Portal Fator Brasil - RJ 11/02/2026
Faturamento da companhia foi de cerca de R$ 2 bilhões em 2025; expansão para os EUA está em estudo, aponta CEO.
O Grupo Açotubo iniciou o ano de 2026 realizando uma reorganização societária que unifica os CNPJs de suas empresas, em um movimento que estabelece um capital social de R$ 600 milhões e um ativo total maior do que R$ 1 bilhão. Além disso, anunciou um plano de investimentos de R$ 30 milhões para os próximos meses, valor 25% superior aos R$ 24 milhões investidos em 2025.
Referência na distribuição de aço, a companhia ressalta que as alterações não modificam o quadro societário, que é familiar e de capital fechado.
—A reorganização societária tem como objetivo unificar as operações de distribuição, fortalecer a governança, ampliar a eficiência, diminuir redundâncias e proporcionar ainda mais clareza ao mercado. Acreditamos que essa mudança nos permitirá evidenciar as sinergias e a nossa visão de integração —explica Bruno Bassi, CEO do Grupo Açotubo.
O executivo aponta ainda que, com as mudanças, as operações, que agora passam a estar unificadas sob o nome Açotubo — Soluções em Aço (a marca Artex deixa de existir), podem aumentar o faturamento do negócio em até 10%. Bassi também reforça que “as empresas do segmento industrial, remanescentes da cisão, somam em conjunto mais de R$ 500 milhões de ativos totais”.
Entre os investimentos previstos pelo grupo para 2026, está a renovação de um terço da frota de caminhões, composta atualmente por 50 veículos.
Balanço de 2025 — O Grupo Açotubo encerrou 2025 com um faturamento de cerca de R$ 2 bilhões, que foi impulsionado pela expansão internacional da companhia.
No ano passado, a organização concluiu a aquisição de 100% da participação da SPG (Systemas de Perforación y Geotecnia), empresa que atua na distribuição, comercialização e representação de produtos para o setor de geotecnia no Peru e na Colômbia e que passa a utilizar a marca Incotep em 2026.
—É importante destacar que, por meio da Incotep, empresa que atua na área de sistemas de ancoragem, estamos em toda a América Latina. No Peru e na Colômbia, contamos com colaboradores, estoque e áreas para o desenvolvimento de produtos. Nos demais países da região, seguimos avançando por meio de nossos representantes. Conforme nossos negócios vão crescendo nesses países, vamos ampliando nossa força comercial e presença física —destaca o CEO.
Crescimento e expansão para os Estados Unidos — Em 2026, a Açotubo deve alcançar um crescimento médio de até 8%, impulsionada pelos clientes dos setores de mineração, papel e celulose, metal-mecânico e agrícola.
Bassi revela que, desde o ano de 2024, está sendo estudada a expansão da marca Açotubo para os Estados Unidos, o que impulsionaria os resultados do conglomerado, que tem 80% do faturamento ligado à distribuição de aço.
—A iniciativa faz parte do nosso olhar estratégico, que inclui: diversificação de negócios, solidez financeira, visão de longo prazo, perpetuidade da companhia, entre outros fatores— conclui o gestor.
Prestes a completar 52 anos de operações, o Grupo Açotubo é formado, atualmente, pelas empresas Açotubo – Soluções Integradas, Incotep – Sistemas de Ancoragem, Firenze (Corretora de Seguros), Trialle (Incorporadora de Galpões Industriais e Logísticos) e Tirreno Finanças.
Investing - SP 11/02/2026
A siderúrgica austríaca Voestalpine reportou um EBITDA ajustado de ¬315 milhões no terceiro trimestre, ficando 5% abaixo das estimativas de consenso da empresa de ¬331 milhões.
Apesar do resultado abaixo do esperado, as ações da empresa subiram 1,1% após o anúncio.
O desempenho inferior foi principalmente devido à performance mais fraca nas divisões de Metais de Alto Desempenho (HPM) e Engenharia, que a empresa atribuiu à sazonalidade e às condições de inverno rigoroso que afetaram seu negócio de trilhos. Também foi observada uma desaceleração nos segmentos de fios e tubulares.
Esses resultados mais fracos foram parcialmente compensados por um melhor desempenho na divisão de Aço e eliminações. No entanto, a divisão de Aço enfrentou desafios devido às paralisações antecipadas de clientes automotivos, que impactaram negativamente os volumes, apesar da forte produção bruta no segundo trimestre. A empresa também experimentou alguns efeitos negativos de mix em chapas revestidas.
O lucro por ação foi de ¬0,35, abaixo da estimativa de consenso de ¬0,42.
O fluxo de caixa livre foi notavelmente forte em ¬72 milhões, impulsionado pela liberação de capital de giro. A empresa explicou que os embarques mais fracos e as paralisações antecipadas de clientes ajudaram a limitar os recebíveis. A dívida líquida diminuiu para ¬1,42 bilhão, comparada a ¬1,47 bilhão no segundo trimestre.
A Voestalpine manteve sua orientação para o EBITDA reportado do ano fiscal de 2026 entre ¬1,40-1,55 bilhão, o que implica um EBITDA no quarto trimestre de ¬362-512 milhões, em comparação com as estimativas de consenso de ¬423 milhões.
A empresa elevou ligeiramente sua orientação de fluxo de caixa livre para ¬350-400 milhões, ante aproximadamente ¬350 milhões anteriormente. A administração espera uma maior liberação de capital de giro no quarto trimestre, compensada por maiores saídas de caixa para despesas de capital.
Quanto às condições de mercado, a Voestalpine relatou que os segmentos de engenharia, construção e consumo permanecem estáveis, enquanto os setores de energia, ferroviário, aeroespacial e armazenamento continuam mostrando força. O setor automotivo permanece mais fraco. A empresa observou que as melhorias ligadas ao protecionismo da União Europeia provavelmente impactarão o ano fiscal de 2027, em vez do ano atual.
Globo Online - RJ 11/02/2026
São apenas duas empresas. Mas o agravamento de suas dificuldades financeiras provocou uma fuga de investidores de títulos e alimentou o receio de que os juros mais altos em duas décadas levem mais empresas brasileiras ao limite.
As preocupações ganharam contornos mais claros na segunda-feira, quando a Raízen sofreu rebaixamentos em sequência que a empurraram do grau de investimento para o território especulativo, e mostram tensões no mercado de título de dívidas enquanto as ações do país seguem em alta.
O movimento ocorreu em meio à relutância de seus acionistas controladores — Shell e Cosan — em aportar novos recursos na empresa em dificuldades, aumentando a perspectiva de uma reestruturação da dívida que atingiria em cheio os detentores dos bonds.
A reação foi imediata: investidores se desfizeram dos títulos, ampliando uma onda de vendas que derrubou o preço de alguns dos bonds quase pela metade na última semana, para cerca de 46 centavos de dólar. Isso puxou o rendimento dos papéis para aproximadamente 18%, um patamar que normalmente indica uma empresa em dificuldades.
O selloff também se refletiu na siderúrgica CSN, que vem tentando assegurar aos investidores que conseguirá reduzir sua alavancagem por meio da venda de ativos. Ainda assim, em vez de esperar, os detentores de títulos têm desmontado suas posições, derrubando algumas de suas notas em cerca de 30 centavos por dólar nos últimos quatro dias.
Risco mal precificado
Omotunde Lawal, chefe de dívida corporativa de mercados emergentes da Barings, afirmou que a dimensão dos rebaixamentos da Raízen na segunda-feira — com a S&P Global Ratings cortando a classificação em sete níveis e a Fitch Ratings em oito — abalou a confiança dos investidores.
— Nenhum outro país tem emissores cujas classificações de risco caem sete ou oito níveis em um único dia — afirmou. — Isso indica que o prêmio de risco corporativo brasileiro está mal precificado.
No centro da apreensão está a dívida acumulada nos últimos trimestres, à medida que investidores globais direcionaram recursos ao Brasil, atraídos pelos juros elevados mantidos pelo Banco Central para conter a inflação.
As preocupações estão restritas a apenas um segmento do mercado de dívida corporativa brasileiro. As ações do país avançaram junto com outros mercados emergentes, levando o índice Ibovespa a subir 34% em 2025 e outros 13% no mês passado, enquanto o real se fortaleceu frente ao dólar com a entrada de recursos. Mas, com o BC mantendo a taxa básica em 15% — o nível mais alto desde 2006 —, o custo tem sido elevado para empresas altamente endividadas.
Ambipar e Braskem traumatizaram mercado
O mercado de títulos corporativos do Brasil já havia sido abalado no ano passado por uma corrida semelhante para a porta de saída, desencadeada pelos problemas que atingiram Ambipar e Braskem, embora esses casos tenham sido vistos, em última instância, como casos isolados.
Nesta semana, essas preocupações voltaram à tona, deixando os investidores mais uma vez tentando entender se os exemplos mais recentes são episódios específicos ou prenúncios de um estresse mais amplo à frente.
O mercado de dívida corporativa no Brasil permanece “relativamente nervoso e bastante ilíquido”, disse Sergey Dergachev, chefe de dívida corporativa de mercados emergentes da Union Investment Privatfonds GmbH, que detém títulos da Raízen. “Os investidores estão tentando entender a real situação.”
A reação à Raízen reflete, em parte, a preocupação com o comprometimento de seus principais acionistas, Shell e Cosan, que criaram a empresa de açúcar e etanol há mais de uma década e a levaram à bolsa em um IPO em 2021 que a avaliou em US$ 14,3 bilhões.
Desde então, a Raízen tem sido pressionada por elevados custos da dívida, colheitas mais fracas do que o esperado e apostas caras que ainda não deram retorno. As tentativas de levantar recursos junto à Shell e à Cosan ainda não se concretizaram, o que os investidores têm visto como um sinal negativo.
Na segunda-feira, a S&P afirmou que a empresa pode estar caminhando para uma reestruturação da dívida equivalente a um default. Após a Raízen contratar um assessor financeiro — um passo que frequentemente antecede esse tipo de movimento —, a Fitch tomou a medida incomum de rebaixar a companhia pela segunda vez no mesmo dia, dizendo que não tinha conhecimento da contratação quando realizou o primeiro corte.
“A Raízen tem sido uma história de destruição de valor para os acionistas desde o IPO de 2021; agora, parece que os bondholders estão sendo chamados a dividir a dor”, disse Juan Manuel Patiño, analista da Sun Capital Valores.
CSN tem plano de venda de ativos
Os títulos da CSN, por sua vez, também despencaram justamente quando a empresa planeja captar até US$ 1,5 bilhão por meio de um empréstimo com garantias para refinanciar títulos que vencem e reforçar seu balanço, disseram pessoas familiarizadas com o assunto na semana passada.
A companhia vem prometendo reiteradamente reduzir o endividamento nos últimos anos e, em janeiro, detalhou planos para a venda de ativos.
A velocidade e a magnitude das recentes quedas nos preços dos títulos pegaram investidores e analistas de surpresa. No caso da Raízen, tanto o JPMorgan quanto a Balanz elevaram a recomendação de seus títulos para “overweight” no início deste mês, vendo a liquidação inicial como uma oportunidade, segundo relatórios enviados a clientes.
Valor - SP 11/02/2026
Metal é aproximadamente 40% mais caro que o aço convencional, mas os subsídios governamentais ajudam a reduzir o custo para os consumidores
A Toyota começou a adquirir aço "verde" de baixa emissão, numa iniciativa que pode encorajar mais siderúrgicas a adotarem métodos de produção como fornos elétricos, que emitem menos dióxido de carbono (CO2).
O aço verde é comprado das siderúrgicas Nippon Steel, JFE Steel e Kobe Steel.
Assim como outros compradores, a montadora receberá documentação que certifica a quantidade de dióxido de carbono reduzida no processo de produção do aço — dados que a Toyota poderá usar para divulgar as reduções de carbono em seus próprios produtos.
Comparado a um alto-forno convencional a carvão, um forno elétrico pode reduzir as emissões de CO2 em cerca de 75%.
O aço verde é aproximadamente 40% mais caro que o aço convencional, mas os subsídios governamentais ajudam a reduzir o custo para os consumidores.
No início deste ano fiscal, o governo japonês lançou uma iniciativa para fornecer subsídios de até 50.000 ienes (US$ 320) para cada veículo híbrido plug-in ou elétrico fabricado com aço verde.
A Toyota segue os passos da Nissan e da Isuzu na adoção do aço verde. Espera-se que a Toyota, a maior montadora do mundo, dê o mesmo passo e tenha um impacto significativo em todo o setor.
A Nissan adotou o aço verde para veículos de mercado de massa no ano fiscal de 2022, tornando-se a primeira grande montadora japonesa a fazê-lo. No final de janeiro deste ano, a JFE Steel anunciou que a Nissan havia adotado o aço verde para a nova versão do Nissan Leaf.
Para este ano fiscal, a Nissan está aumentando suas compras de aço verde para aproximadamente cinco vezes o nível do ano fiscal de 2023, expandindo suas fontes de fornecimento.
A Isuzu anunciou em abril do ano passado que usaria aço verde em caminhões elétricos.
A quantidade de aço verde que a Toyota comprará das três siderúrgicas não foi divulgada.
Os altos-fornos queimam grandes quantidades de carvão como combustível e agente redutor no processo de fabricação do aço. As emissões de dióxido de carbono da indústria siderúrgica representam aproximadamente 40% da produção total das indústrias japonesas. A indústria automobilística responde por metade do consumo total de aço comum no Japão.
Como alternativa aos altos-fornos, as siderúrgicas estão investindo cada vez mais em fornos elétricos, que utilizam eletricidade para transformar sucata metálica em produtos de aço.
Em 2022, a Nippon Steel iniciou a operação de um forno elétrico com capacidade de produção anual de 700 mil toneladas em sua usina de Setouchi, na província de Hyogo. A JFE Steel instalará um forno elétrico em sua usina do Leste do Japão, na cidade de Chiba, neste ano fiscal.
A produção de aço a partir de sucata por meio de fornos elétricos proporcionou melhorias rápidas na qualidade, um fator que limitava seu uso para aços de alta qualidade. A Nippon Steel alcançou o mesmo nível de qualidade para o aço de alta qualidade utilizado em motores de veículos elétricos com um forno elétrico, assim como com os altos-fornos.
Em fevereiro de 2025, o forno elétrico da Nippon Steel em sua usina de Setouchi havia produzido mais de 1 milhão de toneladas de aço no total. Mas isso representa apenas uma pequena fração da produção anual de aço bruto da empresa, que gira em torno de 40 milhões de toneladas.
A Nippon Steel planeja investir 868,7 bilhões de ienes na construção de três novos fornos elétricos com capacidade de produção anual total de 3 milhões de toneladas. A previsão é de que as operações comecem entre os anos fiscais de 2028 e 2029.
A JFE Steel planeja investir 329,4 bilhões de ienes na conversão de um alto-forno em sua usina West Japan Works, na província de Okayama, em um grande forno elétrico com capacidade de produção anual de 2 milhões de toneladas. A expectativa é de que as operações comecem no ano fiscal de 2028.
O Estado de S.Paulo - SP 11/02/2026
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ficou em 0,33%, exatamente a mesma variação registrada em dezembro. No acumulados dos últimos doze meses, porém, o indicador avançou para 4,44%, acima dos 4,26% dos 12 meses até dezembro.
Segundo os dados divulgados nesta terça-feira, 10, pelo IBGE, O grupo Transportes, com 0,6% de variação, foi o que teve maior impacto na inflação no mês passado (0,12 ponto porcentual). Já o grupo Comunicação teve a maior variação (0,82%). Dois grupos tiveram variação negativa: Habitação (-0,11%) e Vestuário (-0,25%).
Dentro do grupo Transportes, o destaque de alta foi a gasolina (2,06%), principal impacto individual no resultado do mês (0,10 ponto porcentual). A variação dos demais combustíveis foi: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%). Houve ainda uma alta de 1,87% nas passagens do metrô - em razão da variação de 3,83% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados, e do reajuste de 3,85% em São Paulo (2,89%), a partir de 06 de janeiro.
No grupo Comunicação, de acordo com o IBGE, destacou-se em janeiro a alta nos aparelhos telefônicos (2,61%) e reajuste em planos com influência nos itens TV por assinatura (1,34%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,76%).
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais registrou alta de 0,7% no mês passado, com destaque para os artigos de higiene pessoal (1,20%) e o plano de saúde (0,49%).
Já o grupo Alimentação e Bebidas desacelerou na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). “A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante o 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%)”, diz a nota do IBGE.
A queda de 0,11% no grupo Habitação, por sua vez, se deu principalmente por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial. “Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores”, lembra o instituto. “Adicionalmente, há o efeito do reajuste tarifário de 10,48% em Rio Branco (5,34%) a partir de 13 de dezembro.”
Diário do Comércio - MG 11/02/2026
Há quase um mês, Mercosul e União Europeia (UE) assinaram o Acordo de Parceria e um Acordo Interino de Comércio. Embora ainda haja etapas de aprovação e ratificação, incluindo o consentimento do Parlamento Europeu, a indústria já precisa se preparar para uma competição mais exigente.
O tamanho do mercado explica a atenção ao tema. Segundo o governo brasileiro, o acordo cria uma área de livre comércio com cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões. Em 2024, o comércio bilateral UE-Brasil somou € 89,5 bilhões, com o bloco europeu respondendo por 15,9% do total do comércio brasileiro. No mesmo período, as exportações da União Europeia para o Mercosul alcançaram € 57 bilhões em bens.
O impacto será relevante e gradual, com prazos de até 12 anos. Dados da Comissão Europeia mostram que as tarifas aplicadas pelo Mercosul chegam a 35% em autopeças, 20% em máquinas, 18% em químicos e 14% em farmacêuticos. A redução dessas barreiras pode baratear máquinas e componentes, ajudando a modernizar linhas, elevar a produtividade e reduzir custos de produção e manutenção. Em contrapartida, bens finais europeus ganham espaço, pressionando a indústria local, sobretudo em mercados onde qualidade e preço são decisivos.
No acesso ao mercado europeu, a União Europeia eliminará tarifas sobre cerca de 95% dos bens, cobrindo 92% do valor das exportações brasileiras ao bloco. É uma oportunidade para produtos manufaturados e semimanufaturados, desde que as empresas dominem requisitos técnicos e logísticos. Há ainda um mecanismo de reequilíbrio de concessões para proteger exportadores brasileiros.
Outro ponto de destaque é a abertura parcial dos mercados de compras públicas, inédita na relação UE-Mercosul. Empresas europeias terão maior acesso às licitações brasileiras nos níveis federal, estadual e municipal, além das estatais. Já as brasileiras ganham acesso ampliado ao mercado europeu de compras públicas, estimado em cerca de 14% do PIB da UE.
O acordo também tende a intensificar investimentos em cadeias produtivas. O Itamaraty destaca que a UE é o maior investidor externo no Mercosul, responsável por quase metade do investimento estrangeiro direto no Brasil. Com isso, ampliam-se oportunidades de projetos e parcerias, mas também a exigência por padronização, segurança regulatória, disciplina de execução e governança.
A agenda de sustentabilidade deixa de ser opcional. O acordo prevê a adoção de regras europeias como o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM), em vigor desde 1º de janeiro de 2026, que exige dados de emissões em importações de bens intensivos em carbono, afetando setores como cimento, aço e alumínio. Em 30 de dezembro de 2026, entra em aplicação o regulamento antidesmatamento, ampliando a exigência de rastreabilidade em cadeias como madeira, borracha e couro.
Nesse contexto, a indústria brasileira deve mapear prazos de alteração tarifária, simular impactos de preços, reforçar produtividade e qualidade, organizar dados de emissões e rastreabilidade e se preparar para negociar sob padrões de conformidade cada vez mais elevados.
O Estado de S.Paulo - SP 11/02/2026
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 10, que é importante cuidar do Banco Central, porque a entidade pode ajudar ou prejudicar muito o governo e o país. Ele participou da CEO Conference Brasil 2026, organizada pelo BTG Pactual, em São Paulo.
“É muito importante cuidar do Banco Central, porque o Banco Central pode efetivamente contribuir muito ou prejudicar muito os governos e o país. Então, eu sou muito atento a tudo que o Banco Central diz e faz”, afirmou.
Segundo Haddad, a dívida pública precisa ser vista como uma coisa complexa, dizendo que é impossível contrapor juros reais atuais com nenhum nível de superávit primário.
Ele ainda disse que a queda da dívida durante o governo Bolsonaro está ligada a uma Selic baixa e inflação alta. Isso teria tido impacto determinante para a não eleição do ex-presidente em 2022, para o ministro.
“Eu entendo que um juro real desse, você não consegue contrapor com nenhum nível de superávit primário”, disse.
“Quando eu digo que eu não vejo muita razão para o juro real continuar subindo como está, uma vez que a inflação está caindo e o juro nominal está estável em 15%, o juro real está subindo. Eu não estou querendo macular a reputação da autoridade, mas estou fazendo uma reflexão. Uma reflexão que qualquer pessoa pode fazer”, completou.
Reação a Guilherme Mello
O ministro disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consulta interlocutores sobre indicações ao Banco Central e que a reação ao nome do secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, é “do jogo”.
Ele afirmou que se sentiu à vontade para dizer que Mello e Tiago Cavalcanti tinham pretensões para o BC e que não há problema nisso. Segundo Haddad, a reação ao seu próprio nome para a Fazenda foi ainda pior que a de Mello para o BC.
“O presidente consulta os seus principais interlocutores na área econômica e pergunta se a pessoa tem alguma sugestão, não é uma indicação, é uma sugestão. Eu recebi dessas duas pessoas uma indicação de que tinham disposição em colaborar com o Brasil nessa posição e fiz chegar tanto ao presidente do Banco Central quanto ao presidente da República 90 dias atrás”, disse.
Questionado sobre uma possível mudança na autonomia do Banco Central aventada pelo PT, Haddad disse que responde por sua atuação na Fazenda. Sobre uma ideia de alterar a meta de inflação, Haddad disse que, por ele, esta seria mantida, mas deixou o futuro em aberto.
“Quando você está no governo, você tem que olhar um conjunto de variáveis conjuntamente, que muitas vezes gera constrangimentos reais que precisam ser observados para você não causar desfuncionalidades. Essas decisões são muito delicadas, como foi delicado em tomar a decisão de mudar do calendário para a meta contínua”, declarou.
Para ele, a meta de inflação contínua permite que BC trace estratégia racional para convergência: “Eu respondo pelo que eu fiz e o que eu manteria a meta de inflação, se eu permanecesse na Pasta”, completou.
Clamor da Faria Lima
Haddad disse que parte do déficit primário do governo já estava contratado pela administração anterior. Ele declarou entender o clamor da Faria Lima, mas disse ser um só para lidar com as pressões do cargo.
“Gostaria de ter ido além. Agora, você tem que negociar com o Congresso, que tinha acabado de aprovar o aumento de despesas. O Fundeb foi contratado até este ano, a escadinha de capitalização do Fundeb, as regras de flexibilização de elegibilidade do BPC foram contratadas em 2021, então, como é que você equaciona tudo isso com o clamor, que eu entendo da Faria Lima, mas assim, como dizem os baianos, eu só sou um só”, afirmou.
Haddad disse que o cargo é “um pouco desafiador”, mas que não é o pior emprego do mundo.
“O pessoal fala que é o pior emprego do mundo e eu falo, eu recomendo para todo mundo se conseguir ser ministro da Fazenda, tentar, porque é muito interessante você conhecer o Brasil a partir daquela cadeira”, completou.
Arquitetura do arcabouço
O ministro elogiou ainda a arquitetura do arcabouço fiscal, mesmo que se possa discutir os parâmetros. “A arquitetura é muito boa, porque você uniu um critério da lei fiscal, da lei de responsabilidade fiscal do ano 2000, que é você ter meta de resultado primário, mas você não descuidou de fixar uma regra de gasto, que eu penso que faltava na lei de responsabilidade fiscal”, disse.
Haddad declarou ser preciso ainda ajustar partes do Orçamento que estariam “fora do espírito” do arcabouço.
Ele afirmou também que talvez seja a hora de pensar uma nova arquitetura de assistência social no Brasil. Para ele, o país está maduro para soluções mais “criativas” para esse tema. “Eu entendo, olhando para o orçamento, que talvez o Brasil esteja maduro para uma solução mais criativa (sobre assistência social)”, afirmou.
Para o ministro, o país não pode abdicar do crescimento para fazer controle fiscal. Disse ainda que o Brasil tem conseguido spread em títulos de 30 anos em dólares equiparados a países que têm grau de investimento e isso é sinal de que as perspectivas são positivas para a administração.
“Eu sempre fui da tese, e eu continuo sendo, de que o Brasil não pode abdicar de crescimento, porque senão não vai ser para valer o ajuste fiscal, você vai ter um problema ali em adiante”, completou.
Reforma tributária
O ministro disse que o tema fiscal monopoliza o noticiário, mas geralmente com desinformação. “É uma situação curiosa, porque o tema mais discutido nos últimos três anos, em geral, é de baixa qualidade técnica o nível da discussão”, afirmou.
Questionado sobre um balanço de sua atuação até aqui no ministério, Haddad elogiou a reforma tributária, dizendo que o Brasil terá um dos melhores sistemas tributários do mundo.
Data para deixar Fazenda
Haddad disse que não tem uma data fixada para deixar o cargo. Desde o fim do ano passado, ele vinha mencionando que deveria sair do comando da equipe econômica em janeiro ou fevereiro. No entanto, Lula pediu mais algumas entregas, relatou.
“Ontem (segunda, 9) eu estive com o presidente Lula, num café da manhã, que ainda me pediu mais algumas coisas na saideira, e eu vou atender o presidente”, disse. “Não tem data ainda (para deixar o cargo), mas fique tranquila. Eu saio.”
O ministro se recusou a detalhar os projetos pedidos pelo presidente. Mas mencionou que eles incluem medidas da área de segurança pública, em conjunto com o Ministério da Justiça. Também disse que possivelmente o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, acompanhe Lula em uma viagem a Washington. Lá, o petista deve se reunir com o presidente americano, Donald Trump.
Quando indagado sobre a sucessão na Fazenda, Haddad se limitou a exaltar a qualificação dos membros da atual equipe econômica. O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, é visto como nome mais forte para comandar o ministério. Um dos desenhos possíveis inclui a ida do secretário do Tesouro, Rogério Ceron, para a secretaria-executiva.
“O que eu entendo é que o presidente está muito satisfeito com os resultados que ele está observando no final do seu governo”, disse o ministro, sem responder se essa seria a composição da pasta. “Ele (Lula) está muito tranquilo em relação aos rapazes ali que assumiram as secretarias. E eu posso dizer, olha, eles são grandes profissionais, grandes servidores públicos, pessoas da mais alta respeitabilidade.”
CNN Brasil - SP 11/02/2026
Os preços subiram em janeiro num ritmo além do esperado por uma série de agentes do mercado financeiro.
Contudo, a perspectiva ventilada entre os economistas é de que "uma análise mais detalhada sugere que o resultado foi menos preocupante do que parece", como escrevem os analistas do Santander em relatório macroeconômico.
Usado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para medir a inflação oficial do país, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve alta de 0,33% em janeiro, mantendo ritmo registrado em dezembro. As expectativas medianas apuradas pela Reuters, Broadcast e Bloomberg eram de alta de 0,32%.
No acumulado de 12 meses, porém, o IPCA de janeiro acelerou a 4,44%, ante 4,26% em dezembro. O patamar segue próximo do teto de 4,5% da meta de inflação de 3% perseguida pelo BC (Banco Central).
"Mas, prospectivamente, não foi um número que assustou. Abre sim portas para iniciar a flexibilização monetária", segundo Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, que ressalta que os números devem seguir baixando nos próximos meses.
Expectativas pelo corte de juros
Um dos pontos de atenção que vem sendo levantado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em suas decisões de juros é a pressão da inflação de serviços.
"As pressões inflacionárias no setor de serviços ainda são intensas, inclusive em alguns indicadores-chave", observa, em relatório, Alberto Ramos, diretor do grupo de pesquisas macroeconômicas para América Latina do Goldman Sachs.
"Um cenário de dinâmica inflacionária ainda desafiadora [...], expectativas de inflação de curto e médio prazo sem ancoragem, hiato do produto positivo, mercado de trabalho restrito, medidas contínuas de estímulo fiscal e de crédito e projeções de inflação acima da meta no horizonte relevante exigem uma calibração conservadora da política monetária", elenca.
Apesar de o todo ainda parecer preocupante, os economistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a análise detalhada dos indicadores traz sinais iniciais de alívio.
"Entendo que registrou evolução benigna dos alimentos, e com os focos de pressão em itens pontuais (e discricionários), sobretudo em transporte público (ou seja, não foi uma pressão estrutural nos preços). Isso, associado à esperada descompressão do IPCA em 12 meses quando fevereiro for conhecido, apontam para o início do processo de cortes da Selic em março", indica Fábio Romão, sócio da Logos Economia.
A própria inflação de serviços teve uma flexibilização importante na visão de Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos. O indicador encerrou 2025 em 6% e recuou, agora, para 5,3%.
"É um primeiro recuo, ainda não dá para ter certeza de tendência. Mas a leitura que se faz é de que a contração monetária está finalmente fazendo o seu papel. O IPCA de janeiro ajuda a abrir espaço para corte de juro em março", pontua Kawauti.
Se a próxima reunião da diretoria do BC fosse já, os analistas destacam que os dados do IPCA não abalam a expectativa de que a flexibilização da Selic - a taxa básica de juros do país - comece com um corte de 0,5 ponto percentual. Hoje, o patamar é de 15% ao ano, o nível mais alto em 20 anos e mantido assim desde junho.
Em sua última decisão de juros, o Copom sinalizou que deve cortar a Selic em seu próximo encontro, caso o cenário siga como esperado.
"As variações hoje no mercado de juros foram discretas, com as taxas levemente pressionadas pela composição do IPCA, que mostrou resiliência dos serviços subjacentes. De qualquer modo, a maioria do mercado continua esperando que o Copom corte 50 bps em março, assim como nós. Vale notar que o mercado de opções para o próximo Copom precifica probabilidade de 75% de redução da Selic em, ao menos, 50 bps", avalia Sérgio Goldenstein, sócio-fundador da consultoria Eytse Estratégia.
Contudo, Kawauti ressalta que, até o próximo Copom, que será realizado entre os dias 17 e 18 de março, novas divulgações de inflação serão realizadas e será necessário acompanhar se o processo desinflacionário mantém tendência.
Um dos pontos que chama atenção é para o câmbio, que ajudou a suavizar a inflação nos últimos resultados. Se problemas internos abalarem as cotações, Kawauti alerta para a possibilidade de a desinflação não se consolidar tão bem.
Infomoney - SP 11/02/2026
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,15% na primeira quadrissemana de fevereiro, desacelerando em relação ao avanço de 0,21% de janeiro, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira, 10.
Na primeira quadrissemana, cinco dos sete componentes do IPC-Fipe perderam força: Alimentação (de 0,11% a variação zero), Despesas Pessoais (de -0,36% para -0,51%), Saúde (de 0,20% para -0,02%), Vestuário (de 1,28% para 1%) e Educação (de 5,12% para 3,92%).
Por outro lado, Habitação passou de -0,14% para -0,05% e Transportes, de 0,46% para 0,66%.
Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe na primeira quadrissemana de fevereiro:
– Habitação: -0,05%
Alimentação: 0,00 Transportes: 0,66% Despesas Pessoais: -0,51% Saúde: -0,02% Vestuário: 1,00% Educação: 3,92% Índice Geral: 0,15%
Agência Brasil - DF 11/02/2026
Em 2025, sete estados do país viram a produção industrial crescer em ritmo superior ao da média nacional, com destaque para o Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Enquanto a indústria brasileira avançou 0,6% em 2025 na comparação com 2024, o Espírito Santo saltou mais de 10%, e o Rio, mais de 5%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para medir o desempenho da indústria nacional anualmente, o IBGE apura informações em 18 localidades. Fazem parte da pesquisa 17 unidades da federação (UF) que têm participação de, no mínimo, 0,5% no total da industrial nacional, e o Nordeste como um todo.
Veja onde houve crescimento anual acima da média do país (0,6%) em 2025:
Espírito Santo: 11,6% Rio de Janeiro: 5,1% Santa Catarina: 3,2% Rio Grande do Sul: 2,4% Goiás: 2,4% Minas Gerais: 1,3% Pará: 0,8% Motores
Por causa do peso de 11,38% do total da economia nacional, o Rio de Janeiro exerceu maior influência positiva na média nacional, logo à frente do Espírito Santo.
O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, aponta que Rio de Janeiro foi impulsionado pelo setor extrativo, com aumento na extração de petróleo e gás natural. O vizinho Espírito Santo, pelo crescimento na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural.
“Santa Catarina aparece como terceira maior influência, puxada principalmente pelos setores de alimentos e por máquinas, aparelhos, e materiais elétricos”, pontua. Em relação aos alimentos, ele cita carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixe, e embutidos de carnes de suínos.
Três estados viram a indústria crescer no ano passado, mas abaixo da média nacional:
Bahia: 0,3% Paraná: 0,3% Amazonas: 0,1%
Em oito localidades pesquisadas, a produção industrial recuou, com destaque negativo para o Rio Grande do Sul.
Ceará: -0,6% Região Nordeste: -0,8% São Paulo: -2,2% Pernambuco: -3,8% Maranhão: -5,1% Mato Grosso: -5,8% Rio Grande do Norte: -11,6% Mato Grosso do Sul: -12,9% Explicações
Como São Paulo tem o maior peso de toda indústria brasileira – responde por um terço de tudo o que é produzido nas fábricas do país – a queda no desempenho em 2025 (-2,2%) exerceu a maior pressão negativa em 2025.
De acordo com Bernardo Almeida, entre os setores que mais contribuíram para esse desempenho negativo paulista estão o de derivados do petróleo, com quedas na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas.
O pesquisador acrescenta ainda o setor farmacêutico, com redução na fabricação de medicamentos.
Nos dois estados com quedas superiores a dois dígitos, o responsável é a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis.
No Rio Grande do Norte, o recuo de 23,2% foi puxada por diesel e gasolina; em Mato Grosso do Sul, depressão de 61,5% foi motivada por baixa produção de álcool etílico.
Money Times - SP 11/02/2026
A presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, disse nesta terça-feira (10) que o banco central dos Estados Unidos não tem urgência em alterar a configuração da taxa de juros este ano, em meio a uma perspectiva “cautelosamente otimista” para a atividade econômica.
Dadas as perspectivas prováveis, “podemos ficar em espera por um bom tempo” no que diz respeito à definição da faixa da taxa de juros, disse Hammack no texto de um discurso preparado para a Ohio Bankers League, em Columbus, Ohio.
“Acredito que estamos em uma boa posição para manter a taxa de juros neste nível e ver como as coisas se desenrolam”, com a política monetária provavelmente em uma configuração que não restringe nem impulsiona a atividade econômica, disse ela.
“Em vez de tentar ajustar a taxa de juros, prefiro pecar pela paciência enquanto avaliamos o impacto das recentes reduções e monitoramos o desempenho da economia”, disse Hammack, acrescentando que “uma taxa de juros estável refletiria desenvolvimentos econômicos positivos”.
Hammack, que tem direito a voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (em inglês, Fomc), responsável pela definição da taxa de juros, disse que apoiou a decisão do banco central de manter a meta para a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% no final de janeiro.
O Fed reduziu os juros em 75 pontos-base no ano passado, buscando impulsionar um mercado de trabalho em desaceleração e, ao mesmo tempo, manter restrições suficientes para levar a inflação de volta à meta de 2%, que vem sendo ultrapassada há anos.
Hammack tem sido cética em relação aos cortes nos juros, dada a dinâmica da inflação. Autoridades do Fed previram cortes para este ano, mas deram poucas orientações sobre o momento certo em comentários recentes.
O Estado de S.Paulo - SP 11/02/2026
Entidades da indústria manifestaram nesta terça-feira, 10, preocupação com a proposta que trata do fim da escala de trabalho 6X1. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota em que expressa preocupação com a forma como o debate vem sendo conduzido.
Já a Abimaq, que representa fabricantes de máquinas e equipamentos, citou estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que aponta impacto de R$ 178,8 bilhões nos custos de empregados formais na indústria ao também manifestar preocupação com a proposta.
O cálculo apresentado no estudo da CNI considera uma eventual redução legal da jornada para 36 horas semanais, no modelo 4x3, sem redução proporcional dos salários. O impacto representaria um acréscimo de 25,1% em relação ao custo com pessoal, tendo como base valores de 2023.
Conforme o estudo, caso optem por contratar novos empregados para manter o nível de produção, as empresas terão mais despesas com salários, encargos legais e benefícios, como plano de saúde, previdência privada, auxílio-creche, transporte e alimentação.
Em posicionamento sobre o tema, a CNI defende que qualquer mudança na legislação trabalhista considere a diversidade de realidades produtivas do País, os efeitos sobre os setores econômicos e empresas de diferentes portes, além das disparidades regionais e do impacto sobre a competitividade e a criação de empregos formais.
A Fiesp informa que tem dialogado com lideranças sindicais de trabalhadores e setores produtivos sobre a jornada de trabalho. Para a entidade da indústria paulista, qualquer alteração deve respeitar a soberania das negociações coletivas, conforme previsto na Constituição Federal.
“O engessamento da jornada por via constitucional, sem considerar as especificidades de cada setor, compromete a autonomia de empresas e trabalhadores”, comenta Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
A entidade alerta para o risco de perda de competitividade e pressões inflacionárias se a transição a uma jornada com menos horas de trabalho acontecer sem o correspondente aumento de produtividade ou redução do “Custo Brasil”.
A medida, sustenta a Fiesp, impacta “severamente” a sustentabilidade de pequenas e médias empresas, devendo gerar retração econômica, fechamento de postos de trabalho formais e o avanço da informalidade, o que contraria diretamente o propósito original da emenda proposta.
A Abimaq, por sua vez, frisa que a medida representa um risco concreto de graves prejuízos à economia brasileira, à competitividade do setor produtivo e, principalmente, ao emprego formal.
Valor - SP 11/02/2026
Contrato futuro com vencimento em maio fechou cotado a US$ 109,9
O preço do minério de ferro ficou estável nesta terça-feira (10). Expectativas de medidas para estimular a economia da China pelo governo do país deram suporte à cotação da commodity durante o pregão, segundo analistas.
O contrato futuro com vencimento em maio do minério de ferro fechou em estabilidade na Bolsa de Dalian, cotado a 761,5 yuans (US$ 109,9).
De acordo com especialistas da consultoria ANZ Research, a esperança de um anúncio de medidas de estímulo à economia pelo governo da China na parte final do primeiro trimestre apoiou o preço do minério durante o pregão. Eles também escreveram, em um relatório, que o Porto de Port Hedland, polo de embarcação da commodity na Austrália, voltou a operar após uma interrupção por causa de um ciclone.
Diário do Comércio - MG 11/02/2026
A Justiça rejeitou três pedidos de bloqueio patrimonial contra a mineradora Vale, apresentados em caráter liminar. As ações judiciais totalizavam R$ 2,8 bilhões. Em fato relevante divulgado nessa segunda-feira (9), a companhia destaca que apenas um pedido, no valor de R$ 200 milhões, segue sob análise.
Entre os requerimentos negados, estão duas ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo governo de Minas Gerais, ambas no valor de R$ 1 bilhão. Além dessas, a Justiça também rejeitou a solicitação feita pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), junto ao governo estadual, de bloqueio de R$ 846,6 milhões.
A decisão que permanece pendente é referente a um pedido de bloqueio no valor de R$ 200 milhões, feito pelo MPF, a respeito do extravasamento ocorrido em Congonhas.
A Vale informa que outras medidas liminares, de natureza diversa, foram concedidas pelos tribunais competentes, com algumas já em andamento. Entre elas, estão a paralisação das operações nas minas de Fábrica, em Ouro Preto, e de Viga, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais, além da elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas.
No comunicado, a empresa ressalta que os extravasamentos registrados nessas unidades, em janeiro deste ano, não têm qualquer relação com as barragens da mineradora na região. “As estruturas permanecem em condições de segurança inalteradas e sob monitoramento contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana. As causas dos eventos seguem sendo apuradas de forma técnica, estruturada e transparente”, diz a nota.
De acordo com a companhia, a prioridade segue sendo a proteção das pessoas, das comunidades e do meio ambiente. A Vale ainda afirma estar cooperando com as autoridades e executando ações de remoção de sedimentos e limpeza das áreas afetadas, conforme os compromissos firmados.
Paralisação das operações em Ouro Preto
Apesar de ter o pedido de bloqueio patrimonial negado, o MPMG destaca que a Justiça mineira determinou, na última sexta-feira (6), a paralisação imediata de todas as operações minerárias da Vale no complexo instalado em Ouro Preto, até que seja tecnicamente comprovada a estabilidade e a segurança de todas as estruturas.
Além da paralisação, a companhia terá que apresentar um plano de ações emergenciais em até cinco dias. A Vale também deverá encaminhar ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) um plano emergencial de monitoramento da qualidade da água em dez dias.
A Justiça ainda determinou a realização imediata do mapeamento das estruturas do empreendimento, com relatório emergencial em cinco dias. No documento, a mineradora deverá identificar sumps, diques, pilhas, cavidades e demais estruturas com potencial risco.
Outra ação prevista é a implementação imediata de medidas corretivas, como desassoreamento, limpeza e controle hidráulico. A determinação também inclui o estabelecimento de um sistema permanente de comunicação com os órgãos públicos e com as comunidades atingidas.
O descumprimento dessas medidas implicará multa diária no valor de R$ 100 mil, limitada inicialmente a R$ 10 milhões.
A Justiça Federal também decidiu pela suspensão das atividades na unidade de Fábrica. A decisão ainda impede a venda de direitos de exploração da mina junto à Agência Nacional de Mineração (ANM), além de exigir a revisão de segurança em todas as unidades da mineradora presentes no Estado.
Essa medida busca garantir a segurança da população local e do meio ambiente, além de assegurar que a Vale não transfira seus bens antes da reparação total dos danos causados.
De acordo com as investigações, a Cava Área 18, local onde ocorreu o extravasamento, tinha permissão apenas para o depósito temporário de materiais. No entanto, ela funcionava como uma barragem para conter resíduos vindos de outras unidades, sem a devida autorização.
O transbordamento resultou no deslocamento de aproximadamente 262 mil metros cúbicos de sedimentos, que atingiram córregos da região e chegaram a impactar o rio Paraopeba.
CNN Brasil - SP 11/02/2026
A Odebrecht Engenharia & Construção foi declarada vencedora de uma megalicitação do metrô de São Paulo que representa o maior contrato da empreiteira desde a Operação Lava Jato.
A empresa ganhou, em caráter definitivo, a concorrência para as obras dos lotes 2 e 3 da futura linha 19-Celeste. Ela é líder (com 35% de participação) em um consórcio com a Álya (antiga Queiroz Galvão) e a tuneladora italiana Ghella.
Agora, resta apenas a assinatura dos contratos. O prazo para execução das obras, que devem começar em 2027, é de 75 meses (seis anos e três meses).
O termo de homologação da concorrência foi publicado na tarde desta segunda-feira (9) pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, que rejeitou um recurso da Andrade Gutierrez, segunda colocada na disputa.
A linha 19-Celeste terá 17,6 quilômetros de extensão, 15 estações e deve atender cerca de 630 mil passageiros por dia.
Para o lote 2, que engloba o trecho entre as estações Jardim Julieta e Vila Maria, a Odebrecht ofereceu uma proposta no valor de R$ 6,705 bilhões.
Para o lote 3, entre as estações Catumbi e Anhangabaú, a construtora deu um lance de R$ 6,896 bilhões.
Melhor Ano
Em dezembro, conforme mostrou a CNN, a Odebrecht já havia levado um contrato da Motiva (ex-CCR) para a extensão da Linha 5-Lilás do metrô em mais duas estações.
A Motiva é a concessionária da linha e o contrato chega a R$ 4,5 bilhões. Será executado em parceria com a Yellow River, subsidiária do grupo chinês Power China.
Em 2025, a Odebrecht teve o maior "backlog" desde 2014, quando teve início o escândalo da Lava Jato.
"Backlog" é um dos indicadores mais importantes do segmento de construção pesada. Significa o valor dos contratos em execução, ou seja, sinaliza o fluxo de caixa que ainda deve entrar na empreiteira.
O "backlog" da Odebrecht saiu do patamar de R$ 35 bilhões no auge das construtoras brasileiras para R$ 18 bilhões em 2015, quando começaram a ser sentidos os primeiros efeitos da Lava Jato. O número de funcionários caiu de 75 mil para 17 mil em dez anos.
Money Times - SP 11/02/2026
Após um 2025 de forte valorização para as construtoras de média e alta renda listadas em bolsa, com as ações do segmento subindo cerca de 87% no ano, o BTG Pactual reforçou a necessidade de seletividade para 2026 e manteve a Cyrela (CYRE3) como sua principal escolha (top pick) no setor.
Em relatório, os analistas Gustavo Cambauva, Gustavo Fabris e Luis Mollo destacaram que a combinação de valuation atrativo, diversificação de negócios e exposição ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV) coloca a companhia em posição mais defensiva diante de um cenário macroeconômico ainda desafiador.
“A empresa possui um forte histórico operacional na média e alta renda e uma exposição crescente ao mercado de classe baixa, o que adiciona resiliência aos lucros”, escreveram no documento.
Helbor é compra; Melnick nem tanto
No conjunto de revisões para as construtoras, o BTG elevou a recomendação da Helbor (HBOR3) de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 4,10 para os próximos 12 meses. O valor implica potencial de valorização de 36% em relação à cotação atual, de R$ 3,02.
Segundo o banco, as ações da incorporadora estão “excessivamente descontadas”, sendo negociadas a 0,4 vez o múltiplo preço sobre valor patrimonial (P/VP), o menor entre as empresas cobertas pela casa.
“Embora reconheçamos que a alavancagem da Helbor é elevada, em 61% de dívida líquida sobre o patrimônio líquido, esperamos que a companhia gere um fluxo de caixa livre sólido, por meio da venda de estoques e terrenos, e recupere a lucratividade à medida que as despesas financeiras diminuam”, avaliou o BTG.
Recentemente, a Helbor concluiu a venda de dois terrenos e também intensificou campanhas de marketing voltadas à comercialização de unidades prontas.
Por outro lado, o banco rebaixou a recomendação da Melnick (MELK3) de compra para neutra, com preço-alvo de R$ 4,80 por papel, o que representa potencial de alta de 22% frente aos atuais R$ 3,94.
De acordo com os analistas, a decisão reflete um risco-retorno menos atrativo, dado que a empresa deve enfrentar limitações de crescimento devido à elevada concentração em Porto Alegre, onde já detém cerca de 30% de participação de mercado, o que dificulta ganhos adicionais de escala.
“Embora alguns argumentem que a Melnick poderia crescer em outras regiões por meio de joint ventures, acreditamos que essa estratégia é mais arriscada, já que os projetos não são controlados pela companhia, além de demandar mais capital, o que tende a pressionar a distribuição de dividendos no curto prazo”, afirmaram.
Entre as empresas, o BTG ainda manteve recomendação neutra para Mitre (MTRE3), com preço-alvo de R$ 4,80, e para Even (EVEN3), com R$ 9,50.
Já para Eztec (EZTC3), Lavvi (LAVV3) e Trisul (TRIS3), o banco reiterou as indicações de compra, com preços-alvo de R$ 21, R$ 23 e R$ 9, respectivamente.
2025 sólido, apesar dos desafios
No relatório, o trio de analistas destacou que as construtoras de média e alta renda tiveram um desempenho sólido no ano passado, mesmo diante de um ambiente macroeconômico adverso.
“2025 foi marcado por números surpreendentemente fortes, com lançamentos consolidados crescendo 29% na base anual e vendas aumentando 1%”, afirmaram.
Segundo eles, as empresas “desafiaram a gravidade” ao conseguirem expandir volumes e preservar margens em um cenário de juros altos e deterioração significativa da acessibilidade ao crédito.
Cenário segue exigente
Embora avalie que o pior já tenha ficado para trás — com expectativa de que a Selic termine 2026 em torno de 12%, ante os atuais 15% —, o BTG pondera que esse movimento não deve se traduzir em uma queda relevante das taxas de financiamento imobiliário, hoje próximas de 14% ao ano.
Segundo o banco, isso ocorre principalmente devido à escassez de recursos para financiamento, após saídas expressivas da poupança, e ao efeito das eleições de outubro, que tendem a aumentar a incerteza e levar famílias a adiar a compra de imóveis. “Recomendamos, portanto, seletividade por parte dos investidores”, destacou a casa.
Construtoras: estoques em alta
Outro ponto de atenção levantado pelo BTG é o avanço dos estoques. Apesar de as vendas terem crescido em 2025, os lançamentos avançaram em ritmo bem superior, o que levou a um aumento de 32% nos níveis de estoque na comparação anual.
“Em nossa opinião, isso merece atenção, pois com taxas de juros altas, o custo de manutenção dos estoques aumenta, e a venda de unidades prontas costuma ser mais desafiadora do que a de projetos recém-lançados.”
Além disso, de acordo com a casa, estoques elevados podem pressionar o retorno sobre o patrimônio (ROE), seja pela menor rotação de ativos ou pela necessidade de concessão de descontos.
MCMV: a solução
Para mitigar a ciclicidade do setor, o banco observa que várias incorporadoras e construtoras expandiram suas atividades para a baixa renda, especialmente por meio do Minha Casa, Minha Vida, que oferece um perfil de resultados mais defensivo e previsível.
“Consideramos essa tendência positiva, pois permite aumentar o ROE, dada a atratividade do segmento, além de reduzir os riscos macroeconômicos, já que a demanda por habitação popular tende a ser mais estável”, afirmou o BTG.
Veja, abaixo, as recomendações do BTG:
Empresa Ticker Recomendação Preço-alvo (R$) Upside
Cyrela CYRE3 Compra (top pick) 40 +28%
Helbor HBOR3 Compra 4,10 +36%
Melnick MELK3 Neutro 4,80 +21%
Mitre MTRE3 Neutro 4,80 +22%
Even EVEN3 Neutro 9,50 +22%
Eztec EZTC3 Compra 21 +31%
Lavvi LAVV3 Compra 23 +33%
Trisul TRIS3 Compra 9 +27%
Valor - SP 11/02/2026
Segundo o IBGE, o resultado do primeiro mês deste ano foi o maior desde junho de 2022, quando o indicador avançou 1,65%
A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 1,54% em janeiro, após alta de 0,51% em dezembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (10). Em janeiro de 2025, o indicador foi de 0,51%. O resultado do primeiro mês deste ano foi o maior desde junho de 2022 (1,65%).
O indicador alcançou 6,71% no resultado acumulado em 12 meses, até janeiro, ante 5,63% até dezembro.
O custo nacional da construção por metro quadrado em outubro foi de R$ 1.920,74 em janeiro, sendo R$ 1.081,31 relativos aos materiais e R$ 839,43 à mão de obra. Em dezembro esse custo nacional totalizava R$ 1.891,63.
Assim, em janeiro, a parcela dos materiais subiu 0,27%, mesmo patamar de elevação em dezembro do ano passado, com acréscimo de 0,09 ponto percentual (p.p.) ante janeiro de 2025 (0,18%).
Já a parcela de mão de obra cresceu 3,22%, ficando 2,39 p.p. acima de dezembro (0,83%) e 2,25 p.p. a mais em relação a janeiro do ano anterior, de 2025 (0,97%). Essa alta decorre da reoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, informou o IBGE.
Em 12 meses até janeiro, a parcela de materiais acumulou alta de 4,29%, enquanto mão de obra subiu 10,03%.
“Além da reoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, a alta na mão de obra decorre do reajuste do salário-mínimo nacional em 2026”, informou o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, em nota sobre a pesquisa. “Em especial para serventes de obra, categoria profissional que teve alta decorrente da adequação a este reajuste em 11 das 27 unidades da federação”, completou.
Jornal de Brasília - DF 11/02/2026
O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), disse nesta terça-feira (10) que as ferrovias devem ser o grande destaque da agenda de leilões do governo federal em 2026.
Durante evento do BTG Pactual, Renan afirmou que sua pasta prevê a execução de 20 certames neste ano, sendo oito do setor ferroviário e o restante de rodovias.
“A malha ferroviária certamente será a vedete. Com a saída de algumas rodovias que eram ativos principais, aumenta a atratividade relativa de ferrovias. Acredito que ampliar ferrovias é um destino fundamental para o desenvolvimento, sobretudo no Brasil central.”
Embora em número menor do que os leilões de rodovias previstos para este ano, a simples retomada da agenda de concessões de ferrovias já representa um marco. O setor vive um apagão de novos projetos há anos. Isso porque, além de ser uma infraestrutura mais cara, a concorrência com o modal rodoviário jogou em desfavor dos trilhos.
A última concessão foi feita em 2021, no governo de Jair Bolsonaro, referente a um trecho da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste).
Para enfrentar a paralisia no setor, o Ministério dos Transportes prepara oito leilões, cobrindo mais de 9.000 quilômetros de extensão e com potencial de movimentar R$ 140 bilhões em investimentos.
Segundo Renan, a retomada dos projetos de ferrovias tem relação com a expansão do agronegócio no Brasil e com a necessidade de escoar a carga do Centro-Oeste para os portos.
“Só o que cresceu a produção de soja nessa última safra, se esse crescimento fosse um país, ele seria o quatro maior produtor de soja do mundo. Esse é o tamanho da produção agrícola nacional”, disse.
Durante o evento, o ministro destacou a agenda de concessões de infraestrutura durante o governo Lula.
Como mostrou a Folha, o atual mandato do presidente chegou ao fim de 2025 com o maior volume de leilões da história do Brasil, com 50 leilões de rodovias, portos e aeroportos. O número supera os projetos executados durante as gestões de Jair Bolsonaro e Fernando Henrique Cardoso.
Segundo ele, a agenda está tão aquecida que não existe mais data na B3 para marcar leilão. “[Está] Mais ou menos como salão de festas para casamento, que no Brasil é uma luta; tem que marcar com dois anos de antecedência”, afirmou o ministro, em tom de brincadeira.
Renan disse também que a expectativa do governo é concluir o atual mandato com 35 leilões de rodovias e ferrovias, com R$ 400 bilhões contratados.
“O Brasil está em máxima histórica de investimento em infraestrutura e isso, certamente, vai significar mais crescimento econômico adiante”, afirmou.
Segundo ele, desde 2007 o Brasil não tinha no setor de rodovias a entrada de uma companhia estrangeira. Além disso, o segmento nunca havia recebido recursos de fundos soberanos de outros países.
“Tudo isso agora começou a migrar para o Brasil. Dos últimos 22 leilões de rodovias, tivemos 16 vencedores diferentes; 7 companhias internacionais investindo.”
Globo Online - RJ 11/02/2026
Único a apresentar proposta, o consórcio Nova Via Mobilidade foi escolhido para gerir, a partir de meados do mês de março, o sistema de trens que liga o Rio a outros 11 municípios — operado pela SuperVia desde 1998.
Com o valor da contratação estimado pela Secretaria estadual de Transportes em R$ 660 milhões, a Nova Via Mobilidade será a nova responsável pelo transporte ferroviário de 300 mil passageiros por dia. A malha ferroviária conta com cinco ramais e três extensões. Há ainda 270 quilômetros de trilhos e 104 extensões. A proposta vencedora contou com deságio de 0,06% do valor estabelecido pelo estado, que definiu no edital o valor de remuneração para empresa de R$ 17,60 por quilômetro percorrido pelos trens.
O consórcio, formado pela Nova Via Fundos de Investimentos em Participações Multiestratégia e Magna Fundo de Investimentos e participações Multiestratégia — que conta com cotistas nacionais e internacionais —, vai subcontratar o grupo português Barraqueiro para operacionalizar o serviço dos trens. A empresa portuguesa é a maior operadora privada de transportes em Portugal. E tem presença também em Angola, e no Brasil. No país, atua há mais de 15 anos por meio de concessões de transporte por ônibus nas regiões Norte e Nordeste.
Outra empresa que deverá ser subcontratada pela Nova Via Mobilidade para auxiliar a operacionalização será a MPE Engenharia, especializada no setor metroferroviário e na manutenção de trens.
— Estamos agrupando experiência na operacionalização de transportes sob trilhos. O grupo Barraqueiro vai ser o operador subcontratado. A hipótese de subcontratação é prevista no edital— disse Caio Figueiroa, um, dos representantes do consórcio Nova Via.
O leilão judicial para definir o novo operador foi realizado ontem, na 6ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O resultado ainda precisa ser ratificado em 15 dias pela Justiça, que vai analisar, no período, a validade dos documentos obrigatórios apresentados pelos vencedores. A audiência foi presidida pelo juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres, da 6ª Vara Empresarial do TJRJ.
O modelo de gestão que será adotado é semelhante ao que está em vigor nas barcas, em que a empresa responsável pelo serviço recebe dos cofres estaduais por milha náutica percorrida. No caso dos trens, a permissionária receberá diretamente do governo estadual e não ficará com o dinheiro das tarifas. Assim, o governo tem poder de definição sobre o preço da passagem. Atualmente, o valor é de R$ 7,60. Já quem tem o benefício do Bilhete Único intermunicipal paga R$ 5.
Uma nova audiência será feita no dia 25 pelo juízo da 6ª Vara Empresarial para ratificar o resultado do leilão, caso a análise dos documentos apresentados pelo consórcio seja satisfatória. Se tudo correr sem problemas, dias depois será assinado o contrato entre a Secretaria de Transportes e o consórcio. A previsão é que, no dia 10 de março, tenha início de uma operação assistida entre a SuperVia e o novo operador.
Com duração de 90 dias, o período servirá para o consórcio tomar ciência da operacionalização total do sistema ferroviário. Após o prazo, a SuperVia deverá deixar o serviço.
Entre os desafios que terão de ser enfrentados pelo novo operador está uma malha ferroviária que passa às margens de 179 comunidades controladas por grupos criminosas, como traficantes de facções criminosas e milicianos.
A passagem de composições por áreas conflagradas se reflete na quantidade de vezes que, devido à violência, os usuários ficaram a pé em 2025. Como mostrou reportagem do GLOBO, só nos dez primeiros meses do ano passado, problemas de segurança pública, como trocas de tiros, roubos e furtos de cabos e vandalismo, provocaram 682 cancelamentos ou interrupções de viagens. Significa dizer que, em média, houve duas ocorrências deste tipo por dia. Os dados das interrupções são da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte (Agetransp).
A falta de controle da área de algumas estações, onde há inclusive comércio de drogas próximo a plataformas de embarque, também se reflete no número de passageiros que acessam o local sem pagar tarifa.
Segundo um balanço da SuperVia feito no ano passado, a estimativa é que, em todo sistema ferroviário de passageiros, 18 mil pessoas usem os trens diariamente sem pagar. A estação Padre Miguel é a primeira colocada em evasão de renda, de acordo com estatística.
Atualmente, a concessionária conta com uma frota de 151 trens e 604 vagões, utilizados no transporte de passageiros. Algumas das composições são da década de 1960. É o caso de locomotivas movidas a diesel usadas para transportar passageiros nos ramais Vila Inhomirim e Guapimirim.
Portal Fator Brasil - RJ 11/02/2026
A primeira shortline do Brasil após o novo marco regulatório inaugura capítulo para a logística sustentável do setor de celulose.
A Arauco celebrou, no dia 06 de fevereiro (sexta-feira ) o lançamento da Pedra Fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuriú, em Inocência (MS). O evento reuniu, em um marco histórico para o setor e para a infraestrutura logística do país, executivos da companhia, o prefeito de Inocência, Antonio Ângelo Garcia dos Santos(PP), o Toninho da Cofap, Paulo Hartung, presidente executivo da Ibá, Guilherme Theo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), senadora Tereza Cristina(PP) ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, ministro dos Transportes, Renan Filho(MDB), além de parceiros como AFRY, Castilho, Comexport, Construcap, EPYA, GBMX, Randon, Rumo e Wabtec.
A adoção do modal ferroviário trará ganhos expressivos para a operação e para o Estado. —Essa shortline representa um marco dentro do novo arcabouço regulatório ferroviário brasileiro. Um modelo moderno, que amplia a capacidade logística do país, fortalece a integração com as malhas nacionais e cria condições reais para novos investimentos privados em infraestrutura —comenta Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil. —Quando falamos em conectar, falamos de algo maior do que infraestrutura. Falamos em levar o Brasil, o Mato Grosso do Sul e a cidade de Inocência ao mundo. De transformar um território produtivo em referência global, capaz de inserir a celulose brasileira de forma competitiva nos principais mercados internacionais —finalizada o executivo.
A nova ferrovia permitirá reduzir até 94% das emissões de CO2 e eliminar aproximadamente 190 viagens por dia de caminhões das rodovias, fortalecendo a segurança e consolidando um modelo logístico mais sustentável e eficiente.
Com investimento estimado em R$ 2,4 bilhões, o projeto terá 26 locomotivas, 721 vagões e capacidade para transportar até 9.600 toneladas por composição — uma solução moderna, tecnológica e alinhada ao DNA inovador do Projeto Sucuriú. —Hoje, ao lançarmos a Pedra Fundamental dessa linha férrea, mostramos que sonhos bem planejados saem do papel, e quando saem do papel, movem desenvolvimento, sustentabilidade e futuro— reforça Alberto Pagano, diretor de Logística e Suprimentos da Arauco Celulose Brasil.
O traçado contempla 45 quilômetros de linha férrea, além de nove quilômetros dentro da fábrica, seguindo paralelamente às rodovias MS-377 e MS-240 até a conexão com a Rumo Malha Norte. A obra deve gerar aproximadamente mil postos de trabalho, e tem previsão de ser concluída ao final de 2027, alinhado ao início das operações da fábrica.
Desenvolvimento integrado — Para Pedro Palma, CEO da Rumo, — a visão de longo prazo da Arauco e a confiança depositada na Rumo com esta conexão ao corredor ferroviário de exportação pelo Porto de Santos contribuem para alavancar a competitividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva da celulose. Desta forma, o país reforça seu protagonismo global neste mercado e o estado de Mato Grosso do Sul se consolida com o maior exportador, por meio de uma solução logística eficiente, segura e de baixo carbono—.
Guilherme Theo Sampaio, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), afirma que —projetos bem estruturados e uma regulação bem feita trazem tudo o que o investidor, nacional ou estrangeiro, busca: estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica. E isso significa integração multimodal, tornando o Brasil eficiente ‘da porteira para dentro’ e ‘da porteira para fora’. Quem ganha com isso é o Brasil e os brasileiros—.
Na opinião do ministro dos Transportes, Renan Filho, —a ferrovia significa uma nova rota para o desenvolvimento. É a reintegração do Estado do Mato Grosso do Sul com a malha ferroviária nacional. Hoje é um dia marcante para o Estado, para o país e para a Arauco, e eu tenho muito felicidade de estar aqui—.
Já o governador Eduardo Riedel (PP) ressalta que —este é um grande projeto, fruto de um Estado que possui um ambiente de negócios que atrai investimentos privados e que governa com uma visão clara de desenvolvimento e crescimento—. Segundo ele, — o Governo do Estado continuará sendo parceiro de Inocência e da Arauco para viabilizar essa infraestrutura que consolida o Mato Grosso do Sul como protagonista global no setor de florestas plantadas e transforma o imenso potencial da nossa região em oportunidades reais para a população—.
O prefeito Antônio Ângelo(pp), enfatiza a união de esforços entre o setor público e privado como o motor do desenvolvimento regional: —Quero destacar a importância das parcerias que tornaram este projeto possível. O diálogo com a Arauco, com o Governo do Estado, com o Governo Federal e com as demais instituições envolvidas foi fundamental para que este marco se tornasse realidade. Quando há cooperação, os projetos saem do papel. Em breve, veremos locomotivas e vagões cruzando este território, não apenas como símbolo de progresso, mas como parte de uma história que avança com muito trabalho e responsabilidade—.
IstoÉ Dinheiro - SP 11/02/2026
A movimentação de cargas nos terminais portuários brasileiros atingiu 1,40 bilhão de toneladas (bi/t) em 2025. O resultado representa um aumento de 6,1% em comparação às 1,32 bi/t registradas em 2024.
O resultado, um novo recorde de movimentação, foi divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) nesta terça-feira (10), em Brasília.
No mesmo período, a movimentação de cargas em contêineres aumentou 7,2%, atingindo 164,6 milhões de toneladas. Já as cargas gerais soltas, em 2025, totalizaram 65,8 milhões/t, o que representou um aumento de 0,8% em comparação a 2024.
A movimentação de granéis sólidos variaram 6,3%, atingindo 839,7 milhões/t em cargas, enquanto os granéis líquidos chegaram a 333 milhões de toneladas (6,1%).
No geral, o minério de ferro (30%), óleo bruto (16%) e contêineres (12%) representam mais de 50% de toda a carga movimentada. A China se manteve como principal destino do minério de ferro extraído em território brasileiro, consumindo 72% de todo o produto exportado.
Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, “é dia de celebrarmos mais um recorde de movimentação do setor aquaviário”.
“Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor, que reflete a maturidade institucional do país e da atuação da Antaq”, disse Dias, destacando o “aumento substancial dos investimentos privados” no setor nos últimos anos.
Em 2020, a iniciativa privada investiu cerca de R$ 129,3 bilhões em infraestrutura portuária. No ano passado, esse valor chegou a R$ 234,9 bilhões. No setor público, em comparação, o total de investimentos aumentou bem menos, passando de R$ 36,4 bilhões, para R$ 45,1 bilhões, quase a metade dos R$ 88,7 bilhões, de 2010. Somados os dois setores, o investimento saltou de R$ 165,7 bilhões para R$ 280 bilhões, em apenas cinco anos.
“Hoje, o país investe mais em infraestrutura do que em toda a sua história. E o fato do setor privado ter [quase] dobrado a quantia investida, mostra o quanto o Poder Público está maduro para fazer parcerias com o setor privado”, avaliou Dias.
“O aumento da produtividade e da eficiência têm limites. [Por isso] É necessário aumentar e fortalecer a capacidade e a disponibilidade da infraestrutura brasileira”, defendeu o diretor-geral da Antaq, revelando que a autarquia projeta um considerável aumento da demanda por cargas conteinerizadas pelos próximos quatro anos.
Estudos da autarquia indicam que a movimentação portuária alcançará 1,44 bi/t este ano, um crescimento de 2,7% em relação a 2025; e 1,59 bi/t em 2030.
“É fundamental que o Estado crie as condições e possa responder a este grande desafio. Os portos não podem ser o gargalo do crescimento do país. Não basta focarmos da porteira para dentro. Precisamos melhorar os acessos e já estamos avaliando o que precisa ser feito”, enfatizou Dias.
O Estado de S.Paulo - SP 11/02/2026
Associações ligadas ao agronegócio brasileiro se manifestaram em apoio à “imediata realização do Leilão do Tecon Santos 10, de forma ampla e irrestrita”. As entidades avaliam que interromper ou atrasar o processo, em ano eleitoral, “compromete investimentos estruturantes e agrava a crise logística para as cargas conteinerizadas no Porto de Santos”.
O pronunciamento é assinado pela Associação de Exportadores de Açúcar e Álcool (Aexa), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) e Associação Logística Brasil.
Mais cedo, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que a expectativa é de que o leilão do Tecon 10 ocorra em maio. Os cronogramas iniciais previam que a disputa acontecesse em janeiro de 2026, mas o prazo foi sendo estendido gradativamente. Os adiamentos ocorrem em meio aos imbróglios envolvendo restrições de participantes na disputa.
“O governo precisa esclarecer diretrizes que apontem para uma abertura isonômica e transparente, que não sugira predileção de parceiros e eleve o nível de competitividade, com base no livre mercado, gerando ainda mais argumentos para uma eminente judicialização”, afirmam por meio de nota.
As entidades avaliam que esse cenário atrasaria ainda mais a maior licitação portuária da história do Brasil e colocaria o País diante de um cenário crítico. “O Porto de Santos vai colapsar já em 2030 se não houver expansão urgente”, reforçam.
Em 2025, o setor de café, por exemplo, acumulou R$ 66,1 milhões em prejuízos logísticos, com 55% dos navios atrasados e 1.824 contêineres não exportados por mês, gerando US$ 2,64 bilhões em receitas cambiais perdidas, ainda segundo o pronunciamento.
Restrições
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que o certame não será aberto para a participação de operadores já atuantes no complexo santista. No entanto, a limitação de participantes tem sido alvo de empresas e associações.
“Nós ainda estamos modelando o edital com a Antaq para apresentá-lo ao presidente Lula após o Carnaval e a partir daí tomarmos uma decisão conjunta”, disse Costa Filho em evento do BTG Pactual realizado nesta terça-feira.
CNN Brasil - SP 11/02/2026
A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) anunciou que pretende realizar quatro leilões de terminais de contêineres em 2026. Essas serão as primeiras áreas a serem oferecidas para o setor privado em dez anos.
A expectativa é avançar com o Tecon Santos 10, no Porto de Santos (SP). A expectativa é que esse seja o maior terminal de contêineres do país com investimento de R$ 6,4 bilhões e aumento de capacidade de 50% na movimentação desse tipo de carga no porto.
Apesar da expectativa, o cronograma do leilão do terminal, prometido para o final de janeiro de 2026 ainda não foi publicado. Nos bastidores, se fala em divergências entre o Ministério de Portos e Aeroportos e a Casa Civil quanto ao desenho do edital do projeto.
Após o TCU (Tribunal de Contas da União) analisar o empreendimento, ficou acordado que o leilão iria acontecer em duas etapas com restrições, como decidido pela Antaq. Porém, Bruno Dantas, na condição de revisor do processo, votou para que os armadores - donos dos navios - ficariam impedidos de participar da primeira etapa, mas os operadores de contêineres do porto não. Essa foi a tese vencedora.
Na reunião, que aconteceu na semana passada, entre a Casa Civil e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, esse desenho foi criticado e existe a possibilidade do modelo construído pela Antaq, de leilão em duas etapas em que somente os operadores que já atuam no Porto de Santos não podem participar da primeira fase do leilão, seja retomado.
Para a CNN Brasil, o ministro Bruno Dantas explicou que o TCU não vai mais decidir sobre esse assunto. “O que o TCU fez foi reforçar a autonomia da Antaq. Se ela quer fazer uma limitação mais ou menos ampla, isso é da competência da própria Agência. O debate no governo é de política pública. Tem a decisão técnica da Agência, tem a decisão de política pública e a do TCU, que já cumpriu seu papel.”, disse.
Por sua vez, o Ministério de Portos e Aeroportos ainda está analisando os pedidos do Governo Federal para entender qual será o melhor desenho para o megaterminal de contêineres de Santos, apurou a reportagem, porém o martelo ainda não está batido quanto ao modelo final. Isso deve atrasar o leilão, que estava previsto inicialmente para abril deste ano.
A agência também espera realizar o leilão do terminal de contêineres do Porto de Itajaí, que está em discussão desde 2021. Atualmente, de forma provisória, a JBS Terminais administra a área. O presidente da empresa, Aristides Russi Junior, já anunciou que há interesse por parte da JBS em continuar na gestão do terminal.
Outros dois terminais que podem ir a leilão ainda neste ano são o SSB01, no Porto de São Sebastião (SP), e o MUC04, localizado no Porto de Fortaleza. O primeiro prevê investimento de 544,8 milhões, já o segundo de 450,7 milhões.
Esses leilões acontecem em um cenário em que o setor portuário critica a falta de infraestrutura para movimentar contêineres, principalmente na região Sudeste.
O diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, falou que a expectativa é que, em 2030, o setor de contêineres movimente 18 milhões de TEUs (unidade de medida padrão de um contêiner) em 2030. Em 2025, esse tipo de carga atingiu movimentação de 15,3 milhões de TEUs.
A Tribuna - SP 11/02/2026
O Porto Organizado de Santos incorporou mais 5,2 quilômetros quadrados (km²) de área, passando para o total de 14,5 km², ampliando a extensão territorial em 56%. A expansão foi autorizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). A portaria, assinada pelo ministro Silvio Costa Filho, foi publicada nesta terça-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU).
A autorização atende parcialmente ao pedido da Autoridade Portuária de Santos (APS), que reivindica aumento para 20,4 km². Segundo explicou a APS, a área atual da poligonal do Porto já havia sido recalculada recentemente por técnicos da gestora do cais, de 7,8 km² para 9,3 km², sem novos espaços. Com a incorporação de mais 5,2 km², totalizou 14,5 km² de espaço terrestre.
A portaria também engloba áreas aquaviárias: a área aquática aumentou de 355,2 km² para 367,2 km². Com isso, a área molhada total utilizada pelo cais santista foi ampliada de 383,8 km² para 401 km².
“O aumento inclui áreas terrestres — região do Largo do Caneu, Monte Cabrão e Alemoa — e no mar, como as áreas de fundeio e de deposição de resíduos de dragagem”, informou a gestora portuária, em nota.
Para o presidente da APS, Anderson Pomini, apesar de parcial, a expansão é uma conquista. “É uma ampliação que permite preparar o Porto para as próximas décadas, tendo em vista o aumento da movimentação de cargas. Com isso, será possível atrair novos investimentos, gerar empregos e tornar o Porto mais eficiente, contribuindo para a economia do Brasil”, afirmou.
Segundo ele, a APS pretende ampliar a capacidade das operações portuárias nas áreas incluídas, atrair investimentos em operações e infraestrutura. “E, assim, gerar empregos e atender ao crescimento do comércio exterior do Brasil”.
De acordo com a administração portuária, ainda não há um cronograma e detalhamento sobre usos e destinações das áreas anexadas.
Pedido de expansão
A Autoridade Portuária encaminhou o pedido de expansão da área do Porto para até 20,4 km² ao MPor em 2024. Conforme a APS, a solicitação foi encaminhada com documentação anexada justificando a necessidade e viabilidade do aumento de área terrestre.
Em 2025, o Ministério realizou consulta pública sobre o tema e, após análises, assinou, nesta terça-feira (10), a portaria autorizando a expansão parcial.
Áreas prioritárias
Contudo, as áreas consideradas prioritárias pela APS não foram incluídas nesta primeira etapa, como a Vila dos Criadores, na Alemoa, em Santos; o Ecopátio, em Cubatão; e um território de 6,2 milhões de m², na Área Continental de São Vicente.
“A ampliação poderá ser ainda maior, já que o Ministério de Portos ainda realiza a avaliação de algumas áreas sugeridas pela APS para inclusão na poligonal”, afirmou o presidente do Porto de Santos.
A Vila dos Criadores, de 420 mil m², é a área mais visada. Contudo, trata-se de um terreno contaminado pelo antigo lixão e ocupado por cerca de 5 mil pessoas. Localizada junto ao Rio Casqueiro, no limite entre Santos e Cubatão, a área está envolvida em um imbróglio jurídico que se arrasta há 23 anos.
São Vicente
Em janeiro do ano passado, a Prefeitura de São Vicente ofertou à APS um espaço verde localizado na Área Continental, de 6,2 milhões de m². A região equivale a 574 campos de futebol e fica entre o Conjunto Residencial Humaitá e a margem do Rio Santana, próximo ao km 280 da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega.
O Município também ofereceu o Porto de Naus, ruína histórica situada sobre uma área de 850 mil m².
A Tribuna procurou o MPor para mais esclarecimentos sobre a ampliação da área portuária, mas não houve resposta.
Jornal de Brasília - DF 11/02/2026
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (10) novos passos para suavizar as restrições sobre a indústria petrolífera da Venezuela, ao autorizar licenças para fornecer equipamentos ao setor, bem como o frete de navios e certas operações portuárias e aeroportuárias.
O Departamento do Tesouro anunciou que permitirá transações com o governo da Venezuela e a petrolífera estatal, PDVSA, para o fornecimento desses bens, que contribuam para “a exploração, o desenvolvimento e a produção de petróleo e gás” no país.
Outra licença autoriza determinadas transações necessárias para as operações portuárias e aeroportuárias. Um terceiro documento facilita as atividades relacionadas com o setor que envolve o Instituto Nacional dos Espaços Aquáticos, que regulamenta o transporte marítimo.
No final do ano passado, os Estados Unidos impuseram um bloqueio ao petróleo venezuelano, que, em grande parte, era exportado por navios-tanque sancionados desde 2019.
Em janeiro, o presidente Donald Trump ordenou a remoção forçada e captura e do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa para serem julgados em Nova York por acusações de tráfico de drogas.
Com a ascensão de Delcy Rodríguez como presidente interina, um canal de comunicação foi rapidamente estabelecido entre ambos os governos para permitir que o petróleo venezuelano saísse sem restrições, prioritariamente para os Estados Unidos.
Washington assumiu o controle das receitas por essas vendas e, em troca, permitiu paulatinamente o fim das sanções e barreiras que afetaram duramente a petrolífera nacional venezuelana.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, planeja viajar à Venezuela em breve para manter conversas sobre petróleo, segundo a imprensa americana.
A Venezuela possui cerca de um quinto das reservas mundiais de petróleo e, em um determinado momento, foi um dos principais fornecedores de petróleo bruto para os Estados Unidos.
Agência Brasil - DF 11/02/2026
A Petrobras encerrou 2025 com a maior produção de petróleo e gás de sua história, com quase 3 milhões de barris diários, impulsionada pelo avanço do pré-sal e pela entrada de novas plataformas.
O desempenho operacional recorde sustentou também um salto nas exportações, que atingiram o maior volume anual já registrado pela estatal.
Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10), a companhia superou com folga suas metas de produção e conseguiu renovar reservas mesmo em um ano marcado por paradas programadas para manutenção e declínio natural de campos maduros.
>> Principais números de produção em 2025:
Produção média anual própria: 2,99 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia (+11%)
Produção total no 4º trimestre: 3,081 milhões de boe por dia
Alta no 4º trimestre: +18,6% em relação ao quarto trimestre de 2024
Queda trimestral: -1,1% frente ao terceiro trimestre de 2025
Produção no pré-sal: 82% do total no 4º trimestre
Pré-sal em 2025: 2,45 milhões de boe por dia (+11,4%)
Campo de Búzios: mais de 1 milhão de barris por dia (bpd) em outubro
Capacidade instalada em Búzios: cerca de 1,15 milhão de bpd
A Petrobras explicou que a leve retração no quarto trimestre frente ao período anterior foi causada principalmente por paradas para manutenção em plataformas da Bacia de Campos, como Marlim e Voador. O impacto foi parcialmente compensado pelo aumento de capacidade das unidades Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO, na sigla em inglês) Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, na Bacia de Santos.
A unidade Almirante Tamandaré, maior plataforma já instalada no país, produz cerca de 240 mil barris por dia. Já a plataforma P-79, que chegou ao campo de Búzios nesta semana, deverá acrescentar mais 180 mil barris diários à capacidade da estatal.
Reservas em alta
Mesmo com produção recorde, a companhia registrou o melhor desempenho em uma década na reposição de reservas:
Reservas adicionadas em 2025: 1,7 bilhão de boe Índice de reposição de reservas (IRR): 175% Relação entre as reservas provadas e a produção: 12,5 anos Exportações também batem recorde
O avanço da produção se refletiu diretamente nas vendas externas de petróleo, que consolidaram 2025 como um ano histórico para a Petrobras e para a balança comercial brasileira.
Exportações médias em 2025: 765 mil barris/dia Crescimento anual: +27% Pico no 4º trimestre: cerca de 1 milhão de barris/dia
A China manteve a posição de principal destino do petróleo brasileiro. No quarto trimestre, a Índia passou a rivalizar com a Europa pela segunda colocação, com 12% do volume exportado, ante 13% dos países europeus.
Em nota, a Petrobras afirmou que os recordes são resultado de ganhos de eficiência operacional, otimização logística e da diversificação da carteira de clientes no mercado internacional.
IstoÉ Dinheiro - SP 11/02/2026
A Petrobras informou nesta terça-feira, 10, que a plataforma do tipo FPSO P-79 chegou no último final de semana ao pré-sal da bacia de Santos, após três meses de viagem, para ser instalada no campo de Búzios. A exemplo da P-78, a unidade foi rebocada até a locação com a tripulação a bordo para reduzir o tempo de início de produção.
“Embarcar a tripulação na viagem para a locação permite colocar em condição operacional sistemas complexos do FPSO sem interromper a continuidade do processo de comissionamento, além de permitir o treinamento das equipes. Tudo isso agiliza o início da produção. As próximas etapas serão a ancoragem da unidade e a interligação com os poços produtores”, explica a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi.
A P-79 é mais uma unidade das 12 previstas para instalação no campo de Búzios e se soma às outras sete plataformas já em operação: os FPSOs P-74, P-75, P-76, P-77, Almirante Barroso, Almirante Tamandaré e P-78.
Ela tem capacidade de produção de 180 mil barris de óleo, além de comprimir 7,2 milhões de m³ de gás diários. Em outubro de 2025, o campo ultrapassou a marca de 1 milhão de barris de petróleo produzidos por dia, tornando-se o maior em produção em águas ultraprofundas da Petrobras.
O campo de Búzios está localizado em águas ultra profundas da Bacia de Santos (profundidade de até 2.100 metros), a 180 km da costa do estado do Rio de Janeiro. O FPSO P-79 integra o projeto de Desenvolvimento da Produção de Búzios 8, que conta com 14 poços, sendo 8 produtores e 6 injetores WAG.
A P-79 foi construída pela SAME Netherlands BV, uma joint venture formada pelas empresas SAIPEM Spa da Itália e a Hanwha Ocean da Coreia do Sul, em Geoje-Si, onde o casco foi construído e realizada a integração e comissionamento dos módulos de topside, construídos na China, Brasil, Coréia do Sul e Indonésia.
O consórcio de Búzios, atuante no campo, é composto por Petrobras (operadora), as empresas parceiras chinesas CNOOC, CNODC, e a PPSA, empresa gestora dos contratos de partilha da produção.
Diário do Comércio - MG 11/02/2026
A Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig) e a EPR Triângulo oficializaram uma reformulação estratégica no contrato de concessão do Triângulo Mineiro, especialmente entre Uberlândia e Patrocínio, na BR-365. A medida transforma a última parcela do valor a ser pago pela concessionária ao Estado pelo direito de operar a rodovia (outorga) em novos investimentos diretos no trecho, permitindo a antecipação de obras e a ampliação da duplicação prevista em contrato.
Os novos recursos para a duplicação são de R$ 119 milhões, resultado da conversão da outorga e de ajustes no contrato. Essa quantia se soma aos R$ 146 milhões já previstos em contrato, totalizando cerca de R$ 265 milhões em investimentos somente nos trechos de duplicação da BR-365.
“Nós, do Govero de Minas e da concessionária, entendemos que é de suma importância antecipar o cronograma previsto em contrato para as obras, atendendo a uma demanda antiga de moradores da região. Além de garantir segurança a quem trafega pela rodovia, estamos contribuindo para o desenvolvimento de todo o Triângulo Mineiro”, disse o vice-governador Mateus Simões.
Com a reestruturação acompanhada e validada pela agência, o projeto aumentou de 36,1 para 46,4 quilômetros de pistas duplas. A ampliação é de 10,3 quilômetros adicionais de duplicação, sendo 5,6 quilômetros em Uberlândia e 4,7 quilômetros em Patrocínio, fortalecendo a segurança viária, a fluidez do tráfego e a integração logística da região.
O início das obras está previsto para o primeiro semestre deste ano e serão executadas em duas frentes simultâneas, acelerando as entregas e mantendo a rodovia em operação com menor impacto aos usuários e conclusão programada para fevereiro de 2028.
“A Artemig atua para assegurar que os contratos de concessão gerem benefícios concretos à população. Ao promover soluções regulatórias que priorizam investimentos diretos na rodovia, conseguimos acelerar e ampliar obras, elevando os padrões de segurança e qualidade da infraestrutura, com reflexos positivos no desenvolvimento regional”, afirma o diretor-geral da Artemig, Breno Longobucco.
O projeto
No Projeto Outorga, a revisão do Programa de Exploração da Rodovia (PER) e de seus instrumentos relacionados possibilitou a antecipação e inclusão de intervenções consideradas prioritárias, em substituição ao repasse financeiro da outorga ao Fundo Estadual de Desenvolvimento de Transportes (Funtrans).
“O projeto permite substituir o pagamento financeiro da outorga por obras priorizadas a partir de critérios objetivos de relevância social e operacional. A medida direciona recursos para intervenções que geram efeitos na segurança viária, na fluidez do tráfego e na redução de riscos aos usuários, preservando a equivalência econômica e os objetivos do contrato”, explica o diretor de regulação da Artemig, Carlos Alvisi.
Avanços
Outro avanço é a antecipação de aproximadamente 5 quilômetros de terceiras faixas na MGC-452, próximo à Uberlândia, garantindo benefícios mais rápidos aos usuários.
“Para quem usa a rodovia no dia a dia, essas intervenções significam viagens mais confortáveis e menos interrupções no trajeto, melhorando a circulação dos usuários”, destaca a diretora de operações e infraestrutura rodoviária da Artemig, Isabela Baruffi.
O Paraná - PR 11/02/2026
Desde julho de 2025, o Estado já destinou mais de R$ 680 milhões para a aquisição de máquinas agrícolas pelos municípios. Do total de 2.045 equipamentos previstos, 1.062 já foram entregues às prefeituras, o que corresponde a aproximadamente 52% do volume anunciado. Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, a média de entregas foi de sete máquinas por dia em todo o Paraná, um ritmo que demonstra a agilidade na execução da política pública e na distribuição dos equipamentos às cidades.
Os números foram apresentados pelo governador Ratinho Junior, ontem (9), durante a abertura do Show Rural Coopavel. O programa prevê um investimento total de cerca de R$ 1,5 bilhão para a compra de maquinários que serão utilizados principalmente na manutenção de estradas rurais, no manejo do solo, em serviços de terraplenagem e no apoio à infraestrutura de produção agrícola.
“Estamos comemorando essa que é a maior compra de maquinário da América Latina para atender os municípios do Paraná. Já compramos mais de 2 mil máquinas, que estão sendo entregues aos prefeitos para modernizar o parque das prefeituras e atender, principalmente, as estradas rurais. Estamos falando de motoniveladoras, retroescavadeiras, pás-carregadeiras, caminhões basculantes, caminhões-prancha, escavadeiras, entre outros equipamentos, conforme a necessidade de cada município”, destacou Ratinho Junior.
O governador também falou sobre os investimentos em pavimentação na área rural. “Assinamos o convênio para 389 estradas rurais, somando mais de 3 mil quilômetros de estradas de terra que serão pavimentadas com asfalto, concreto ou blocos sextavados. Os projetos já estão prontos e conveniados, e a licitação já foi repassada aos municípios. É um investimento que ultrapassa R$ 3 bilhões, no maior programa de pavimentação de estradas rurais do mundo”, acrescentou. “Não há nada semelhante acontecendo hoje em termos de pavimentação na zona rural.”
Para ter acesso aos maquinários, os municípios precisam firmar convênio com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, responsável pela articulação com as prefeituras e consórcios municipais. Já a Secretaria de Estado das Cidades conduz o processo licitatório para a aquisição dos equipamentos, garantindo escala, economia e padronização na compra.
R$ 1,5 bilhão
O secretário da Seab, Marcio Nunes, destacou que a compra de maquinários vem para facilitar a vida de quem produz. “O produtor precisa de muita coisa, como extensão rural, assistência técnica, pesquisa, mas há uma coisa que ele precisava todos os dias e que nós tínhamos condição de resolver: pavimentação rural. O governador resolveu criar o programa Estrada Boa, o maior programa de pavimentação e melhoria da trafegabilidade das estradas do mundo”, explicou.
“Esse programa já chegou às prefeituras. Um conjunto de 2,5 mil máquinas, com mais de R$ 1,5 bilhão sendo investidos nas estradas que não estão pavimentadas”, continuou. “O Brasil inteiro está fabricando máquinas para atender o Paraná nesta que é a maior compra já feita na história. Hoje os editais de licitação já foram entregues aos 399 municípios”.
Cada município, independentemente do porte, pode acessar até R$ 3,7 milhões para escolher os equipamentos mais adequados à sua realidade local, como motoniveladoras, tratores de esteira, escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, caminhões basculantes e rolos compactadores.
O programa representa a maior compra de maquinário da história do Estado a fundo perdido e alcança 397 municípios paranaenses, contribuindo para a renovação do parque de máquinas das cidades e ampliando a capacidade das prefeituras de executar serviços essenciais tanto no meio rural quanto nas áreas urbanas.
Cultivar - RS 11/02/2026
A Mahindra inicia o calendário de grandes feiras agrícolas de 2026 com dois lançamentos na 38ª edição da Show Rural Coopavel, que acontece até 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). Líder mundial em vendas de tratores, com produção anual superior a 420 mil unidades, a empresa apresenta ao público o novo trator OJA 3140, de 40 cv, e a retroescavadeira VX90, ampliando sua atuação no mercado brasileiro.
De acordo com a companhia, as novidades reforçam a estratégia de oferecer soluções robustas, econômicas e eficientes, especialmente voltadas às demandas do produtor rural. O Paraná, segundo a Mahindra, é considerado um mercado-chave para a marca.
“O Paraná é estratégico para a Mahindra. Mais de 80% das vendas de tratores no estado estão concentradas em máquinas abaixo de 120 cv — justamente a faixa onde temos um portfólio completo. Por isso é tão importante a participação da Mahindra nesta feira”, afirma Jak Torretta Jr., CEO da Mahindra no Brasil.
Linha de tratores em evidência
Durante os cinco dias de evento, a Mahindra expõe uma parte representativa de sua linha de tratores, que vai de 25 a 110 cv de potência. Entre os modelos apresentados estão os tratores 2025 (25 cv), 5050 (50 cv), 6075 em versões plataforma e cabinada (80 cv), 6075E (80 cv), 7095 (95 cv) e 8110 (110 cv), além de diferentes configurações com carregadores frontais e pulverizador de 2.000 litros.
Um dos destaques do estande é o OJA 3140, que integra a nova linha global Mahindra OJA. O modelo faz parte de uma plataforma de tratores leves desenvolvida em colaboração entre as equipes de engenharia da Mitsubishi Mahindra Agriculture Machinery, no Japão, e do Mahindra Research Valley, na Índia.
O nome “OJA” tem origem na palavra sânscrita “OJAS”, que representa vitalidade, energia e força. A linha é produzida na fábrica de Zaherabad, na Índia, considerada uma das mais avançadas do grupo, com capacidade para fabricar mais de 330 variações de tratores entre 20 e 100 cv.
Com 40 cv de potência, o OJA 3140 amplia as opções da Mahindra para a agricultura familiar, oferecendo versatilidade para diferentes tipos de cultivo, manejo e atividades como o uso em aviários.
Entrada no segmento de equipamentos de construção
Outro lançamento apresentado pela primeira vez na Show Rural é a retroescavadeira VX90, marcando a entrada da Mahindra no segmento de equipamentos de construção no Brasil, conhecido como Linha Amarela. O equipamento já soma mais de 3.000 unidades vendidas em outros mercados desde seu lançamento.
Embora tenha sido desenvolvida inicialmente para obras de infraestrutura e edificações, a VX90 também atende às necessidades do setor agropecuário, sendo indicada para operações como movimentação de solo, abertura de canais de irrigação, nivelamento de terrenos, construção de vias rurais e transporte de materiais.
Com a chegada da VX90, a Mahindra amplia seu portfólio no país, apostando em um equipamento que reúne potência, tecnologia e versatilidade para aplicações no campo.
Atendimento e condições comerciais
Durante a feira, a Mahindra conta com o apoio de suas concessionárias no Paraná — LAR Máquinas, Agronômica, KR Máquinas, JP Pantanal, Nosso Campo e a recém-inaugurada 3TAGRO, de Maringá. O Consórcio Nacional Mahindra também participa do evento, oferecendo planos de aquisição com juros zero, além do suporte do Mahindra Finance, operado pelo DLL, com foco em facilitar o acesso do produtor ao financiamento de máquinas.