Belo Horizonte, 22 de janeiro de 2008 - Ano: III - Nº: 73     

     
 

Emprego cresce em todos os setores
produtivos em Minas

Minas Gerais terminou 2007 como o segundo Estado que mais gerou empregos, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta quinta-feira (17), em Brasília. No total, foram 168.398 novos postos, o que corresponde a 10,4% dos postos criados no Brasil em 2007. Conforme o levantamento, todos os setores e subsetores do Estado registraram número maior de empregos com relação ao fechamento do ano anterior.

O setor que mais gerou empregos em termos absolutos foi o de serviços (63.751), seguido pela indústria da transformação (40.097), comércio (39.595) e construção civil (20.699). A indústria extrativa mineral criou 3.105 empregos, enquanto a administração pública abriu 573 postos. A agricultura, que chegou a gerar milhares de empregos nos primeiros meses do ano, puxada pelas lavouras de café e cana-de-açúcar, fechou o ano com 404 empregos, superando em termos absolutos apenas o setor de serviços industriais de utilidade pública (174).

Em relação ao desempenho absoluto dos subsetores, os destaques foram o comércio varejista (33.779), o comércio e administração de imóveis (28.515) e o de serviços de alojamento, alimentação, reparação e manutenção (15.545).

Segundo avaliação do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marcio de Lacerda, os investimentos privados anunciados recentemente e outros que devem ser oficializados ainda no primeiro trimestre devem reforçar a criação de novos postos ao longo de 2008. "A expectativa é de que a economia se mantenha aquecida na maioria das atividades, o que acaba refletindo positivamente nos níveis de emprego. A intenção do governo é trabalhar para sustentar o aumento do número de postos", afirmou.

O crescimento mineiro geral foi de 5,63%. Dentre 25 setores e subsetores, três registraram crescimento proporcional de dois dígitos nos postos de trabalho: material de transporte (23,28%), comércio e administração de imóveis (10,48%) e construção civil (10,20%). O setor mecânico (9,64%) e o que engloba material elétrico e de comunicação (8,40%) também merecem destaque. Os que menos cresceram foram, segundo o Caged, os serviços de utilidade pública (0,52%) e a agricultura (0,15%).

Em dezembro, houve recuo de 0,91% no estoque de empregos em Minas, em função, sobretudo, do desaquecimento de certas atividades com o fim do ano. A indústria, que contratou excedente para reforçar as linhas de produção nos meses anteriores, foi responsável por mais da metade das demissões no último mês (15.121 contra 29.447 do geral do Estado). Já o comércio, também seguindo a tradição ligada ao fim de ano, registrou aumento dos postos. O ramo varejista admitiu 5.370 empregados, aumento de 0,90 em relação ao total de empregos disponíveis em novembro e melhor resultado proporcional do Estado.

Regiões metropolitanas

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foi a terceira em números absolutos, com 80.461 novos empregos, em 2007. Proporcionalmente, a capital mineira e as cidades do entorno tiveram o segundo melhor desempenho, com crescimento de 7,12%, um reflexo dos investimentos que vêm sendo feitos na região Central do Estado.

(Fonte: Portal Minas – 17/01/2008)

Um alerta em Congonhas

O CODEMA de Congonhas se reuniu na sexta feira dia 11 de Janeiro/2008, para avaliar o pedido de declaração de conformidade com as normas ambientais municipais, para renovação da licença de operação da CSN - Companhia Siderúrgica Nacional. O pleno deferiu pela necessidade de realização de uma reunião pública, onde a comunidade possa conhecer e debater os impactos e as vantagens deste tipo de desenvolvimento.

Antes desta, todos os conselheiros do CODEMA visitarão a Mina Casa de Pedra, para conhecerem de perto os projetos e investimentos previstos para manutenção, recuperação e controle ambiental. "O Codema não vai atrasar nenhum investimento. O que buscamos é aproximar a comunidade das informações. E preciso dividir o conhecimento e a responsabilidade." - Afirma Neilor Aarão, presidente do CODEMA.

Segundo fontes não oficiais a Companhia Siderúrgica Nacional investirá R$ 9,5 bilhões nos próximos seis anos em siderurgia, mineração e cimento no Estado de Minas Gerais. A capacidade da mina de Casa de Pedra, sua principal jazida, passará dos atuais 16 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para 65 milhões de toneladas até 2011, um aumento de mais de 300% na capacidade de produção. O anúncio coincide com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmando a determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) de que a Vale tenha de abrir mão do direito de preferência sobre o excedente exportável da produção de Casa de Pedra, se quiser manter o controle sobre a "Ferteco", hoje a segunda maior exportadora de minério do Brasil - conforme noticiado no Jornal do Comércio.

O município de Congonhas concentrará os principais projetos da CSN, que totalizam cerca de R$ 9 bilhões, sendo R$ 6,2 bilhões para a instalação da planta siderúrgica, R$ 850 milhões para a usina de pelotização e R$ 2,2 bilhões para a expansão da Mina Casa de Pedra, transformando-a na quarta maior mina de ferro do mundo.

O CODEMA acredita que os riscos e problemas ambientais também aumentarão consideravelmente. Para tanto é preciso que os investimentos na área ambiental acompanhem sua proporcionalidade. "Os atos desta geração e destes conselheiros, são de responsabilidade e repercussão infinita. Conhecendo cada um deles, não tenho dúvidas de que serão lembrados pelas futuras gerações, pelo comprometimento com a qualidade de vida e pelo respeito ao meio ambiente.

(Infomet, 16/01/2008)

Crescimento do setor automobilístico fez com que empresas adiassem férias coletivas

A tradição de que o fim do ano é o mês das férias coletivas em algumas empresas não foi seguida a risca esse ano. Devido à alta demanda na produção e ao crescimento nas vendas, que deixaram alguns estoques em baixa, as férias coletivas na Volkswagen Caminhões e Ônibus, e PSA Peugeot Citroën, em Resende e Porto Real, respectivamente, foram suspensas, e eles também não pararam neste início de ano.

De acordo com uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), 17% das empresas não irão parar para as férias coletivas. Em 2006 esse número não passou de 6%.

A Diretoria de Comunicação e Relações Externas da PSA Peugeot Citroën declarou que esta foi a primeira vez que a empresa suspendeu as férias coletivas. De acordo com a diretoria, desde que a produção de veículos no Brasil foi iniciada, com a inauguração da fábrica de Porto Real, em fevereiro de 2001, essa é a primeira vez que não eles dão férias coletivas no fim de um ano.

O Diretor de Relações Externas da montadora, Rodrigo Junqueira, declarou que esse fato se deve ao crescimento do setor. "A comercialização de carros de passeio e comerciais leves do setor automotivo brasileiro cresceu 28% em 2007. Já as vendas da PSA Peugeot Citroën cresceram 34% no ano passado", salientou.

Segundo o departamento, o fator que motivou essa medida foi a grande demanda que a montadora alcançou. Eles explicaram que a empresa possui estoque, mas que a demanda por carros da marca está muito grande e foi decidido manter os funcionários para conseguir atender a todos os pedidos.

A diretoria informou que os trabalhadores não ficarão sem as férias, que geralmente são concedidas entre o Natal e o Ano Novo. "As férias coletivas foram transferidas para o fim de janeiro. Serão de 21 de janeiro a 11 de fevereiro", declarou, afirmando que a empresa está crescendo e seguindo o plano de aumento de participação no mercado brasileiro definido em 2007 pelo Presidente Brasil e Mercosul da PSA Peugeot Citroën, Vincent Rambaud.

Para atender a demanda, em dezembro de 2007 a montadora contratou 700 novos funcionários para compor um terceiro turno. A diretoria destacou que devido a isso, a capacidade de produção aumentou de 100 mil para 150 mil veículos por ano.

Até o fechamento desta edição a Volkswagen Caminhões e Ônibus não informou sobre as férias coletivas dos funcionários.

(Infomet - 16/01/2008)

Ipea prevê aumento de 5,9% para a produção industrial brasileira em 2007

A produção industrial do país deve fechar o mês de dezembro de 2007 com uma queda de 2% em relação a novembro, mas apresentar crescimento de 4,7% ante o mês de dezembro de 2006. As previsões, feitas hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) - vinculado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República - incluem a estimativa de expansão de 5,9% para a produção no ano todo de 2007.

Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada, a produção industrial de novembro caiu 1,8% ante outubro. De acordo com o instituto, as duas retrações consecutivas não marcam mudança da tendência de crescimento da atividade. Segundo o Ipea, além de uma acomodação natural, as variações negativas podem estar refletindo o efeito do calendário, com muitos feriados prolongados, sobretudo em novembro.

O instituto destaca que suas projeções para dezembro levam em conta a retração das variáveis consideradas até o momento, como a baixa de 3,7% na produção de veículos em relação ao mês de novembro, apurada pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Além disso, a produção de papelão ondulado, que também é importante na medição da atividade, caiu 1,8% conforme dados do setor.

Leonardo Mello de Carvalho, coordenador do Grupo de Análise e Previsões da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do Ipea, diz que a queda na produção de veículos foi recebida com surpresa pelo instituto. Esperávamos uma recuperação já para o mês de dezembro, principalmente pelo fato de as montadoras estarem operando com grau de utilização da capacidade elevado, disse em nota.

Ainda assim, o coordenador informa em seu relatório que o Ipea espera uma recuperação bastante expressiva no desempenho industrial já neste mês de janeiro. Segundo ele, essa expectativa é amparada pelo aumento das vendas industriais observada em novembro, de 0,7%, apesar da queda de produção.

(Fonte: Valor, 18/01/2008)

MRS elevará de novo frota de locomotivas

Para atender à crescente demanda por minério de ferro, a MRS Logística planeja fazer outra encomenda, a partir de abril, de 65 novas locomotivas. As máquinas vão somar-se às 15 locomotivas importadas dos EUA e recebidas nos últimos dias pela empresa. Outras 55 locomotivas zero quilômetros já foram encomendas pela operadora ferroviária e devem ser entregues à MRS no decorrer deste ano.

Ao todo, as aquisições devem exigir desembolso de, pelo menos, US$ 250 milhões. Foram adquiridos também 1,6 mil vagões.

"Nossa expectativa é de que possamos encomendar parte das 65 locomotivas aqui no Brasil", disse o presidente da MRS, Júlio Fontana Neto, sem revelar detalhes sobre o local de produção.

Uma das alternativas para a fabricação no País seria a reativação da antiga fábrica de locomotivas da GE, localizada em Contagem (MG).

Há anos planos de retomada das atividades são discutidos entre o governo local e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas todos sem sucesso.

As locomotivas já recebidas, modelo GE C-38, foram desembarcadas no Porto do Rio de Janeiro, e, após o desembaraço aduaneiro, seguirão para a Oficina da MRS em Barra do Piraí, a fim de passar pelas últimas adaptações antes de entrarem em operação.

A MRS Logística encerrou 2007 com 26,3 milhões de toneladas transportadas, montante 12% superior ao apurado no ano anterior. Para 2008, a expectativa da empresa, de acordo com Fontana, é ampliar o volume transportado em 20%, impulsionado pelo minério de ferro.

Desde o ano 2000, a MRS comprou 255 locomotivas, sendo 55 novas como as que chegaram ao Porto do Rio de Janeiro. Também a compra de vagões é expressiva. De janeiro de 2000 a janeiro de 2008, foram adquiridas 3.416 unidades. Até julho deste ano, devem chegar mais 1.402 vagões, segundo Fontana Neto.

A frota total da MRS é de 517 locomotivas, sendo 475 dedicadas ao atendimento de transporte de cargas e 42 utilizadas para serviços, sem contabilizar as 15 unidades que chegaram em janeiro deste ano, e de 12.921 vagões.

(Fonte: Jornal do Commercio, 16/01/2008)

Mostra Passou Batido apresenta programação retrospectiva de 2007

Em 2008, o Cine Humberto Mauro retoma as atividades mais cedo, e abre sua programação com uma retrospectiva já tradicional: a Mostra Passou Batido. A partir do dia 7 de janeiro, a sala apresenta a 3ª edição da mostra, que reúne, como sempre, alguns dos principais títulos do ano anterior que ficaram pouco tempo em cartaz (entre uma e três semanas, em qualquer cinema da cidade).

A mostra está dividida em duas partes: a primeira, que vai do dia 7 ao dia 19 de janeiro reúne os filmes "Princesas", do espanhol Fernando Leon Aranoa, Amantes Constantes do francês Philippe Garrel, As Leis de Família, do argentino Daniel Burman e Ping-Pong da Mongólia, do chinês Ning Hao. A segunda parte, que permanece em cartaz entre os dias 20 e 31 de janeiro, conta com os seguintes títulos: Fora do Jogo, do iraniano Jafar Panahi, O Crocodilo, do italiano Nanni Moretti, Carreiras, do brasileiro Domingos de Oliveira e Em Busca da Vida, do chinês Jia Zhang Ke. O preço do ingresso para as sessões é de R$5 (inteira) e R$2,50 (meia).

Mostra Passou Batidinho

Este ano, a sala traz ainda uma outra novidade, a Mostra Passou Batidinho, com duas animações infantis que passaram voando pelo circuito de cinemas da cidade. Nas sessões dos dias 8, 10, 12 e 14 de janeiro, às 16h, será exibido o filme Brichos, do brasileiro Paulo Munhoz. Já nas sessões dos dias 22, 24, 26 e 28, a sala exibe o filme As Aventuras de Azur e Asmar, do francês Michel Ocelot. O preço dos ingressos para a Mostra Passou Batidinho é de R$2 (inteira) e R$1 (meia).


Serviço:

Evento: 3ª Mostra Passou Batido
Data: 7 a 31 de janeiro
Horário: Confira a programação
Local: Cine Humberto Mauro
Preço: R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia). Sessão infantil: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia).
Balcão de Informações: (31) 3236-7400

(Fonte: www.palaciodasartes.com.br)