Clipping Diário

09 | Dezembro | 2025

SIDERURGIA

CNN Brasil - SP   09/12/2025

O governo federal deve elevar tarifas para alguns produtos no ano que vem a fim de proteger setores da economia que estão sofrendo com importações — especialmente chinesas — e gerar cerca de R$ 14 bilhões para fechar o Orçamento.

São avaliadas pela equipe econômica elevações no imposto de importação para carros e aço, por exemplo, segundo apuração da CNN. Ambos os setores sofrem com uma “invasão” de produtos chineses.

A projeção de arrecadação extra na casa de R$ 14 bilhões consta no relatório da receita do PLOA (projeto de lei orçamentária anual), da senadora Dorinha Rezende (União-TO), aprovado pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) na última semana. Não há detalhamento para a dotação, contudo.

Técnicos próximos ao assunto indicam que a receita teria origem na elevação de alíquotas do imposto de importação para alguns itens com “surtos de importação” devido a movimentações geopolíticas.

Desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a estabelecer suas tarifas, uma série de países, em especial a China, redirecionaram suas mercadorias a mercados alternativos. Setores da economia brasileira reclamam, e o governo deve atender parte destes pleitos.

O setor de aço projeta queda em sua produção e aumento de mais de 30% na importação em 2025. Por isso, pede que o governo utilize mecanismos de defesa comercial. O segmento de automóveis tem crítica semelhante e demanda a recomposição tarifária a 35%.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   09/12/2025

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 aumentou de 2,16% para 2,25%. Um mês antes, era de 2,16%. Considerando apenas as 76 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa subiu de 2,14% para 2,25%.

O Banco Central diminuiu a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 2,1% para 2,0%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre. Segundo a autarquia, a redução ocorreu devido aos efeitos, ainda incertos, do aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos da América, e a sinais de moderação da atividade econômica no terceiro trimestre. Esses fatores, porém, foram parcialmente compensados por prognósticos mais favoráveis para a agropecuária e para a indústria extrativa, disse.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 também oscilou positivamente, de 1,78% para 1,80%. Um mês antes, era de 1,78%. Considerando só as 75 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,77% para 1,80%.

A mediana para o crescimento do PIB de 2027 passou de 1,83% para 1,84%. Quatro semanas antes, era de 1,88%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 91ª semana seguida.

Inflação

A mediana para o IPCA de 2025 caiu de 4,43% para 4,40%. A taxa está 0,1 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,55% Considerando apenas as 104 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,42% para 4,38%.

A projeção para o IPCA de 2026 caiu de 4,17% para 4,16%. Há um mês, era de 4,20%. Considerando apenas as 104 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana recuou de 4,12% para 4,10%.

O Banco Central espera que o IPCA some 4,6% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último ciclo de comunicações do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante, o segundo trimestre de 2027, o colegiado espera que a inflação em 12 meses seja de 3,3%.

Na última decisão, o Copom manteve a Selic em 15%, pela terceira vez consecutiva. Na ata, o colegiado afirmou que sua avaliação atual é de que “a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”.

Voltou a repetir, porém, que seguirá vigilante e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados. “(O Copom) não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, disse.

A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho, no dia 10 de julho. A autoridade monetária publicou uma carta aberta informando que espera queda da taxa abaixo de 4,50% no fim do primeiro trimestre de 2026.

A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 3,80%, pela 5ª semana consecutiva. Já a projeção para o IPCA de 2028 continuou em 3,50%, também pela 5ª semana consecutiva.

Juros

A mediana para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15% pela 24ª semana consecutiva. Considerando apenas as 82 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também permaneceu em 15,0%.

A mediana para a Selic no fim de 2026 passou de 12,0% para 12,25%. Há um mês, era de 12,25%. Considerando só as 82 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,0% para 12,13%.

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 43ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu em 9,50%. Há um mês, era de 10,0%.

Dólar

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 permaneceu em R$ 5,40, pela terceira semana consecutiva. Um mês antes, era de R$ 5,41. A estimativa intermediária para o fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50, pela oitava semana seguida.

As projeções para a moeda americana no fim de 2027 e 2028 também seguiram em R$ 5,50, mas pela 6ª semana consecutiva.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

CNN Brasil - SP   09/12/2025

A mediana do relatório Focus para o déficit primário do setor público consolidado em 2025 permaneceu em 0,50% do PIB (Produto Interno Bruto), pela 9ª semana consecutiva.

A meta fiscal é de déficit zero nas contas do governo central este ano, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos.

A estimativa intermediária para o déficit primário do setor público em 2026 seguiu em 0,60% do PIB, pela 16ª semana consecutiva.

O alvo do ano que vem é de um superávit de 0,25% do PIB para o governo central, também com tolerância de 0,25 ponto para mais ou para menos.
Nominal

A estimativa intermediária do Focus para o déficit nominal de 2025 passou de 8,46% para 8,40% do PIB. Um mês antes, era de 8,50%.

A mediana para o rombo nominal de 2026 passou de 8,70% para 8,68% do PIB. Quatro semanas antes, era de 8,65%.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.

A mediana para a dívida líquida do setor público (DLSP) como proporção do PIB em 2025 passou de 65,83% para 65,95%. A estimativa intermediária para 2026 passou de 70,20% para 70,27%.

Há quatro semanas, estavam em 65,80% do PIB e 70,10% do PIB, respectivamente.

O Estado de S.Paulo - SP   09/12/2025

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a redução da taxa básica de juros, a Selic, deve vir em breve, mas salientou que o governo Lula (PT) também precisa fazer um esforço fiscal maior. Ele concedeu entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, no programa ReConversa, transmitido pelo YouTube.

“Eu estou confiante na questão dos juros, porque a indústria é a mais afetada pela taxa de juros muito alta. (...) Acredito que vai começar a cair a taxa de juros, se não agora, na próxima reunião”, disse, fazendo referência à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorre nesta semana.

Ele justificou que o dólar caiu e o clima e a “supersafra” deste ano favoreceram a queda no preço dos alimentos. “Os juros caindo, a economia floresce mais rápido”, completou.

Em seguida, ele destacou os dados de desemprego e de inflação no País. “Nós estamos num momento importante, porque quando a inflação está baixa, o desemprego está alto; quando o desemprego está baixo, a inflação está alta. Nós estamos neste momento com 5,4% de desemprego, o menor da série histórica, e com 4,4% de inflação, caindo, isso é raro”.

Ele ponderou: “Claro que a gente não deve ficar em berço esplêndido, não. Nós temos que fazer um esforço fiscal maior, a questão das despesas, mas eu diria que o cenário é um cenário positivo”.

Por fim, ele afirmou que “muita gente” que critica a questão fiscal do atual governo não vê os déficits feitos pelo governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL). “O governo do nosso Paulo Guedes, o ‘Chicago boy’, conseguiu fazer um déficit de 9,7%”, criticou. “Nós temos que começar a fazer superávit agora, para estancar o crescimento da dívida e depois ela começar a cair”.
Tarifaço

Alckmin disse acreditar que as reduções das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros vão ser feitas “passo a passo”. Ele destacou que o total de bens ainda afetados pelo tarifaço caiu de 36% para 22%.

“Essas coisas não dependem de nós. Se dependesse de nós, era 100% para resolver. Eu acredito que vai passo a passo”, disse. “Eles [americanos] estão tirando [tarifas] em etapas. Eu diria que as próximas etapas vão ser positivas”, completou.

Jornal de Brasília - DF   09/12/2025

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que a temporada de compras de fim de ano tem sido “muito forte”, contrariando previsões mais pessimistas do presidente dos EUA, Donald Trump, feitas em abril sobre possível queda no número de itens comprados e aumentos expressivos de preços. Embora reconheça avanços de custos em segmentos como brinquedos, Bessent afirmou que a inflação de bens importados segue abaixo da média geral e que a pressão vem sobretudo do setor de serviços.

Bessent também afirmou que, apesar do impacto do shutdown, a economia deve encerrar o ano com crescimento real de 3% e que a queda dos juros, aliada ao acordo agrícola, reforça a expectativa de um cenário de “prosperidade” em 2026.

Em entrevista à CBS News no domingo, 7, o secretário rebateu pesquisas da própria emissora que mostram baixa aprovação do presidente na área econômica e disse que a percepção negativa é influenciada pela cobertura da imprensa.

Segundo ele, a “crise de acessibilidade” atual deriva da inflação acumulada durante o governo Biden, que teria começado a recuar este ano. Bessent destacou que rendas reais estão subindo cerca de 1% e previu que a inflação “vai ceder fortemente no próximo ano”.

Sobre alimentos, reconheceu que preços como o da carne bovina ainda pressionam consumidores, mas defendeu a investigação recém-lançada pelo governo sobre possível abuso de preços. Bessent citou quedas recentes em outros itens, como o peru de Ação de Graças, e afirmou que a iniciativa não repete a estratégia do governo anterior, que, segundo ele, “não funcionou”.

No campo agrícola, Bessent disse que os agricultores foram usados como “peões” nas negociações com a China, o que justificaria pagamentos emergenciais anunciados pelo Departamento de Agricultura. Reforçou, porém, que o novo acordo comercial com Pequim – que prevê compras de soja, sorgo e madeira – traz a “certeza” necessária ao setor, citando alta recente das cotações e projeções de melhora para o próximo ciclo.

O Estado de S.Paulo - SP   09/12/2025

BRASÍLIA - À véspera da última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), é praticamente unânime no mercado a percepção de que a taxa básica de juros (Selic) será mantida em 15%, mas que o início de um ciclo de redução dos juros está próximo.

O quão próximo, porém, ainda é o ponto de dúvida entre os economistas, e, diante dessa incerteza, os olhares se voltam para a comunicação do colegiado, em busca de sinais de seus próximos passos.

Apesar dessa expectativa, a tendência é que essa seja mais uma reunião sem a definição de um forward guidance (orientação sobre futuros passos). O colegiado tende a fazer apenas ajustes marginais na comunicação, para alinhá-la às declarações mais recentes de seus membros. Assim, deve reforçar uma postura dependente de dados e manter certa flexibilidade para as decisões seguintes, analisam economistas consultados pelo Estadão/Broadcast.

Até o início da última semana, prevalecia no mercado a interpretação de que a “seta” do Comitê para as próximas decisões estaria atrelada ao trecho que aborda a manutenção dos juros em 15% por “período bastante prolongado”.

Contudo, a leitura perdeu força depois que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, esclareceu que a expressão não é “zerada” a cada nova reunião, indicando que uma modificação do recado não seria necessária para o início de um ciclo de afrouxamento.

“Ficou claro que o ‘bastante prolongado’ significa uma integral e não a partir de cada reunião”, afirma a diretora de macroeconomia para o Brasil do UBS GWM, Solange Srour, cuja projeção é de maior probabilidade de cortes a partir de março ou abril.

Ela entende que a retirada ou manutenção do trecho não seriam indicativos obrigatórios dos próximos passos do Comitê, e levanta a possibilidade de uma terceira opção, na qual o Copom faça apenas uma alteração na frase, ajustando o tempo verbal.

Para Srour, caso o Comitê já planeje reduzir a Selic em janeiro, é possível que adicione algum recado sobre ter parcimônia e cautela nos próximos passos. Ela frisa, no entanto, que é mais provável que esse tipo de alteração ocorra somente a partir da próxima reunião.

Observa ainda que o cenário está se desenvolvendo conforme as expectativas do Copom, mas que o progresso tem sido gradual, tanto na inflação quanto na economia. Com isso, ele avalia que o colegiado tende a “não querer criar muita discussão, manter mais ou menos a mesma comunicação e esperar mais 45 dias para ver como o cenário evolui”.

Dependência de dados

A adoção de uma comunicação cada vez mais dependente de dados pela autoridade monetária é a aposta do economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, que prevê início dos cortes em março.

Ele afirma que, na reunião atual, estará atento à avaliação sobre a melhora do cenário. “Se essa desaceleração e desinflação são mais permanentes e dá para cortar juros ou se ainda é muito cedo e essa melhora não está sendo tão expressiva”, diz. “Acho que virão mais para essa segunda linha, porque é o que o Galípolo tem falado publicamente. Ele tem ido na direção de que ‘melhorou, mas está gradual, mais lento e menos intenso do que gostaríamos’.”

Em razão disso, para Megale, a comunicação de dezembro ainda deve ser focada em trazer as expectativas mais para baixo. No entanto, se o cenário seguir evoluindo dessa forma, o Comitê deve se mostrar mais dependente de dados em janeiro e, na sequência, cortar em março, acrescenta.

Embora entenda ser possível que o Copom corte os juros mesmo mantendo o “bastante prolongado” na comunicação, o economista pondera que um ajuste na frase pode fazer sentido, e cita a supressão do termo “bastante”, por exemplo.

O sócio e economista-sênior da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, projeta início dos cortes em janeiro, mas diz que esperar até março “não seria nada fora de questão”.

Ele avalia que, desde a última reunião, houve melhora no cenário econômico - no ciclo desinflacionário, na desaceleração da atividade e no sinais de algum esfriamento no mercado de trabalho, embora ele ainda siga apertado -, e vê como provável que esses avanços sejam reconhecidos, ainda que dentro de uma postura cuidadosa do Comitê, com mudanças sutis.

“Ele não vai querer transmitir uma mensagem muito clara de que, por exemplo, já em janeiro vai reduzir”, diz Campos Neto, para quem a dúvida do mercado sobre o timing do início do afrouxamento deve permanecer no ar.

O cenário base do BTG Pactual também é de início dos cortes já em janeiro, quando a instituição entende que a combinação de uma dinâmica mais favorável da inflação, de uma atividade mais fraca e das projeções do modelo do BC convergindo para a meta no horizonte relevante darão as condições necessárias para o Copom começar o afrouxamento, afirma a sócia e economista Iana Ferrão.

Ela pondera que, apesar da projeção, também não espera uma sinalização explícita do movimento já em dezembro. “Como ainda serão divulgados muitos dados relevantes até a decisão de janeiro, que ocorrerá no fim do mês, o BC deve preservar essa flexibilidade e evitar qualquer compromisso”, diz.

Ferrão avalia que essa é a postura correta a ser adotada pela autarquia, considerando o ambiente de incerteza ainda elevada, expectativas desancoradas, desaceleração da inflação mais gradual do que era esperado e de mercado de trabalho ainda com salários pressionados. “O custo de se amarrar a um sinal forte hoje e ter que reverter depois é alto.”

Conforme pesquisa Projeções Broadcast, a maior parte das casas prevê reduções da Selic a partir de março (17 de 35). Outras 14 instituições projetam cortes já em janeiro, e três casas veem diminuição do juros somente a partir de abril. Uma casa consultada vê corte de 0,25 ponto porcentual já na reunião de dezembro.

No período entre reuniões, a mediana do Focus para a inflação de 2025 passou de 4,55% para abaixo do teto da meta de inflação - de 4,50% - pela primeira vez desde dezembro de 2024. No relatório publicado nesta segunda-feira, diminuiu pela 4ª vez consecutiva, para 4,40%. Já a mediana para 2026 caiu de 4,20% para 4,16% no intervalo.

O IPCA-15 acelerou a 0,20% em novembro, ante 0,18% em outubro.A taxa acumulada em 12 meses, porém, arrefeceu de 4,94% em outubro para 4,50%. Quanto à atividade econômica, o crescimento do PIB desacelerou de 0,3% no segundo trimestre de 2025 (dado revisado, de 0,5%) para 0,1% no terceiro.

Já o mercado de trabalho brasileiro registrou criação de 85.147 novos empregos formais em outubro, segundo dados do Caged. O saldo foi 35,3% menor do que o observado no mesmo mês de 2024. A cotação do dólar usada no cenário de referência do comitê passou de R$ 5,40 para R$ 5,35.

O Estado de S.Paulo - SP   09/12/2025

As exportações da China voltaram a crescer em novembro, após uma contração inesperada em outubro, elevando seu superávit comercial em dólares para 2025 acima da marca de US$ 1 trilhão pela primeira vez, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 8.

As exportações subiram 5,9% em relação ao ano anterior em novembro, enquanto as importações aumentaram pouco menos de 2%. Os dados alfandegários divulgados também mostraram que os embarques para os EUA caíram quase 29% em relação ao ano anterior. Mas, à medida que o comércio com os EUA enfraquece, a China está diversificando seus mercados de exportação em todo o Sudeste Asiático, África, Europa e América Latina.

As exportações da China contraíram pouco mais de 1% em outubro. As exportações mundiais de novembro, no valor de US$ 330,3 bilhões, superaram as estimativas dos economistas. As importações totalizaram US$ 218,6 bilhões no mês. O superávit comercial de quase US$ 1,08 trilhão nos primeiros 11 meses deste ano é um recorde, superando o superávit de US$ 992 bilhões de todo o ano de 2024, com base em dados oficiais compilados pela FactSet.

Embora as exportações da China para os EUA tenham caído durante a maior parte do ano, os embarques aumentaram para outros destinos, incluindo Sudeste Asiático, América Latina, África e União Europeia.

Uma trégua comercial de um ano entre a China e os EUA foi alcançada em uma reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, no final de outubro, na Coreia do Sul. Os EUA reduziram suas tarifas sobre a China, e a China prometeu suspender seus controles de exportação relacionados a terras raras. “É provável que as exportações de novembro ainda não reflitam totalmente a redução das tarifas, o que deve ocorrer nos próximos meses”, escreveu Lynn Song, economista-chefe do ING Bank para a Grande China, em um relatório.

A atividade industrial da China contraiu pelo oitavo mês consecutivo em novembro, de acordo com uma pesquisa oficial, e economistas afirmaram que ainda é cedo para determinar se houve uma recuperação real na demanda externa após a trégua comercial entre os EUA e a China. Com as exportações ainda fortes, os economistas esperam, em geral, que a China atinja sua meta de crescimento anual de cerca de 5% para este ano. Os líderes chineses delinearam um foco na manufatura avançada para os próximos cinco anos, após uma reunião de alto nível em outubro.

Uma reunião anual foi realizada na segunda-feira, liderada por Xi, para traçar planos para 2026, segundo a agência de notícias estatal Xinhua. Ela afirmou que os líderes chineses reiteraram o foco em “buscar o progresso e, ao mesmo tempo, garantir a estabilidade”.

Uma declaração da Xinhua afirmou que a China precisa coordenar melhor seu trabalho econômico interno diante das “disputas comerciais” globais. É improvável que a recente estabilização das relações comerciais com Washington dure muito tempo, disse Chi Lo, estrategista de mercado global da BNP Paribas Asset Management, já que as relações entre a China e os EUA “permanecem em um impasse”, apesar da trégua comercial temporária. Ainda assim, alguns economistas acreditam que a China continuará a ganhar participação no mercado de exportação nos próximos anos.

O Morgan Stanley prevê que, até 2030, a participação da China no mercado global de exportações chegará a 16,5%, ante os atuais 15%, impulsionada por sua vantagem em setores de manufatura avançada e alto crescimento, como veículos elétricos, robótica e baterias. “Apesar das tensões comerciais persistentes, do protecionismo contínuo e das economias do G20 adotarem políticas industriais ativas, acreditamos que a China ganhará mais participação no mercado global de exportação de bens”, disse o economista-chefe da Morgan Stanley para a Ásia, Chetan Ahya, em uma nota recente./AP

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.

MINERAÇÃO

Infomoney - SP   09/12/2025

Após avançar quase 40% neste ano e negociar sem desconto em relação às australianas Rio Tinto e Fortescue pela primeira vez em anos, o UBS BB reiterou recomendação neutra para a Vale (VALE3) e transferiu sua preferência global em exposição ao minério de ferro para Rio Tinto. O banco também elevou o preço-alvo por ADR (recibo de ações negociadas nos EUA) de US$ 11 para US$ 12.

Por volta das 12h15 (horário de Brasília) desta segunda-feira (8), as ações da mineradora brasileira caíam 0,21%, a R$ 70,08.

Embora o UBS BB ainda veja continuidade na melhora operacional, avalia que esse avanço já está devidamente precificado. A mineradora brasileira negocia com FCF yield de cerca de 6,5%, enquanto as australianas estão entre 6% e 8%.
Segundo relatório, o retorno em caixa deve superar a geração de fluxo de caixa livre em 2026, em torno de 8%, após o anúncio de US$ 1 bilhão em dividendos extraordinários. O UBS BB segue projetando minério médio de US$ 96 por tonelada em 2026, com aumento gradual de Simandou e outros projetos, enquanto a demanda deve ficar estável.
Reprecificação bem fundamentada

Para o UBS BB, a reprecificação da Vale foi merecida. Em março, o banco já projetava que a evolução operacional impulsionaria o desempenho da mineradora. Esperava-se que, em três a quatro anos, a Vale entregasse um aumento de cerca de 20% na produção, para aproximadamente 360 milhões de toneladas por ano, redução de 15% no custo total, próximo de US$ 50 por tonelada, corte de 20% no capex e recuperação da unidade de metais básicos (VBM).

O banco avalia que esse processo ainda pode continuar a expandir a geração de fluxo de caixa livre nos próximos anos. Além disso, os esforços em ESG têm sido reconhecidos por gestores globais, que retiraram a Vale de listas restritivas em 2025, liberando bilhões em fluxo para a ação. Há também impacto positivo de ETFs na bolsa brasileira, embora parte tenha sido revertida na última semana. Mesmo assim, o UBS BB considera que investidores devem começar a perceber que os ganhos da melhora operacional já estão refletidos no preço.

Sem desconto

Com números revisados, o UBS BB estima EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 14,9 bilhões para 2026 e FCFE (fluxo de caixa livre para o acionista) de US$ 3,65 bilhões, considerando o minério a US$ 96 por tonelada.

Segundo o relatório, as estimativas ficam abaixo do consenso, desconsiderando o preço do minério, devido a: (i) menor produção e prêmio de pelotas, (ii) compras maiores de minério de terceiros, (iii) embarques próximos de 315 milhões de toneladas, e (iv) “outros desembolsos” (joint ventures, streaming de ouro, ferrovias e despesas relacionadas a Brumadinho/Samarco) de cerca de US$ 2,7 bilhões.

Nesse cenário, a Vale negocia com FCF yield de 6,6%, ligeiro prêmio ante Rio Tinto (7,4%) e alinhada à Fortescue (6,6%). Pelo múltiplo EV/EBITDA (valor da empresa sobre o EBITDA), a Vale está a 4,9 vezes, contra 5,6 vezes da Rio Tinto e 5,1 vezes da FMG.

Rio Tinto passa a ser a nova preferência global

Na avaliação do UBS BB, a Rio Tinto está bem posicionada nos próximos dois anos, com 40% do EBITDA vindo de metais básicos, favorecida por preços mais altos de cobre, alumínio e lítio, além de crescimento médio de 3% ao ano nos volumes com o ramp-up de Simandou e Oyu Tolgoi.

A estimativa é de FCF yield de cerca de 10% em 2027 aos preços atuais, caindo para 8,5% pela projeção UBS, o que permitiria dividendos atrativos, estimados em cerca de 7% com payout de 60%. O principal risco é o efeito de Simandou sobre os preços de minério, com possível desempenho apenas depois que a produção estiver consolidada e o mercado enxergar piso de US$ 90 a US$ 100 por tonelada para o minério.

CNN Brasil - SP   09/12/2025

Os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta segunda-feira (8), à medida que a demanda enfraquecida na China, somada ao aumento da manutenção de equipamentos e à ausência de novas medidas de estímulo por parte do principal órgão decisório do país, pesaram sobre o sentimento do mercado.

O contrato de janeiro do minério de ferro mais negociado na DCE (Dalian Commodity Exchange) da China encerrou a sessão do dia com queda de 1,14%, a 778,5 iuanes (US$ 110,13) a tonelada, valor mais baixo desde 17 de novembro.

O minério de ferro de referência para janeiro na Bolsa de Cingapura recuou 1,34%, para US$ 102 a tonelada, menor patamar desde 1º de dezembro.

Várias siderúrgicas realizaram manutenção de equipamentos, aproveitando o enfraquecimento sazonal da demanda de aço nessa época, resultando em uma queda na demanda de matéria-prima para a produção de aço, disseram analistas.

A produção média diária de metal quente, um indicador da demanda de minério de ferro, caiu 1% em relação à semana passada, para 2,32 milhões de toneladas, o menor volume desde 5 de setembro, segundo dados da consultoria Mysteel.

Os preços do principal ingrediente da fabricação de aço aprofundaram a queda nas negociações da tarde, com esperanças frustradas de mais estímulos na China.

A China manterá a expansão da demanda doméstica e apoiará a economia com políticas mais proativas em 2026, disse o Politburo, o principal órgão decisório do Partido Comunista, na segunda-feira, segundo a mídia estatal Xinhua.

No entanto, a reunião prevista não revelou novas políticas vigorosas de estímulo, disseram analistas.

As importações de minério de ferro do país em novembro permaneceram acima de 100 milhões de toneladas pelo sexto mês, apesar de uma ligeira queda mensal.

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Infomoney - SP   09/12/2025

A Vale (VALE3) assinou um acordo com a Caterpillar e a Sotreq para quintuplicar sua frota de caminhões fora de estrada autônomos no Sistema Norte até 2028, alcançando 90 unidades em operação, ante 18 previstas para o fim deste ano, disse à Reuters o vice-presidente de Operações da mineradora, Carlos Medeiros.

A iniciativa permitirá reduzir emissões, aumentar a segurança e elevar a produtividade na maior província produtora de minério de ferro e cobre da Vale.

“Esse contrato foi mais um passo na direção de um plano maior que a gente tem, que é a adoção desses caminhões em larga escala”, afirmou Medeiros, em entrevista por videoconferência.
Grande parte da expansão virá da conversão de veículos convencionais já em uso nas minas. Hoje, a Vale opera entre 130 e 140 caminhões fora de estrada no Sistema Norte, incluindo autônomos e convencionais.

Os caminhões autônomos já em operação na região têm capacidade para carregar até 320 toneladas, mas o acordo prevê a inclusão de modelos de 400 toneladas.

O valor do novo contrato no Sistema Norte não foi divulgado, mas os investimentos totais da mineradora com autônomos somaram cerca de US$210 milhões até 2024.

“Um equipamento autônomo é mais seguro. Temos um benefício também operacional, porque esse caminhão tem o que a gente chama de melhor rendimento operacional que o caminhão convencional tem também um menor consumo de combustível e um menor consumo de pneus”, disse Medeiros.

Segundo ele, a condução mais suave dos veículos não tripulados — com menos frenagens e acelerações bruscas — já trouxe ganhos de até 15% no rendimento e redução de até 7,5% no consumo de diesel.

“Esse ganho de produtividade pode se traduzir ou em aumento de produção ou em redução de frota (futuramente)”, explicou, destacando que os resultados serão mais claros com maior número de autônomos em operação.

Por não ser tripulado, o caminhão autônomo também pode continuar operando em condições em que geralmente os convencionais precisam parar, como em situações de chuva ou neblina fortes, comuns na região Norte.

Na área de segurança, Medeiros ressaltou que a empresa busca tecnologias para retirar pessoas de atividades de risco. Os caminhões atuam em minas com profundidade de até 300 metros.

A implantação será acompanhada por um plano de capacitação para preparar empregados para funções estratégicas no ambiente digital. Desde 2019, mais de 260 profissionais foram capacitados nas novas funções criadas e na interação com os sistemas digitais, segundo o executivo.

Em Serra Sul, os caminhões vão operar junto ao sistema “truckless”, que transporta minério por correias de longa distância, sem uso de combustível e com menor emissão de carbono.

O programa de autônomos da Vale começou em 2018, com a implantação de caminhões da Caterpillar na mina de Brucutu, em Minas Gerais, Estado onde a Vale também planeja expandir a frota desses equipamentos oportunamente.

AUTOMOTIVO

Auto Industria - SP   09/12/2025

Com queda de 10% nas vendas de novembro em relação a outubro e de 7% sobre o mesmo mês do ano passado, o mercado de carros importados segue liderado por produtos vindos da China, com os provenientes da Argentina na vice-liderança desde julho passado.

No acumulado do ano o balanço ainda é positivo em 7,2%, com total de 443.756 unidades emplacadas este ano contra as 44.769 413.894 de janeiro a novembro de 2024. No mês passadas as vendas foram de 41,7mil veículos.

O balanço foi divulgado nesta segunda-feira, 8, pelo presidente da Anfavea, Igor Calvet, que destacou o aumento do estoque de produtos importados no mercado brasileiro, que saltou de 195,2 mil para 212,4 mil unidades de outubro para novembro, o equivalente a cinco meses de venda desses produtos.

No caso dos modelos nacionais, o estoque baixou de 218,3 mil para 204,7 mil no comparativo mensal, estando hoje em 26 dias. Na média de nacionais e importados, os estoques subiram de 43 para 46 dias.

As compras de produtos na China cresceram 53,1%, totalizando 162 mil unidades em 11 meses (veja quadro abaixo). A particpação do país asiático no total importado chega a 37%. No acumulado do ano a Argentina ainda é o país que mais vende veículos para o Brasil, com 181,8 mil unidades este ano. Nesse caso, contudo, houve queda de 8,4% no comparativo interanual.

Tamém caíram as importações de produtos mexicanos. O recuo foi de 29,3%, para 28,9 mil unidades. As importações de carros da Alemanha, em contrapartida, cresceram 8%, para 24,2 mil unidades.

Alzira Rodrigues

Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo, iniciou a cobertura do setor automotivo em 1981 na Sucursal do ABC de O Estado de S. Paulo. Manteve-se na área desde então, passando por outros jornais e também revistas e sites.

IstoÉ Dinheiro - SP   09/12/2025

A vice-ministra e representante adjunta do Comércio Internacional da China, Ling Ji, conversou nesta segunda-feira, 08, com o setor automobilístico alemão, reafirmando a integração de ambos os países no setor e na cadeia de suprimentos.

Segundo comunicado do Ministério do Comércio chinês, Ling Ji incentivou as montadoras europeias a continuarem investindo na China e a trabalharem com seus parceiros para promover o “desenvolvimento verde e inteligente” da indústria automotiva global. Ela também expressou esperança de que as associações de fabricantes de automóveis alemãs e europeias continuem a usar sua influência para encorajar a Comissão Europeia a resolver o caso dos subsídios relativos aos veículos elétricos o mais rápido possível.

Sobre o caso da Nexperia, a vice-ministra enfatizou que a causa principal do caos na cadeia de suprimentos global de semicondutores reside na Holanda. “A China sempre agiu com responsabilidade, implementando prontamente isenções de licenças de exportação para minimizar o impacto negativo na indústria automotiva”, disse.

Segundo ela, as associações de fabricantes de automóveis da Alemanha e da Europa desempenham um papel positivo para ajudar a Nexperia a encontrar uma solução para estabilizar a cadeia de suprimentos o mais rápido possível.

Globo Online - RJ   09/12/2025

Num ano de aumento das taxas de juros, problemas na produção de chips e paralisação de fábrica por eventos climáticos (a Toyota teve uma de suas unidades atingidas por um temporal em São Paulo), as vendas e a produção da indústria automobilística nacional, em 2025, devem ficar abaixo das projeções revisadas em agosto pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entidade que representa o setor. Entre janeiro e novembro, as vendas chegaram a 2,4 milhões de unidades, alta de 1,4% na comparação anual. A estimativa da Anfavea era de crescimento de 5% no ano.

— Para atingir a meta, os emplacamentos teriam que ser, em dezembro, 38% superiores ao que tivemos em novembro, o que eu não acredito. Continuamos com número positivos de emplacamentos, mas eles vêm desacelerando. As projeções não serão atingidas — disse Igor Calvet, presidente da Anfavea, em coletiva nesta segunda-feira, em que foram apresentados os números mais recentes do setor.

Os emplacamentos em novembro chegaram a 238,6 mil unidades, queda de 5,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O segmento de caminhões é um dos que mais preocupa a Anfavea. Novembro foi o quarto mês consecutivo de recuo na produção de caminhões, com queda acumulada de 9,3% no ano. A projeção da Anfavea era de um recuo de 3,1%. Na ponta do consumidor, os juros estão próximo de 28% ao ano, alerta a entidade. E a atividade econômica vem desacelerando, impactando as vendas especialmente de caminhões pesados. O segmento tem correlação direta com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Nesse cenário, o emplacamento dos caminhões tem queda acumulada de 8,7%, e a projeção era de recuo de 8,3%.

— O mercado que mais sofre é o dos caminhões pesados, que representa 45% do setor, e tem queda acumulada de 20% nas vendas. O segmento de semileves recua 24,5% em emplacamentos, mas esses veículos representam apenas 5% do mercado. Temos uma safra boa, a economia ainda cresce este ano, mas os juros altos asfixiam e impedem que o mercado de caminhões siga adiante — explica Igor Calvet, que diz que é importante, nesse momento, que as autoridades tenham uma visão estratégica para o setor de caminhões.

Incentivo à renovação da frota

No Brasil, a frota de caminhões em circulação chega a 2,1 milhões de veículos e tem quase 65% de participação do modal rodoviário no total de transporte de cargas. Mas a idade média dos veículos é de 13 anos e, segundo especialistas, precisa ser renovada. Na Europa, a idade média da frota é de 10 anos. O mercado europeu de caminhões emplaca entre 250 mil e 350 mil unidades por ano. No Brasil, foram vendidos 122 mil caminhões ano passado.

A anfavea defende que medidas governamentais como estímulo à renovação de frotas, além de melhores condições de crédito para a compra, poderiam ajudar o segmento a ter uma 2026 um pouco melhor. A expectativa da Anfavea é que a taxa de juros Selic, atualmente em 15%, comece a cair a partir de março, mas os efeitos dessa baixa só serão sentidos entre seis e nove meses depois da redução.

— Tem coisas estruturais que podem melhorar a competitividade, mas o principal problema são os juros altos — enfatizou.

Com relação a produção, em novembro passado saíram das fábricas 219,1 mil unidades, quantidade 8,2% inferior ao mesmo mês do ano passado. Entre janeiro e novembro, a indústria automobilística nacional produziu 2,45 milhões de unidades, alta de 4,1% em relação aos 11 meses de 2024. Já a expectativa de produção da Anfavea era de 2,749 milhões de unidades no ano, uma evolução de 7,8% sobre o volume produzido em 2024.

— Este ano tivemos fatores geopolíticos que afetaram a cadeia de fornecimento, com crise dos chips, tivemos a produção afetada até mesmo por condições climáticas. A cada 15 dias tivemos um fato relevante que afetou a produção. E 2026, é um ano eleitoral que traz instabilidade — disse Calvet.

A alta expressiva das exportações atenua a queda das vendas e da produção. O país exportou 35,7 mil unidades em novembro passado, queda de 13,4% em relação a novembro de 2024. Entre janeiro e novembro, entretanto, foram vendidos ao exterior 510,1 mil veículos, alta de 37,9% em relação ao mesmo período de 2024.

A projeção da Anfavea para as exportações é de alta de 38,4% este ano sobre 2024, totalizando 551 mil unidades. A recuperação do mercado argentino e a retomada das vendas para a Colômbia ajudam no crescimento das vendas ao exterior.

CNN Brasil - SP   09/12/2025

A Anfavea divulgou nesta segunda-feira (8) os resultados do setor de automóveis em novembro deste ano, com queda nas principais frentes analisadas.

A produção de veículos caiu 8,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto as vendas apresentaram o melhor mês de 2025, com média diária de 12,6 mil, mas ainda abaixo do que foi registrado em novembro de 2024.

Durante coletiva de imprensa da divulgação dos dados, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, admitiu que os resultados abaixo do esperado devem fazer com que a projeção da Associação de aumento da produção de veículos este ano não se concretize.

"A nossa projeção da Anfavea para esse ano era de 7,8% de aumento da produção, o que nos dá um gap de 5,2% do que projetamos em relação ao que está até agora realizado. A nossa projeção muito provavelmente não vai se realizar, diante dos resultados que temos acumulado até o mês de novembro", afirmou.

Calvet destaca que o aumento da taxa de juros de 2024 para 2025 e dos juros para pessoa física dificultaram o cenário para aumentar a produção de veículos.

"Em novembro de 2024, tínhamos uma taxa Selic de 11,3%, enquanto hoje nós temos 15%. Lá, em novembro de 2024, tínhamos juros de pessoa física de 26,4%, e agora temos juros de 27,4%. Os componentes juros Selic e juros para pessoa física importam muito para o resultado de um ano para outro. Isso reflete agora na produção", pontuou.

A Anfavea também divulgou que a produção de caminhões apresentou a quarta queda consecutiva, com média mensal de 26%, o que é motivo de preocupação para o setor

A exportação de veículos registrou queda de 13%, causada principalmente pela redução de demanda argentina. Já os importados tiveram aumento e elevaram o estoque para 153 dias (o equivalente a 5 meses de consumo do mercado doméstico).

Auto Industria - SP   09/12/2025

Eleições e outros aspectos sazonais da Argentina frearam, em parte, as exportações de veículos brasileiros em novembro. Os embarques para o maior mercado externo das montadoras aqui instaladas recuaram 13,8% diante de igual mês de 2024, para 35,7 mil unidades.

O país vizinho comprou 4,1 mil unidades a menos em igual comparação. Apesar disso, a Argentina foi, sim, a maior responsável pela recuperação das exportações brasileiras de veículos este ano. O desempenho impressiona: sozinha, respondeu por 295,3 mil unidades, exatamente o dobro do que em 2024.

A participação sobre os embarques totais da indústria automobilística de janeiro a novembro, que superaram 510,1 mil unidades, 39% a mais, chegou a 58%.

O México, segundo maior destino, tem comprado menos veículos do Brasil este ano, segundo levantamento da Anfavea. Foram 75,2 mil no acumulado de onze meses, 15,2% abaixo da frota consolidada no mesmo período de 2024.

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

InfraRoi - SP   09/12/2025

O 20º Tendências no Mercado da Construção, evento realizado recentemente pela Sobratema com representantes do setor, destacou o bom momento do mercado, apesar de uma percepção menos otimista das empresas de equipamentos. Segundo Mário Miranda, coordenador do Estudo Sobratema de Mercado, há uma estabilidade no setor de equipamentos do Brasil, onde 68% dos compradores aponta que 2025 está sendo melhor ou igual que 2024. Quem está menos confiante são as dealers, já que 56% encaram como um ano pior que 2024.

A apresentação também destacou que 49% dos respondentes aumentaram a frota, enquanto 44% deixou em número estável — apenas 7% diminuiu. Segundo os dados, 35% usaram capital próprio para aquisição de máquinas, 16% do 10 CD e 12% usaram o BNDES Finame.

Outro dado mostra que a frota parada estava em 18%, segundo a média ponderada do Estudo Sobratema, o que traz uma alta de sete pontos percentuais em relação a 2024. Não é um mau número, de acordo com Miranda, já que as empresas estabelecem até 20% de ociosidade, pois serve para atender novos negócios com segurança e poder substituir máquinas. “O investimento que se teve no passado pode explicar o aumento da ociosidade, bem como uma eventual diminuição dos negócios”, destacou.

Para Eurimilson João Daniel, vice-presidente da Sobratema, a situação é um reflexo da falta de equilíbrio das expectativas de dealers e fabricantes, que estavam mais otimistas para o ano. No entanto, ele lembrou que o volume de vendas vai se manter na linha do ano passado, chegamos ao quinto ano seguido com um volume de 34,7 mil máquinas vendidas, sendo o ano de 2025 o terceiro melhor da história segundo o apurado pelo Estudo da Sobratema.
Percepção de mercado de quem compra equipamentos

Lucas Novaes, diretor de Obras do Grupo Jofege, que tem operações em concreto, pavimentação e mineração, disse que foi um ano produtivo para as empresas do estado de São Paulo, com muitas vendas e locações de equipamentos. “A tendência é que continue para o ano que vem”, afirmou. Ainda segundo ele, sua empresa conseguiu renovar frotas nos últimos três anos e alavancar negócios, recorrendo também à locação. “Com a queda dos juros, podemos até aumentar as nossas compras”, admitiu.

O mercado de usados também foi positivo, como apontou Jonathan Pedro Butzke, head de Operações d’O Maquinalista. “Alguns equipamentos usados têm vantagens por poderem performar durante 15 anos, como rolos compactadores, que são pouco usados ao longo do tempo. Também vemos um movimento de máquinas seminovas, de 2022/23, ganhando mais mercado.” Ainda segundo Butzke, retroescavadeiras tiveram a maior procura.

CONSTRUÇÃO CIVIL

IstoÉ Dinheiro - SP   09/12/2025

Até o fim de 2026, o governo pretende financiar 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), disse nesta segunda-feira (8) o ministro das Cidades, Jader Filho. Em café da manhã com jornalistas, ele assegurou que não faltarão recursos para o programa habitacional.

Jader destacou que o programa deve terminar 2025 com cerca de 2 milhões de moradias com o financiamento contratado desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A contratação de 1 milhão de unidades no próximo ano, ressaltou, é apoiada por um cenário de disponibilidade financeira e aquecimento do setor da construção civil.

“Temos hoje a segurança para dar ao mercado de que não haverá falta de recurso no Minha Casa, Minha Vida. As pessoas podem contratar, as empresas podem acreditar no programa que não terá nenhum tipo de soluço”, disse.

O ministro informou que há R$ 144,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para 2026, dos quais R$ 125 bilhões voltados à habitação popular. Também há R$ 5,5 bilhões do Orçamento destinados a cobrir os subsídios para a Faixa 1 urbana, ainda em análise no Congresso, e R$ 17 bilhões do fundo da Caixa Econômica Federal também usados para custear os subsídios.

Correção das faixas de renda

Jader anunciou que as faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida serão atualizadas no início de 2026. A Faixa 1, atualmente limitada a famílias com renda de até R$ 2.850, deverá contemplar quem ganha aproximadamente dois salários mínimos.

Segundo o ministro, a mudança acompanha a evolução do mercado de trabalho e a necessidade de ampliar o alcance do programa para famílias que não conseguem acessar financiamentos no sistema tradicional.

Impacto na economia

O MCMV, destacou Jader Filho, vem exibindo forte ritmo de crescimento. Em novembro, foram registrados 80 mil novos financiamentos, acima da média mensal de 60 mil observada até outubro. Uma a cada três contratações tem sido direcionada à Faixa 1.

“O PIB [Produto Interno Bruto] da construção civil está puxando a economia brasileira, e quem está puxando a construção civil é o Minha Casa, Minha Vida. Em São Paulo, 67% dos lançamentos são do programa”, afirmou o ministro.

O governo projeta chegar ao fim de 2026 com média mensal de 80 mil contratações, sustentando o setor e estimulando a geração de empregos.

Além disso, Jader disse que o programa deve ampliar a oferta de unidades para a classe média, que hoje encontra menos opções no mercado. A meta é chegar a 10 mil contratações para esse segmento até 2026, ante as atuais 6 mil.
Calendário eleitoral

Mesmo com as restrições impostas pelo calendário eleitoral, Jader garantiu que o ritmo de entregas não será afetado. Segundo ele, 60% das unidades previstas para 2026 ficarão prontas no primeiro semestre.

O próximo ano deve ser o mais robusto em entregas da atual gestão, com cerca de 40 mil unidades previstas. Antes do fim de 2025, o governo pretende entregar ao menos 2 mil moradias em diferentes regiões do país. O prazo médio entre a contratação do financiamento e a conclusão das obras, ressaltou o Ministério das Cidades, está de 18 a 22 meses.

O ministro confirmou que deixará o cargo até março de 2026 para concorrer a uma vaga de deputado federal pelo Pará. Ele afirmou que a equipe do ministério está preparada para garantir continuidade ao programa durante o período eleitoral.

InfraRoi - SP   09/12/2025

Ainda durante o 20º Tendências no Mercado da Construção, evento realizado recentemente pela Sobratema com representantes do setor, Mário Miranda, coordenador do Estudo Sobratema, ainda os principais desafios para 2026:
financeiros, como taxa de juros, acesso a crédito, inflação e alta do IOF; incertezas econômicas e políticas, ano de eleição e alto gasto público; e riscos de mercado, como aumento de custos, riscos geopolíticos e climáticos e escassez de capital.

Falando sobre o primeiro desafio, Rafael Murrer, economista sênior do Bradesco, explicou que a taxa Selic em 15% aumenta a cautela do setor privado, pois aumenta o risco e acaba mitigando esse canal. Mas ele também defendeu que a desaceleração do crescimento não é ruim porque não representa um cenário de recessão. “Os pontos a se olhar no caso são o gasto público e as eleições, que traz mais volatilidade para o País”, explicou.

Do ponto de vista de quem atua no mercado, um dos principais desafios é a falta de mão de obra qualificada, que Novaes, do Grupo Jofege, afirmou ser “um sofrimento” por diminuir a produtividade e afetar até mesmo a operação e manutenção de equipamentos.
As oportunidades

Miranda também apresentou as oportunidades para o próximo ano:
setor de rental no Brasil, com o crescimento da demanda e aumento da mecanização. Segundo ele, o setor rental ainda pode crescer. “Eu diria que está no meio do caminho de seu potencial”, afirmou; investimento no Brasil, com mais oportunidades de concessões de projetos e, consequentemente, a maior competição de mercado com novos entrantes; e programas governamentais que incentivam o setor de infraestrutura.

Miranda elencou que o Brasil prepara R$ 270 bilhões de investimentos entre energia e infraestrutura para 2026, o que deve fomentar o mercado de equipamentos, assim como a Mineração, “que tem um número mágico que espera fechar entre 2026 e 2027 US$ 40,6 bilhões em infraestrutura de apoio”.

Murrer, do Bradesco, também puxa a positividade do cenário macroeconômico. Segundo ele, a previsão para o primeiro semestre do ano que vem é uma redução da taxa Selic. “Expectativas de que comece o ano já reduzindo e termine em 12%”, afirmou.

Isso se deve à inflação que vem perdendo força e deve encerrar perto do teto da meta em 2025 para, no ano que vem, estar mais próxima do centro da meta de 3%, fechando em 3,8%. O economista destaca que o crescimento menor do PIB também diminui inflação, assim como um câmbio “comportado” como foi o deste ano, quando o dólar iniciou a R$ 6,19 e agora está mais próximo de R$ 5,30. “A expectativa é de que se mantenha nesse patamar em 2026.”

IstoÉ Dinheiro - SP   09/12/2025

O ministro das Cidades, Jader Filho, disse que o governo tem os recursos disponíveis para cumprir a meta de contratar 3 milhões de unidades dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida até o fim de 2026. A expectativa da Pasta é que o programa termine o ano com um estoque de aproximadamente 2 milhões de contratações desde o início do mandato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

“Temos hoje a segurança para dar ao mercado de que não haverá falta de recurso no Minha Casa, Minha Vida. As pessoas podem contratar, as empresas podem acreditar no programa que não terá nenhum tipo de soluço”, declarou Jader, em café da manhã com jornalistas nesta segunda-feira, 8.

O ministro acrescentou que as faixas de renda do programa serão corrigidas no início de 2026. A faixa 1, atualmente com teto de R$ R$ 2.850,00, deverá ser atualizada para cerca de dois salários mínimos.

Segundo Jader, em novembro foram feitas 80 mil contratações de novos financiamentos, número que o governo espera se repetir nos próximos meses. Até outubro, a média era de 60 mil contratações por mês. Atualmente, a cada três contratações, uma é destinada à primeira faixa de renda.

“O PIB da construção civil está puxando a economia brasileira, e quem está puxando a construção civil é o Minha Casa, Minha Vida. Hoje, 67% dos lançamentos em São Paulo são do programa”, completou o ministro.

Eleição

Apesar de o calendário eleitoral restringir algumas ações, como cerimônias, o ministro diz acreditar que não haverá prejuízo para a entrega das unidades contratadas em 2026. Ele afirma que 60% dos imóveis ficarão prontos no primeiro semestre e que o próximo ano será o com mais entregas do atual governo, com a expectativa de cerca de 40 mil chaves.

Jader Filho voltou a dizer que deve sair do governo até março do ano que vem, prazo para quem for concorrer à eleição se descompatibilizar de cargos públicos. Jader deve concorrer a deputado federal pelo Pará.

“Temos gente muito qualificada no ministério, não haverá soluço nas políticas em andamento”, disse ele.

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   09/12/2025

O Governo do Paraná anunciou que encerrou, através de um acordo, uma questão judicial que já dura duas décadas envolvendo a Ferroeste, empresa que administra o ramal ferroviário entre Cascavel e Guarapuava e é fundamental para o escoamento do agronegócio e do setor industrial. Um acordo no Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 4ª Região (SISTCON) colocou fim a um impasse que se arrasta desde 2007, quando a empresa passou a usar o chamado material rodante (locomotivas e vagões) de outras empresas.

Tudo começou quando a Ferroeste, que tem a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para operar o trecho, fez uma subconcessão para a Ferropar no final do século passado. No entanto, com o passar dos anos a empresa deixou de honrar seus compromissos com o Estado e decretou falência em 2006. Para não interromper a operação, a gestão estadual da época optou por usar o material rodante de duas empresas, a Transferro e a Ferrovia Tereza Cristina. Logo em seguida essa requisição foi judicializada e a questão se arrasta desde então.

O acordo foi encerrado com o compromisso do Estado em indenizar as empresas. O material rodante requisitado na época (15 locomotivas e 62 vagões) ficará com a Ferroeste de maneira definitiva. A empresa hoje opera com cerca de 250 vagões.

A acordo foi intermediado pela Procuradoria-Geral do Estado do Paraná. A conciliação é fruto de extensas negociações e análises técnicas ao longo das últimas décadas e soluciona o litígio de forma definitiva. O acordo também afasta o cenário de insegurança jurídica quanto à eventual devolução do material rodante, o que prejudicaria as exportações e importações do Estado.

É um resultado que alia a proteção do erário com a eficiência na solução de litígios e a segurança jurídica essencial para o desenvolvimento do Estado, seguindo nessa linha de acordos que beneficiam ambos os lados, e, sobretudo, desembaraçam um passivo judicial de quase 20 anos que ameaçava a própria viabilidade do futuro da infraestrutura ferroviária, afirmou o procurador-geral do Estado, Luciano Borges.

Cláudio Moreira Philomeno, procurador-chefe de Execuções, Precatórios e Cálculos, disse que o trabalho extenso contou com um grupo de trabalho dedicado na PGE. Foram muitos procuradores e contadores que dedicaram seu tempo e expertise a esta negociação, a concretização deste acordo simboliza a atuação da advocacia pública moderna. Em uma única solução consensual, foi possível garantir a posse definitiva de bens estratégicos para o Estado do Paraná e assim afastar o risco de paralisação de um serviço vital para o escoamento de safras, disse.

Além de proteger a operação atual, o acordo é uma peça-chave para o futuro da infraestrutura ferroviária porque remove um entrave da futura desestatização da Ferroeste. Os estudos sobre esse processo estão em andamento.

O Governo do Paraná, o Ministério Público Federal, a Justiça Federal e as empresas assinaram um acordo colocando um final a todo um passivo que herdamos de administrações anteriores. Há muitos anos a Ferroeste carregava isso e agora podemos dar um novo encaminhamento para a empresa poder avançar no modal ferroviário. Quem ganhou com isso foram os paranaenses, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

A manutenção definitiva do material rodante é vital para a economia do Estado, uma vez que a Ferroeste desempenha papel central no escoamento de grãos como soja, milho e trigo em direção ao Porto de Paranaguá, e também abastece o interior com insumos agrícolas, adubos, cimento e combustíveis. Estamos crescendo nos últimos anos, somos uma empresa sólida e agora resolvemos esse passivo histórico. O Estado quer atender o setor produtivo de maneira estratégica nesse modal e agora teremos mais possibilidades, afirmou o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves.

O acordo foi homologado perante o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscon) da Justiça Federal do Paraná, com a participação do desembargador Federal Coordenador do SISTCON, Altair Antônio Gregório, e dos juízes federais Anne Karina Stipp Amador Costa e Friedmann Wendpap. Pelo Estado também participaram os procuradores Julio da Costa Rostirola Aveiro e Roberto Altheim.

Revista Ferroviaria - RJ   09/12/2025

Avançam as obras de construção da Ferrovia Transnordestina, o mais importante empreendimento privado na área da infraestrutura de transporte do país com boa injeção de dinheiro público, oriundo de fundos financiadores do desenvolvimento do Nordeste, como o Finor e o FDNE. Está pronto para operação esperando apenas a licença ambiental do Ibama, que mais uma vez atrasa o progresso nordestino o trecho que liga Marcelino Vieira, no Piauí, a Iguatu, no Ceará.

Por ele já deveriam estar circulando os trens de carga da Transnordestina Logística, mas a burocracia oficial tem retardado o início desse acontecimento, que colocará a estrada de ferro e suas virtudes no lugar do qual jamais deveria ter saído (a miopia da elite política do país, em tempos recentes, preferiu optar pelo caminhão, ao contrário do que fizeram a dos países desenvolvidos, as quais criaram e mantêm extensas, modernas e seguras redes ferroviárias, cujo custo é infinitamente menor do que o das redes rodoviárias).

Ainda se ouve, em setores do empresariado cearense, entre os quais o da infraestrutura, opiniões desconfiadas sobre se essa ferrovia vai mesmo ser concluída no prazo anunciado até o fim de 2027. Para esta coluna que acompanha a marcha dos acontecimentos e ouve, periodicamente, os diretores da Transnordestina Logística e, ainda, a empresa responsável pela execução de suas obras de infraestrutura, a cearense Marquise Infraestrutura os trens da Transnordestina chegarão ao Pecém na data anunciada.

Para isto, o dinheiro está disponível, os trabalhos prosseguem em ritmo acelerado, dentro do cronograma, e tudo caminha no sentido de que, até dezembro de 2027, nossos trens estejam cortando os sertões do Nordeste, levando e trazendo a produção mineral, industrial, agroindustrial, agrícola e pecuária do Piauí, da Bahia, de Pernambuco e do Ceará, como disse Tufi Daher Filho, presidente da Transnordestina Logística, ao receber, na semana passada, o troféu Personalidade do Pecém, que lhe conferiu a Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Aecipp).

(Esse troféu foi outorgado e entregue, também, na mesma ocasião, ao presidente da Federação das Indústrias (Fiec), Ricardo Cavalcante, e ao presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, que têm se destacado pelos esforços que fazem a favor da nova ampliação do Porto do Pecém, que ganhará novos berços de atracação e espaços exclusivos para as operações dos trens da Transnordestina).

Tufi Daher, com o belo troféu nas mãos, reforçou o impacto da Ferrovia Transnordestina para o desenvolvimento regional, ao dizer que a próxima chegada dessa estrada de ferro ao Pecém representará uma mudança profunda no futuro logístico do Brasil.

O Porto do Pecém já ocupa posição de destaque no cenário nacional, especialmente pela sua em hidrogênio verde e pela movimentação de cargas estratégicas. Com a Transnordestina, esse potencial será multiplicado, dobrando a movimentação atual e projetando o complexo para um novo patamar nos próximos anos., disse ele

Os desconfiados devem acompanhar o avanço dos trabalhos da ferrovia, que diante do ano eleitoral de 2026 que se avizinha ganhará ainda mais tração, e uma delas será uma nova visita do presidente Lula a um dos canteiros da obra, o que mostrará o comprometimento do seu governo com esse projeto, que é vital para a economia do Nordeste Setentrional.

Na festa de entrega do Troféu Personalidades do Pecém, Ricardo Cavalcante não escondeu seu entusiasmo com a Transnordestina e com o que ela proporcionará ao crescimento da economia regional. Será a realização de um antigo sonho de quem produz e trabalha no Ceará e no Nordeste. A infraestrutura da região dará um salto de qualidade, abreviando o tempo e reduzindo os custos do transporte, e ainda contribuindo para a melhoria do meio ambiente, disse o presidente da Fiec.

Max Quinino confirmou notícia do seu diretor Comercial, André Magalhães, segundo a qual a movimentação de cargas do Porto do Pecém, que está passando a marca de 20 milhões de toneladas, será dobrada com a chegada da Transnordestina. E Eduardo Amaral, presidente da AECIPP, resumiu:

Todos sonhamos com o dia da chegada dos trens da Transnordestina, que chegarão ao Pecém trazendo a esperança de um futuro promissor para a economia do Ceará.

CAMPANHA AMIGOS EM AÇÃO PROMOVE LEILÃO BENEFICENTE

Na próxima sexta-feira, 13, nos salões Caelius e Aventino do hotel Gran Marquise, a Campanha Amigos em Ação, idealizada e coordenada, desde 1992, pela Alessandro Belchior Imóveis, promoverá, durante almoço, o leilão de 75 obras de arte doadas pelos melhores artistas plásticos do Ceará. São pinturas, gravuras, desenhos, fotografias, esculturas, colagem e arte decorativa que serão leiloadas.

Toda a arrecadação do leilão e mais as doações de alimentos feitas durante os dois meses da campanha serão destinadas ao Lar Torres de Melo, Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo, Lar Amigos de Jesus, Obra Lúmen de Evangelização, Movimento Saúde Mental, Nosso Lar Saúde Mental e Associamigos de Aquiraz.

A Campanha Amigos em Ação está celebrando 22 anos de solidariedade. Anualmente, ela mobiliza empresários de todos os setores da atividade econômica, os quais fazem doações de alimentos. No ano passado, foram arrecadadas mais de 30 toneladas de alimentos, as quais, como acontecerá neste ano, foram entregues a associações beneficentes.

NAVAL

Globo Online - RJ   09/12/2025

O Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu a autonomia da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) na definição do modelo de concessão do terminal de contêineres (chamado de Tecon 10) do Porto de Santos. O empreendimento é o mais aguardado pelo setor e deve aumentar em 50% a capacidade de movimentação de contêiners no porto.

Com a decisão, o leilão será realizado em duas fases, conforme propôs o órgão regulador, com vedação à participação de armadores, grandes empresas de navegação responsáveis pelo transporte marítimo de carga, na primeira delas. O objetivo é atrair novos operadores não ligados a essas empresas para estimular a concorrência.

O julgamento do processo foi retomado e concluído pelo TCU, nesta segunda-feira. Prevaleceu o entendimento do ministro Bruno Dantas, um dos relatores do processo. Ele defendeu que o tribunal se abstenha de interferir nas decisões técnicas da Antaq.

O ministro-relator, Antonio Anastasia, havia proposto que o TCU interferisse na modelagem. Na visão dele, a regra original da Antaq de realizar o leilão em duas fases, com restrição a operadores atuais na primeira etapa, continha falha de legalidade.

No voto, ele propôs determinar que a Antaq substituísse o modelo por certame em etapa única, condicionado ao desinvestimento compulsório do ativo anterior pelo vencedor.

O diagnóstico técnico do TCU e da Antaq classificou o mercado de movimentação de contêineres como "altamente concentrado". A fiscalização apontou que o controle de terminais por armadores levou a problemas como a "omissão de escala" (quando o navio "pula" o porto), que saltou em um dos principais terminais de 2% para alarmantes 21% em 2024.

Cabera agora à Antaq adotar medidas para aperfeiçoar o modelo. O leilão deverá ser lançado no primeiro semestre de 2026, segundo técnicos do Ministério de Portos e Aeroportos. A previsão inicial do governo era realizar o certame ainda este ano.

O edital prevê investimento de R$ 5,64 bilhões ao longo do contrato com duração de 70 anos. O empreendimento é o mais aguardado pelo setor e deve aumentar em 50% a capacidade de movimentação de contêiners no porto.

PETROLÍFERO

TN Petróleo - RJ   09/12/2025

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) lança, em dezembro, um estudo inédito sobre a Margem Equatorial, reunindo análises e recomendações para orientar o início da exploração na região. Produzido pelo geógrafo e doutor em Geografia Francismar Ferreira (foto), o trabalho avalia o potencial de descoberta de uma nova fonte de petróleo e discute a necessidade — e as condições — para que sua exploração seja conduzida com responsabilidade energética, social e ambiental.

O relatório apresenta um diagnóstico detalhado do contexto geopolítico e ambiental da Margem Equatorial e propõe um conjunto de recomendações para garantir que a atividade gere benefícios para a população regional, ao mesmo tempo em que responda às preocupações sobre preservação ambiental e investimentos em transição energética.

Em relação às críticas à possível liberação da exploração na Bacia da Foz do Amazonas (bloco FZA-M-59), o instituto reforça a importância de que esses pontos sejam considerados e analisados de forma técnica e transparente. E destaca, porém, que este cenário justifica a necessidade de a Petrobras voltar a deter exclusividade na condução e execução das atividades de exploração e produção na área da Margem Equatorial - prerrogativa prevista originalmente na Lei 12.351/2010, posteriormente modificada pela Lei nº 13.365/2016.

Segundo o estudo, permitir à Petrobras a liderança desse processo é estratégico não apenas para assegurar a soberania energética nacional, mas também para viabilizar contrapartidas essenciais, como investimentos robustos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em tecnologias de baixo carbono; ações diretas de reflorestamento e combate ao desmatamento - uma das principais fontes de emissões de gases de efeito estufa no país -; e iniciativas de combate à pobreza energética, entre outras.

O Ineep ressalta que a transição energética precisa ocorrer de forma justa e gradual, sem comprometer a segurança energética do país nem ampliar a vulnerabilidade das famílias já afetadas pela pobreza energética. Nesse contexto, o estudo afirma que a exploração de combustíveis fósseis continuará necessária enquanto o Brasil expande e fortalece sua matriz de baixo carbono.

"Projeções do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2024), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), indicam uma tendência de declínio na produção de petróleo tanto do pré-sal quanto do país a partir de 2030. Diante desse cenário, é imprescindível que o Brasil direcione sua atenção para novas fronteiras de exploração com elevado potencial, como é o caso das bacias da Margem Equatorial Brasileira", destaca o estudo.

Petro Notícias - SP   09/12/2025

Novas projeções positivas para o mercado de gás natural. O novo Caderno de Gás Natural do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), indica que a produção líquida deve crescer 95% entre 2025 e 2035. O avanço da produção nacional será impulsionado, sobretudo, pelo pré-sal e pelos novos projetos com processamento offshore. Com o aumento previsto pelo PDE 2035, a produção líquida deve passar de 65 milhões de m³ por dia para 127 milhões de m³ por dia nos próximos dez anos.

A oferta potencial nacional na malha integrada também deve aumentar cerca de 85% no mesmo período, mantendo o balanço superavitário de gás natural no Brasil. Segundo o PDE 2035, a oferta nacional representa aproximadamente 70% da produção líquida, com forte concentração na região Sudeste, onde estão localizados os principais hubs de processamento.

A infraestrutura de importação também é detalhada no estudo. O PDE 2035 considera oito terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) em operação e um em desenvolvimento (Suape/PE), além das rotas internacionais via Gasoduto Bolívia–Brasil (Gasbol). O documento projeta uma redução gradual no fornecimento boliviano, de 13 milhões de m³ por dia em 2025 para 5 milhões de m³ por dia em 2035, movimento que reforça a necessidade de maior integração entre as malhas regionais e de expansão da infraestrutura de transporte.

O PDE aponta ainda que a demanda total por gás natural poderá crescer, em média, 6,2% ao ano, impulsionada principalmente pelo setor industrial — responsável por cerca de 65% da demanda não termelétrica. Também há expectativa de expansão nos segmentos comercial (5,3% ao ano), residencial (4,1% ao ano) e de transportes (3,6% ao ano). Já o mercado downstream — refinarias e fábricas de fertilizantes — deve crescer 5,36% ao ano, com aceleração nos primeiros anos devido à retomada e entrada de novas unidades industriais. A demanda termelétrica seguirá a dinâmica da expansão da matriz elétrica.

Os projetos de gasodutos classificados como previstos, já próximos da entrada em operação, somam cerca de R$ 16 bilhões em investimentos, incluindo o gasoduto de escoamento Raia, o projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP) e o terminal de GNL de Suape. Os projetos indicativos, avaliados no âmbito do Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB), devem totalizar aproximadamente R$ 34 bilhões. Por fim, os projetos estudados nos planos indicativos da EPE, mas ainda dependentes de definição dos agentes, acrescentam outros R$ 135 bilhões em potenciais investimentos.

SUPERÁVIT DE OFERTA

O PDE 2035 também estima um balanço superavitário de gás natural em todo o período analisado. De acordo com o documento, a capacidade de oferta supera a demanda máxima em todos os anos, embora gargalos em trechos específicos da malha integrada exijam investimentos para ampliar a flexibilidade e o escoamento dos volumes disponíveis.

“As simulações termo-hidráulicas indicam a necessidade de ampliações, sobretudo para viabilizar a transferência de gás nacional da região Sudeste para o Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste paulista”, detalhou a EPE.

Petro Notícias - SP   09/12/2025

O mercado livre de gás natural do Brasil atingiu um marco histórico, com 13,3 milhões de metros cúbicos por dia (Mcmd) migrando dos canais de distribuição tradicionais até setembro de 2025, impulsionado pela liberalização do mercado que está remodelando fundamentalmente o cenário energético do país, segundo um relatório recente da Wood Mackenzie. De acordo com o estudo, intitulado “Ainda acelerando? O mercado livre de gás natural do Brasil ultrapassa novos limites”, a onda migratória, que abrange 68 empresas industriais, representa uma mudança sem precedentes no setor de gás natural brasileiro. Grandes empresas industriais respondem por mais de 8,7 Mcmd, evidenciando uma significativa concentração entre os principais consumidores.

Lucas Rego, analista de gás da Wood Mackenzie, disse que “O Brasil demonstra como a liberalização do mercado pode catalisar mudanças estruturais rápidas. A migração ganhou força significativa no quarto trimestre de 2024 e no primeiro trimestre de 2025, quando os maiores consumidores industriais iniciaram sua transição. Os volumes aumentaram drasticamente durante esse período, antes de se estabilizarem em um ritmo constante de aproximadamente 0,6 Mcmd por mês.”

O setor de cerâmica emergiu como líder na migração, representando 40% de todas as empresas que migraram para o mercado livre de gás e com uma demanda de 3,3 milhões de metros cúbicos por dia (Mcmd). O setor siderúrgico apresenta um volume semelhante, também de 3,3 Mcmd. Juntos, esses dois setores respondem por metade de todo o volume migrado das Distribuidoras Locais de Gás (LDCs) para o mercado livre.

Três empresas dominantes definem o cenário competitivo. A Petrobrás lidera com 25 contratos direcionados estrategicamente a grandes clientes industriais. A Galp conquistou 21 contratos com foco em pequenas e médias empresas. A Edge se posicionou com um portfólio equilibrado de 18 contratos em diferentes segmentos de consumidores. Juntos, esses três fornecedores detêm 67% da participação de mercado. A dinâmica regional revela disparidades marcantes na penetração de mercado. A região Sudeste absorveu 89% do volume migrado do mercado livre das LDCs, consolidando sua posição como o principal campo de batalha para a competição entre fornecedores. Observadores do setor esperam que a região Sul se torne o próximo foco estratégico para os fornecedores. O Nordeste apresenta maiores barreiras de entrada devido a níveis de preços estruturalmente mais competitivos.

“Com a maioria dos contratos atualmente com duração de até três anos e a migração de clientes em curso, a concorrência entre fornecedores está prestes a se intensificar significativamente“, acrescentou Rego. “Este ainda é um mercado em amadurecimento e esperamos ver estratégias cada vez mais sofisticadas à medida que os fornecedores disputam relacionamentos de longo prazo com os clientes,” acrescentou.

A análise destaca um padrão de concentração: embora a maioria dos contratos esteja na faixa de até 0,1 Mcmd, esses acordos menores representam apenas uma fração do volume total de 13,3 Mcmd do mercado livre. Isso ressalta que os grandes consumidores industriais são os principais impulsionadores da transformação do mercado. A amplitude da participação se estende por diversos setores, incluindo construção, mineração, refino, fertilizantes, papel, produtos químicos e fabricação de vidro.

Infomoney - SP   09/12/2025

Os contratos futuros do petróleo encerraram a sessão desta segunda-feira, 8, em queda de cerca de 2%, enquanto investidores seguem monitorando negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, apesar de nova troca de ataques entre os dois países. O mercado também aguarda a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que será na quarta-feira.

O petróleo WTI para janeiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 2% (US$ 2,80), a US$ 58,88 o barril. Já o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), teve recuo de 1,98% (US$ 1,26), a US$ 62,49 o barril.

Na noite do domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, “não está pronto” para aprovar uma proposta de paz elaborada por Washington destinada a encerrar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. “Acredito que a Rússia está de acordo, mas não tenho certeza se Zelenski, está. O pessoal dele adorou, mas ele não está pronto”, disse.
O líder ucraniano possui um encontro marcado com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o chanceler da Alemanha, Freidrich Merz, e o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta segunda-feira para atualizar sobre as negociações de paz. No fim de semana, Rússia e Ucrânia trocaram ataques e deixaram pessoas feridas.

Na avaliação do Ritterbusch, nesta semana o mercado será afetado não apenas pelas notícias sobre Ucrânia-Rússia e Venezuela, mas também pela decisão do Fed sobre a taxa de juros, que terá implicações na demanda por derivados de petróleo.

Em entrevista nesta segunda, o Conselheiro Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, defendeu que o BC americano deve continuar a flexibilizar sua política monetária e disse que é preciso analisar os dados para entender quantos cortes nos juros seriam necessários para alcançar o nível “ideal”. Hassett é visto como favorito para substituir o atual presidente do Fed, Jerome Powell.

RODOVIÁRIO

Valor - SP   09/12/2025

Processo competitivo para repactuação de contrato da Arteris atrai EPR e Motiva

O processo competitivo pela concessão rodoviária da Fernão Dias, entre São Paulo e Minas Gerais, deverá ter ao menos três grupos, segundo fontes. Além da Arteris, atual dona do contrato, a EPR e a Motiva (ex-CCR) deverão disputar o ativo. A entrega de propostas foi realizada na segunda-feira (8), e a concorrência está marcada para quinta-feira (11).

A Via Appia, da Starboard, também esteve presente na sede da B3, onde as ofertas foram apresentadas, mas fontes disseram que não houve autorização para entregar a proposta.

A concessão da Fernão Dias, iniciada em 2008, passa por uma repactuação junto ao governo federal, no âmbito da câmara de consenso do Tribunal de Contas da União (TCU). A competição é a última etapa desse processo.

Este é o primeiro processo em que há competição por uma concessão repactuada no âmbito do TCU

O novo contrato prevê R$ 9,5 bilhões de investimentos e R$ 5,4 bilhões em custos operacionais estimados ao longo dos 15 anos remanescentes da operação.

Esta será a primeira concorrência do gênero a efetivamente ter uma disputa. Já foram realizados outros três processos competitivos de concessões repactuadas - o da MSVia, da Motiva; o da Eco101, da Ecorodovias; e o da Autopista Fluminense, da Arteris. Porém, estes não atraíram propostas de outros grupos, então a atual controladora não teve problemas em seguir à frente do ativo com a renegociação.

Já neste caso, a Arteris terá que fazer uma oferta competitiva para manter o contrato. Caso outro grupo vença a disputa, a atual operadora receberá uma indenização de R$ 295 milhões - o valor, previsto no edital, poderá sofrer ajustes a depender dos saldos de dívida e caixa da concessionária no momento do pagamento.

Na concorrência, as companhias deverão oferecer um desconto sobre a tarifa básica de pedágio, cujo valor máximo foi definido em R$ 0,03879 por km. Caso o deságio oferecido ultrapasse 18%, o vencedor também precisa fazer aportes de recursos adicionais, que ficam em uma conta vinculada ao contrato.

Tal como nos leilões tradicionais, o processo competitivo prevê a possibilidade de lances em viva-voz, após a abertura das propostas iniciais de todos os grupos. Porém, isso só acontece se as demais propostas chegarem perto da primeira colocada na rodada inicial - essa diferença precisa ser menor do que 20% ou cinco pontos percentuais, segundo as regras do edital.

No setor rodoviário, já havia expectativa de concorrência pela Fernão Dias, que é uma estrada mais atrativa do que as outras que já passaram pela repacutação. Além disso, o governo e o TCU fizeram ajustes para ampliar a competitividade do processo.

Antes, a dona do contrato estava automaticamente classificada para a etapa de lances em viva-voz, caso houvesse outras ofertas. Pelo modelo novo, caso a oferta da Arteris fique muito distante da proposta mais bem colocada, a empresa não terá a oportunidade de cobrir a proposta.

Arteris ainda planeja fazer repactuação da Régis Bittencourt, Planalto Sul e Litoral Sul em 2026

A Arteris passa por um processo de repactuação ampla de seu portfólio, em que basicamente todos os contratos federais estão sendo renegociados. Há cerca de um mês, a Arteris já garantiu o aditivo da Autopista Fluminense, no Rio de Janeiro - pela qual não houve propostas de terceiros.

Em março de 2026, o governo planeja realizar o processo competitivo da concessionária Régis Bittencourt, outro ativo da Arteris que deverá atrair interesse. O projeto deverá destravar R$ 7 bilhões em obras na rodovia, que conecta São Paulo e Paraná.

Além disso, a empresa planeja fazer a renegociação de outras duas concessões, a Litoral Sul e a Planalto Sul, ambas em Santa Catarina e Paraná. O governo federal prevê fazer o processo competitivo dos ativos em julho e setembro, respectivamente.

AGRÍCOLA

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   09/12/2025

Durante o mês de setembro, as vendas internas de tratores e colheitadeiras tiveram uma alta de 27,3% em relação ao mesmo período de 2024, segundo relatório recente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Esse avanço em volume, mesmo diante de uma leve queda registrada na receita total do setor, reforça a tendência de recuperação da demanda doméstica com foco na modernização no campo.

“O resultado positivo nas vendas mostra que o produtor segue confiante e atento às oportunidades de modernizar suas atividades no campo. Mesmo em um cenário de cautela, há uma busca constante por tecnologia e eficiência no campo”, comenta Cláudio Esteves, diretor comercial da Valtra, marca global de máquinas agrícolas pertencente ao grupo AGCO.

Entre as operações da Valtra, o destaque em 2025 ficou para o segmento de cana-de-açúcar, uma das culturas mais representativas do agronegócio nacional. A marca também mantém bom desempenho na faixa de média potência.

A pluralidade de alternativas para aquisição também tem sustentado o ritmo de investimentos no setor. O consórcio de máquinas agrícolas, por exemplo, se consolidou como uma opção viável para produtores de diferentes perfis.

“O consórcio tem atraído produtores de diferentes perfis, justamente por permitir um investimento planejado e sem juros, o que se encaixa bem na dinâmica do agronegócio”, ressalta Esteves.

De janeiro a setembro, o setor de máquinas agrícolas registrou crescimento de 47% nos créditos concedidos via consórcio, alcançando R$ 9,13 bilhões, conforme levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

O desempenho positivo nas vendas diretas e no consórcio reforça a confiança do produtor rural e indica um novo ciclo de renovação de frota e mecanização no campo.

Com o avanço das vendas e a consolidação de novas formas de investimento, o setor de máquinas agrícolas deve encerrar 2025 com crescimento próximo a 8% na receita, conforme projeção da Abimaq.

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