IstoÉ Dinheiro - SP 08/07/2025
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,2% para 5,18% este ano. É a sexta redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (7), em Brasília. A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.
A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Em maio, a inflação oficial fechou em 0,26%. O resultado mostra desaceleração após o IPCA ter marcado 0,43% em abril. O índice – divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – acumula taxas de 2,75% no ano e de 5,32% em 12 meses.
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o colegiado elevar os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião, no mês passado, sendo o sétimo aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.
Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba.
A decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que não esperava um novo aumento e, nesse cenário, a estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano.
Para o fim de 2026, a expectativa é de que a taxa básica caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,21% para 2,23% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) foi reduzida de 1,87% para 1,86%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.
Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,70 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,75.
O Estado de S.Paulo - SP 08/07/2025
Termina na próxima quarta-feira, 9, a pausa de 90 dias na implementação de taxas recíprocas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano anunciou na noite de domingo, 6, que os acordos tarifários feitos pelos EUA com diversos países serão divulgados nesta segunda-feira, 7.
Trump disse que países alinhados às “políticas antiamericanas do Brics” - bloco do qual o Brasil faz parte - vão pagar uma tarifa adicional de 10%, sem “exceções a esta regra”.
As exportações do Brasil para os EUA somaram US$ 3,36 bilhões em junho deste ano, um crescimento de 2,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já no acumulado do primeiro semestre de 2025, a alta foi de 4,4%, com soma de US$ 20,02 bilhões.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Os EUA são o segundo parceiro comercial para o qual a economia brasileira mais exporta, atrás apenas da China. Entre os cinco produtos que o Brasil mais enviou para os norte-americanos em junho deste ano, três tiveram queda no número de exportações em comparação com o mesmo mês de 2024. Veja abaixo:
Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço - US$ 423,93 milhões, com alta de 63,29% Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus - US$ 268,95 milhões, com queda de 47,87%Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes - US$ 241,90 milhões, com queda de 19,24%Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas - US$ 174,39 milhões, com alta de 66,52% Celulose - US$ 158,07 milhões, com queda de 13,88%
Já no acumulado do primeiro semestre de 2025, a celulose sai da lista para a entrada do café não torrado entre os produtos mais exportados do Brasil para os EUA.
A única categoria que registrou queda na comparação com o mesmo período do ano passado foi óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus. Confira abaixo:
Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus - US$ 2,378 bilhões, com queda de 24,47%Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço - US$ 1,951 bilhões, com alta de 15,87%Café não torrado - US$ 1,168 bilhões, com alta de 38,84%Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes - US$ 1,043 bilhões, com alta de 12,14%Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas - US$ 865,77 milhões, com alta de 1,79%
Importações
Os dados da Secex mostram que a economia brasileira importa mais do que exporta para os EUA. No mês passado, as importações chegaram a US$ 3,96 bilhões, um crescimento de 18,5% em comparação com junho de 2024. No acumulado do primeiro semestre, a entrada de produtos vindos dos EUA no País cresceu 11,5% e totalizou US$ 21,70 bilhões.
A balança comercial do Brasil com os norte-americanos teve déficit de US$ 590 milhões no último mês e de US$ 1,67 bilhões no primeiro semestre deste ano. Assim como na lista das exportações, os EUA também ocupam o segundo lugar entre os países dos quais o Brasil mais importa, atrás somente da China.
Entre os cinco produtos que os norte-americanos mais enviaram ao Brasil em junho deste ano, todos tiveram alta em comparação com o mesmo período do ano passado. Veja abaixo:
Motores e máquinas não elétricos e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) - US$ 631,74 milhões, com alta de 26,50%Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) - US$ 467,21 milhões, com alta de 85,85%Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes - US$ 296,57 milhões, com alta de 73,34%Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus - US$ 157,45 milhões, com alta de 14,26%Outros medicamentos, incluindo veterinários - US$ 127,69 milhões, com alta de 53,10%
Já no acumulado do primeiro semestre de 2025, a categoria de “outros medicamentos, incluindo veterinários”, saiu da lista para a entrada dos polímeros de etileno, em formas primárias, entre os produtos mais importados dos EUA para o Brasil. A categoria foi, inclusive, a única que registrou queda no comparativo com o primeiro semestre de 2024. Confira abaixo:
Motores e máquinas não elétricos e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) - US$ 3,577 bilhões, com alta de 26,20%Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) - US$ 2,233 bilhões, com alta de 37,13%Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes - US$ 1,120 bilhões, com alta de 35,69%Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus - US$ 1,098 bilhões, com alta de 35,61%Polímeros de etileno, em formas primárias - US$ 720,63 milhões, com queda de 16,53%
Infomoney - SP 08/07/2025
As decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas desde que assumiu o cargo em 20 de janeiro chocaram os mercados financeiros e provocaram uma onda de incerteza na economia global.
Aqui está uma linha do tempo dos principais acontecimentos:
1º de fevereiro – Trump impõe tarifas de 25% sobre as importações mexicanas e a maioria das canadenses e 10% sobre os produtos da China, exigindo que eles reduzam o fluxo de fentanil e imigrantes ilegais para os Estados Unidos.
3 de fevereiro – Trump suspende sua ameaça de tarifas sobre o México e o Canadá, concordando com uma pausa de 30 dias em troca de concessões na fronteira e no combate ao crime. Os EUA não chegam a um acordo desse tipo com a China.
7 de fevereiro – Trump adia as tarifas sobre pacotes de minimis, ou de baixo custo, da China até que o Departamento de Comércio possa confirmar que estão em vigor os procedimentos e sistemas para processá-los e coletar a receita tarifária.
10 de fevereiro – Trump aumenta as tarifas sobre aço e alumínio para 25% “sem exceções ou isenções”.
3 de março – Trump diz que as tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá entrarão em vigor a partir de 4 de março e dobra as tarifas relacionadas ao fentanil sobre todas as importações chinesas para 20%.
5 de março – Ele concorda em adiar por um mês as tarifas sobre alguns veículos fabricados no Canadá e no México após uma ligação com os CEOs da General Motors e da Ford e com o presidente da Stellantis.
6 de março – Trump isenta por um mês as mercadorias do Canadá e do México das tarifas de 25% sob um pacto comercial norte-americano.
26 de março – Trump divulga uma tarifa de 25% sobre carros e caminhões leves importados.
2 de abril – Ele anuncia tarifas globais com uma base de 10% sobre todas as importações e taxas significativamente mais altas sobre alguns dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos.
9 de abril – Trump suspende por 90 dias a maior parte de suas tarifas específicas para cada país, que entraram em vigor menos de 24 horas antes, após uma reviravolta nos mercados financeiros que apagou trilhões de dólares das bolsas de valores em todo o mundo. A tarifa geral de 10% sobre quase todas as importações dos EUA permanece em vigor. Trump disse que aumentará a tarifa sobre as importações chinesas para 125% em relação ao nível de 104% que entrou em vigor um dia antes. Isso eleva as tarifas extras sobre produtos chineses para 145%, incluindo as tarifas relacionadas ao fentanil impostas anteriormente.
13 de abril – O governo dos EUA concede exclusões de tarifas elevadas sobre smartphones, computadores e alguns outros produtos eletrônicos importados principalmente da China.
22 de abril – O governo Trump lança investigações de segurança nacional sob a Seção 232 da Lei de Comércio de 1962 sobre as importações de produtos farmacêuticos e semicondutores, como parte de uma tentativa de impor tarifas sobre ambos os setores.
4 de maio – Trump impõe uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora dos EUA.
9 de maio – Trump e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciam um acordo comercial bilateral limitado que mantém as tarifas de 10% sobre as exportações britânicas, expande modestamente o acesso agrícola para ambos os países e reduz as tarifas proibitivas dos EUA sobre as exportações britânicas de automóveis.
12 de maio – Os EUA e a China concordam em reduzir temporariamente as tarifas recíprocas. Sob a trégua de 90 dias, os EUA reduzirão as tarifas extras impostas às importações chinesas de 145% para 30%, enquanto as tarifas da China sobre as importações dos EUA serão reduzidas de 125% para 10%.
13 de maio – Os EUA cortam a tarifa “de minimis” de baixo valor sobre as remessas da China, reduzindo as taxas para itens avaliados em até US$800 de 120% para 54%.
23 de maio – Trump diz que está recomendando uma tarifa direta de 50% sobre os produtos da União Europeia a partir de 1º de junho. Ele também avisa a Apple que ela enfrentará uma tarifa de 25% se os telefones que vender nos EUA forem fabricados fora do país.
25 de maio – Trump recua em sua ameaça de impor tarifas de 50% sobre as importações da UE, concordando em prorrogar o prazo para as negociações até 9 de julho.
28 de maio – Um tribunal de comércio dos EUA impede que as tarifas de Trump entrem em vigor em uma decisão abrangente de que o presidente ultrapassou sua autoridade ao impor tarifas gerais sobre as importações de parceiros comerciais dos EUA.
O governo Trump afirma que recorrerá da decisão.
29 de maio – Um tribunal federal de apelação restabelece temporariamente as tarifas mais abrangentes de Trump, pausando a decisão do tribunal inferior para considerar o recurso do governo, e ordena que os autores dos casos respondam até 5 de junho e o governo até 9 de junho.
3 de junho – Trump assina uma proclamação executiva ativando um aumento nas tarifas sobre aço e alumínio importados de 25% para 50%.
12 de junho – Trump avisa em um evento na Casa Branca que poderá em breve aumentar as tarifas sobre automóveis, argumentando que isso poderia estimular as montadoras a acelerar os investimentos nos EUA.
3 de julho – Trump diz que os EUA vão impor uma tarifa de 20% sobre muitas exportações vietnamitas, e que as remessas de terceiros países através do Vietnã enfrentarão uma taxa de 40%.
6 de julho – Ele diz no Truth Social que os países que se alinharem às “políticas antiamericanas” do Brics receberão uma tarifa adicional de 10%.
7 de julho – Trump diz no Truth Social que as tarifas adicionais mais altas anunciadas nos meses anteriores entrarão em vigor com atraso em 1º de agosto, conforme os EUA concluem vários acordos comerciais.
CNN Brasil - SP 08/07/2025
As empresas estão cada vez mais recorrendo a uma política da era da Depressão para evitar as tarifas do presidente Donald Trump, importando produtos para zonas designadas dos EUA, onde não precisam pagar tarifas até que queiram.
Existem 374 zonas de comércio exterior, ou FTZs, nos Estados Unidos, originalmente criadas para ajudar a manter as empresas competitivas durante a Grande Depressão.
Atualmente, essas zonas existem em todos os estados e em Porto Rico e permitem que as empresas importem produtos ou materiais (insumos) para os Estados Unidos e os armazenem isentos de impostos.
Os importadores só pagam tarifas quando vendem seus produtos para clientes americanos. E se optarem por exportar itens para fora dos Estados Unidos, não pagam tarifa alguma.
Desde que Trump anunciou tarifas sobre quase todos os países em abril, o interesse nessas zonas de comércio exterior quadruplicou, de acordo com a Descartes, uma empresa de logística que ajuda empresas a se estabelecer e operar em FTZs.
“As zonas de comércio exterior foram criadas nos Estados Unidos em 1934, coincidentemente a última vez em que as tarifas foram tão proeminentes e, francamente, tão impactantes quanto agora”, disse Jackson Wood, diretor de estratégia industrial da Descartes.
“E é por isso que elas também estão muito mais presentes na mente dos importadores americanos.”
Quase US$ 1 trilhão em mercadorias foram importadas para essas zonas em 2023, de acordo com o Departamento de Comércio, que aprova novas zonas. Isso representa quase um terço de todas as mercadorias importadas para os Estados Unidos naquele ano, segundo dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras.
Essas zonas empregam mais de meio milhão de pessoas.
O Departamento de Comércio dos EUA confirmou à CNN que a Associação de Comércio Internacional (ACI) observou um interesse crescente em zonas de comércio exterior, mas disse que é muito cedo para dizer se isso resultará em mais empresas operando nas zonas.
Mesmo assim, muitas empresas estão estocando mercadorias nessas Zonas de Livre Comércio. Não se trata de uma brecha, dizem os especialistas, mas de uma maneira de as empresas manterem o fluxo de caixa em um momento em que muitas se sentem pressionadas.
“Eles sempre foram um instrumento de nicho na caixa de ferramentas dos importadores americanos”, disse Wood. “Agora, como estamos neste ambiente tarifário incrivelmente impactante, cada vez mais organizações estão dizendo: sim, o argumento comercial para criar uma zona de comércio exterior faz sentido para nós.”
Zonas francas são uma almofada tarifária
Altamente seguras e rigorosamente fiscalizadas, as Zonas de Livre Comércio (ZLCs) devem estar a menos de 90 minutos, ou 90 milhas, de um ponto de entrada da Alfândega e Proteção de Fronteiras. Mas não há duas ZLCs exatamente iguais.
As zonas podem variar em tamanho, desde uma pequena sala em um armazém até centenas de hectares da área ocupada por uma empresa inteira. Dezenas de empresas podem fabricar e distribuir produtos a partir de um único armazém.
O que as FTZs têm em comum é que elas oferecem às empresas alívio — ainda que temporário — no pagamento de impostos em meio à atual guerra comercial.
A Audio-Technica, fabricante de toca-discos e equipamentos de áudio, inaugurou seu segundo armazém e centro de distribuição em uma zona de comércio exterior em San Diego em junho.
A empresa japonesa importa produtos totalmente montados de suas unidades de produção no Japão e na China. Oitenta por cento dessas mercadorias são vendidas no mercado americano, enquanto 20% são exportadas, informou a empresa.
“Com tarifas mais altas, temos a possibilidade de adiar o pagamento dessas tarifas até que possamos retirá-las da Zona de Livre Comércio para fins comerciais”, disse Dan Ratley, diretor executivo de cadeias de suprimentos da Audio-Technica.
A Audio-Technica não precisa pagar tarifas sobre seus produtos importados até que a empresa decida liberar seus produtos nos Estados Unidos para venda aos clientes. Isso significa que a empresa pode mantê-los isentos de impostos na zona até que estejam dispostos ou possam pagar.
“Todos estão investigando e tentando minimizar (os efeitos das tarifas), melhorar seu fluxo de caixa e evitá-las completamente”, disse Ratley.
Motores para economias locais
As empresas não podem simplesmente se estabelecer em uma zona de comércio exterior — elas precisam de um beneficiário, que atue como intermediário entre elas e o Departamento de Comércio. Esses beneficiários geralmente são cidades, portos ou aeroportos, e as Zonas de Livre Comércio podem ser uma vantagem para eles.
A cidade de Phoenix, beneficiária desde 1988, ajudou a criar dezenas de empresas em sua zona, conhecida como Zona 75.
"Como beneficiários, precisamos estar dispostos a aceitá-los em nossa zona de comércio exterior. Sem nossa carta de apoio, eles não conseguiriam enviar sua solicitação", disse Christine Mackay, diretora de desenvolvimento econômico da cidade de Phoenix.
As Zonas de Livre Comércio (ZLCs) podem ser multiplicadoras econômicas, especialmente para comunidades menores. O crescimento do emprego e dos salários aumentou nas comunidades de seis a oito anos após a criação de uma ZLC, de acordo com um estudo de 2019 publicado pela Associação Nacional de Zonas de Comércio Exterior.
Atualmente, 75.000 pessoas trabalham na Zona 75 de Phoenix. Para cada emprego na Zona 75, a cidade afirma que gera entre três e seis empregos adicionais. Dez anos atrás, o salário médio para um novo emprego em Phoenix era de US$ 30.000. Hoje, é de US$ 84.000.
“Fizemos a diferença ao alavancar nosso status de beneficiários de zona de comércio exterior e trazer empresas que têm grandes multiplicadores econômicos, que trazem benefícios realmente fortes para a comunidade”, disse Mackay.
Um grande problema
As zonas de comércio exterior oferecem muitos benefícios. Mas, sob o regime comercial atual, alguns não estão mais disponíveis.
Historicamente, quando as empresas importavam insumos — pequenas peças feitas de cobre, aço ou alumínio — para a ZLC para fabricar outros produtos, elas só tinham que pagar a tarifa sobre o produto acabado.
Mas, conforme detalhado nas ordens executivas de Trump sobre tarifas recíprocas em abril , as empresas que operam em FTZs agora devem pagar a tarifa dos insumos, não do produto acabado, que geralmente é mais alta.
Mesmo que o material ou peça seja usado para fabricar um produto enquanto estiver na zona de comércio exterior, o produto final ainda será tarifado na mesma taxa do insumo quando sair da zona, disse o Departamento de Comércio à CNN.
Por exemplo, a Audio-Technica importa produtos totalmente montados para sua Zona de Livre Comércio (ZLC) do Japão e da China, que têm tarifas médias de 10% ou 30%, respectivamente.
Mas alguns desses produtos são feitos de aço e alumínio, o que coloca a empresa em risco de uma tarifa de até 70% devido às tarifas sobre essas peças metálicas.
“Uma das características do programa de zonas de comércio exterior é esse benefício, mas essas restrições impostas por decretos executivos impediram tudo isso. Portanto, se você trouxer um componente para produtos acabados para a zona de comércio exterior dos EUA, estará pagando uma taxa de imposto mais alta quando ele sair”, disse Melissa Irmen, diretora de advocacy e relações estratégicas da Associação Nacional de Zonas de Comércio Exterior.
Embora as zonas de comércio exterior continuem sendo uma ferramenta atraente para alguns importadores, a política comercial atual as torna mais complicadas para outros.
“Temos membros que estão muito chateados por terem perdido a capacidade de manter a competitividade global que este programa lhes deu para permanecer nos Estados Unidos — e isso é um grande problema”, disse Irmen.
O Estado de S.Paulo - SP 08/07/2025
O governo federal arrecadou R$ 8 bilhões com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em junho, R$ 2,1 bilhões a mais que o mês anterior, com o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aumentou as alíquotas do IOF.
O dinheiro arrecadado é recorde do IOF para um único mês desde 2005, segundo dados do Siga Brasil, mantido pelo Senado. O valor é R$ 2,1 bilhões maior que o mês anterior, R$ 2,6 bilhões a mais do que a média dos 12 meses anteriores e 4,1 bilhões a mais do que a média de todos os meses de junho, em números já corrigidos pela inflação.
Procurada, a Receita Federal não comentou o resultado. O Ministério da Fazenda afirmou que os dados serão divulgados na próxima coletiva de imprensa de arrecadação, no fim deste mês, e também não se manifestou sobre o recorde do IOF.
O governo Lula anunciou o aumento do IOF no dia 22 de maio. No dia seguinte, recuou em parte do decreto após pressão do setor financeiro. No dia 11 de junho, editou um novo decreto com novos recuos, mas a medida foi derrubada pelo Congresso Nacional no dia 26 de junho.
O governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão dos parlamentares. O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a validade do decreto do presidente e a votação do Congresso que derrubava o aumento do imposto e chamou as duas partes para uma mesa de conciliação. No ano inteiro, o governo esperava arrecadar R$ 71,3 bilhões com o IOF e aumentou a projeção para R$ 93,4 bilhões com a edição do decreto.
“Há outros fatores que também fazem a arrecadação crescer, como o próprio câmbio, a quantidade de operações cambiais e as taxas de juros nas operações de crédito, mas o coração desse crescimento é o período em que os decretos do IOF estiveram em vigor e que aumentaram a arrecadação em aproximadamente 40% nesse período”, afirma Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA e ex-secretário do Tesouro Nacional.
Ao aumentar o IOF, o presidente Lula mexeu na arrecadação por meio de um decreto, sem consultar o Congresso, e escolheu um imposto que vigora no dia seguinte a qualquer alteração, pois não se submete à noventena ou à necessidade de aprovação no ano anterior, como acontece com outros tributos. “O governo adotou a estratégia de usar um instrumento que se tinha à mão e que não dependia de acordos políticos”, diz o analista.
Além disso, o dinheiro do IOF que entra no caixa do governo não é carimbado para determinados gastos e pode ser usado livremente para bancar as despesas totais da União, diminuindo a necessidade de endividamento público e ajudando o Executivo a cumprir as metas fiscais.
“O IOF representa a receita mais ambicionada do Orçamento em termos de flexibilidade. É receita primária, é livre e arrecada no outro dia, ou seja, é dinheiro na veia”, diz o economista Camillo Bassi, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ao analisar os números da arrecadação.
O governo vai insistir na alta do IOF para equilibrar as contas em 2025 e 2026. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ao Estadão que o governo tem argumentos para convencer o ministro Alexandre de Moraes de que o aumento do imposto foi uma medida regulatória, ainda que aumente a arrecadação do governo.
Se não conseguir aumentar o IOF, o Executivo teria que fazer um corte maior nos gastos públicos em 2025, além da contenção de R$ 31,3 bilhões já decretada. Para evitar o congelamento, a equipe econômica estuda aproveitar receitas do petróleo este ano e propor um corte maior de benefícios tributários a partir de 2026.
Analistas veem chance maior de o governo rever a meta fiscal de 2026, que é gerar um superávit equivalente a 0,25% do PIB, e admitir um déficit maior com resultado negativo nas contas públicas para abarcar os gastos de um ano eleitoral — o governo diz que a mudança não está na mesa.
Decreto de Lula distorceu aspectos regulatórios ao aumentar a arrecadação do IOF, dizem analistas
Os especialistas ouvidos pelo Estadão destacam aspectos regulatórios do IOF que fizeram a arrecadação crescer em junho. Por exemplo, o governo passou a tributar o chamado risco sacado, que é quando uma empresa pega produtos de um fornecedor, o banco repassa o dinheiro para o fornecedor com desconto e a empresa paga o banco depois com o valor corrigido.
A operação, que é uma antecipação de recebíveis, é usada por negócios de pequeno e médio porte principalmente para fazer fazer capital de giro e antes não era afetado pelo IOF.
“O decreto reclassificou o risco sacado como uma operação de crédito e viabilizou a arrecadação maior do IOF. Isso é uma burla à natureza da operação, pois a antecipação é uma operação de fomento mercantil e não deveria ser classificada como operação de crédito porque não se traduz em endividamento”, comenta Camillo Bassi.
Jeferson Bittencourt chama a atenção para o impacto sobre os planos do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O governo estabeleceu uma alíquota de 5% de IOF para aportes de pessoas físicas que ultrapassarem R$ 600 mil. Segundo a equipe econômica, pessoas com rendas mais altas estavam transferindo dinheiro de fundos exclusivos para o plano, que possui benefícios fiscal e que deveria servir apenas como um seguro para o futuro.
Para o especialista, no entanto, o argumento é distorcido. “A questão deveria ser resolvida com o próprio Imposto de Renda, e não tentando usar o IOF para corrigir as distorções.”
Exame - SP 08/07/2025
Em 5 de julho, o primeiro-ministro do Conselho de Estado da China, Li Qiang, reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio de Janeiro para reforçar a cooperação entre os dois países.
Durante o encontro, Li Qiang transmitiu uma mensagem do presidente Xi Jinping a Lula e afirmou que as relações bilaterais atravessam um período de fortalecimento.
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Segundo ele, China e Brasil têm ampliado a parceria estratégica com base em compromissos firmados durante a visita de Lula a Pequim em maio. O governo chinês afirmou que pretende aprofundar a colaboração com o Brasil em diversas frentes, com foco em resultados concretos que beneficiem as populações dos dois países.
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Áreas de Cooperação Expandida
Li propôs expandir a cooperação nos setores de comércio, finanças e infraestrutura, além de incentivar novas frentes em áreas como economia digital, inovação, tecnologia, economia verde e setor aeroespacial.
Ele também destacou a importância da parceria no contexto da Iniciativa Cinturão e Rota. Para 2026, o governo chinês sugeriu a realização de eventos conjuntos no âmbito do “Ano da Cultura China-Brasil” e defendeu ações voltadas para intercâmbio educacional, programas de juventude e saúde pública.
Cooperação Internacional e Multilateral
Na esfera internacional, Li Qiang afirmou que China e Brasil devem reforçar a articulação em fóruns multilaterais como ONU, BRICS e G20.
Segundo ele, os dois países têm papel relevante na promoção de uma ordem multipolar mais equilibrada e de uma globalização mais inclusiva. Li declarou apoio à realização da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) em Belém, marcada para 2025.
Prioridades para a Cooperação Bilateral
Lula, por sua vez, solicitou que Li Qiang transmitisse saudações a Xi Jinping e reiterou o interesse do Brasil em aprofundar a cooperação bilateral.
O presidente brasileiro citou áreas prioritárias como economia, ciência, tecnologia, finanças e setor aeroespacial, além do enfrentamento às mudanças climáticas. Lula também elogiou a 4ª Reunião Ministerial do Fórum China-CELAC e defendeu a intensificação do diálogo multilateral com a China.
Após a reunião, autoridades dos dois países assinaram acordos de cooperação nas áreas de finanças, inteligência artificial, estratégias de desenvolvimento e setor aeroespacial.
Li Qiang desembarcou no Rio de Janeiro na tarde do dia 5, em voo fretado. Ele foi recebido por representantes do governo brasileiro e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.
O Estado de S.Paulo - SP 08/07/2025
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu de 5,20% para 5,18%, a sexta baixa seguida. A taxa está 0,68 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Considerando apenas as 49 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 5,14% para 5,16%.
A projeção para o IPCA de 2026 permaneceu em 4,50% pela oitava semana consecutiva, colada ao teto da meta. Considerando apenas as 48 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana oscilou de 4,49% para 4,47%.
O Banco Central espera que o IPCA some 4,9% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último ciclo de comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom). O fim do próximo ano é o horizonte relevante do colegiado.
Na última decisão, o comitê elevou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 15,0%, e afirmou que “antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros”, para examinar os impactos do ajuste que já foi realizado.
A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela 20ª semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 passou de 3,83% para 3,80%. Um mês antes, era de 3,85%.
Juros
A mediana para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,0% pela terceira semana consecutiva, após o Copom ter elevado a taxa a este nível e afirmado que espera manter a taxa parada por período “bastante prolongado.”
“Em se confirmando o cenário esperado, o comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmou o Copom, no último comunicado.
Considerando apenas as 43 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também se manteve em 15,0%.
A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,50% pela 23ª semana consecutiva. Mas, considerando apenas as 43 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária caiu de 12,50% para 12,0%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 21ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 28ª semana consecutiva.
PIB
A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 aumentou de 2,21% para 2,23%. Um mês antes, era de 2,18%. Considerando apenas as 31 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, permaneceu em 2,26%.
O Banco Central aumentou a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 1,9% para 2,1%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre. Segundo a autarquia, a atividade continua resiliente, embora já seja possível observar “certa moderação” no ritmo de expansão.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 oscilou de 1,87% para 1,86%. Um mês antes, era de 1,81%. Considerando só as 29 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,90% para 2,0%.
A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela 14ª semana seguida. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 69ª semana seguida.
Dólar
A mediana para a cotação do dólar no fim de 2025 permaneceu em R$ 5,70. Um mês antes, era de R$ 5,80. A estimativa intermediária para a moeda americana no fim de 2026 passou de R$ 5,79 para R$ 5,75. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,89.
A projeção para o dólar no fim de 2027 continuou em R$ 5,75. Um mês antes, era de R$ 5,80. Já a mediana para o fim de 2028 se manteve em R$ 5,80 pela quinta semana consecutiva.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
IstoÉ Online - SP 08/07/2025
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), anunciou que o estado deve iniciar as exportações diretas de minério de ferro pelo Porto Piauí, em Luís Correia, até o início de 2026. A operação será viabilizada inicialmente por meio de embarcações menores, que transportarão o minério até navios de maior porte em alto-mar, enquanto não se conclui a ampliação do calado do porto. A medida segue os testes bem-sucedidos conduzidos pela Lion Mining, que simulou o trajeto de cerca de 150 km entre Piripiri e o porto com 150 toneladas de minério.
A estrutura atual do porto permite um calado entre 7 e 9 metros, dependendo da maré. Segundo o governador, a próxima etapa será a dragagem do canal portuário para atingir 11 metros de profundidade, o que possibilitará a atracação de embarcações com até 50 mil toneladas de capacidade. Em fase posterior, a meta é alcançar os 14 metros de calado, permitindo operações com navios de até 100 mil toneladas.
Inaugurado em dezembro de 2023 com investimento de R$ 110 milhões, o Porto Piauí é considerado estratégico para a economia do estado. “Esse é um divisor de águas para a economia do Piauí”, afirmou Fonteles, destacando que a evolução da infraestrutura portuária permitirá avanços logísticos significativos para o setor mineral da região.
IstoÉ Online - SP 08/07/2025
A Vale definiu a aplicação de metade dos R$ 70 bilhões previstos no Programa Novo Carajás até 2030, com foco inicial na expansão da produção de minério de ferro no Pará, especialmente na Serra Sul. A companhia busca novos corpos minerários dentro do Sistema Norte, onde produziu 177,5 milhões de toneladas de minério de ferro e 265,2 mil toneladas de cobre em 2024. Segundo Gildiney Sales, diretor do corredor Norte, o projeto de Serra Sul já atingiu 73% de avanço físico e inclui novas áreas de lavra, duplicação do TCLD, implantação de linhas de beneficiamento e ampliação de estocagem.
Os demais 50% dos investimentos ainda aguardam definição de local e avanço nos estudos para obtenção das licenças ambientais. A Vale também anunciou um novo projeto de cobre em Bacaba, voltado à ampliação da produção em Sossego, com licença prévia já obtida e US$ 290 milhões previstos para a implantação. Em Serra Norte, estão em curso aportes de US$ 750 milhões, com destaque para a meta de eliminar o uso de água no beneficiamento de minério até 2027.
As operações da mineradora em Carajás ocupam apenas 3% do território de 800 mil hectares de unidades de conservação da região, como a Floresta Nacional de Carajás. Sales ressaltou que, mesmo em áreas já exploradas, ampliações exigem novo licenciamento. “Quando está na área antropizada, um pasto, o processo é mais fácil; mas se estou no meio da floresta, tem todo este rito”, explicou.
Auto Industria - SP 08/07/2025
As exportações estão “salvando” a produção basileira de veículos em 2025. Quem afirma é Ivo Calver, presidente da Anfavea, diante do levantamento da entidade que indica crescimento de 59,8% nos embarques acumulados no primeiro semestre.
Transpuseram as fronteiras rumo a outros países nesse período 264,1 mil automóveis, comerciais leves, caminhôes e ônibus.
Em números absolutos a evolução também chama a atenção: são quase 100 mil veículos a mais na comparação com os 165,3 mil veículos exportados nos seis primeiros meses do ano passado.
Não há exceção, todos os segmentos de produtos estão acima de 2024. Automóveis e comerciais leves (247,4 mil), responsáveis pela maior fatia, cresceram 59,5%, marginalmente abaixo da média, e os ônibus (3,3 mil) avançaram 52% . Já a recuperação das vendas de caminhões no exterior é ainda mais expressiva: 91%, para 13,4 mil unidades.
Calvet atribui o salto das exportações ao longo de 2025 ao consumo ascendente em vários mercados de destino e especialmente à Argentina, historicamente maior comprador dos veículos brasileiros no exterior.
Com vendas internas em vigorosa recuperação de quase 80% até junho — depois de anos de quedas —, a Argentina, sozinho, comprpu 157,3 mil veículos fabricados no Brasil, 60% dototal exportado.
Valor - SP 08/07/2025
Para enfrentar concorrentes estrangeiros, entidade que representa fabricantes aguarda programa de incentivos para popular nacional.
Os fabricantes de veículos aguardam, ansiosos, o anúncio, pelo governo federal, do programa Carro Sustentável, que reduzirá o IPI de automóveis mais baratos produzidos no país. Será o contra-ataque da indústria local ao aumento da concorrência das marcas chinesas importadas.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, disse, na segunda-feira (7), que as conversas com o governo vão seguir nos próximos dias, mas ainda não há uma data definida para o anúncio do programa.
Revelado com exclusividade pelo Valor na edição do dia 26 de junho, o programa Carro Sustentável terá, como critérios, potência, eficiência energética, combustível e reciclabilidade, além da exigência de ser produzido no país. Isso significa que nenhum modelo 100% elétrico será beneficiado, já que todos são importados.
A ideia inicial é beneficiar veículos 1.0 flex -- que podem ser abastecidos com gasolina ou etanol - e com potência abaixo de 90 cavalos. Esses critérios abrangem automóveis mais simples de marcas como Fiat, Volkswagen, Hyundai e General Motors. Excluem modelos 1.0 turbo.
A alíquota de IPI desses veículos é 7%. Se houver isenção total do tributo os preços tendem a baixar em percentual semelhante, já que as montadoras devem repassar o benefício ao preço final na expectativa de elevar as vendas. Segundo Calvet, o IPI reduzido vai valer até o fim de 2026.
Ao divulgar o desempenho do setor na segunda-feira, a direção da Anfavea traçou um cenário negativo para o setor, tanto em vendas quanto em produção nas fábricas. Apesar de o acumulado de vendas internas no semestre ter alcançado crescimento de 4,8%, com 1,19 milhão de veículos, em comparação com a primeira metade de 2024, em junho houve uma retração de 0,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Por um lado, segundo Calvet, o aumento das taxas de juros começou a frear as vendas. O volume comercializado no mercado interno em junho (212,9 mil unidades) ficou 5,7% menor do que o de maio. Enquanto a taxa Selic subiu para 15% ao ano, no financiamento de veículos, os juros já estão, segundo a Anfavea, em 27,6% para Pessoa Física e 19,3% para Pessoa Jurídica.
Mas, além dos juros, Calvet aponta a concorrência chinesa como outro fator que prejudica a indústria local. Segundo a Anfavea, enquanto no acumulado do ano as vendas de veículos nacionais aumentaram 2,6%, as dos importados avançaram 15%. A participação dos modelos importados no mercado brasileiro passou de 17,7% para 19,1% em um ano.
Os carros vindos da China representam hoje 6% do mercado brasileiro, perdendo apenas para os da Argentina (13,6%), que são importados pelas próprias montadoras. “A diferença é que temos um acordo bilateral com a Argentina. Importamos e exportamos para a Argentina, o que não acontece com a China”, destaca Calvet.
Para o dirigente, os veículos importados “provocam um transtorno no mercado”. Segundo ele, existe hoje no país um estoque de 111 mil carros chineses, importados antecipadamente para “fugir” do aumento do Imposto de Importação, que segue cronograma de elevação até julho de 2026.
“Importamos e exportamos para a Argentina, o que não acontece com a China”
— Igor Calvet
Para Calvet, o pedido feito pela BYD para o governo reduzir Imposto de Importação significa “perpetuar um movimento de baixa inovação tecnológica e baixa geração de emprego”. “As forças desindustrializantes não permanecerão no país”, completa. A montadora chinesa alega que precisa da redução do imposto neste momento para viabilizar o início de operação da fábrica na Bahia.
No caso da produção, o volume acumulado na primeira metade do ano registrou crescimento de 7,8%, com 1,22 milhão de veículos. No entanto, a produção de junho (200,8 mil unidades) ficou 4,9% abaixo do volume registrado no mesmo mês de 2024.
Calvet aponta as importações também como motivo de queda no nível de emprego nas montadoras. Embora o número de trabalhadores hoje (108,8 mil pessoas) seja 4,7% maior do que há um ano, na comparação de junho com maio houve uma retração de 0,4%.
Já em relação ao mercado externo, graças à Argentina, o setor continua crescendo. O embarque de 50,7 mil veículos em junho representou alta de 75% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano (264,1 mil unidades), houve um avanço de 59,8%. O volume representou total de US$ 6,8 bilhões em divisas.
A participação do mercado argentino nas exportações de veículos produzidos no Brasil aumentou de 33,6% no primeiro semestre de 2024 para 59,6% no mesmo período este ano.
Elaborado pela equipe do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o programa do Carro Sustentável chega junto com o chamado IPI Verde, que fixará tributação de acordo com as emissões, incluindo o processo de produção do combustível. Por meio de nota, o MDIC informou que o IPI Verde está previsto na lei do Programa Mover e “a regulamentação não trará qualquer impacto negativo ou aumento na carga tributária”.
Globo Online - RJ 08/07/2025
A produção de veículos pelos sistemas SKD e CDK, em que partes dos carros chegam semi-desmontados do exterior e são finalizados por aqui, é uma forma de desindustrializar o país, perpetuando a baixa sofisticação tecnológica e baixa geração de emprego. A avaliação é do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, entidade que representa as montadoras instaladas no Brasi.
Para ele, se o governo reduzir as alíquotas sobre os veículos importados na forma de kits SKD e CKD, as montadoras tradicionais tenderão a rever as contas dos investimentos de R$ 130 bilhões que têm previstos no país até 2030 para entender o que compensa mais: produzir no país com uma cadeia de fornecedores local ou importar.
— As forças desindustrializadoras não podem prevalecer no país. A montagem de veículos nos sistema SKD e CKD é uma forma de desindustrializar o país. Viabilizar o investimento em grande volume dessa forma é perpetuar uma produção de baixa sofisticação tecnológica de baixa geração de emprego — disse Calvet durante apresentação dos números do setor referentes ao primeiro semestre.
Ele lembrou que para cada emprego na indústria automotiva são gerados outros dez postos de trabalho indiretos. Já quando a produção é baseada em kits importados cada emprego gera apenas mais dois ou três empregos indiretos.
BYD vai trazer SKDs
Na semana passada, a chinesa BYD apresentou sua unidade em Camaçari, na Bahia, onde serão montados veículos nos sistema SKD primeiramente e depois CKD. A BYD também fez um pleito ao governo federal para que o imposto sobre esses tipos de veículos importados seja reduzidos. A BYD quer que o imposto sobre os kits SKD e CKD caia para 5% para carros elétricos e 10% para híbridos. Hoje, as taxas são de 20% para híbridos e 18% para elétricos. A análise será feita pela Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex).
Para veículos importados já montados, o imposto de importação está sendo recomposto e deve chegar a 35% em 2026. Neste mês de julho, a taxa sobe de 18% para 25% para carros elétricos e de 20% para 28% para os híbridos plug-in.
Calvet lembrou que as montadoras já instaladas no país anunciaram seus investimentos sem condicioná-los a qualquer mudança de imposto. Portanto, a entidade se coloca contra a redução das tarifas de importação sobre os kits SKD e CKD. Ele fala em desequilíbrio competitivo no setor se o pleito for aceito.
— Anunciamos os investimentos com as regras vigentes. Montar veículos pelos sistemas SKD e CKD em grande volume é ir contra a reindustrialização do país. Se a redução vier, muda o cenário e as montadoras terão que refazer as contas. Mas o governo entende o processo, senão não teria anunciado uma nova política industrial para o país — afirmou Calvet. A Nova Indústria Brasil (NIB) é uma política industrial lançada pelo governo federal em janeiro de 2024, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional até 2033.
Ele afirmou que as novas montadoras que chegam ao país, com capital de qualquer origem, são bem-vindas, mas a Anfavea defende a produção local.
— Teremos prazer em conversar desde que venham produzir de verdade, gerar emprego e tornar a indústria automotiva mais competitiva — disse o presidente da Anfavea.
Estoque de veículos chineses subiu
A Anfavea divulgou que o estoque de veículos chineses no país subiu de 67,3 mil em maio para 111 mil em junho. Segundo a entidade, isso aconteceu porque em julho a alíquota sobre veículos importados subiu de 18% para 25% para carros elétricos e de 20% para 28% para os híbridos plug-in.
Igor Calvet lembrou que enquanto as vendas de varejo de veículos nacionais cresceram a um ritmo de 2,6% no primeiro semestre, as vendas de importados cresceram 15%.
— As vendas tem sido capturadas pelos importados — disse.
Entre janeiro e junho deste ano, foram importados 228,5 mil veículos (contra 197 mil no mesmo período do ano passado). E 70,9 mil unidades vieram da China, o que representa uma alta de 37,2%. A venda dos modelos chineses equivaleu a 6% do total de importados vendidos no primeiro semestre.
No primeiro semestre, a produção de veículos no país chegou a 1,226 milhão frente a 1,137 milhão produzidos no mesmo período do ano passado, uma alta de 7,8%, embora a produção de maio e junho tenha caído na mesma compração. Já as vendas chegaram a 1,199 milhão frente a 1,144 na comparação anual, uma alta de 4,8%.
O Estado de S.Paulo - SP 08/07/2025
A produção de veículos teve queda de 4,9% no mês passado frente ao mesmo período de 2024, chegando a 200,8 mil unidades. Na comparação com maio, houve queda de 6,5% na fabricação de veículos, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.
Divulgado nesta segunda-feira, 7, pela Anfavea, a entidade que representa as montadoras, o balanço mostra que o primeiro semestre terminou com 1,23 milhão de veículos montados, 7,8% acima do volume registrado nos seis primeiros meses do ano passado.
Num sinal de acomodação do mercado, as vendas do mês passado, de 212,9 mil veículos, recuaram 0,6% no comparativo com junho de 2024. Na margem, ou seja, de maio para junho, as vendas caíram 5,7%. Com isso, o crescimento no acumulado do ano caiu para 4,8%, com 1,2 milhão de veículos vendidos no primeiro semestre.
As exportações, por outro lado, continuam em alta, chegando a 50,7 mil veículos embarcados no mês passado. O número corresponde a um crescimento de 75% em relação a junho de 2024. Frente a maio, porém, houve queda de 1,7% nos embarques. Desde o início do ano, 264,1 mil veículos foram exportados, com crescimento de 59,8% ante os seis primeiros meses de 2024. A Argentina é o principal destino das vendas de veículos ao exterior e vem puxando o resultado.
O balanço da Anfavea mostra ainda que 462 vagas de emprego foram eliminadas nas montadoras em junho. O setor agora emprega 108,9 mil trabalhadores.
Infomoney - SP 08/07/2025
A BYD está prestes a iniciar a montagem de veículos elétricos em uma nova fábrica no Brasil, possivelmente já neste mês, disse seu principal executivo no país, buscando reduzir importações à medida que as tarifas começam a subir em seu maior mercado fora da China.
Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, disse que o objetivo é montar cerca de 50.000 carros este ano na fábrica na Bahia a partir de kits importados, acrescentando que está negociando uma alíquota de imposto menor para esses veículos.
“Devemos inaugurar nos próximos dias”, disse Baldy em uma entrevista no final da sexta-feira, sem especificar uma data, pois as aprovações regulatórias finais ainda estão a caminho. “O que tínhamos para este ano já foi importado para que a gente pudesse aproveitar (o momento), antes do aumento do imposto de importação que aconteceu no dia 1 de julho.”
Para aproveitar tarifas temporariamente mais baixas, a BYD havia enviado uma grande quantidade de carros acabados para o Brasil este ano, cerca de 22.000 veículos da China nos primeiros cinco meses do ano, de acordo com cálculos da Reuters.
Isso gerou reclamações na indústria automotiva brasileira de que a BYD estivesse privilegiando a fabricação chinesa em detrimento da produção de sua nova fábrica na Bahia, onde uma investigação trabalhista e fortes chuvas afetaram os planos.
Um secretário de trabalho estadual disse em maio que a fábrica só estaria “totalmente funcional” no final de 2026. No entanto, Baldy disse que a fábrica está na direção de iniciar a produção local completa em julho de 2026, após montar veículos a partir de kits “complete knock down” (CKD) pelos próximos 12 meses.
Uma vez totalmente operacional, disse ele, o complexo em Camaçari deve gerar até 20.000 empregos diretos e indiretos.
As altas expectativas para a operação, no local de uma antiga fábrica da Ford assumida pela BYD em 2023, foram abaladas em dezembro, quando o Ministério Público do Trabalho apresentou acusações de abusos trabalhistas envolvendo empreiteiros chineses contratados para construir o complexo.
O MPT entrou com uma ação judicial em maio responsabilizando a montadora chinesa e empreiteiras por suposto tráfico de pessoas e submissão de trabalhadores a “condições análogas à escravidão”, após o fracasso das negociações para um acordo.
“Nós sempre buscamos respeitar a lei brasileira, a dignidade humana”, disse Baldy, acrescentando que a empresa queria chegar a uma resolução. Ele, entretanto, não disse por que falharam os esforços para um acordo.
Globo Online - RJ 08/07/2025
Lei Jun, fundador e chairman da Xiaomi, a única empresa de tecnologia a diversificar com sucesso para a indústria automotiva, não resistiu em mencionar a Apple.
Durante um evento de lançamento, em Pequim, no final do mês passado, do segundo veículo elétrico da Xiaomi, um SUV há muito aguardado, Lei mencionou incisivamente a Apple, que passou uma década e investiu US$ 10 bilhões na tentativa de fabricar um carro, antes de desistir no ano passado.
O sucesso da Xiaomi onde a Apple falhou, fortaleceu a reputação de Lei, tornou sua empresa uma das mais valiosas da China e abalou os setores de tecnologia e automotivo.
O colapso do programa visionário da Apple para carros apenas ressaltou a eficácia da abordagem realista da Xiaomi, que se inspirou em designs comprovados da Tesla e da Porsche, enquanto se manteve fiel ao conceito de acessibilidade que a tornou uma marca cult para os consumidores da geração Z.
Crucialmente, a Xiaomi também se lançou no ecossistema de veículos elétricos mais fértil do mundo — a China. Com subsídios estatais, infraestrutura de recarga existente e uma cadeia de suprimentos pronta, a Xiaomi teve o impulso estrutural que faltava à Apple.
A Xiaomi não se manifestou sobre a reportagem.
O “carisma, o reconhecimento da marca e o ecossistema de Lei e da Xiaomi não podem ser subestimados”, disse Yale Zhang, diretor administrativo da consultoria Automotive Foresight, com sede em Xangai. “É uma grande influência para os jovens consumidores que encheram suas casas com produtos Xiaomi. Quando chega a hora de comprar um veículo elétrico, eles naturalmente pensam na Xiaomi.”
Contudo, fabricar carros é um desafio muito mais complexo e que exige muito capital do que a fabricação de telefones ou panelas elétricas. Exige domínio sobre normas de segurança, logística global e produção em escala, tudo isso enquanto compete com montadoras tradicionais com longa história e amplas linhas de modelos. Qualquer expansão internacional também exigirá lidar com cenários geopolíticos complexos. Como uma das primeiras gigantes da tecnologia a realmente fabricar um carro, a Xiaomi está em território desconhecido.
Fracassos da Apple
O projeto de carro da Apple, internamente apelidado de Projeto Titan, fracassou em grande parte porque não era apenas um veículo elétrico — era, em determinado momento, uma tentativa de superar a indústria automotiva com um veículo totalmente autônomo, de nível 5. Os objetivos eram ambiciosos e a direção mudava constantemente, o que resultou em mais de uma década de esforço sem nada para mostrar.
Lei, de 55 anos, foi relativamente econômico com tempo e recursos e apostou sua reputação pessoal no projeto. Ele alegou que fabricar carros seria seu “último projeto empreendedor”.
Pequena escala
A Xiaomi estabeleceu uma meta de entrega de 350.000 unidades em 2025, acima da meta anterior de 300.000 unidades, impulsionada pela demanda pelo recém-lançado YU7 e pelo aumento da produção. Os preços iniciais do sedã SU7, de 215.900 yuans (US$ 30.100), e do SUV, de 253.500 yuans, os tornam alternativas competitivas a modelos como o Model 3 e o Model Y da Tesla.
A empresa registrou receita recorde no primeiro trimestre deste ano, impulsionada pelas vendas de carros e smartphones. Espera-se que sua divisão de veículos elétricos se torne lucrativa no segundo semestre de 2025, disse Lei em uma reunião com investidores em junho.
No entanto, a produção da Xiaomi ainda é em uma escala muito mais limitada e voltada a nichos. A principal marca de automóveis da China, a BYD, vendeu cerca de 4,3 milhões de veículos elétricos e híbridos no ano passado, muitos no exterior, enquanto a Tesla comercializou cerca de 1,78 milhão de veículos globalmente.
Valor - SP 08/07/2025
Governo busca fontes alternativas de recursos para custear segmento em meio a juros altos.
Em um ambiente de juros mais altos, os brasileiros retiraram R$ 49,6 bilhões da poupança apenas no primeiro semestre deste ano. Os dados publicados ontem pelo Banco Central (BC) mostram continuidade da queda estrutural dos recursos da poupança e reforçam os desafios para encontrar novas fontes de funding para habitação.
No primeiro semestre de 2024, a saída líquida da poupança, resultado entre depósitos e retiradas, ficou em apenas R$ 2,8 bilhões. Já no mesmo período de 2023 o saque líquido foi de R$ 66,6 bilhões, em termos nominais.
O Banco Central e a Caixa Econômica Federal, de longe a maior instituição no crédito imobiliário, têm discutido possibilidades para ampliar os recursos, incluindo algumas opções de curto prazo, como uma eventual queda dos depósitos compulsórios, e outras configurações mais perenes, como uma solução de securitização, mas que ficam difíceis de serem viabilizadas em um ambiente de Selic a 15%.
De acordo com Arnaldo Lima, economista da Polo Capital, o principal fator para essa diferença entre 2024 e 2025 foi a mudança de direção da política monetária. No início do ano passado, o BC ainda estava conduzindo um ciclo de baixa na taxa básica de juros, que parou em maio, ficou estável em 10,50% ao ano por alguns meses e voltou a subir em setembro. Atualmente, a Selic está no maior patamar desde 2006.
“Já em 2025, com o Banco Central interrompendo o ciclo de cortes após elevar os juros para conter pressões inflacionárias, os investidores redirecionaram recursos para instrumentos mais rentáveis, como o Tesouro Selic e CDB (Certificado de Depósito Bancário) com liquidez diária, ampliando o movimento de retirada”, apontou Lima.
Segundo o Valor apurou, o governo estuda a alternativa de tornar os contratos de financiamento imobiliário atrelados ao Índice de Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais atrativos para a classe média, como forma de alavancar o funding para financiamento imobiliário. Para isso, a equipe técnica avalia a criação de algum tipo de ajuste nos contratos ligados ao IPCAque diminua a volatilidade mensal das parcelas.
“Vou conseguir que um contrato oscile menos se tiver amortização a mais”, explicou um técnico envolvido nas negociações. Ou seja, uma possibilidade seria manter a amortização do saldo devedor mais estável e jogar os juros - afetados pelo IPCA - mais para o fim do contrato. “Ter carteira com IPCA seria importante no sentido de, quando houver uma melhoria da taxa de juros, o IPCA é um tipo de contrato que você consegue fazer a venda dessa carteira com maior facilidade”, disse ainda o técnico que participa das negociações.
Essa modalidade foi lançada em 2019, capitaneada pelo então presidente da Caixa Pedro Guimarães, já com o intuito de facilitar operações futuras de securitização. Entretanto, basicamente só o banco estatal aderiu, e a oferta nunca decolou porque os picos de inflação aumentaram bruscamente as parcelas dos tomadores. Para o técnico ouvido pelo Valor, uma opção seria uma campanha educacional para diminuir a desconfiança dos mutuários em relação a esse indexador - que tem taxas de juros menores do que os contratos corrigidos pela Taxa Referencial (TR) - e também algum tipo de regulamentação do BC que deixe mais claras as possibilidade de uso das linhas atreladas ao IPCA.
Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, também destacou o impacto da taxa básica de juros, que torna outros investimentos mais atrativos do que a poupança. “O avanço do Pix e do open finance facilitou a migração de recursos para alternativas mais rentáveis, enquanto fintechs, com menores custos operacionais, ampliaram a competição pela captação. Além disso, as famílias ainda enfrentam restrições no orçamento diante da inflação de serviços”, disse a economista.
Os movimentos da poupança causam reflexos no crédito imobiliário, já que o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) é uma das principais fontes de funding para o setor. É justamente essa modalidade que concentrou grande parte da saída no primeiro semestre, com R$ 38,4 bilhões, ou 77,3% do total. O restante foi o resultado da poupança rural, com saída de R$ 11,3 bilhões.
Em entrevista sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) no fim de junho, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, ressaltou que existe uma mudança estrutural na poupança e destacou a importância de buscar novas formas de funding. Ele também disse que o debate estava sendo feito com o governo e atores do mercado e que uma proposta deveria ser apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando estivesse pronta.
Em entrevista ao Valor em junho, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, afirmou que o banco está aprimorando a busca de funding em mercado de capitais e inclusive trouxe recursos de tesouraria que não estava usando. “A questão da securitização vai acontecer quando o mercado, a macroeconomia, der as condições. Uma mudança no indexador da poupança não acho que vá acontecer, está distanciado”, afirmou na ocasião.
Globo Online - RJ 08/07/2025
O governo brasileiro assinou nesta segunda-feira memorando com a China para estruturar projeto de ferrovia que liga o Brasil ao Peru. O acordo firmado pelo Ministério dos Transportes, por meio da estatal Infra S.A, prevê a realização de pesquisas e planejamento de um corredor ferroviário bioceânico, do Acre ao Porto de Chancay, no Peru.
Em cerimônia nesta segunda, o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, disse que o acordo inaugura uma nova etapa da “cooperação ferroviária internacional”.
— O Brasil está preparado para liderar uma nova era de infraestrutura logística e essa liderança se fará com responsabilidade, engenharia de qualidade, com parcerias sólidas e com trilhos voltados para o futuro, é por isso que estamos trazendo os melhores no campo ferroviário para nos dar subsídios — complementou Leonardo Ribeiro.
O acordo foi firmado entre a Infra. S.A, ligada ao Ministério dos Transportes, e a estatal chinesa China Railway Economic and Planning Research Institute.
Segundo o plano, a ferrovia vai criar um corredor entre o porto de Chancay, no Peru, construído em parceria com os chineses, e atravesse o Peru até o Rio Branco (AC). De lá, o projeto ferroviário prevê uma malha que cruzaria a capital do Acre, Rondônia, até o Mato-Grosso.
Segundo o Ministério dos Transportes, o projeto analisado poderá se tornar “a espinha dorsal de uma nova rota bioceânica, reposicionando o Brasil no comércio internacional e trazendo vantagens para as exportações à Ásia.”
Então a construção de um sistema integrado de transporte moderno suficiente e sustentável é de importância fundamental para otimizar a estrutura econômica internacional, aumentar a competitividade, e melhorar o bem estar da população.
Valor - SP 08/07/2025
No valor de R$ 1,8 bilhão, acordo é retroativo a 1º de abril de 2025 e vai até 31 de março de 2026.
A MRS Logística assinou, em 27 de junho, o nono termo aditivo com a Mineração Usiminas, controlada da Usiminas, para prorrogar a vigência do contrato entre as partes. As empresas também incluíram procedimento para apuração de responsabilidades em casos de acidentes ferroviários no Porto Sudeste, envolvendo trens carregados.
Confira os resultados e indicadores da Usiminas e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360
O contrato tem valor de R$ 1,8 bilhão. O acordo é retroativo a 1º de abril de 2025 e vai até 31 de março de 2026.
O acordo inicial de prestação de serviços de transporte ferroviário de carga foi acordado pelas empresas em 11 de setembro de 2017.
Portos e Navios - SP 08/07/2025
Para implementar seu novo modelo de atuação, como Agente Transportador Ferroviário de Cargas (ATF-C), investimentos incluem a aquisição de locomotivas e vagões, adequações para o transporte e contratação de mais de 700 pessoas no ES e MG
A VLI, companhia que opera ferrovias, portos e terminais, iniciará sua primeira operação como Agente Transportador Ferroviário de Cargas (ATF-C), com o transporte de carga geral em composições próprias na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), concessão controlada pela Vale. A operação, autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), será acompanhada pela agência reguladora e envolve o investimento de cerca de R$ 600 milhões na aquisição de locomotivas e vagões e adequações para o transporte, além da contratação de mais de 700 pessoas em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Até então, o transporte de carga geral era realizado por locomotivas e maquinistas da Vale ao longo da EFVM, em fluxos com origem e destino no sistema portuário do Espírito Santo. Com a mudança de formato, profissionais e material rodante da VLI poderão prestar diretamente o serviço para carga geral ao longo da EFVM. A estimativa é de que a estruturação completa ocorrerá até o segundo semestre de 2026.
“A VLI está atenta a oportunidades advindas de novos modelos operacionais e regulatórios em nome de um atendimento cada vez mais diferenciado aos clientes da companhia. A operação como ATF-C nos propiciará mais autonomia na programação de composições e redução de tempos de parada para troca de equipes e maquinários para transporte de carga”, afirma Fábio Marchiori, CEO da VLI.
Anualmente são transportadas cerca de 22 milhões de toneladas de carga de clientes VLI na EFVM. O fluxo compõe o chamado Corredor Leste da VLI, formado também pelo trecho da Ferrovia Centro-Atlântica com origem no Triângulo Mineiro.
“Este novo modelo do ATF-C não altera as obrigações contratuais da Vale enquanto concessionária da Estrada de Ferro Vitória a Minas, especialmente as responsabilidades financeiras, de investimentos, de prestação de informação e de manutenção da infraestrutura ferroviária, assim como o transporte de passageiros, cargas gerais e minério de ferro. Mantemos nosso compromisso com nossos empregados e com a sociedade”, diz João Falcão, diretor da Estrada de Ferro Vitória a Minas.
Investimentos e oportunidades de emprego
Os investimentos previstos para o projeto incluem cerca de 530 milhões para aquisição de cerca de 50 locomotivas e 1.040 vagões – em grande parte, material rodante utilizado pela Vale no antigo modelo da operação. Além disso, estão previstos cerca de R$ 70 milhões para adequações das instalações utilizadas no transporte de carga geral. As vagas de emprego serão ofertadas para cargos operacionais e administrativos em localidades ao longo das operações da VLI.
ATF-C
Após registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em janeiro deste ano, a VLI passou a poder operar como Agente Transportador Ferroviário de Cargas (ATF-C) no país. Isso significa que a empresa possui a prerrogativa de negociar com outros players, por meio de contrato operacional específicos (COEs), para acessar, mediante compartilhamento, trechos ferroviários para fins de execução do transporte direto de cargas, ampliando suas atividades.
Com a edição da Lei das Ferrovias (Lei 14.273/2021), que entrou em vigor em fevereiro de 2022, o cenário ferroviário foi modificado e houve a criação do ATF-C. Entre os objetivos da nova legislação está a abertura do mercado ferroviário, ampliando o sistema por meio de novas alternativas regulatórias para o setor, gerando o aperfeiçoamento e fomentando a competitividade para os serviços prestados nas ferrovias brasileiras. Pelo novo modelo de execução do transporte ferroviário de cargas pelo Agente Transportador Ferroviário, a prestação do serviço de transporte ocorre de forma desvinculada da exploração da infraestrutura ferroviária.
Infomoney - SP 08/07/2025
Os produtores de petróleo da Opep+ devem aprovar outro grande aumento de produção para setembro, ao concluírem tanto a reversão dos cortes voluntários de produção por parte de oito membros quanto a mudança dos Emirados Árabes Unidos para uma cota maior, disseram cinco fontes.
O grupo, que bombeia cerca de metade do petróleo do mundo, vinha reduzindo a produção há vários anos para sustentar o mercado. Mas reverteu o curso este ano para recuperar participação no mercado e conforme o presidente dos EUA, Donald Trump, passou a exigir que o grupo bombeasse mais para ajudar a manter os preços da gasolina mais baixos.
A Opep+ começou a reduzir os cortes de 2,17 milhões de barris por dia (bpd) em abril, com um aumento de 138.000 bpd. Seguiram-se aumentos de 411.000 bpd em maio, junho e julho, apesar da queda dos preços do petróleo.
No sábado, o grupo aprovou um aumento de 548.000 bpd para agosto.
Cinco fontes familiarizadas com as discussões disseram na segunda-feira que o grupo provavelmente aprovará um aumento de cerca de 550.000 bpd para setembro, quando se reunir em 3 de agosto.
Isso completará o retorno ao mercado de 2,17 milhões de bpd dos oito membros: Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Iraque, Cazaquistão e Argélia.
Também será concluído um aumento adicional de 300.000 bpd na produção dos Emirados Árabes Unidos, à medida que o país passa a operar com uma cota maior, disseram as fontes.
A Opep e os Emirados Árabes Unidos não responderam aos pedidos de comentários.
Monitor Digital - RJ 08/07/2025
Inaceitável! A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, foi extremamente infeliz ao declarar à imprensa que a companhia pode estar considerando vender o polo de produção onshore da Bahia. Tamanha foi a minha incredulidade que cheguei a pensar que se tratava de uma fake news.
Passamos por esse terror no governo passado. Vender esse polo é rasgar a história da Petrobrás e ignorar o papel estratégico da Bahia para o setor energético nacional. A produção de petróleo onshore no estado nunca esteve atrelada ao preço do barril no mercado internacional. Ela representa a presença do Estado brasileiro no desenvolvimento econômico e social da região, gerando emprego e renda para o povo baiano.
Esse polo foi fundamental para o nascimento da indústria do petróleo no Brasil. É uma oportunidade de a Petrobras retomar sua expertise em produção onshore, abandonada durante os governos de Temer e Bolsonaro. Milhares de trabalhadores e trabalhadoras da Petrobras foram transferidos da Bahia para outras regiões do país por causa das privatizações desses anos. Agora estão voltando e não podem ser tratados como joguetes.
A retomada das atividades no estado é uma reparação histórica. A Petrobrás não pode desconsiderar que a história do petróleo no Brasil começou na Bahia. Já foram anunciados R$ 16 bilhões em investimentos na região nos próximos cinco anos, com profissionais altamente qualificados comprometidos em dobrar a produção atual.
Em 2024, a produção de petróleo na Bahia gerou cerca de R$ 257 milhões em tributos e participações governamentais. A contratação de novas sondas e o reforço da infraestrutura operacional estão impulsionando a economia local. “Não aceitaremos retrocessos. A FUP vai buscar apoio do presidente Lula e do Ministério de Minas e Energia para evitar que eventuais planos de liquidação de ativos prosperem”, ressalta a federação;
Valor - SP 08/07/2025
Ministro espera que venda ocorra até novembro e considera que recursos podem ajudar a recompor receitas perdidas com derrubada do decreto do IOF.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou na segunda-feira (7) que a expectativa da pasta é que o leilão de áreas não contratadas do pré-sal seja feito em novembro deste ano. Esse leilão será importante porque pode levantar de R$ 15 bilhões a R$ 20 bilhões, ajudando a recompor a receita perdida com a derrubada do decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Silveira também acenou com a redução do preço da gasolina em breve, se a tendência de queda do preço do Brent se mantiver. As declarações foram dadas nos compromissos que manteve no segundo e último dia da cúpula de líderes do Brics, o bloco que reúne economias emergentes, no Rio.
Na semana passada, o Senado aprovou o texto que permite ao governo fazer o leilão de áreas não contratadas do pré-sal. A equipe econômica do governo espera apenas a sinalização do ministério de Minas e Energia e da PPSA (a estatal do pré-sal) de que será possível fazer o certame ainda neste ano para incluir a previsão de receitas no relatório bimestral de avaliação do Orçamento. O próximo relatório bimestral sai em 22 de julho.
Em relação ao preço dos combustíveis, o ministro avaliou que, a despeito da preocupação com a evolução do Brent após os últimos conflitos geopolíticos, o preço do barril de petróleo tem caído, o que deve se refletir no custo dos combustíveis no mercado interno: “Se preço do Brent continuar a cair, teremos gasolina mais barata nos próximos dias.”
A política de preços dos combustíveis é feita pela Petrobras, empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Quem define os preços - reduções ou aumentos nos valores praticados nas refinarias para as distribuidoras - é um grupo restrito de executivos da alto escalão da estatal, incluindo a presidente, Magda Chambriard.
Também nesta segunda, em entrevista à GloboNews, o ministro disse que oscilações do preço do petróleo podem “impactar a economia do planeta” e, por isso, a participação em fóruns internacionais como o Brics é importante.
Na entrevista, Silveira afirmou que o Brasil deve caminhar em direção à transição verde, mas que “o petróleo é uma realidade”. “Enquanto o mundo demandar energia fóssil, é importante que o Brasil continue produzindo. É preciso que se vá em direção rápida à transição verde, mas precisa ser justa [...]. Se deixarmos de produzir e exportar petróleo, vamos ser importadores. O petróleo é importante inclusive para a receita nacional”, afirmou.
Sobre uma eventual recompra da refinaria de Mataripe (antiga Landulpho Alves, na Bahia), Silveira afirmou que a privatização “fez muito mal ao povo da Bahia e de Sergipe”, porque os preços de combustíveis na região são maiores que no restante do país.
“A princípio, a visão que nós temos é de que a privatização da refinaria da Bahia, feita pelo governo anterior, fez muito mal ao povo da Bahia e de Sergipe. O combustível ali está mais caro que no resto do Brasil. O que quer dizer que segurança de suprimentos muitas vezes é importante que seja feita por uma empresa nacional”, disse. No começo da gestão Lula, houve indicações de que refinaria de Mataripe poderia voltar ao controle da Petrobras, mas até hoje não houve um desfecho.
O ministro reforçou a autonomia e independência da Petrobras do ponto de vista gerencial e que não há intervenção nas decisões antes da chegada de projetos ao conselho de administração da companhia: “O governo tem grande poder de decisão no conselho da Petrobras, mas não interfere na direção executiva.”
Por enquanto, disse, um projeto de recompra da refinaria de Mataripe não foi apresentado no conselho de administração, “portanto deve ser apenas uma posição inicial”. “Quando chegar no conselho, os conselheiros que são representantes do governo levarão [para avaliação]. Aí o governo vai avaliar.”
Infomoney - SP 08/07/2025
Os preços do petróleo subiram quase 2% nesta segunda-feira, uma vez que os sinais de forte demanda mais do que compensaram o impacto de um aumento da produção da Opep+ maior do que o esperado para agosto e novas preocupações sobre o impacto potencial das tarifas dos Estados Unidos.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de US$1,28, ou 1,9%, a US$69,58. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA (WTI) subiu 1,4%, a US$67,93. No início da sessão, o Brent havia caído para US$67,22 e o WTI teve sua mínima da sessão em US$65,40.
“O quadro da oferta definitivamente parece estar se elevando, no entanto, a demanda mais forte também está se mantendo acima das expectativas”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações da BOK Financial.
As estatísticas do setor de viagens divulgadas na semana passada mostraram que um número recorde de norte-americanos viajou para o feriado de 4 de julho por via rodoviária e aérea.
No sábado, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados na Opep+ concordaram em aumentar a produção em 548.000 barris por dia em agosto, excedendo os aumentos de 411.000 barris por dia que fizeram nos três meses anteriores.
A decisão da Opep+ trará quase 80% dos cortes voluntários de 2,2 milhões de barris por dia de oito produtores da Opep de volta ao mercado, disseram os analistas da RBC Capital, liderados por Helima Croft, em uma nota.
Revista Manutenção e Tecnologia - SP 08/07/2025
As vendas de máquinas agrícolas no Brasil somaram R$ 6,5 bilhões em maio, 30,4% superior ao registrado no mesmo período no ano passado, segundo dados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
No acumulado do ano, as vendas somam R$ 26,9 bilhões, alta de 22,8% na mesma comparação. De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão, o resultado foi expressivo e pode ser atribuído ao desempenho do setor durante a feira Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
“Se olharmos as estatísticas de todos os anos, maio sempre há um salto nas vendas. Nós reputamos isso à Agrishow porque em maio os recursos do plano safra já se esgotaram, sendo esta a única explicação que temos”, comentou o executivo.
Diante dos resultados do último mês, a Abimaq deve rever a partir do próximo mês as suas estimativas para o crescimento do setor este ano, avaliado em 8% até o mês passado. “Se somarmos o que vendemos até maio e repetir nos próximos meses os números do ano passado, isso já dá um aumento de 9%”, detalhou Estevão.
Sobre o Plano Safra 25/26, o presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas (CSMIA) da Abimaq avaliou que o governo federal priorizou a agricultura familiar e a segurança alimentar, mas que as taxas para os demais segmentos seguem atrativas se comparadas ao praticado no mercado.
“Para as principais linhas de financiamento de máquinas agrícolas os juros ficaram em 13,5% a 12,5%. Não é uma taxa juros barata, mas quando você compara com o que está sendo praticado no mercado, com taxas de 22%, 20%, ele fica muito atrativo”, destacou o executivo.
Em relação às exportações de máquinas agrícolas em maio, foram US$ 123,6 milhões, alta de 39,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, foram US$ 609,2 milhões, alta de 9,8%.
Já as importações caíram 11,6% em maio, para US$ 118,5 milhões. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a queda foi de 1,8%, com US$ 550,9 milhões.