Valor - SP 15/08/2025
Empresa sentiu no trimestre impacto da demanda fraca e da queda de preços
A Thyssenkrupp AG reduziu sua projeção de lucro e receita para o ano após registrar um prejuízo ainda maior no terceiro trimestre fiscal, devido ao impacto da demanda fraca e da queda dos preços.
O grupo alemão de siderurgia e engenharia agora espera um lucro ajustado antes de juros e impostos no limite inferior da previsão anterior de 600 milhões de euros, chegando a 1 bilhão de euros. A receita deve cair até 7% este ano, em comparação com a previsão anterior de queda de no máximo 3%. Como resultado, a empresa está reduzindo os investimentos e prometeu cortes contínuos de custos.
A Thyssenkrupp enfrenta uma demanda reprimida na indústria automobilística europeia, onde os volumes permanecem abaixo dos níveis pré-pandemia, e vê altos custos de energia após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Antes um conglomerado que abrangia siderurgia, elevadores e serviços industriais, a empresa está atualmente tentando afunilar seu foco.
Na semana passada, os acionistas aprovaram o plano da empresa de cindir parcialmente sua divisão de Sistemas Marítimos, que constrói submarinos e navios de superfície para clientes de defesa. Em 30 de junho, a empresa tinha uma carteira de pedidos de 18,5 bilhões de euros, informou a empresa na quinta-feira.
No terceiro trimestre fiscal, o prejuízo líquido da Thyssenkrupp aumentou para 255 milhões de euros, ante 33 milhões de euros no mesmo período do ano anterior, enquanto as vendas caíram 9% devido à demanda fraca de clientes do setor automotivo e à queda nos preços de aço e serviços de materiais. A entrada de pedidos, no entanto, aumentou em mais de um quinto, impulsionada pelo crescimento da Marine Systems.
“O último trimestre foi caracterizado por enorme incerteza macroeconômica. Estamos sentindo muito o ambiente de mercado fraco em setores-chave de consumo, como os de automóveis, engenharia e construção”, afirmou o CEO Miguel López em comunicado.
A projeção mais baixa deixa “mais trabalho a ser feito” no quarto trimestre, disseram os analistas do Morgan Stanley, liderados por Alain Gabriel.
IstoÉ Dinheiro - SP 15/08/2025
Um salto nos preços ao produtor dos Estados Unidos em julho parece ter apagado a possibilidade de o Federal Reserve (Fed) realizar um corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros em setembro, embora as expectativas de uma redução de 0,25 ponto no próximo mês, seguida por outra em outubro, permaneçam intactas.
Os preços ao produtor dos EUA subiram mais do que o esperado, a 0,9%, em julho, em meio a um aumento nos custos de bens, mas também de serviços, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.
O aumento pode ser repassado aos consumidores, que até agora não sofreram uma forte alta geral nos preços, mesmo com a elevação de tarifas pelo governo do presidente Donald Trump.
“Esperamos um repasse mais forte das tarifas para os preços ao consumidor nos próximos meses, com a inflação provavelmente subindo modestamente no segundo semestre de 2025”, disse Ben Ayers, economista sênior da Nationwide.
O aumento da inflação de serviços será particularmente preocupante para os membros do Fed, como o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, que disse na quarta-feira que está atento a sinais de que a inflação está se infiltrando nos preços além daqueles dos produtos afetados diretamente pelas tarifas.
Um aumento na inflação de serviços, também evidente nos dados de preços ao consumidor divulgados na quarta-feira, sugere que a inflação pode se tornar um problema mais persistente, disse ele.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que está liderando a busca por um sucessor para o chair do Fed, Jerome Powell, tem pressionado por um corte maior dos juros no próximo mês, citando a inflação moderada, embora na quinta-feira ele tenha dito que o Fed poderia começar com um movimento menor.
Antes dos dados, operadores colocavam uma probabilidade de cerca de 3% na ideia de um corte de 0,25 ponto na taxa, com a maioria das apostas firmemente em um corte de 0,25 ponto. Após os dados, eles eliminaram as apostas na redução maior.
A presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, que sinalizou nesta semana que está cada vez mais aberta à ideia de um corte nos juros, disse ao Wall Street Journal, em uma matéria publicada nesta quinta-feira, que um corte de 0,5 ponto indicaria uma urgência no mercado de trabalho que ela não sente.
Globo Online - RJ 15/08/2025
A inflação no atacado nos Estados Unidos acelerou em julho no ritmo mais rápido em três anos, sugerindo que as empresas estão repassando aos consumidores os custos mais altos de importações relacionados às tarifas.
O índice de preços ao produtor (PPI), que acompanha o que os produtores domésticos dos EUA cobram por seus bens e serviços, subiu 0,9% em relação ao mês anterior, o maior avanço desde o pico da inflação ao consumidor em junho de 2022, segundo relatório do Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês) divulgado nesta quinta-feira.
Em relação a um ano atrás, o PPI ficou em 3,3%, no sinal mais claro até agora de que as tarifas do presidente Donald Trump estão afetando a economia americana.
Os custos de serviços subiram 1,1% no mês passado — o maior avanço desde março de 2022. Dentro do segmento de serviços, as margens de atacadistas e varejistas saltaram 2%, lideradas pelo atacado de máquinas e equipamentos. Os preços de bens, excluindo alimentos e energia, aumentaram 0,4%.
Os números sugerem que, apesar da inflação contida até agora nos preços ao consumidor, as tarifas impostas por Trump aos parceiros comerciais dos EUA estão provocando um aumento nos preços na cadeia de suprimentos.
Ou seja, a inflação já está afetando a economia, mesmo que ainda não esteja sendo percebida pelo consumidor. No início desta semana, os dados da inflação ao consumidor mostraram os preços ainda sob controle.
"Embora as empresas tenham absorvido a maior parte dos aumentos de custos com tarifas até agora, as margens estão sendo cada vez mais pressionadas pelos custos mais altos de bens importados", disse Ben Ayers, economista sênior da Nationwide, em nota. "Esperamos uma transferência mais forte dessas tarifas para os preços ao consumidor nos próximos meses, com a inflação provavelmente subindo de forma moderada na segunda metade de 2025."
O relatório do BLS indica que as empresas estão ajustando os preços de bens e serviços para ajudar a compensar os custos associados ao aumento das tarifas nos EUA, apesar do enfraquecimento da demanda na primeira metade do ano. Os contratos futuros dos índices de ações caíram e os rendimentos dos Treasuries subiram após a divulgação dos dados de inflação no atacado.
O grau em que as empresas repassarão aos consumidores o peso das tarifas será fundamental para definir o rumo das taxas de juros. Embora as autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) esperem, em geral, que as tarifas de importação elevem a inflação na segunda metade do ano, elas estão divididas sobre se isso será um ajuste pontual ou algo mais duradouro.
Com os dados do índice de preços ao consumidor no início desta semana apontando para um repasse mais moderado em julho, e com o mercado de trabalho agora desacelerando, espera-se amplamente que as autoridades do Fed reduzam os custos de empréstimo na reunião do próximo mês. No entanto, os sólidos dados de inflação no atacado podem levar alguns formuladores de política monetária a ponderar se as pressões de preços não estão voltando a crescer.
“A questão para os formuladores de política, ainda a ser resolvida, é quanto desses aumentos de preços será absorvido por atacadistas, varejistas e revendedores”, disse Carl Weinberg, economista-chefe da High Frequency Economics, em nota. “Este relatório é uma forte validação da postura de cautela do Fed em mudanças de política.”
Os economistas prestam muita atenção ao relatório do PPI porque alguns de seus componentes são usados para calcular a medida de inflação preferida pelo Fed — o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE). Embora as categorias de saúde tenham apresentado números fracos, os serviços de transporte aéreo de passageiros e de gestão de carteiras dispararam. Este último já era amplamente esperado devido à alta do mercado de ações.
Os dados do BLS mostraram que os preços dos alimentos responderam por 40% do avanço nos custos de bens finais, em grande parte devido aos vegetais. Um indicador menos volátil do PPI, que exclui alimentos, energia e serviços de comércio, também subiu em relação ao mês anterior, registrando o maior avanço desde 2022.
O relatório do PPI mostrou ainda que os custos de bens processados para demanda intermediária — que refletem preços em estágios anteriores da cadeia de produção — saltaram 0,8%, o maior aumento desde o início do ano, em grande parte devido ao óleo diesel.
IstoÉ Dinheiro - SP 15/08/2025
A balança comercial brasileira deve registrar um superávit de cerca de US$ 62 bilhões em 2025, “caso não surjam novas surpresas”, como possíveis sanções adicionais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas trocas comerciais com o Brasil, previu o relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta quinta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
A FGV lembra que o tarifaço de Trump teve início em agosto para 94 países, mas que a China ganhou mais 90 dias para negociações.
“Para o Brasil, os canais para iniciar negociações continuam difíceis e o governo lançou um programa voltado em especial para as pequenas e médias empresas”, avalia o relatório do Icomex. “Além disso, o governo continuará empenhado em abrir negociações, procurar mercados, fechar novos acordos comerciais e manter o seu compromisso com o multilateralismo.”
O Icomex calcula que os 30 principais produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos explicaram 65,3% da pauta bilateral de janeiro a julho de 2025, mas representam apenas 7,8% da pauta total das exportações brasileiras. Desses 30 produtos, 18 não têm isenções, sendo que 14 deles têm os Estados Unidos como compradores de uma fatia entre 29,7% a 96,1% das vendas externas totais.
A FGV avalia o auxílio do governo às empresas brasileiras diante do tarifaço como um instrumento temporário bem-vindo, mas alerta ser necessário avaliar “caso a caso para que os recursos sejam direcionados para aqueles que estarão mais expostos aos efeitos negativos”.
“A realização de acordos que promovam a abertura de mercados entre os países para isolarem o ímpeto do tarifaço de Trump seria uma diretriz interessante, mas, ao que parece, a estratégia de Trump de privilegiar acordos bilaterais, divide e dificulta a cooperação de negociações de abertura multilaterais. Na agenda bilateral Brasil-Estados Unidos, questões políticas são inegociáveis. No entanto, pensar diretrizes de aberturas e concessões comerciais que possam atender os interesses da agenda de aumento da produtividade não deve ser descartada. Para isso, é necessário antes que se construa internamente a identificação dos interesses nacionais levando em conta essa perspectiva”, declarou o relatório do Icomex.
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, ante um resultado de US$ 7,6 bilhões em julho de 2024. No acumulado de janeiro a julho, o superávit alcançou US$ 37 bilhões em 2025, ante US$ 49,1 bilhões no mesmo período de 2024.
“A corrente de comércio aumentou, seja na comparação mensal, um acréscimo de US$ 3,4 bilhões, seja no acumulado até julho, de US$ 12,5 bilhões. A piora no saldo acumulado é explicada pelo maior dinamismo das importações em relação às exportações”, esclareceu a FGV.
O valor das importações cresceu 8,4% em julho de 2025 ante julho de 2024, enquanto o das exportações aumentou 4,8%. No acumulado do ano, houve aumento de 8,3% nas importações, e de 0,1% nas exportações, ante o mesmo período do ano anterior.
O Estado de S.Paulo - SP 15/08/2025
O presidente americano, Donald Trump, afirmou, nesta quinta-feira, 14, que o Brasil é um dos “piores parceiros comerciais” dos EUA. “O Brasil tem sido horrível em relações comerciais conosco”, disse.
O republicano afirmou, também, que o “Brasil aplica tarifas tremendas sobre os EUA”. Conforme o especialista em comércio exterior Welber Barral, a tarifa média sobre produtos americanos importados pelo Brasil varia conforme a metodologia de cálculo; mas, ainda assim, é baixa. “É de apenas 2,5%”, diz o ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil.
Trump tampouco mencionou que a economia americana tem superávit em relação à brasileira na balança comercial de importações e exportações entre os dois países.
Os EUA são o segundo parceiro comercial para o qual o Brasil mais exporta, atrás apenas da China. A balança comercial do País com os norte-americanos teve déficit de US$ 1,67 bilhões no primeiro semestre deste ano; ou seja, a economia brasileira importa mais do que exporta para os EUA.
Assim como na lista das exportações, os EUA também ocupam o segundo lugar entre os países dos quais o Brasil mais importa, atrás somente da China.
Questionado se estaria preocupado com a aproximação do Brasil e do México com a China em consequência das tarifas sobre produtos exportados para os EUA, Trump foi enfático: “Não estou. Eles não estão muito bem. Estamos melhores do que eles”.
Distorcer dados para sustentar um discurso é uma prática frequente para Trump. Nesta mesma quinta-feira, por exemplo, foi divulgado que o índice de preços ao produtor (PPI) de julho subiu 0,9% na comparação mensal, acima da expectativa de analistas. Ainda assim, em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump afirmou que o país “praticamente” não tem mais inflação e que os americanos enfrentaram “a pior inflação do mundo sob Joe Biden, e agora ela caiu para um nível perfeito”.
As declarações críticas ao governo brasileiro foram dadas em um contexto político. Trump repetiu que o País lida de “péssima maneira com a política quando eles prendem um ex-presidente”, em referência à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. “É uma execução política o que o Brasil tenta fazer com Bolsonaro”, acrescentou.
Durante a coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump disse conhecer Bolsonaro e afirmou que o ex-presidente brasileiro é “um homem honesto”.
Monitor Digital - RJ 15/08/2025
A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) projeta que a economia brasileira crescerá 2,4% em 2025, apesar da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira. A estimativa da entidade supera a previsão do mercado financeiro, que na última segunda-feira reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, indicador da economia de um país) para 2,1% em 2025, segundo o boletim Focus do Banco Central (BC). Em 2024, o Brasil cresceu 3,4%.
O “Fiesp Data Tracker” (rastreador de dados) levou em consideração a projeção de resultados para o segundo trimestre de 2025, período em que a entidade estima uma expansão do PIB de 0,2%.
Do lado da oferta, a atividade agrícola deverá recuar 0,6%, enquanto a indústria em geral apresentará crescimento moderado de 0,4%, segundo a ferramenta.
A indústria de transformação, por outro lado, registra contração de 0,7%, enquanto o setor de serviços deverá crescer 0,3%.
Do lado da demanda, o consumo das famílias continuará crescendo, embora em ritmo mais lento (0,6%), enquanto o consumo do governo deverá cair 0,4%.
De acordo com o estudo, a formação bruta de capital fixo (investimentos) deverá contrair 0,7%, as exportações aumentarão 0,2% e as importações diminuirão 1,5%.
As vendas reais da indústria paulista ficaram estáveis em junho, conforme a Fiesp divulgou no final de julho. As horas trabalhadas na produção recuaram 0,5% entre maio e junho.
Na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre de 2025, as vendas reais tiveram uma queda de 2,1%, sendo a primeira após cinco trimestres consecutivos de alta, e compensaram parcialmente o forte aumento observado no trimestre anterior (7,1%). As horas trabalhadas na produção também recuaram, porém de forma mais moderada, com queda de 0,1% sobre o período anterior. Os salários reais médios cresceram 0,8%.
No acumulado do ano até junho, tanto as vendas reais quanto as horas trabalhadas na produção mostraram alta, de 9,7% e de 2,1%, respectivamente. Os salários reais médios, por sua vez, tiveram queda de 0,4% no período.
No acumulado em 12 meses, as vendas reais da indústria paulista indicaram crescimento de 7,4%, resultado levemente superior a maio (7,3%), enquanto nas horas trabalhadas na produção a alta foi de 2,6%. Por fim, os salários reais médios ficaram estáveis nesta métrica (0,0%).
Globo Online - RJ 15/08/2025
O difícil equilíbrio que o governo buscou na resposta à crise provocada pelo tarifaço foi adotar medidas que efetivamente ajudassem o exportador afetado, mas que tivessem baixo impacto fiscal. Havia outro desafio que o governo se impôs, o de deixar alguma herança em mudanças estruturais. Para isso, reformou o sistema de financiamento à exportação, tornando-o mais ágil e capaz de chegar às empresas pequenas. Estabeleceu prazos para que o subsídio não se eternize, como sempre acontece.
O tripé, que antecipei ontem no meu blog, de apoio ao exportador é crédito, impostos e compras governamentais. Os fundos de exportação receberão aportes, porém mais importantes serão as mudanças na estrutura dos fundos, se elas funcionarem. O que o governo promete é fazer chegar esse dinheiro às micro e pequenas empresas também, e não apenas às grandes. Para dar uma ideia do desafio, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que as micro e pequenas empresas respondem por apenas 1% do acesso ao crédito à exportação. Na Índia e na Coreia chega a 40%, na Itália, 30%. “No Brasil, o sistema não colabora”. A mudança é bem-vinda, caso atinja o objetivo.
O Reintegra é um programa controverso. Ele se propõe a ser uma forma de o governo retirar tributos que tenham permanecido no produto exportado. Muitas vezes serviu como um disfarçado subsídio à exportação. Sair de 0,1% para 3% do valor exportado para as grandes empresas, e de até 6% para as pequenas, pode ter um custo alto. Ele terá validade até o fim de 2026. O diferimento dos impostos, ou seja, o adiamento do pagamento, será por apenas dois meses e tem custo bem residual, apesar de dar um fôlego imediato às empresas afetadas. O novo prazo para o drawback também parece uma boa medida: o exportador terá um ano para usar o crédito dos impostos pagos na importação de insumos.
Entrevistei na GloboNews o ex-secretário do Tesouro, Bruno Funchal, atualmente diretor-presidente da Bradesco Asset, e perguntei sobre a necessidade dessas medidas de resgate e os cuidados que o governo deve ter. Ele não teve dúvidas em afirmar que as iniciativas são necessárias, só é preciso ter prazo para terminar.
— É óbvio que aconteceu o imprevisível e afetou a economia. Para alguns setores, o impacto é significativo. Então ter algum tipo de ajuda temporária faz sentido. Isso inclui postergação de impostos, crédito, medidas para sustentar o emprego. O pacote faz sentido. Mas o maior desafio é saber quando termina, para que o benefício não se propague indefinidamente, como aconteceu lá atrás com algumas medidas da pandemia.
Funchal sustenta o que tem sido dito por outros economistas: do ponto de vista macro, o impacto não é grande no Brasil. Uma perda de 0,2% do PIB, uma queda de exportação de US$ 6 bilhões. Antes das exceções, o cálculo era de US$ 12 bilhões. E um efeito baixista na inflação. Ela tenderá a desacelerar mais do que já estava caindo. Na economia americana, contudo, o efeito da alta taxação contra o mundo já está sendo sentido.
— Antes do tarifaço, o núcleo da inflação americana estava convergindo mais ou menos para a meta, que é de 2%. A gente vê agora uma volta, se aproximando dos 4%. Um impacto relevante em preço e uma criação menor de empregos. A expectativa de geração de emprego era muito maior do que aconteceu — disse Bruno Funchal.
A tarifa média dos EUA era de 2,4%, hoje é 17%. O número representa um retrocesso de quase um século na história do comércio internacional norte-americano. Mais do que isso, o país se colocou num enorme isolamento. Os Estados Unidos pagarão um preço.
Em relação ao Brasil, a escalada dos absurdos cometidos por eles continua. Relatório de direitos humanos mentiroso, perseguição a funcionários públicos, imposição da maior tarifa do mundo. Uma situação “inusitada", como disse ontem o ministro Fernando Haddad.
— O Brasil é um país que está sendo sancionado por ser mais democrático do que o seu agressor — disse o ministro.
O pacote de ontem foi a resposta necessária e urgente na economia. Mas a diplomacia não pode descansar. Em algum momento haverá uma brecha racional. O Brasil tem que ter um cardápio de propostas a oferecer quando houver negociação sobre comércio. Como disse ontem na coletiva o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, “a soberania nunca esteve sobre a mesa e nunca estará”.
O Estado de S.Paulo - SP 15/08/2025
O tarifaço de Donald Trump sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos compromete a manutenção de mais de 618 mil empregos no Brasil em dez anos, de acordo com estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
Com empresas ligadas à indústria como as mais atingidas, a estimativa é de que a medida traga perdas para a economia, efeitos negativos na massa salarial, nos empregos e no consumo das famílias, impactando não apenas as empresas que vendem para os EUA, mas toda uma cadeia econômica nas regiões afetadas.
Os Estados Unidos passaram a cobrar uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, incluindo máquinas e equipamentos, café, carne, madeira, armas e calçados. Alguns itens foram isentos da cobrança, como petróleo, aviões e suco de laranja.
O Brasil exportou US$ 40,4 bilhões aos Estados Unidos em 2024, 12% do total exportado. Os produtos brasileiros que serão taxados somaram aproximadamente US$ 22,2 bilhões em exportações, 54,9% do conjunto vendido aos americanos.
De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode sofrer uma queda de 0,22%, equivalente a R$ 25,8 bilhões, no curto prazo, de um a dois anos, e uma perda de 0,94%, de R$ 110 bilhões, no longo prazo, de cinco a dez anos. O impacto compromete mais de 146 mil postos de trabalhos formais e informais no curto prazo. No período mais longo, o número de empregos ameaçados ultrapassa 618 mil.
Os setores mais afetados no curto prazo são siderurgia e aço sem costura (com queda de 8,11% no faturamento e de 8,08% nos empregos), produtos de madeira (-7,12% e -6,69%), e fabricação de calçados e de artefatos de couro (-3,07% e -2,44%). Veja a lista completa:
“A cesta de produtos exportados aos Estados Unidos tem um valor agregado maior, com um nível maior de transformação. São produtos mais manufaturados. Por isso, a taxação tende a impactar mais a indústria do que os demais setores”, diz o economista-chefe da Fiemg e um dos autores do estudo, João Gabriel Pio. “O impacto agregado no PIB é relativamente modesto, mas há um impacto maior a nível setorial. As empresas que dependem dos Estados Unidos e não estão isentas podem até fechar as portas.”
As empresas já sentiram os impactos e começaram a se adaptar. A Taurus, que fabrica armas e munições em São Leopoldo (RS), decidiu transferir a principal linha de montagem para os Estados Unidos.
A Randa, que fabrica produtos de madeira em Birutuna (PR), onde mais de 80% da economia do município depende da empresa, concedeu férias coletivas e paralisou metade da produção.
No longo prazo, segundo a análise da Fiemg, a indústria continua sendo a maior impactada, mas os efeitos negativos se estendem a outros segmentos que não estão diretamente ligados à exportação, mas que dependem do consumo das famílias da cadeia dessas indústrias, como atividades imobiliárias (-2,04% no faturamento), educação privada (-1,79%), serviços domésticos (-1,75%) e saúde privada (-1,61%).
“Se uma empresa reduz sua capacidade produtiva em nível estrutural, essa redução afeta a cadeia produtiva, a empresa ou o setor precisa de uma quantidade menor de emprego e aí reduz a massa salarial e impacta o consumo”, diz o economista. “Esse impacto tende a ser mais regionalizado e difuso. Por exemplo, o Sul de Minas exporta muito café e será muito impactado. A região intermediária de Belo Horizonte é mais impactada pela siderurgia e, nesse caso, não é só uma ou outra empresa grande, são várias pequenas e médias empresas.”
Veja a lista completa com os efeitos no longo prazo:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou na quarta-feira, 13, um pacote de socorro às empresas atingidas. Uma das ações é oferecer uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para financiar companhias afetadas e outras empresas que queiram vender seus produtos fora do Brasil, diversificando a balança e diminuindo a dependência dos Estados Unidos.
Para o autor do estudo, o pacote pode ajudar as empresas, mas é importante intensificar as negociações com os Estados Unidos para reduzir as tarifas. “Imagina uma empresa que exporta 90% do que é produzido para os Estados Unidos. Essa empresa não tem alternativa a não ser fechar as portas”, diz o analista. “Não é estratégico negligenciar um mercado como o americano, o mercado com maior poder de consumo do mundo. A negociação tem que avançar para reduzir as tarifas e ao mesmo tempo é preciso ampliar os negócios com outros países.”
Portos e Navios - SP 15/08/2025
A mineradora Anglo American e a Ferroport, operadora do terminal de minério de ferro no Porto do Açu, no Norte do Rio de Janeiro, anunciaram nesta quinta-feira (14) que atingiram no dia 1º 200 milhões de toneladas embarcadas desde o início de suas operações, em outubro de 2014. A marca foi alcançada com a operação do navio Canary. As empresas informaram que, no período de atividades conjuntas, foram carregados no porto fluminense 1.234 embarcações.
A Ferroport, joint venture formada pela mineradora Anglo American e pela Prumo Logística, é responsável pela operação do terminal de minério de ferro do Porto do Açu, com serviços de armazenamento, filtragem e embarque. Ela atende à parceira Anglo American, que extrai o minério em uma mina em Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, e o envia ao porto fluminense por um mineroduto próprio de 529 quilômetros, que atravessa 33 cidades, no chamado Sistema Minas-Rio. No terminal, o minério é processado, estocado e exportado por navios para diversos países.
O CEO da Ferroport, Carsten Bosselmann, disse que a marca de 200 milhões de toneladas embarcadas confirma a eficiência do Sistema Minas-Rio em uma década em operação e o sucesso dos investimentos feitos. “Temos agregado tecnologias de ponta de monitoramento, treinamentos de segurança e procedimentos operacionais rigorosos que nos ajudaram a alcançar a marca das 200 milhões de toneladas embarcadas com êxito durante todo este período”, afirma.
Neste ano, a expectativa do grupo é atingir de 22 a 24 milhões de toneladas de minério de ferro movimentadas no terminal fluminense. Até o momento, 87 navios já foram operados em 2025 em operações ininterruptas durante todos os dias do ano e com capacidade de 10 mil toneladas de carga embarcada por hora.
Brasil Mineral - SP 15/08/2025
Grupo Avante adquire a mina Várzea do Lopes, em Itabirito (MG), da Gerdau, que se concentra em sua operação em Ouro Preto e em investimentos em mineração sustentável.
O CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a operação de aquisição da mina Várzea do Lopes, localizada em Itabirito (MG), que pertencia à Gerdau, pelo grupo Avante.
De acordo com a Gerdau, a venda faz parte do processo da reorganização estratégica de suas operações, agora concentradas na mina de Miguel Burnier, em Ouro Preto (MG). A venda inclui os direitos de exploração da mina e áreas adjacentes, mas a Gerdau mantém o direito de preferência na compra de parte do minério produzido. A Gerdau também permanecerá responsável pelos custos de fechamento da mina referentes ao seu período de exploração.
O grupo Avante atua na produção de minério de ferro em Minas Gerais, através das empresas GSM Mineração e Ferro Puro, com unidades operacionais e logísticas em Barão de Cocais, Itabirito, Santa Bárbara e Congonhas.
A Gerdau informa que está concluindo o investimento já divulgado de R$ 3,2 bilhões “nesta nova plataforma de mineração sustentável, que adicionará 5,5 milhões de toneladas a capacidade anual de produção da Mina de Miguel Burnier, conforme anunciado anteriormente”. A operação de Miguel Burnier, localizada em Ouro Preto (MG), foi reconhecida pelo IRMA Initiative for Responsible Mining Assurance (Iniciativa para a Garantia de Mineração Responsável).
A mina Várzea do Lopes iniciou atividades em Itabirito em 2006, com capacidade instalada de 1,5 milhão t/ano de minério de ferro e dois anos após teve a Licença de Operação suspensa, por não haver apresentado o Estudo de Impacto Ambiental. A empresa, então, fez o estudo, além de assumir uma série de outras obrigações, dentre as quais não solicitar novas licenças de exploração na Serra da Moeda. Posteriormente, em 2013, a Gerdau firmou um novo Termo de Ajuste, visando aumentar a capacidade de produção para 13 milhões t/ano.
O projeto de nova ampliação da capacidade, no entanto, foi questionado, porque poderia afetar o Monumento Natural Estadual (Monae) Serra da Moeda. O empreendimento está localizado em Itabirito, que faz fronteira com o município de Moeda, que desde 2012 proíbe a mineração em seu Plano Diretor, sendo o único dos 34 municípios da região metropolitana de Belo Horizonte onde a atividade não é permitida.
Em outubro de 2023, a Gerdau elaborou um Plano de Fechamento da mina Várzea do Lopes, com base no que é preconizado pelo ICMM (International Council on Mining and Metals), que se supõe agora seja implementado pelo grupo Avante.
CNN Brasil - SP 15/08/2025
Os futuros do minério de ferro caíram nesta quinta-feira (14), depois que o governo chinês ordenou a suspensão das atividades de construção antes de um desfile militar em Pequim.
O contrato de janeiro do minério de ferro mais negociado na DCE (Bolsa de Mercadorias de Dalian) da China caiu 2,94%, para 775 iuanes (US$ 108,06) a tonelada.
O minério de ferro de referência de setembro na Bolsa de Cingapura recuava 1,36%, a US$ 102,1 a tonelada.
O desfile militar para comemorar o fim da Segunda Guerra Mundial será realizado em 3 de setembro.
"As autoridades chinesas ordenaram a suspensão das atividades de construção em pelo menos 12 províncias antes e nos arredores do evento", disse Atilla Widnell, diretor administrativo da Navigate Commodities em Cingapura.
"Como resultado, não é de se surpreender que os futuros do vergalhão de Xangai e do minério de ferro em Dalian e Cingapura tenham sofrido vendas significativas."
Enquanto isso, a demanda da China por aço para construção deve permanecer estável em agosto, apoiada pelo lançamento de novos projetos, embora o clima adverso recente tenha interrompido a construção, disse a consultoria chinesa Mysteel em nota nesta quinta-feira.
Os novos empréstimos em iuanes sofreram contração geral em julho, pela primeira vez em duas décadas, indicando uma fraca demanda do setor privado em meio às negociações comerciais com Washington.
CNN Brasil - SP 15/08/2025
As montadoras de veículos com operações no Brasil trabalham, por meio da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), num pacote de medidas de reindustrialização que será apresentado ao governo, revelou o presidente da GM (General Motors) na América do Sul, Santiago Chamorro, em entrevista ao Capital Insights.
A proposta visa auxiliar o setor diante da dificuldade de concorrer com produtos importados. Lançado pelo governo Lula para apoiar esses fabricantes, o programa Mover foi um passo à frente, porém ainda é necessário reduzir a carga de impostos, com a "mágica" de que ninguém perca, incluindo o governo, na avaliação de Chamorro.
"O mercado chinês não tem comparação com o resto do mundo. Lá tem centenas de marcas. São mais de 150 no último relatório que eu vi. E dessas, estima-se que muito poucas, umas cinco a dez, talvez consigam fazer lucro", observou o executivo ao Capital Insights desta quinta-feira (14).
"São outras as pretensões, são outras as estratégias e são outros os apoios governamentais que essas empresas têm lá na China para a produção doméstica e para a exportação ao resto do mundo", acrescentou.
Por conta destes fatores, o presidente regional da GM afirmou que os chineses têm uma diferença de custo em relação às montadoras instaladas no Brasil de aproximadamente 50%.
Chamorro é um dos signatários da carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a tentativa da BYD de derrubar o imposto dos carros que serão trazidos da China para montagem final na fábrica da marca em Camaçari (BA).
Na disputa com as marcas chinesas que estão chegando ao Brasil, o executivo disse que o governo tomou um "bom caminho" ao antecipar em um ano e meio a volta das alíquotas cheias sobre os carros híbridos e elétricos que chegarão do país asiático parcialmente montados.
Parceria entre o CNN Money e a Broadcast, o programa entrevista semanalmente referências do mercado financeiro para discutir o cenário econômico do Brasil e do mundo. O Capital Insights vai ao ar toda quinta, às 19h, no CNN Money.
Globo Online - RJ 15/08/2025
Com investimento previsto de R$ 10 bilhões até 2032, a chinesa Great Wall Motor (GWM) começa a produzir veículos no Brasil, na antiga fábrica da Mercedes-Benz, em Iracemápolis, interior de São Paulo.
A unidade será inaugurada nesta sexta-feira, com a presença do presidente Lula, e os primeiros carros a sair das linhas de montagem serão o SUV Haval H6, produzido em versões híbridas e plug in, enquanto a picape Poer e o Haval H9 terão versões com motor 2.4 turbodiesel. É mais um passo importante da ofensiva das montadoras chinesas junto ao Brasil, o sexto maior mercado de veículos do mundo.
Nesta primeira etapa, a GWM está investindo no país R$ 4 bilhões até 2026. Metade já foi desembolsado desde 2021, o que já engloba a abertura da nova fábrica com a contratação de 700 funcionários.
Na segunda etapa, serão investidos mais R$ 6 bilhões de 2027 a 2032. Além da fábrica, haverá investimento em pesquisa e desenvolvimento e na criação de um centro de engenharia. Novos produtos também estão previstos pela montadora.
A GWM já está inscrita no Mover, programa do governo federal que prevê benefícios fiscais e incentivos para montadoras que investirem em tecnologias sustentáveis, como veículos híbridos e elétricos puros.
A empresa vai usar peças da China para a fabricação dos veículos, diferentemente da também chinesa BYD, que vai trazer kits de veículos (os chamados CKDs e SKDs) e concluir a montagem em sua unidade de Camaçari, na Bahia.
Veja uma galeria de automóveis elétricos das marcas mais conhecidas
— O programa Mover tem nos ajudado bastante, porque estamos fazendo investimentos em engenharia, pesquisa, desenvolvimento e na produção no Brasil. E há outras políticas estaduais importantes para a eletrificação, como IPVA zero no Distrito Federal e no próprio Estado de São Paulo — disse Ricardo Bastos, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da GWM Brasil.
A GWM quer acelerar a nacionalização das peças, expandir a produção e depois exportar para países vizinhos do Mercosul e da América do Sul. A capacidade de produção da unidade é de 100 mil unidades ano, mas a ideia é iniciar com 50 mil veículos. A GWM foca no segmento de SUVs, recheados de tecnologia, com preços a partir de R$ 199 m mil, mas que podem chegar a R$ 325.000 na versão GT.
A Mercedes fabricou na unidade, de 2016 até 2021, o SUV compacto GLA e o sedã médio Classe C. Mas a montadora encerrou a produção alegando que a conjuntura econômica do país, agravada pela pandemia, não estava adequada, causando queda nas vendas. Nesse cenário, faze rnovos investimentos na unidade buscando a eletrificação de seusveículos não fazia sentido.
Concorrência crescente no Brasil
No mês passado, a também chinesa BYD (Build Your Dreams) mostrou a primiera parte de seu complexo industrial de Camaçari, onde no passado funcionou uma unidade da Ford. Lá, a BYD vai vai produzir o SUV Song Plus, um híbrido plug in, e o elétrico Dolphin Mini. A empresa anunciou que vai produzir pelo menos 50 mil veículos por ano na primeira fase subindo depois para 150 mil. A BYD anunciou investimentos de R$ 5 bilhões no país, sendo que R$ 1,4 bilhão foram desembolsados na unidade baiana, que já emprega quase mil pessoas.
O Brasil tornou-se destino de várias marcas chinesas de veículos. De acordo com o professor de cursos automotivos da Fundação Getúlio Vargas, Jorge Antonio Martins, com forte concorrência no mercado interno, a saída para elevar as margens de ganhos é se internacionalizar.
— O mercado chinês deve passar por um processo de consolidação. Enquanto isso, a produção excedente é vendida para países como o Brasil — diz o especialista, lembrando que o mercado chinês passa por uma verdeira guerra de preços, reduzindo a margem de ganho das montadoras. Mas assim como fizeram Europa e Estados Unidos, o imposto sobre veículos elétricos importados no país vem subindo e vai chegar a 35% em 2026.
Além da BYD e da GWM, marcas como a GAC, Omoda e Jaecoo e Geely, estão dispostas a brigar pelo consumidor nacional. Com muita tecnologia embarcada e luxo, elas estão trazendo modelos diferentes da primeira onda de carros chineses que desembarcou no Brasil no final dos anos 2000 e início de 2010. Seja por problemas de qualidade, falta de infraestrutura de pós-venda, ou dificuldades em se adaptar ao mercado local, muitas acabaram saindo do país.
Mesmo com infraestrutura de carregamento dos veículos elétricos ainda abaixo do que se espera, especialmente no interior do país, as vendas de veículos eletrificados vem crescendo no Brasil. Em julho passado, foram vendidas 23.509 unidades, equivalentes a 10,7% do total de vendas no mês.
O resultado representa uma alta de 56,3% frente a julho de 2024 (15.043). No acumulado do ano, foram 134.664 unidades, um crescimento de 44,3% sobre 2024 (93.326), segundo dados da consultoria Bright Consulting.
O aumento do interesse dos compradores pelos veículos eletrificados, a oferta de novos modelos chineses importados e o início de produção local da BYD e da GWM esquentam a briga entre os veículos eletrificados, e especialistas avaliam que o consumidor pode ser beneficiado com descontos e queda de preços nesse cenário de aumento da concorrência.
Valor - SP 15/08/2025
Land Rover chinesa, Jetour já tem data para lançar seus carros no Brasil
A Chery segue com passos firmes no plano de expansão no mercado brasileiro. Após trazer ao país a Omoda Jaecoo sem a Caoa, parceira de longa data, agora se organiza para lançar por aqui a Jetour. “Autoesporte” apurou que o lançamento da marca chinesa será no primeiro trimestre de 2026. Os SUVs T1 e T2 devem ser os primeiros modelos a serem vendidos no Brasil. Veja a seguir mais detalhes sobre a dupla.
A companhia que foca em SUVs com pegada mais robusta é só uma das inúmeras marcas chinesas que reproduzem o estilo consagrado pela britânica Land Rover ao longo de décadas. A Jetour foi devidamente formalizada na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) no último dia 25 de julho e agora está contratando funcionários.
São inúmeras vagas em diversas áreas, incluindo postos no departamento financeiro, na rede de distribuição e no marketing. Mais do que estar procurando empregados, a Jetour já contratou funcionários com experiência na indústria automotiva. Alguns deles trabalharam na conterrânea Neta, que chegou ao Brasil em 2024, mas agoniza e luta para conseguir vender os carros estocados no Espírito Santo antes de encerrar as operações de vez por aqui.
Ao menos dois executivos contratados pela Jetour têm passagens pela Neta. Um deles acumula ainda longa passagem pela Chery. “Autoesporte” apurou que houve preferência na contratação de pessoas com algum conhecimento de como funciona uma empresa chinesa. Não à toa, a marca do grupo Chery também admitiu trabalhadores de MG e Caoa.
E quem irá comandar a operação da Jetour no país? Ainda que indiretamente, se levarmos em consideração o quadro societário, será a mesma Chery que trouxe ao país a Omoda Jaecoo. No entanto, a nova marca atuará de forma independente. Explicamos: a Jetour Auto Brasil tem como única sócia a Wuhu Ruiqing Enterprise Management. A razão social é composta, segundo o Estatuto Social da empresa, por Chery Automobile (vulgo Chery) e Wuhu Jietu Automobile Sales.
A Chery tem 85% de participação na Wuhu Ruiqing. No entanto, quem cuida da distribuição dos veículos da Jetour é a Wuhu Jietu - dona de 15% da empresa. Para resumir, todos os nomes citados têm associação com a mesma holding. A própria Chery, inclusive, é sócia da Omoda Jaecoo no Brasil. Ou seja, tudo numa única mala, ainda que em compartimentos distintos.
Com a parte burocrática encaminhada, a Jetour inclusive já testa os seus carros no Brasil. Nos últimos meses, foram vistos dois modelos diferentes rodando pelo país. São os SUVs T1 e T2. A dupla deve chegar ao mesmo tempo, para iniciar a operação local da marca.
Também conhecido como Traveller, o T2 tem visual absolutamente inspirado no Land Rover Defender. O utilitário chinês tem 4,78 metros de comprimento, 2 metros cravados de largura, 1,87 metros de altura e entre-eixos de 2,80 metros.
O Jetour T2 é vendido em opções com motor 2.0 turbo a gasolina que entrega 254 cv de potência e 39,8 kgfm de torque. Vem associado ao câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas.
O SUV também tem configuração híbrida plug-in. Esta vem com motor 1.5 turbo de 156 cv e 22,4 kgfm e dois propulsores elétricos dianteiros. A bateria de 26,7 kWh garante ao modelo, de acordo com site global da fabricante, autonomia de 139 km no ciclo NEDC.
O Jetour T2 tem ainda central multimídia de 15,6 polegadas, sistema de som de 12 canais da Sony e teto panorâmico. Dispõe também de bancos com aquecimento e ventilação, câmera 360 graus e carregador de smartphones por indução.
Outro modelo “na agulha” da Jetour para o Brasil é o T1. Tem visual similar ao T2, bem como dimensões: são 4,70 metros de comprimento, 1,96 m de largura, 1,84 m de altura e os mesmos 2,80 m de entre-eixos.
A motorização também é parecida. Há opções com motor 1.5 turbo e caixa automatizada de dupla embreagem e sete velocidades e 2.0 turbo de 254 cv e 39,8 kgfm. No entanto, para este último, temos câmbio automático de oito marchas.
O Estado de S.Paulo - SP 15/08/2025
A Stellantis inaugurou nesta quinta-feira (14), em Osasco, na grande São Paulo, sua primeira fábrica de desmanche de veículos na América do Sul. O Centro de Desmontagem Veicular Circular Autopeças é o segundo do tipo da montadora no mundo (há uma planta em Mirafiori, bairro de Turim, na Itália). Nele, serão desmontados 8 mil carros por ano, e as peças em bom estado, assim como componentes recondicionados, serão colocados à venda no mercado de reposição, em lojas físicas e digitais.
O projeto da fábrica em Osasco custou R$ 13 milhões e vai gerar cerca de 150 novos postos de trabalho. Além disso, conforme a Stellantis, o reaproveitamento de peças poderá evitar a emissão de até 30 mil toneladas de CO2 todos os anos. Neste início de operação, a maioria dos veículos a serem desmanchados virá da frota da própria montadora. Outros serão comprados em leilões, incluindo modelos de outras marcas. É o caso de um Honda WR-V batido que estava no início do processo de desmonte.
Peças usadas pela metade do preço (ou menos)
Tal como em outros desmanches pelo País, o Centro de Desmontagem Veicular da Stellantis vai oferecer peças dos mais variados tipos por preços muito menores que as equivalentes novas. Segundo Alexandre Aquino, vice-presidente de economia circular da Stellantis, os componentes selecionados e catalogados na planta de Osasco custarão cerca de 50% do valor de uma peça nova ou até menos que isso - a depender do estado.
Durante a inauguração da planta, pudemos conferir dezenas de componentes de perto. Há desde faróis e lanternas, até conjuntos de bancos, volantes, eletrônicos como multimídia, além de rodas de liga leve, radiadores, motores e caixas de câmbio. Tudo disposto em grandes estantes e catalogado, com selo de certificação do Detran-SP e códigos de barras (ou QR Codes) que informam a procedência de cada peça e a qual veículo ela pertenceu.
O procedimento é padrão para todos os modelos. Primeiro, os carros chegam e passam por um teste de funcionamento. Em seguida, vão para o setor de descontaminação, onde são removidos óleos, lubrificantes e químicos, que vão para descarte e reciclagem. Depois, o veículo começa a ser desmontado pelas partes pesadas (motor, câmbio, eixos, braços de suspensão, sistemas de freio, de escapamento e rodas e pneus).
Na sequência, são removidas as partes móveis, como, por exemplo, portas, capô e tampa do porta-malas. Por fim, retiram-se as peças de acabamento, cabos e eletrônicos. O que não é aproveitado segue para descarte. E os demais componentes são classificados com notas de 0 a 9, onde 0 é irrecuperável e 9 é uma peça com condição de nova - ou muito próxima disso. Segundo Aquino, peças com notas abaixo de 5 são descartadas, e as demais vão para a área de fotografia, onde são clicadas e catalogadas.
Já os componentes mais pesados, como motores e câmbios, são avaliados e, caso necessário, enviados à empresas parceiras para passar por processo de remanufatura. Enquanto isso, peças mais comuns, como faróis, lanternas e retrovisores, são separados e vão para o estoque nas mesmas condições que estavam. Assim, os preços de cada componente vão variar conforme o estado dos mesmos - Aquino conta que um cálculo com base em algoritmos é feito para precificar cada componente da forma mais adequada.
Como serão vendidas as peças
Todos os componentes em condições de reuso e remanufaturados serão vendidos em uma loja física montada em um container na própria fábrica da Circular Autopeças, em Osasco. Dois vendedores ficam à disposição do público, que pode ser Pessoa Física ou Jurídica. Além disso, uma loja digital da empresa no Mercado Livre também terá o estoque disponível para venda. E, em breve, a Stellantis lançará um e-commerce próprio. São 49 grupos de peças com rastreabilidade e certificação pelo Detran-SP.
Stellantis fala em mercado de reposição bilionário
Segundo a montadora dona de marcas como Citroën, Fiat, Jeep, Peugeot e RAM, o mercado brasileiro de reciclagem de carros tem um potencial de gerar aproximadamente R$ 2 bilhões de receita por ano. Isso porque a frota brasileira tem 48 milhões de veículos e cerca de 2 milhões chegam ao fim do ciclo de uso todos os anos, mas só 1,5% da frota recebe a destinação adequada.
CNN Brasil - SP 15/08/2025
O mercado de imóveis de alto padrão em São Paulo começou 2025 com forte ritmo de expansão.
Segundo levantamento da consultoria Brain Inteligência Estratégica, as vendas ultrapassaram R$ 7 bilhões no primeiro trimestre, impulsionadas por uma demanda crescente por unidades de luxo.
Em comparação com os primeiros três meses de 2024, o setor apresentou crescimento de 238,9% em volume financeiro.
No total, foram 993 imóveis comercializados entre janeiro e março, um avanço de 57,4% sobre o mesmo período do ano anterior.
Para Bruno Pira, especialista em mercado imobiliário de alto padrão, o desempenho está relacionado à valorização do metro quadrado em áreas nobres e ao apetite de compradores com altíssimo poder aquisitivo, que buscam exclusividade, tecnologia e localização estratégica.
“Chamamos esse perfil de ultra-high-net-worth individuals. Eles estão no topo da pirâmide econômica — são empresários de tecnologia, finanças e saúde, além de famílias tradicionais, celebridades e estrangeiros com negócios em São Paulo”, explica.
O especialista destaca ainda que construtoras vêm recorrendo a parcerias com marcas internacionais para atrair esse público.
“São ícones residenciais que unem design global, luxo extremo e alto potencial de valorização”, afirma Pira.
Essa busca por diferenciação se reflete também em empreendimentos de prestígio que ganham destaque na mídia, como é o caso da cobertura mais alta da América Latina, localizada em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
O imóvel fica na Barra Sul, área considerada a mais nobre da cidade, que detém o metro quadrado mais valorizado do Brasil.
Atualmente à venda por R$ 125 milhões e vizinha de celebridades como Neymar, o imóvel oferece vistas panorâmicas e infraestrutura digna de um hotel cinco estrelas — reforçando o apelo do luxo extremo que movimenta o setor.
CNN Brasil - SP 15/08/2025
Após anos de negociações intrincadas, o Ministério dos Transportes e a VLI Logística finalmente alcançaram um acordo para renovar a concessão da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica) até 2056. O contrato atual vence em agosto do ano que vem.
Segundo relatos feitos à CNN, o acordo prevê investimentos de aproximadamente R$ 20 bilhões na malha ferroviária, sem incluir a troca de material rodante (locomotivas e vagões).
Entre as obrigações do novo contrato estaria a revitalização completa do corredor Minas-Bahia, entre Corinto (MG) e Aratu (BA), uma das obras mais demandadas pelos governos dos dois estados.
Os termos da renovação já foram enviados pelo Ministério dos Transportes à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que ficará responsável por verificar se a modelagem econômico-financeira e o plano de exploração ferroviária do novo contrato estão devidamente alinhados.
Com isso, o governo e a agência teriam certeza de que os investimentos pactuados e a outorga devida se encaixam na taxa de retorno do projeto.
Conforme duas fontes envolvidas no processo, como a ênfase da negociação foi dada para novos investimentos na malha, a outorga (pagamento direto ao Tesouro Nacional) deve ficar em menos de R$ 1 bilhão.
O objetivo do governo é enviar o processo ao TCU (Tribunal de Contas da União) até novembro. O aval do órgão de controle constitui o último passo para a assinatura do novo contrato, com 30 anos de duração.
Também estão na lista de obrigações futuras, mediante a existência de demanda de cargas, pelo menos duas obras exaustivamente discutidas entre o governo federal e a VLI.
Uma é a construção de uma nova ponte, para a passagem dos trens, entre os municípios baianos de São Félix e Cachoeira. Outra é o contorno ferroviário de Belo Horizonte.
Se houver movimentação suficiente de cargas, essas obras serão executadas obrigatoriamente, mas vão ensejar o reequilíbrio econômico do contrato no futuro.
Para negociadores do governo, um dos trunfos nas discussões foi a existência de estudos avançados para a relicitação da ferrovia. Pela primeira vez, nas tratativas com uma concessionária, o governo tinha nas mãos a cartada de retomar a ferrovia e organizar um novo leilão.
A malha ferroviária da FCA tem 7,2 mil quilômetros de extensão e cruza os estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe, além do Distrito Federal.
Procurada pela CNN, a assessoria da VLI Logística não fez comentários sobre o assunto até a publicação da reportagem.
A Tribuna - SP 15/08/2025
Pelo menos dez empresas demonstraram interesse no leilão do Terminal de Contêineres (Tecon) Santos 10, no cais do Saboó (STS10), no Porto de Santos. O número foi dado pelo diretor do Departamento de Novas Outorgas e Políticas Regulatórias Portuárias do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Bruno Neri da Silva. A fala dele ocorreu nesta quarta-feira (13), durante audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, em Brasília, sobre as restrições concorrenciais impostas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) ao pregão.
“Por parte do MPor, temos recebido inúmeras empresas, pelo menos dez interessadas (mesmo com as restrições). Vai ser um certame competitivo. São empresas com capacidade de investimento, não temos preocupação em relação a isso. Temos que bater o martelo: fazer o leilão com ou sem restrição para que ocorra o aumento de capacidade (do Porto de Santos)”, revela Neri, ao comentar sobre possível diminuição de competitividade do certame em razão da ausência de grandes empresas.
O modelo de leilão prevê duas fases. Na primeira, os operadores com terminais de contêineres em Santos ficam proibidos de participar, o que inclui gigantes como a DP World, CMA CGM (Santos Brasil), MSC e Maersk (essas últimas duas dividem a participação no terminal da BTP). Uma segunda etapa, aberta a todos, só ocorrerá caso a primeira não tenha interessados.
“A Agência tomou a decisão técnica que entendemos ser legítima, de acordo com suas competências. Não é o primeiro nem o último leilão em que haverá restrição de participação. Diversos outros tiveram”, relembra Neri, citando o ITG02, em Itaguaí (RJ), cujo contrato de concessão foi assinado em fevereiro. Neste caso, houve supressão da cláusula restritiva, após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).
O projeto do Tecon Santos está justamente nas mãos da Corte de Contas. Em 29 de julho, foi realizado painel de três horas, em Brasília, com representantes do Poder Público e da iniciativa privada. Na ocasião, foram ouvidas opiniões dos que defendem a licitação com restrição e dos que querem ampla competição - estes, a maioria no encontro.
“Se o TCU entender que não é cabível a restrição, daremos cumprimento da mesma forma”, garante o diretor. “Possivelmente o processo suba para análise em plenário até o final de agosto, trazendo a expectativa de que o leilão seja realizado em dezembro”, emenda.
O secretário especial de Licitações e Concessão da Antaq, Ygor Di Paula, usou como argumento principal a possível vantagem de novas empresas para o jogo portuário. “É mais importante garantir a competição e a concorrência dos 25 anos de execução do contrato do que apenas olhar no curtíssimo prazo do leilão. A entrada de novos players traz maior pressão competitiva para o mercado, aumentando a eficiência e reduzindo custos para os usuários. Além disso, está garantindo a participação dos atuais. A Antaq não é a favor ou contra de algum agente específico, mas a favor da concorrência, usuários, setor portuário e o Brasil”.
Judicialização e futebol
Na audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, convocada pelo deputado federal Julio Lopes (PP-RJ), a maioria dos convocados estava contra as restrições no certame - incluindo o próprio parlamentar.
O diretor técnico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Eduardo Heron, lembrou dos prejuízos deste e de outros setores, apesar de recordes batidos. “É um cenário caótico. Não queremos crer que as instituições são capazes de criar teoria para levar, sem fato aparente, a uma judicialização. Não faz sentido tirar do jogo quem já investe no Brasil”, afirma. A Maersk entrou na Justiça contra a Antaq solicitando a suspensão do processo licitatório e a realização de nova audiência pública para esclarecimentos sobre o edital, mas não obteve sucesso.
Patricio Junior, diretor de Investimentos em Terminais da Terminal Investment Limited (TiL) - que pertence ao Grupo MSC - usou o futebol para brincar com a competitividade revelada por Bruno Neri. “Imagine o Campeonato Brasileiro sem Botafogo, Flamengo e Palmeiras. Vai ter gente competindo, mas quantidade não é tudo, mas qualidade”.
IstoÉ Dinheiro - SP 15/08/2025
A Petrobras pagou R$ 131,7 bilhões em tributos no primeiro semestre de 2025. O montante está no relatório fiscal da companhia, divulgado nesta quinta-feira (14), e representa recuo de 4,5% em relação aos R$ 137,9 bilhões do mesmo período do ano passado.
Os números não levam em conta a inflação do período. Considerada a inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcou 5,35% no acumulado de 12 meses anteriores a junho de 2025.
O valor total inclui tributos (impostos e contribuições), que são destinados à União, estados e municípios, e as chamadas participações governamentais. Essas participações são basicamente royalties pela exploração de petróleo e participação especial (PE) – uma compensação financeira extraordinária cobrada de campos de petróleo com grande volume de produção.
A Petrobras detalha que a União recebeu diretamente R$ 77,1 bilhões, sendo R$ 45,3 bilhões em tributos federais e R$ 31,8 bilhões em participações governamentais. Parte do valor total é redistribuída pelo governo para estados e municípios.
De acordo com a estatal, o montante do primeiro semestre corresponde a 5,4% de toda arrecadação federal e representa redução de 11,9% em relação ao pago no mesmo período de 2024.
A companhia explica que a queda foi sentida no recolhimento de tributos sobre o lucro (IRPJ e CSLL) e sobre o faturamento (PIS e Cofins).
O total pago em participação governamental subiu 3% na comparação anual.
Estados
Em relação ao recolhimento por parte dos estados, a Petrobras contribuiu com R$ 53,6 bilhões, o que representa 12% da arrecadação das unidades federativas. Esse valor é 7,8% superior ao pago no primeiro semestre de 2024, justificado pelo aumento da cobrança de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, que passou a valer em 1º de fevereiro.
A companha destaca que, em 20 unidades da federação, representa mais de 10% da arrecadação de ICMS.
Veja os estados que mais receberam tributos da Petrobras em valores absolutos:
1º) São Paulo: R$ 11,3 milhões 2º) Minas Gerais: R$ 7,3 milhões 3º) Rio de Janeiro: R$ 4,3 milhões 4º) Rio Grande do Sul: R$ 4,3 milhões 5º) Paraná: R$ 3,3 milhões
Apesar de Mato Grosso do Sul ser o nono estado em recolhimento da Petrobras, com R$ 2,6 milhões, o estado tem mais da metade da arrecadação vinda dos cofres da estatal do petróleo.
Confira o ranking de participação da Petrobras nas arrecadações estaduais:
1º) Mato Grosso do Sul: 52,8% 2º) Rondônia: 24,8% 3º) Paraíba: 24,5% 4º) Goiás: 20,9% 5º) Ceará: 19,2%
O estado de São Paulo, campeão de arrecadação, tem apenas 10,2% da sua receita proveniente da Petrobras.
Os municípios brasileiros receberam R$ 1 bilhão no primeiro semestre de 2025, praticamente tudo em Imposto sobre Serviços (ISS) e Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). No mesmo período de 2024 foi R$ 0,7 bilhão.
O Estado de S.Paulo - SP 15/08/2025
No início de agosto, a British Petroleum (BP) anunciou sua maior descoberta de petróleo dos últimos 25 anos, na Bacia de Santos, no bloco denominado “Bumerangue”, ainda na área do pré-sal, ali ao lado de onde a Petrobras descobriu enormes campos de óleo e gás, como Tupi, Búzios, Mero e Sapinhoá.
Foi área leiloada em 2022, durante o governo Bolsonaro, depois que os leilões ficaram suspensos por nada menos que cinco anos, ao longo do governo Dilma, quando o petróleo valia por volta dos US$ 100 por barril de 159 litros (hoje, oscila em torno dos US$ 68). Ou seja, o Brasil perdeu um tempo enorme, perdeu uma riqueza que permaneceu enterrada lá embaixo, correndo o risco de que a era do petróleo se esgotasse em consequência da transição energética.
A descoberta da BP, ainda por ser avaliada – até pela presença indesejada de dióxido de carbono –, levanta uma questão renitente: por que a Petrobras ficou fora dessa área, como de outras? Por que perdeu tanto tempo e dinheiro e continua perdendo muito tempo e dinheiro em atividades afastadas do seu core business?
Os governos petistas (Lula e Dilma) entenderam que a Petrobras deveria dar prioridade a outros segmentos da cadeia de produção. Investiram em refinarias, algumas delas grandes micos, como a de Pasadena, nos Estados Unidos, revendida na bacia das almas com enorme prejuízo, e a Abreu e Lima, em Pernambuco, esta em parceria com a Venezuela, que nunca cumpriu sua parte.
Ou focam na distribuição de gás de cozinha e a despejar dinheiro na construção de embarcações em estaleiros do Brasil a custos impraticáveis. Com isso, os recursos vão sendo desviados para áreas menos importantes, que poderiam ser confiadas ao setor privado, como ficou a BR Distribuidora.
E não é apenas o governo PT que é dado a nacionalismos cegos. A Petrobras vai sendo cerceada pelos “xiitas do Ibama” por exigências descabidas, e com o inexplicável esticamento dos prazos destinados a examinar as licenças de perfuração. Se dependesse desses militantes, nem o pré-sal teria sido licenciado. Depois de 72 anos de existência, não consta do histórico da Petrobras nenhum grande desastre ambiental. Mas eles veem perigo em tudo.
Vão ficando para trás investimentos no próprio pré-sal, na Margem Equatorial (especialmente no Amapá) e na bacia de Pelotas (Rio Grande do Sul), que se tornou promissora depois das descobertas na Namíbia, área geológica congênere.
O governo PT ainda não entendeu que a exploração de petróleo no mundo tem prazo curto de validade. Entre a descoberta de um campo e sua exploração, correm seis ou sete anos, o que estreita mais o tempo útil.
TN Petróleo - RJ 15/08/2025
A Transpetro investe, em média, cerca de R$ 100 milhões por ano para garantir a segurança dos 8,5 mil quilômetros de dutos que transportam petróleo e derivados em todo país. Essa operação é essencial para o abastecimento de combustíveis no Brasil. Os investimentos contínuos incluem o uso de tecnologias para monitoramento ostensivo, a aplicação de soluções de detecção avançada, equipes de campo especializadas e supervisionadas continuamente por um centro de controle dedicado à proteção de dutos.
A Transpetro é responsável pela logística de combustíveis para todo país, transportando aproximadamente 650 bilhões de litros de petróleo, derivados e biocombustíveis anualmente. Para realizar essa operação, a companhia tem dutos que percorrem 18 Unidades da Federação, conectando 48 terminais.
Para o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, esse investimento é significativo para o setor de óleo e gás e reflete o compromisso da Transpetro com a integridade dos dutos, a prevenção de acidentes ou intervenções indevidas e o abastecimento do mercado.
"Nós somos responsáveis por uma operação que garante que diariamente os brasileiros se locomovam nas cidades, que as encomendas cheguem às pessoas, que os aviões cumpram a malha aérea, enfim, que os combustíveis atendam todas as infraestruturas que necessitam desses produtos. Por isso, investimos continuamente para garantir a segurança dos dutos", explica Bacci.
"Contudo, ainda somos vítimas de criminosos que tentam furtar combustíveis nos dutos e colocam em risco a vida das pessoas e o meio ambiente. Por isso, monitoramos nossos dutos 24 horas por dia com tecnologia de ponta, detectando qualquer atividade suspeita e agindo rapidamente para evitar danos. Também fazemos um intenso trabalho de relacionamento comunitário e de parceria com os órgãos de segurança pública", acrescenta o presidente.
Investimento que traz resultados
Desde 2020, a Transpetro reduziu em cerca de 90% o número de furtos e tentativas de furtos de combustíveis. Em 2020, a companhia registrou 201 ocorrências, e no ano passado esse número caiu para 25. Até junho de 2025, foram registradas 17 derivações clandestinas na nossa malha de dutos.
Além da aplicação de tecnologia e demais medidas preventivas, a Transpetro também se dedica a ações de relacionamento comunitário e responsabilidade social nas comunidades vizinhas às faixas de dutos e na parceria com órgãos de segurança pública.
Em 2024, a companhia investiu cerca de R$ 6 milhões em ações de responsabilidade social nas faixas de dutos operadas pela companhia, impactando de maneira positiva a vida de aproximadamente 70 mil pessoas. Esses recursos são aplicados na construção de hortas comunitárias e espaços de convivência comunitária.
Dia da Segurança na Faixa de Dutos alcança três vezes mais pessoas
Anualmente, no dia 16 de agosto, a Transpetro promove o Dia do 168, o tridígito que é o canal de comunicação direto da comunidade com a companhia, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.
Em todo país, a Transpetro realiza uma grande mobilização para conscientizar a população sobre a segurança nas faixas de dutos. Nesta edição, a companhia amplia seu alcance e triplica o público em relação ao ano anterior, com a estimativa de atingir mais de 26 mil pessoas em 11 estados, 19 municípios e 28 comunidades localizadas nas proximidades das faixas.
Neste ano, as ações ocorrerão nos estados do Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Nas mobilizações, a Transpetro, em parceria com diversos órgãos e empresas, oferece serviços à população, como emissão de carteiras de identidade, aplicação de vacinas, aferição de pressão e glicose, e serviços de saúde bucal. Além disso, haverá apresentações musicais, aulas de dança, oficinas de robótica, caminhadas ecológicas, atividades de compostagem, entrega de mudas de Pau-Brasil, simulado de emergência, exibições de atrações e projetos patrocinados pela companhia, entre outras iniciativas.
O tridígito 168
A Transpetro disponibiliza o número 168 para receber notificações sobre qualquer atividade suspeita nas proximidades das faixas de dutos, como movimentações atípicas e a presença de máquinas pesadas. O canal é gratuito, garante o anonimato de quem liga e está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. Essa linha direta auxilia no combate aos furtos de combustíveis, um crime que coloca em risco a segurança da comunidade e o meio ambiente.
Sobre a Transpetro - Operando 48 terminais (27 aquaviários e 21 terrestres), cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 33 navios, a Transpetro é a maior subsidiária da Petrobras. A empresa é a maior companhia de logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina.
A Transpetro presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 170 clientes.
IstoÉ Dinheiro - SP 15/08/2025
O Consórcio Rota Agro Brasil venceu nesta quinta-feira (14) o leilão de concessão das BRs 060 e 364 entre os estados de Goiás e Mato Grosso, mais conhecida como Rota Agro.
O vencedor do certame foi definido pelo maior desconto oferecido sobre a tarifa básica de pedágio no trecho concedido. Após disputa em viva-voz, o Consórcio Rota Agro Brasil ofereceu 19,70% como valor de desconto, vencendo o certame.
O investimento na concessão da rota é de R$ 7,26 bilhões em melhorias e na reestruturação desse corredor logístico.
Leilão
No leilão, o Consórcio Rota Agro Brasil concorreu com outras quatro empresas e consórcios. Por isso, foi necessária uma etapa de viva-voz após a apresentação das propostas iniciais, na qual concorreu com a Way Concessões. A concessão foi obtida após uma disputa de 22 lances de viva-voz.
Nessa etapa de viva-voz, não puderam participar o Consórcio Rota do Cerrado, que havia oferecido 10,55% de desconto no valor do pedágio na apresentação inicial das propostas; V.F. Gomes Participações, que ofertou 0%; e EPR Participações, que ofereceu 10,80% de oferta como desconto no valor do pedágio. Nos lances iniciais, a empresa vencedora havia oferecido 17,18% de desconto sobre a tarifa de pedágio, enquanto a Way havia oferecido 16,10%.
O leilão foi realizado na na B3, a bolsa de valores de São Paulo, e contou com a presença dos ministros dos Transportes, Renan Filho, e da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
Rota Agro
A Rota Agro é um dos principais corredores logísticos da região Centro-Oeste. Segundo o Ministério dos Transportes, a concessão dessa rota deve melhorar o escoamento da produção agrícola, facilitar a distribuição de alimentos e reduzir as desigualdades logísticas regionais.
O trecho leiloado compreende 490 quilômetros entre as cidades de Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT) e que tem um intenso tráfego de veículos de carga e de passeio. A concessão, para um período de 30 anos, prevê a duplicação de 45 quilômetros da rodovia, 150 quilômetros de faixas adicionais, contornos viários, vias marginais, pontos de parada e descanso (PPD) para caminhoneiros e quatro novas passarelas para pedestres.
Atualmente, cerca de 80% das rodovias de Mato Grosso, que ocupa o primeiro lugar na produção nacional de grãos, estão em bom estado de conservação. Em 2022, o índice era de 67%. Em Goiás, o índice de estradas federais em boas condições chega a 86%. No fim de 2022, era de 70%.
InfraRoi - SP 15/08/2025
O governo de Minas Gerais e a Vale entregaram a pavimentação da MG-060, no trecho entre Papagaios e Pompéu, com cerca de 45 quilômetros. A obra na rodovia custou R$ 140 milhões e faz parte do Acordo de Reparação da Vale em razão da queda da barragem de Brumadinho em 2019. A execução da obra foi realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), vinculado à Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra).
A obra rodoviária é a segunda a ser concluída entre as previstas para a região atingida pela tragédia, que tirou a vida de 272 pessoas e gerou uma série de impactos sociais, econômicos e ambientais. A nova pavimentação se soma à de outro trecho de 31,7 quilômetros, entre Esmeraldas e São José da Varginha, realizada na mesma rodovia.
O asfaltamento da estrada era uma demanda antiga da região. Além de facilitar a ligação e o transporte entre os dois municípios e a vários lugares do entorno, a obra é a materialização de um pleito em prol da reparação e do desenvolvimento da região, priorizada na Consulta Popular realizada no âmbito do acordo.
Rodovia MG-060 vai receber mais uma intervenção com recursos do acordo de Brumadinho
A cerimônia também marcou o anúncio da construção de uma terceira faixa nas rodovias MG-060 e MG-431, entre Papagaios e Pará de Minas, que será a oitava obra rodoviária regional da Bacia do Paraopeba com recursos do Acordo de Brumadinho.
Serão construídos 20 quilômetros de uma nova faixa com um valor estimado de R$ 50 milhões, o que atende uma demanda de 17 prefeituras da região, para garantir a segurança viária, fomentar o desenvolvimento econômico e melhorar a qualidade de vida da população.
Com a nova inclusão, serão oito obras rodoviárias na Bacia do Paraopeba para serem executadas com recursos do Acordo de Reparação. Seis delas foram definidas após a Consulta Popular, realizada em novembro de 2021. A sétima obra foi anunciada em agosto de 2024 e trata-se da duplicação da estrada que liga Brumadinho à BR-381 (Fernão Dias) em Betim.
O custo estimado das sete obras anteriormente divulgadas é de R$ 800 milhões no total.
Mais obras nas rodovias mineiras
Ainda este mês, a Seinfra-MG anunciou outras duas obras de pavimentação. A primeira delas é a MG-181, entre Bonfinópolis de Minas e João Pinheiro, na região Noroeste do estado. As melhorias acontecem entre os kms 60 e 172, beneficiando cerca de 100 mil pessoas diretamente. As ações são executadas por meio do contrato de conservação e manutenção permanentes do DER-MG, conduzidas pela unidade de João Pinheiro. As intervenções deverão ser finalizadas em setembro.
As obras abrangem serviços de remendo profundo, fresagem e recapeamento do pavimento, implantação de nova sinalização, com pintura de faixas e instalação de tachas refletivas, poda e limpeza geral da faixa de domínio. Além disso, novas placas indicativas e de regulamentação serão instaladas nas vias.
A segunda a ser atendida será a rodovia MG-259, que vai ganhar novo asfalto e nova sinalização, em um trecho de 43,1 quilômetros que conecta os municípios de Curvelo e Felixlândia, na região Central de Minas Gerais. As obras também são executadas pelo DER-MG e integram as ações previstas no novo contrato de manutenção e conservação rotineira, adotado em 2023.
IstoÉ Dinheiro - SP 15/08/2025
A safra agrícola de 2025 deve totalizar recorde de 340,5 milhões de toneladas, 47,7 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 16,3%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho, divulgado nesta quinta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação ao levantamento de junho, houve um aumento de 2,1% na estimativa, o equivalente a 7,1 milhões de toneladas a mais.
A área a ser colhida na safra agrícola de 2025 deve totalizar 81,2 milhões de hectares, 2,2 milhões de hectares a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 2,7%, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho, do IBGE.
Em relação ao levantamento de junho, houve uma alta de 49,0 mil hectares na estimativa da área colhida, elevação de 0,1%.
Recorde para soja, milho, algodão e sorgo
O País deve colher neste ano um volume recorde de soja, milho, algodão e sorgo. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho, do IBGE.
São esperados aumentos de dois dígitos em 2025 para a soja (alta de 14,2%, para um recorde de 165,5 milhões de toneladas) e o milho (19,9%, para 137,6 milhões de toneladas). O milho 1ª safra terá alta de 14,1%, para 26,2 milhões de toneladas, e o milho 2ª safra terá aumento de 21,4%, totalizando 111,4 milhões de toneladas.
As projeções são de aumentos também para o arroz (17,7%, para 12,5 milhões de toneladas), feijão (0,4%, para 3,1 milhões de toneladas), algodão (7,1%, para um novo recorde de 9,5 milhões de toneladas), sorgo (23,6%, para um recorde de 4,9 milhões de toneladas) e trigo (2,3%, para 7,7 milhões de toneladas).
A safra agrícola de 2025 deve totalizar um recorde de 340,5 milhões de toneladas, 47,7 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 16,3%. Em relação ao levantamento de junho, houve uma alta de 2,1% na estimativa, 7,1 milhões de toneladas a mais.
Revista Manutenção e Tecnologia - SP 15/08/2025
A Fendt, fabricante alemã de máquinas e implementos agrícolas, está expandindo suas operações no Brasil.
Presente no país há seis anos, a marca chega ao Tocantins com a inauguração de duas lojas por meio da rede Planalto Tratores - empresa que atua há 20 anos no mercado e concessionária cinco estrelas do grupo AGCO -, sendo uma no município de Paraíso do Tocantins e a outra em Araguaína.
De acordo com Rafael Antônio Costa, diretor Comercial da Fendt, a presença da marca no estado visa oferecer um atendimento diferenciado aos produtores que buscam tecnologia de ponta para investir na região.
“A chegada da Fendt ao Tocantins com as novas lojas é mais um passo estratégico em nossa missão de aproximar nossas soluções de alto desempenho dos produtores brasileiros. O estado é um polo agrícola promissor e reconhecemos o seu potencial, que demanda tecnologia embarcada, eficiência e sustentabilidade para levar a produtividade a um novo patamar”, destaca.
A chegada da marca ao Tocantins marca também a estreia da Planalto Tratores ao estado. Presente em 119 municípios de Goiás, como Goiânia, Itumbiara, Jussara e Porangatu, a rede de concessionárias atua com os equipamentos agrícolas do mercado há mais de 60 anos.
“A inauguração das novas lojas no Tocantins representa não apenas um marco na expansão das marcas, mas também um movimento estratégico em uma das novas fronteiras agrícolas mais promissoras do Brasil. A região tem um enorme potencial produtivo, especialmente na soja, milho e arroz, e queremos estar ao lado dos produtores tecnificados que investem no desenvolvimento sustentável e tecnológico da região”, avalia Tiago Munaro, gerente de Vendas da Planalto Tratores, explica que outra unidade, em Gurupi, também deverá ser inaugurada em breve.
As novas unidades contarão com o portfólio completo da Fendt e, também, assistência técnica e suporte às máquinas agrícolas. Além de levar aos produtores tecnologia e alta produtividade no campo, as concessionárias devem gerar receita e movimentar a economia local.