação de Santos com o PIB de São Paulo, temos aqui uma atratividade, ou seja, há uma indústria, é muito importante. E também esses mercados são conectados.
Essa carga que está no Centro-Oeste pode ir para Santa Catarina, Paraná, São Paulo... Então, existe essa conexão. O que a gente tem de entender nesta competição é que ela não pode se dar pela limitação de um lugar de outro. Todos têm que ter condição de infraestrutura para que sejamos mais competitivos, sem que isso se dê por restrição, mas sim pela melhor eficiência, pelo melhor serviço, mais produtividade, mas não pela limitação de acesso, seja de canal ou de rodovia”, analisa.